Mato Grosso do Sul
Oportunidade de ensino superior gratuito aproxima reeducandas da vida fora da criminalidade
“Com minha primeira graduação sinto meu sonho mais próximo, entrei apenas como uma presa e hoje me sinto uma universitária”, este é o depoimento da reeducanda B.M.C., de 36 anos, que iniciou a graduação em Empreendedorismo e pretende abrir seu próprio negócio na área de alimentação quando conquistar a liberdade, junto com a filha que mora em São Paulo.
O anseio por uma vaga no mercado de trabalho para exercitar a cidadania, de forma digna, encontra novas possibilidades com a educação dentro do ambiente prisional. De forma inédita e gratuita, o oferecimento de ensino superior é realidade no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, na capital.
Presa há cerca de dois anos, a interna revela ainda que, esta é uma oportunidade única para garantir um futuro melhor. “Conhecimento é um valor que ninguém tira. Já experimentei os dois lados, da liberdade e da prisão, e hoje reconheço essa grande chance que recebi para transformar minha história e eu não posso deixar escapar”, comemora.
Iniciado este mês e com duração de dois anos, além do Empreendedorismo os cursos oferecidos são Logística e Serviços Jurídicos Cartorários e Notariais.

Hoje com três alunas, a previsão é estender a bolsa para seis mulheres que cumprem pena em regime fechado.
Coordenada pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da Diretoria de Assistência Penitenciária, a oportunidade chegou através de um convênio firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Kroton e a Fundação Pitágoras/Cogna para implementação de cursos/tecnólogos, na modalidade à distância, em estabelecimentos penais.
Presa desde 2016, N.A.S.F., de 34 anos, encontrou na busca pelo conhecimento o mecanismo para ocupar a mente e abrir novas portas lá fora.
“Sempre priorizei a educação, porque nos leva a um patamar totalmente diferente, lá na rua muitas vezes a gente tem oportunidade e não valoriza, aqui eu agarrei todas”, conta a interna que concluiu o ensino regular na unidade penal e está cursando Serviços Jurídicos Cartorários e Notariais.
Segundo a diretora do presídio feminino, Mari Jane Boleti Carrilho, essas qualificações são uma conquista para a instituição como um todo, bem como, uma realização para as internas. “O saber abre caminhos, além de vantagens significativas no mercado de trabalho para essas mulheres”, destaca.
Para a servidora responsável pelo setor de Educação do EPFIIZ, Ana Lúcia Morais Coinete Gomes, o conhecimento contribui no rompimento do ciclo criminalidade x reincidência. “Além de elevar a autoestima das internas, o ensino superior desenvolve suas habilidades profissionais, essencial para a reinserção social”, afirma.

De acordo com a Divisão de Assistência Educacional da Agepen, atualmente 57 detentos cursam graduação superior em Mato Grosso do Sul e um já está na pós-graduação. Além dessa parceria firmada com o CNJ, os cursos de nível superior dentro dos estabelecimentos prisionais acontecem em convênio com universidades particulares, pelo sistema de Educação à Distância (EAD).
Conforme a Lei de Execução Penal (LEP), a cada 12 horas de estudo, o detento tem direito a remir um dia da pena. Além do desconto no total de pena a ser cumprida, estudar abre oportunidades de recomeço aos custodiados.
As reeducandas participantes do projeto também realizaram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem Prisional).
“A educação e a busca constante pelo conhecimento se tornam ferramentas eficientes para a formação do indivíduo e, dentro do sistema prisional, contribuem na transformação de hábitos”, ressalta o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves.
Texto e Fotos: Tatyane Santinoni, Agepen
Mato Grosso do Sul
Ambiental MS Pantanal apresenta balanço de obras de esgotamento sanitário em 16 municípios de Mato Grosso do Sul
No primeiro semestre de 2026, investimentos incluem ampliação de redes coletoras, novas ligações domiciliares e implantação de estações de tratamento de esgoto
A Ambiental MS Pantanal, responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto no interior de Mato Grosso do Sul, divulga os principais avanços das obras realizadas no primeiro semestre de 2026. As intervenções contemplam a expansão da rede coletora de esgoto nos municípios de Água Clara, Caarapó, Chapadão do Sul, Eldorado, Fátima do Sul, Itaquiraí, Ivinhema, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, Selvíria, Sete Quedas, Sidrolândia e Sonora.
Somente entre janeiro e maio deste ano, nesses 16 municípios, a concessionária implantou mais de 150 quilômetros de rede coletora de esgoto e executou mais de 9 mil ligações domiciliares. Os números integram o acompanhamento das entregas previstas para 2026 e reforçam o compromisso da empresa com a ampliação progressiva do acesso ao esgotamento sanitário no Estado.
Os avanços fazem parte da estratégia de expansão da cobertura dos serviços em Mato Grosso do Sul. A previsão é que o Estado alcance 90% de cobertura em 2028, número que já o torna universalizado. Para a concessionária a meta é alcançar em 98% a universalização do esgotamento sanitário no ano de 2031, dois anos antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento, previsto para 2033.
Entre os municípios contemplados, Itaquiraí, Eldorado, Sonora, Sete Quedas, Rio Brilhante, Fátima do Sul, Selvíria e Nova Andradina concentram avanços expressivos na implantação de redes coletoras e novas ligações domiciliares. Já em Fátima do Sul, Aparecida do Taboado, Taquarussu e Itaquiraí, o destaque está na implantação de obras estruturantes, como as Estações de Tratamento de Esgoto, para a ampliação e consolidação dos sistemas de esgotamento sanitário.
Em Itaquiraí, a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município está em fase final. A nova estrutura marca uma transformação histórica para a cidade, que atualmente não possui cobertura de esgotamento sanitário e, com a entrega do sistema, será universalizada em um único ciclo de obras.
Fátima do Sul, Aparecida do Taboado e Taquarussu também receberão novas Estações de Tratamento de Esgoto. Nessas cidades, as obras estão em diferentes fases de execução, com previsão de conclusão ainda neste ano. A expectativa é que as entregas contribuam para elevar a cobertura de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul para mais de 80% até o fim de 2026.
O balanço do semestre reforça a consolidação do sistema de saneamento implantado no interior do Estado desde o início da Parceria Público-Privada entre a Sanesul, a Ambiental MS Pantanal e o Governo de Mato Grosso do Sul, firmada em 2021. As obras previstas no cronograma de 2026 integram um plano contínuo de investimentos voltado à ampliação, modernização e universalização dos serviços nos municípios atendidos.
O diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, destaca que a prestação de contas das entregas realizadas demonstra a evolução concreta do saneamento no interior do Estado.
“Quando apresentamos os avanços das obras, mostramos também o impacto real desses investimentos na vida das pessoas. O acesso ao saneamento de qualidade gera efeitos diretos na saúde pública, no desenvolvimento urbano, na preservação ambiental e na qualidade de vida da população. São benefícios que alcançam não apenas os municípios que recebem as obras, mas todo o conjunto dos 68 municípios atendidos pela concessionária e pela Sanesul”, ressalta.
Sobre a Ambiental MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio de Parceria Público-Privada firmada com o Governo do Estado e a Sanesul.
Mato Grosso do Sul
Pesquisa aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande
Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), revela que, entre os produtos tradicionais nas festas juninas, pode haver variação de preços de até 266% em Campo Grande.
Nas prateleiras, a canela em pó apresentou a maior disparidade entre os 13 supermercados pesquisados. Uma marca do produto, de 10 gramas, registrou 266% de diferença de preços entre os estabelecimentos.
Outros itens demandam atenção nas gôndolas, como o amendoim cru de 400 gramas, com oscilação de 146,43% nos preços, o pé de moleque de 306 gramas (118,68%), a cachaça de 965 ml (101,37%), o pacote de fubá de 500 gramas (100,29%) e o vinho tinto suave de 750 ml (85,27%).
Para quem busca montar um cardápio baseando-se nos valores médios, a paçoca rolha de 210 gramas sai por cerca de R$ 10,38. Já no caso das canjicas amarela e branca de 500 gramas, os custos médios são de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.
Os dados, coletados nos dias 25 e 26 de maio, estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade de se comparar os preços, além de sugerir que a compra no comércio local reduz custos com o deslocamento. Recomenda-se, ainda, que os consumidores fiquem atentos ao prazo de validade dos produtos e sempre exijam a emissão da nota fiscal.
Serviço
Pesquisa Itens para Festa Junina (Campo Grande): https://tinyurl.com/yk5hpzmj
Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Foto: Divulgação/IA
Fonte: Governo MS
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