Esportes
Palmeiras reage, vira contra o Ceará e afasta crise no Brasileirão
Em um domingo de Dia dos Pais com temperaturas amenas na capital paulista, o Palmeiras espantou os fantasmas de uma recente eliminação e demonstrou força ao virar o placar sobre o Ceará por 2 a 1, no Allianz Parque. Com gols de Flaco López e Vitor Roque, o Verdão garantiu uma vitória essencial para se reerguer no Campeonato Brasileiro e manter a perseguição aos líderes da competição. Lourenço marcou para os visitantes.
Com o triunfo, acompanhado por mais de 27 mil torcedores, o time alviverde, que vinha de um baque na Copa do Brasil contra o Corinthians, reafirma sua posição no G-4. O Palestra agora soma 36 pontos e permanece na terceira colocação, a quatro pontos do líder Flamengo e diminuindo para apenas um ponto a diferença para o vice-líder Cruzeiro, que foi superado pelo Santos na rodada. Para o Ceará, o resultado significou uma queda para a 12ª posição, estacionando nos 22 pontos.
O jogo
O primeiro tempo do jogo refletiu o clima frio paulistano, com poucas emoções e muita marcação. O Palmeiras, mesmo dominando a posse de bola, não conseguiu converter sua superioridade em chances claras de gol. Aos quatro minutos, um chute de longe de Lucas Evangelista parou em Bruno Ferreira, e, aos 11, o goleiro do Ceará também defendeu um cabeceio de Sosa. O Vozão, por sua vez, optou por uma postura mais defensiva, buscando os contra-ataques, mas sem efetividade. A inoperância ofensiva do Verdão fez com que a equipe descesse para os vestiários sob vaias da torcida.
A história mudou drasticamente no segundo tempo. O Ceará voltou mais ligado e surpreendeu logo aos cinco minutos, quando Lourenço recebeu na entrada da área e soltou um petardo no ângulo de Weverton, abrindo o placar para os cearenses.
A desvantagem, contudo, serviu como um catalisador para o Palmeiras. Aos 18 minutos, a equipe conquistou um pênalti a seu favor, após a bola resvalar na mão de Willian Machado dentro da área em lance com Flaco López. Após revisão do VAR, o árbitro confirmou a penalidade. Flaco López cobrou com precisão e força, no alto, empatando a partida.
A virada não demoraria a acontecer. Aos 23 minutos, a insistência palmeirense foi recompensada: Mauricio disparou pela ponta direita e cruzou rasteiro para Vitor Roque, que chegou chutando e colocou o Palmeiras em vantagem. O Ceará ainda chegou a ter um gol anulado por impedimento aos 36, mas não conseguiu reverter o placar favorável aos donos da casa.
Calendário pós-vitória
O Palmeiras terá um compromisso internacional crucial já nesta quinta-feira (15), quando visitará o Universitario, do Peru, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. A partida está marcada para as 21h30 (de Brasília) no Estádio Monumental U. O Ceará, por sua vez, terá a semana livre para se recuperar e se preparar para o próximo desafio no Brasileirão. O Vozão enfrentará o Red Bull Bragantino no sábado (17), às 16h, na Arena Castelão, pela 20ª rodada da competição nacional.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 1 CEARÁ
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 10/08/2025
Hora: às 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Andrey Luiz de Freitas (PR)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Richardson e Matheus Bahia (Ceará); Anibal Moreno (Palmeiras)
Público: 27.358 torcedores
Renda: R$ 2.109.669,20
GOLS: Lourenço, aos 5′ do 2ºT (Ceará); Flaco López, aos 21′ do 2ºT (Palmeiras); Vitor Roque, aos 23′ do 2ºT (Palmeiras)
PALMEIRAS: Weverton; Giay, Gustavo Gómez, Micael e Piquerez; Aníbal Moreno (Emiliano Martínez), Lucas Evangelista e Mauricio (Khellven); Facundo Torres (Felipe Anderson), Ramón Sosa (Flaco López) e Vitor Roque (Allan). Técnico: Abel Ferreira
CEARÁ: Bruno Ferreira; Fabiano Souza (Rafael Ramos), Marllon, Willian Machado e Matheus Bahia (Guilherme); Diego, Richardson (Aylon), Lourenço (Fernando Sobral) e Lucas Mugni (Nicolas); Galeano e Pedro Raul. Técnico: Léo Condé
Fonte: Esportes
Esportes
Emoção até o fim! Etíope Muse Gizachew arranca a vitória na 100ª São Silvestre masculina; Brasileiro Fábio Jesus brilha no pódio
A centenária edição da Corrida Internacional de São Silvestre encerrou o ano esportivo de 2025 em grande estilo nesta quarta-feira, entregando um espetáculo de superação e uma reviravolta eletrizante na elite masculina. Quando a vitória parecia certa para o queniano Jonathan Kamosong, o etíope Muse Gizachew protagonizou uma arrancada final heroica na Avenida Paulista, cruzando a linha de chegada em primeiro lugar com o tempo de 44 minutos e 28 segundos.
A dramática final deixou Kamosong em segundo lugar (45min06s), seguido de perto pelo brasileiro Fábio Jesus Correia, que conquistou um honroso terceiro lugar com o mesmo tempo (45min06s). A performance de Fábio Jesus superou a do compatriota Johnatas Cruz, que havia sido o melhor brasileiro em 2024, terminando na quarta posição. William Kibor e Reuben Poguisho, ambos do Quênia, completaram o top 5.
A Dinâmica da Prova Masculina
A corrida masculina começou com uma estratégia ousada do queniano Wilson Maina, que, repetindo a tática de 2024, imprimiu um ritmo intenso e se distanciou dos demais competidores nos primeiros quilômetros. No entanto, por volta do quilômetro 5, Maina não conseguiu manter a vantagem e foi alcançado por um grupo forte de africanos, que incluía Kamosong, Poguisho, Joseph Panga (Tanzânia), Gizachew e o brasileiro Fábio Jesus.
O quarteto africano assumiu a ponta, com Jonathan Kamosong tomando a liderança isolada próximo ao Theatro Municipal. Ele manteve a dianteira durante a temida subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, sem demonstrar sinais de cansaço ou ameaças à sua posição. Enquanto isso, o brasileiro Fábio Jesus Correia demonstrava grande preparo, sustentando-se firmemente na terceira colocação, assegurando sua presença no pódio.
A expectativa era de uma vitória tranquila para Kamosong, mas a São Silvestre, fiel à sua tradição, reservou uma surpresa para os metros finais. Muse Gizachew, o etíope que vinha em segundo, encontrou forças para um sprint final impressionante na Avenida Paulista. Em um esforço derradeiro, ele ultrapassou Kamosong nos últimos instantes, garantindo o título de campeão da 100ª edição.
Pódio da Elite Masculina:
- Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s
- Jonathan Kamosong (Quênia) – 45min06s
- Fábio Jesus Correia (Brasil) – 45min06s
- William Kibor (Quênia)
- Reuben Poguisho (Quênia)
A Celebração do Centenário
A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre reuniu cerca de 55 mil participantes, transformando a Avenida Paulista no palco de partida e chegada para milhares de atletas e corredores de todas as categorias, incluindo as elites A e B (masculina e feminina), PCDs e Cadeirantes, além do icônico Pelotão.
Em reconhecimento à sua história e importância, a tradicional prova de rua foi agraciada com a Salva de Prata pela Câmara Municipal de São Paulo. A honraria foi entregue à Fundação Cásper Líbero, organizadora do evento, em uma sessão solene realizada em 12 de dezembro, celebrando um século de esporte e tradição na capital paulista.
Fonte: Esportes
Esportes
Sisilia Panga da Tanzânia brilha e conquista a 100ª São Silvestre Feminina; Brasil mantém jejum no Ouro
A 100ª edição da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, que encerrou o calendário esportivo de 2025 na manhã desta quarta-feira, consagrou a tanzaniana Sisilia Panga como a grande campeã da categoria feminina de elite. Panga dominou boa parte da prova, cruzando a linha de chegada com o impressionante tempo de 51 minutos e 8 segundos.
A vitória da atleta africana reforça o longo jejum do Brasil na prova feminina, que segue sem uma campeã nacional. No entanto, o país teve motivo para celebrar com a consistente performance de Núbia de Oliveira. A jovem de 23 anos garantiu o terceiro lugar, com 52 minutos e 42 segundos, repetindo o feito do ano anterior e consolidando-se como a melhor brasileira da competição.
Dinâmica da Prova: Largada Equilibrada e Disparada de Panga
A largada da elite feminina foi marcada por um ritmo forte, mas sem uma líder definida nos primeiros quilômetros. Um grupo seleto, composto por Cynthia Chemweno, do Quênia, Sisilia Panga e a brasileira Núbia de Oliveira, rapidamente se destacou do pelotão principal, ditando o ritmo da corrida.
Após os primeiros oito minutos, na passagem pelo Pacaembu, a queniana Chemweno ensaiou uma fuga, assumindo a ponta de forma mais isolada, com Panga em sua cola. A tanzaniana, porém, demonstrou resiliência e estratégia. Pouco antes da metade do percurso, Sisilia Panga lançou um ataque decisivo, ultrapassando Chemweno e abrindo uma distância considerável.
A partir desse momento, Panga seguiu isolada na liderança, mantendo o ritmo forte até a reta final da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Ela chegou praticamente sem ser ameaçada à Avenida Paulista, onde cruzou a linha de chegada na altura do número 900, celebrando a tão cobiçada vitória na edição centenária da São Silvestre.
Pódio Feminino da 100ª São Silvestre:
- Sisilia Panga (Tanzânia) – 51min09s
- Cynthia Chemweno (Quênia) – 52min31s
- Núbia de Oliveira (Brasil) – 52min42s
Fonte: Esportes
-
Policial5 dias atrásPolícia Militar Rural recupera trator furtado avaliado em alto valor e reforça combate aos crimes no campo em Selvíria
-
Nota de Falecimento3 dias atrásTrês Lagoas se despede de dona Natalina Canisso
-
Agronegócios4 dias atrásBoi gordo fecha 2025 com exportações recordes, mas entra em 2026 sob cautela
-
Mato Grosso do Sul4 dias atrásRede oncológica de MS concentra 99% dos atendimentos em unidades especializadas do SUS
