Celulose em Destaque
Queda no preço gera perda bilionária às fábricas de celulose de MS
Embora tenham elevado em 48,7% as exportações em 2025 na comparação com o ano anterior, as três indústrias de celulose que estão em atividade em Mato Grosso do Sul não têm muito a comemorar, já que o preço médio da tonelada caiu 21,14% e por conta disso as fábricas deixaram de faturar em torno de R$ 4,5 bilhões.
Dados da carta da conjuntura da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc) revelam que o volume exportado saltou de 4,63 milhões de toneladas para 6,89 milhões. O aumento é explicado pela ativação da fábrica de Ribas do Rio Pardo, que não estava em atividade no primeiro semestre de 2024.
Mas, apesar da alta de quase 50% no volume exportado, o faturamento em dólar cresceu apenas 17%, passando de U$ 2,633 bilhões para U$ 3,111 bilhões. Isso significa que, em média, o valor da tonelada caiu de 572,39 dólares para 451,34 dólares.
Ou seja, por conta desta redução nos preços, a Suzano, que opera em Três Lagoas e em Ribas do Rio Pardo, e a Eldorado, instalada em Três Lagoas, deixaram de faturar em torno de 834,15 milhões de dólares, o que significa perda superior a R$ 4,5 bilhões na cotação atual do dólar.

Feito por Denis Felipe com IA
Em novembro, após 13 meses consecutivos de queda nas cotações, o comando da Suzano, maior produtora de celulose do mundo, alertou que o setor da celulose estava correndo risco de colapso global, uma vez que os preços estavam insustentáveis.
A explicação para a queda, segundo a empresa, era o aumento seguido da oferta e a queda no consumo, principalmente da China. Diante disso, a saída seria reduzir a produção. A princípio, porém, esta retração não seria nas indústrias de Mato Grosso do Sul, que ainda operam no azul. A expectativa era de que indústrias europeias reduzissem a produção.
Embora ocupe áreas bem inferiores aos da agricultura ou da pecuária, a celulose já tem peso maior na balança comercial de Mato Grosso do Sul que estes dois setores. Dos US$ 10,7 bilhões exportados ao longo de 2025, ela representou 29% do total. Enquanto isso, a soja foi responsável por 22,8% e a carne bovina, por 17,7%. Em 2024, a celulose respondeu por 25,5% de tudo aquilo que foi exportado.
Mas, apesar desta aparente crise no setor, a chilena Arauco segue a todo vapor com os trabalhos para instalação da fábrica em Inocência, onde devem ser produzidos anualmente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
A Bracell também segue com os planejamentos para instalar, a partir de fevereiro do próximo ano, em Batagussu uma unidade para produzir em torno de 1,8 milhão de toneladas por ano.
Por Correio do Estado
Celulose em Destaque
Arauco inicia obras sociais de R$ 9,2 milhões em Inocência (MS) e amplia legado para a comunidade
Com investimento de R$ 9,2 milhões da Arauco, Inocência (MS) inicia uma nova etapa de fortalecimento de sua infraestrutura social e educacional. O pacote de obras prevê a construção da nova sede do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e da Casa de Passagem, além da ampliação do Centro Educacional Infantil (CEI) Professor Olivalto Elias da Silva. As iniciativas compõem o Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, da Arauco, e irão ampliar a capacidade de atendimento à população, fortalecendo a rede de acolhimento e educação infantil do município. A entrega das novas estruturas está prevista para 2027.
Claudia Belchior, gerente de Desempenho Social da Arauco, explica que os projetos foram definidos em parceria com a Prefeitura. Segundo ela, o pacote de investimentos materializa a visão de longo prazo da Companhia para a região. “Estas obras reafirmam que o Projeto Sucuriú caminha lado a lado com o desenvolvimento da região. Ao fortalecer as estruturas de educação e assistência social, atuamos diretamente na qualidade de vida no presente e no futuro de Inocência”, destaca.
A atenção voltada ao bem-estar das famílias locais também é detalhada pela coordenadora de Desempenho Social da Arauco, Tatiane Rodrigues Palazzio. “Esse investimento se transforma em benefício real na rotina da comunidade. Estamos criando um ambiente comunitário mais forte, onde o crescimento econômico da região se traduz em inclusão social e cuidado com cada morador”, afirma.
No eixo dedicado à Educação, a intervenção no CEI Professor Olivalto Elias da Silva vai ampliar a capacidade de atendimento. O centro contará com novas salas de aula mobiliadas e equipadas, banheiros e um pátio coberto. Com essa melhoria, a unidade ampliará sua capacidade de 868 para 948 alunos em um ambiente de aprendizado mais moderno e confortável.
No eixo de Assistência Social, a construção da nova sede do CRAS tem foco na dignidade no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade. O espaço, que será erguido atrás do Centro de Educação Infantil Margarida Tomázia de Paula – Vó Nona, O prédio seguirá os padrões do Ministério da Assistência Social, proporcionando condições ideais para a oferta de serviços de proteção básica e acolhimento à comunidade local.
Complementando a rede de proteção, a construção da Casa de Passagem representa um avanço histórico para o município. Localizada na avenida Três Lagoas, a unidade será entregue totalmente mobiliada, com dormitórios, cozinha e salas preparadas para acolher até 20 pessoas simultaneamente, oferecendo suporte humanizado inclusive para famílias com crianças. Tal como a Casa de Passagem que já funciona provisoriamente em Inocência, a futura instalação vai acolher temporariamente pessoas em situação de vulnerabilidade social, que não possuem local para se instalarem.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
Celulose em Destaque
Arauco reforça parceria com MPMS em campanha de combate à violência doméstica e ao feminicídio
Empresa apoiará ações de conscientização em 11 municípios, ampliando iniciativas voltadas à prevenção e ao fortalecimento da rede de proteção
Junho de 2026 – A Arauco participou nesta segunda-feira (01), do lançamento da 4ª edição da campanha “Você Merece Um Amor Leve”, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) voltada à conscientização, prevenção e combate à violência doméstica e ao feminicídio. A empresa é parceira da campanha e foi representada no evento por Dennis Rondina, coordenador de Relações Institucionais da Companhia.
A campanha faz alusão ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, celebrado em 1º de junho, data que abre oficialmente a Semana Estadual de Combate ao Feminicídio em Mato Grosso do Sul. A mobilização busca orientar a população sobre sinais de relacionamentos abusivos, ampliar o acesso à informação e reforçar a importância da denúncia e da rede de proteção.
Durante o lançamento, Dennis destacou a relevância da atuação conjunta para ampliar o alcance das ações de sensibilização. “Para a Arauco, participar de uma campanha como essa é reafirmar nosso compromisso com as pessoas e com os territórios onde estamos presentes. A prevenção à violência doméstica e ao feminicídio passa pela informação e pela mobilização de toda a sociedade. Por isso, essa parceria com o MPMS é tão importante: ela nos permite atuar de forma integrada e levar orientação a municípios que fazem parte da nossa área de influência no Estado”, afirma Dennis Rondina.
Cooperação levará informação a 11 municípios
A parceria integra um Acordo de Cooperação Técnica entre a Arauco e o MPMS, voltado à execução de iniciativas de responsabilidade social, especialmente nos municípios sob influência da empresa em áreas florestais: Água Clara, Aparecida do Taboado, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Selvíria e Três Lagoas. O objetivo é contribuir para a sensibilização e conscientização sobre feminicídio e violência doméstica e familiar contra a mulher.
Entre as ações previstas estão o apoio à divulgação de campanhas, a difusão de informações sobre a Lei Maria da Penha e seus instrumentos de proteção, além da realização de palestras, oficinas e materiais educativos. Também estão previstas iniciativas para fortalecer a rede local de atendimento à mulher vítima de violência. “Enfrentar essa situação exige atuação articulada e presença constante nos territórios. Essa parceria fortalece a capacidade de mobilização e conscientização nos municípios impactados pelo Projeto Sucuriú, ampliando o acesso à informação, à prevenção e à rede de proteção”, afirma a especialista em Desempenho Social da Arauco, responsável pelas agendas de enfrentamento às violências de gênero e contra crianças e adolescentes, Kary Visoto.
As ações fazem parte das iniciativas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico Socioambiental do Projeto Sucuriú, no eixo de Assistência Social. A parceria se soma a outras cooperações firmadas pela Arauco em Mato Grosso do Sul, como o termo assinado em fevereiro de 2026 com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Prefeitura de Inocência, voltado à proteção da mulher, à promoção dos direitos da infância e da juventude e ao fortalecimento da rede de apoio local.
Canais de atendimento
Para buscar ajuda ou realizar uma denúncia de violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul, a população pode contatar os canais oficiais do MPMS, por meio da Ouvidoria, disponível no site ouvidoria.mpms.mp.br, ou pelo telefone 127.
Em casos de emergência, a orientação é ligar imediatamente para a Polícia Militar, pelo telefone 190.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
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