Ribas do Rio Pardo
Ribas do Rio Pardo é o local mais viável para a instalação de uma fábrica de celulose na América do Sul
Crise econômica, efervescência política e insegurança jurídica. São esses os três fatores que estão postergando a construção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, município localizado a 86 quilômetros de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul. O idealizador deste projeto, o empresário e advogado Mário Celso Lopes, admite que o momento é difícil, mas o pior já passou.
“Na minha vida não tem empreendimento que comece e não termine”, disse Mário Celso, fazendo uma alusão sobre a futura fábrica de celulose de Ribas do Rio Pardo. Para ele, após o anúncio de expansão da Fibria e Eldorado Brasil em Três Lagoas, o município tornou-se, hoje, o local mais viável para instalação de uma fábrica de celulose não somente no Estado do Mato Grosso do Sul, nem em todo o Brasil, e sim em todo o continente sulamericano. E motivos não faltam: melhores condições edafoclimáticas e processo de logística favorável nos modais rodoviário e ferroviário.
De acordo com Mário Celso Lopes, o licenciamento ambiental já está aprovado, assim como as parcerias com o governo federal para a obtenção de recursos financeiros, seja pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), além de linha crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Esta semana, Mário Celso encontrou-se Paulo Tucura e Luiz Dutra – chapa vencedora na disputa pela prefeitura de Ribas do Rio Pardo. Durante o encontro em Andradina (SP), articulado pelo ex-prefeito Roberson Moureira, Mário Celso recebeu uma boa notícia de Paulo Tucura: o apoio de toda a bancada federal do Estado para a instalação desta fábrica em Ribas do Rio Pardo. “Sabemos como Três Lagoas, hoje capital mundial da celulose, se transformou economicamente com as fábricas. Temos a certeza que com Ribas do Rio Pardo será um processo vitorioso”, disse Paulo Tucura.
Para Mário Celso, a partir do local da fábrica há um raio superior a 100 quilômetros com eucalipto já plantado em terra plana. “A rodovia – a BR-262 – é na porta da fábrica e no projeto a ferrovia terá um ramal de dois quilômetros dentro da unidade industrial. O licenciamento ambiental já está aprovado. A Celulose Rio Pardense e Energia (CPRE), holding criada para tocar o projeto, continua firme na busca por recursos da iniciativa privada – tanto do Brasil, quanto no exterior.
O otimismo relativo à construção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo voltou a crescer depois que a Frente Parlamentar de Silvicultura (FPS), hoje presidida pelo deputado federal Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), anunciou que as negociações em torno da flexibilização do parecer da Advocacia Geral de União (AGU), que restringe a compra de terras por estrangeiros, voltaram a avançar. O secretário executivo da FPS, Aldo De Cresci Neto, informou durante o 4º Encontro Painel Florestal de Executivos realizado no fim de outubro, em São Paulo, que há entendimento entre a Câmara, o Senado e a AGU, além do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na ocasião, Decresci disse que em caso de aprovação do projeto de lei, cerca de R$ 150 bilhões em investimentos represados sairão do papel. Uma parte destes recursos será investida no Mato Grosso do Sul, embora – como a própria FPS diz –”ainda não dar para afirmar quando tudo isso acontecerá”.
Ribas do Rio Pardo
Sesi e Suzano fortalecem cultura de segurança e impulsionam transformação de Ribas do Rio Pardo
Em semana de prevenção de acidentes, parceiros levam serviços a trabalhadores do setor florestal
Ribas do Rio Pardo vive uma transformação profunda impulsionada pela implantação da maior fábrica de celulose em linha única do mundo em operação. No centro desse novo ciclo de desenvolvimento, a atuação conjunta entre o Sesi e a Suzano tem se destacado não apenas no apoio à empregabilidade, mas também na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis nas indústrias.
A estratégia passa pela união entre educação e cultura de prevenção de acidentes. Um dos principais exemplos disso é a realização da SIPAT Rural (SIPATR), promovida pela Suzano, em parceria com o Sesi, na Unidade Ribas do Rio Pardo. A iniciativa levou informação, serviços e experiências práticas a milhares de trabalhadores do setor florestal. Atualmente, as operações florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul mobilizam cerca de 5 mil trabalhadores.
“A operação florestal envolve deslocamentos, atividades em campo e uma rotina dinâmica, o que torna a cultura de segurança ainda mais importante. A SIPATR foi pensada justamente para aproximar esse tema do dia a dia das equipes, de forma prática, acessível e participativa”, afirma Gustavo Henning, gerente executivo de Logística Florestal da Suzano.
Durante quatro dias de atividades, foram registrados mais de 2,8 mil atendimentos em um formato inovador, no qual os profissionais das operações florestais puderam participar de um circuito interativo por estandes temáticos.
A programação incluiu conteúdos voltados à saúde, segurança do trabalho, educação e inovação. O engajamento dos trabalhadores foi incentivado por meio de um sistema de participação em estandes, reforçando o caráter educativo e interativo da ação – que também despertou o interesse de outras indústrias em replicar o modelo.
Entre as ações, estavam atendimentos odontológicos em unidade móvel, dinâmicas sobre percepção de riscos e experiências com realidade virtual.
“O Sesi é uma referência nacional quando se trata de saúde e segurança no trabalho. Os trabalhadores da Suzano tiveram uma experiência riquíssima com elementos inovadores, como o desafio sobre trânsito seguro utilizando óculos de realidade virtual. Eles também puderam ver na prática a metodologia da Escola Sesi, com demonstração da equipe de robótica. Nossa proposta de ensino coloca os alunos como protagonistas de suas histórias”, conta o superintendente regional do Sesi, Régis Borges.
No momento cultural da programação, os trabalhadores fizeram pintura coletiva de um quadro, que foi finalizado ao vivo no local por um artista plástico. A obra atualmente encontra-se exposta na recepção da Suzano em Ribas do Rio Pardo.
A proposta segue os princípios da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), obrigatória nas empresas e voltada à conscientização dos colaboradores sobre prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
Transformação econômica em ritmo acelerado
Enquanto iniciativas como a SIPATR fortalecem a cultura de segurança, o impacto econômico da presença da Suzano em Ribas do Rio Pardo é expressivo. O município recebeu mais de R$ 22 bilhões em investimentos privados, consolidando-se como um dos maiores projetos industriais recentes do país.
A indústria se tornou uma das principais bases do mercado de trabalho local, respondendo por parcela significativa dos empregos formais da cidade e gerando milhares de oportunidades diretas na cadeia de produção florestal e industrial.
Além disso, somente o pagamento de salários injeta mais de R$ 390 milhões por ano na economia local, contribuindo para o crescimento de setores como comércio, serviços, infraestrutura e educação.
O avanço também é visível no cenário internacional. Ribas do Rio Pardo passou a figurar entre os principais exportadores de Mato Grosso do Sul, saltando de menos de US$ 50 milhões para mais de US$ 1,25 bilhão em exportações no último ano.
Ribas do Rio Pardo
Temporal em Ribas do Rio Pardo causa estragos
Ventos de até 82,5 km/h e chuva intensa causaram danos à cidade; energia foi afetada e população deve ficar atenta aos alertas do Inmet
Ribas do Rio Pardo, a 98 km de Campo Grande, enfrentou uma madrugada de ventos fortes e chuva intensa neste sábado (10), deixando ruas bloqueadas e provocando danos em estruturas da cidade. Árvores caíram em diversas vias, postes foram derrubados e o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em alguns bairros, mas até o momento não há registro de feridos.
Segundo informações do meteorologista Natálio Abraão Filho, os ventos atingiram 82,5 km/h por volta do meio-dia, provocando quedas de árvores e postes. Equipes da Prefeitura e da Energisa estiveram nos locais para atendimento emergencial e restauração dos serviços afetados.
Um dos registros mais impactantes foi na Rua Júlio Lorenzoni, onde uma árvore bloqueou a passagem de veículos e danificou a fiação elétrica. Imagens compartilhadas pelas redes sociais mostram a intensidade do temporal, com chuva forte e ventos que derrubaram obstáculos nas vias da cidade.
Alertas do Inmet para Mato Grosso do Sul
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém dois alertas ativos no Estado:
- Nível laranja: válido para 36 municípios, indicando chuvas entre 30 mm/h e 60 mm/h ou 50 mm/dia a 100 mm/dia, ventos de 60 a 100 km/h e risco de granizo.
- Nível amarelo: atinge 58 municípios, com previsão de chuvas de 20 mm/h a 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos de 40 a 60 km/h e risco de cortes de energia, quedas de árvores, descargas elétricas, estragos em plantações e alagamentos.
A orientação do Inmet é que a população evite áreas próximas a árvores, fiação elétrica e construções que possam ser atingidas pelas rajadas de vento.
Cenário geral
O temporal reforça a necessidade de atenção redobrada da população em Ribas do Rio Pardo e em outros municípios de Mato Grosso do Sul, diante do aumento do risco de acidentes e danos materiais. As equipes de emergência seguem em campo para restabelecer serviços e garantir a segurança da população.
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