Mato Grosso do Sul
Projeto Navio: Saúde Única em ação no coração do Pantanal sul-mato-grossense, levando serviços à população
Expedição da SES leva ciência, cuidado e integração entre humanos, animais e ambiente às comunidades ribeirinhas do Rio Paraguai
Durante dias navegando pelo Rio Paraguai, entre comunidades ribeirinhas e a imensidão do Pantanal, profissionais da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) viveram uma experiência que uniu ciência, cuidado e preservação ambiental. A bordo do Projeto NAVIO (Navegação Ampliada para Vigilância Intensiva e Otimizada), a equipe levou saúde, pesquisa e esperança a uma das regiões mais biodiversas e desafiadoras do país, reafirmando o compromisso do Estado com o conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental.
A iniciativa, realizada em parceria com a Fiocruz Minas, a Marinha do Brasil e as Secretarias Estaduais de Saúde de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, faz parte do Consórcio Internacional CLIMADE (Climate Amplified Diseases and Epidemics), que investiga o impacto das mudanças climáticas sobre a ocorrência e disseminação de doenças; e tem como investigador principal – Dr Luiz Alcântara da Fiocruz de Minas Gerais.
Mais do que uma expedição científica, o Projeto NAVIO é uma travessia pelo cotidiano pantaneiro: equipes multidisciplinares, laboratórios montados em embarcações e comunidades inteiras participando de ações que unem prevenção, diagnóstico e conhecimento.
Durante a expedição ao Tramo Norte do Rio Paraguai, realizada entre 23 de março e 14 de abril de 2025, a SES atuou por meio da Coordenadoria de Saúde Única, integrando as vigilâncias animal, ambiental, epidemiológica e laboratorial, além das áreas de LACEN, Imunização, Saúde Bucal e Assistência Farmacêutica. Médicos, biólogos, veterinários, enfermeiros e técnicos trabalharam lado a lado, coletando amostras, orientando moradores e analisando dados em tempo real.
Principais ações realizadas:
- Coleta de amostras biológicas de humanos, animais e do ambiente, analisadas em laboratório para identificar zoonoses e patógenos emergentes;
- Análise de amostras de sangue, secreções, pelos e ectoparasitas de animais domésticos, silvestres e de produção;
- Pesquisa de fungos patogênicos, metais pesados e resíduos de defensivos agrícolas;
- Monitoramento ambiental com coleta de amostras de água do Rio Paraguai e análise da qualidade microbiológica e físico-química;
- Captura e identificação de vetores fundamentais para compreender o risco de transmissão de arboviroses e outras doenças;
- Atendimentos médicos e de enfermagem com consultas, classificação de risco e exames laboratoriais de rotina;
- Testes rápidos e diagnósticos sorológicos para triagem de diversas doenças infecciosas;
- Ações educativas e rodas de conversa sobre prevenção de doenças, cuidados com a água, controle de vetores e convivência com a fauna local.
Tecnologia e inovação
O projeto também inovou ao incorporar o uso de inteligência artificial na interpretação de dados clínicos e laboratoriais, otimizando diagnósticos e ampliando a capacidade de resposta em campo. Essa integração de tecnologia e vigilância fortaleceu a prevenção de agravos e a proteção da saúde pública em regiões remotas.
A força da integração
A secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, define a experiência como um marco para o SUS em Mato Grosso do Sul. “O Pantanal é um organismo vivo, e quem trabalha com saúde precisa compreender essa conexão. O Projeto NAVIO mostra que cuidar das pessoas é também cuidar do ambiente e dos animais. É ciência e humanidade navegando juntas. ”
Para a coordenadora de Saúde Única da SES, Danila Frias, o projeto traduz o que há de mais moderno em vigilância integrada. “A cada amostra coletada, a cada conversa com um morador, reforçamos o sentido de pertencimento e responsabilidade compartilhada. A Saúde Única não é apenas um conceito técnico, é um compromisso com o futuro do Pantanal e com a vida em todas as suas formas. ”
Um legado para o Pantanal
Ao final da expedição, os dados coletados e as histórias vividas confirmaram a importância da integração entre saúde humana, animal e ambiental. Em áreas de fronteira e alta biodiversidade, como o Pantanal, essa união é essencial para a detecção precoce de doenças, o monitoramento de zoonoses e o fortalecimento da vigilância.
No contexto pantaneiro, onde o convívio entre pessoas, fauna e ambiente é intenso, essa integração das ações de vigilância fortalece a resposta do sistema de saúde frente às doenças emergentes e amplia o entendimento sobre os equilíbrios ecológicos que sustentam a vida.
Cuidar da saúde dos animais, portanto, é também preservar a saúde das comunidades e a integridade desse ecossistema único.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: Arquivo SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Governo de MS amplia capacidade cirúrgica do HR da Costa Leste com microscópio de alta tecnologia
Equipamento de ponta reforça atendimento de média e alta complexidade na rede hospitalar estadual
O HRCLMT (Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé) passou a contar com um novo microscópio cirúrgico, equipamento de alta tecnologia avaliado em aproximadamente R$ 1,9 milhão, que amplia a capacidade da unidade para a realização de procedimentos de neurocirurgia e otorrinolaringologia. A tecnologia foi disponibilizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio de cessão de uso do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), fortalecendo a rede de atenção hospitalar especializada no interior.
Com o novo equipamento, o hospital passa a realizar microcirurgias que exigem elevado grau de precisão, como procedimentos para tratamento de tumores intracranianos, cirurgias vasculares cerebrais, intervenções na base do crânio, cirurgias de coluna com auxílio de magnificação e procedimentos otorrinolaringológicos de alta complexidade. A tecnologia proporciona mais segurança aos pacientes e melhores condições de atuação às equipes médicas.
A iniciativa integra a estratégia do Governo do Estado de fortalecer a regionalização da saúde, ampliando o acesso da população a serviços especializados e reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras localidades.
De acordo com o superintendente de Governança Hospitalar da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Edson da Mata, o investimento representa um avanço relevante na estrutura assistencial da unidade e na ampliação da resolutividade do atendimento.
“A disponibilização desse microscópio cirúrgico representa um importante avanço para o Hospital Regional da Costa Leste. Trata-se de uma tecnologia de alta precisão que amplia a capacidade da unidade para a realização de procedimentos complexos com mais segurança e eficiência, fortalecendo a assistência prestada à população e contribuindo diretamente para a regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul. Com isso, mais pacientes poderão ser atendidos na própria região, com menor necessidade de encaminhamentos para outros centros”, afirmou.
A Unidade de Monitoramento da Atenção Hospitalar, vinculada à Superintendência de Governança Hospitalar da SES, destaca que a incorporação do equipamento representa um avanço significativo para a assistência prestada pelo hospital, especialmente por possibilitar a execução de procedimentos de alta complexidade já previstos contratualmente, mas que ainda não eram realizados por limitações tecnológicas.
Com a incorporação do microscópio cirúrgico, o Hospital Regional da Costa Leste amplia sua estrutura tecnológica e a oferta de procedimentos de média e alta complexidade, consolidando-se como referência regional em assistência especializada. A expectativa é de aumento da resolutividade da unidade, redução do tempo de espera por cirurgias e atendimento mais próximo, seguro e eficiente à população da Costa Leste do Estado.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Divulgação HRCLMT
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Paralimpíadas Escolares de MS começam neste fim de semana com atletas de 20 municípios
Entre os dias 3 e 5 de julho, Campo Grande sediará as Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul 2026, maior evento esportivo escolar voltado a estudantes-atletas com deficiência de Mato Grosso do Sul. A cerimônia oficial de abertura será realizada na sexta-feira (3), às 19h, no Círculo Militar, localizado na Avenida Afonso Pena, nº 107, bairro Amambaí.
A competição reunirá estudantes-atletas de diversas regiões do estado, que disputarão provas em cinco modalidades paralímpicas: atletismo, bocha, natação, badminton e tênis de mesa. As Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul (PARAESC) são destinadas a estudantes-atletas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva, na faixa etária de 11 a 18 anos.
Ao todo, 20 municípios estarão representados na competição: Alcinópolis, Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Brasilândia, Campo Grande, Caarapó, Chapadão do Sul, Corumbá, Dourados, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas.
As disputas serão realizadas em diferentes locais da capital. A bocha acontecerá no Ginásio Moreninho; o atletismo no Parque Ayrton Senna; a natação no Rádio Clube Cidade; e as competições de badminton e tênis de mesa serão realizadas no Círculo Militar.
A programação também contará com a escolha da Miss e do Mister PARAESC, marcada para o sábado (4), às 19h, no Círculo Militar.
As Paralímpiadas Escolares são organizadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de MS) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).
Para mais informações acesse o informativo oficial da competição.
Assessoria de Comunicação Setesc
Fotos: arquivo/ Fundesporte
Fonte: Governo MS
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