Mato Grosso do Sul
Oficina de Design durante o Fasp busca agregar valor ao artesanato da Associação de Mulheres de Fibra de Ladário
O Festival América do Sul Pantanal vai trazer este ano, para a Associação de Mulheres de Fibra de Ladário, a Oficina de Design com o objetivo de aumentar a competitividade do produto a ser inserido no mercado, produzido pelas mulheres da associação.
A oficina acontece de 21 a 28 de maio, na sede da própria Associação, em Ladário. As ministrantes, Mary Saldanha e Paula Bueno, explicam que serão desenvolvidos produtos com técnicas de design, utilizando o crochê, trama e trançado em Fibra de Aguapé.
Depois de uma década criando identidades visuais para artistas e empresários, as designers Mary Saldanha e Paula Bueno decidiram dar vida aos próprios projetos com design autoral. Olhando para as riquezas do entorno, elas as traduzem em desenhos, cores, texturas, conceitos através de impressão manual em produtos de decoração que nascem para deixar o dia-a-dia mais inspirador, esse é o conceito criado através da Polca, um estúdio idealizado por elas para dar vida as referências regionais e culturais com originalidade e criatividade.
A oficina visa contemplar a temática entre artesanato e design, no desenvolvimento das ações de valorização da arte popular, cultura e artesanato para a associação que trabalha a fibra de aguapé na criação dos produtos, levando à preservação das culturas locais e à formação de uma mentalidade empreendedora, por meio da preparação para o mercado competitivo. A oficina possibilitará a criação de produtos, mesclando a teoria com a prática abordando os princípios do design, composição, teoria das cores e cultura regional.
A proposta de desenvolvimento de produtos para o núcleo de artesãs da Associação de Mulheres em Fibra de Aguapé busca aliar a estratégia do design a saberes de domínio do grupo e a cultura sul mato-grossense. Dessa forma é possível desenvolver um produto diferenciado, criativo, com história, de caráter competitivo e sustentável e, principalmente, comprometido com a realidade local.
O artesanato permite não apenas a geração de renda no contexto de desenvolvimento da economia criativa no Municipío e no Estado, mas a promoção de autonomia financeira das participantes do núcleo produtivo e a preservação das técnicas tradicionais. “Construímos um repertório didático para estimular grupos de criadores a traduzir suas histórias e visões de mundo em produtos através de técnicas que já dominam. É uma consultoria em design de produto que conduz o processo de criação e resulta em coleções que expressam elementos identitários destes grupos, com produtos que tenham potência para o mercado que pretendem se inserir”, explicam as ministrantes da oficina, Mary Saldanha e Paula Bueno.
Mary acrescenta que a proposta para a oficina de design é uma construção coletiva com o grupo. “A gente entende que este é um passo a mais para o amadurecimento do grupo, é um reforço para o que elas já fazem. Mas como isso pode ser ampliado, potencializado, como isso pode chegar de uma outra forma no mercado pretendido. Então a gente trabalha com essa questão da identidade, mesmo, delas, como a gente pode diferenciar o trabalho delas de outros núcleos produtivos.”
Paula explica que elas vão trazer a metodologia do design para a oficina, “que é a ideia de fazer uma coleção, como conceituar o produto, sempre partir desse olhar bem sensível sobre o próprio olhar delas sobre o mundo, sobre o lugar em que elas vivem, sobre como elas enxergam as coisas. A ideia é a gente dar ferramentas do processo criativo para elas e olhar com atenção ao mercado que elas pretendem”.
“A ideia é construir laços, trabalhando com elas de uma forma afetiva, de uma forma de aproximar mesmo, desmistificar essa coisa do design, do produto, a gente reforçar essa tendência mundial por busca de produtos de fibras naturais, o que humaniza mais, da natureza, da gente. Elas têm um material bem bacana, que é o aguapé, então, como que a gente pode ampliar o leque de produtos”, diz Mary.
“Vai ser uma semana bem intensa, a gente vai precisar bastante da dedicação delas, assim como a gente vai se dedicar bastante também, e a gente espera que elas estejam animadas, como a gente está, para ir, e a gente espera que esse encontro, essa semana nesse Festival gere frutos concretos para elas poderem dar um novo passo nesse amadurecimento do trabalho delas”, finalizam as designers.
A Oficina é somente para mulheres da Associação de Mulheres em Fibra de Aguapé. Será realizada de 21 a 28 de maio de 2022, durante o Fasp, na sede da própria Associação, em Ladário. Estão sendo oferecidas 15 vagas. Inscrições e Informações pelo contato: 67 9932-6819 – [email protected]
Fotos: Divulgação
Mato Grosso do Sul
MS mantém excelência na gestão fiscal pelo sexto ano consecutivo em ranking nacional do Tesouro
Mato Grosso do Sul voltou a figurar entre os estados brasileiros com melhor desempenho na qualidade das informações contábeis e fiscais prestadas ao Governo Federal. Pelo sexto ano consecutivo, o Estado recebeu a nota “A” no ranking da ‘Qualidade da Informação Contábil e Fiscal’, divulgado pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional), com base nos dados do exercício de 2025.
O resultado reforça a posição de Mato Grosso do Sul como referência nacional em transparência, governança e responsabilidade fiscal, consolidando uma trajetória iniciada em 2020, quando o Estado passou a alcançar o conceito máximo da avaliação.
A excelência na qualidade das informações contábeis e fiscais também contribui para um dos indicadores mais importantes da gestão pública, que é a Capacidade de Pagamento (CAPAG), avaliação realizada pelo Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal dos estados e municípios.
A classificação considera indicadores como endividamento, poupança corrente e liquidez, mas depende diretamente da consistência e confiabilidade dos dados encaminhados pelos entes federativos. Nesse contexto, a manutenção da nota “A” no ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal fortalece a credibilidade das informações utilizadas pelo Tesouro Nacional para análise da situação fiscal do Estado.
Para o secretário de Fazenda Flávio César Mendes de Oliveira, a qualidade dos dados fiscais é um ativo estratégico para Mato Grosso do Sul. “O ranking tem um papel fundamental para a CAPAG, porque é a partir da qualidade dessas informações que o Tesouro Nacional consegue avaliar com segurança a situação fiscal do Estado. Quanto melhor a classificação e maior a confiabilidade dos dados apresentados, maior é o espaço fiscal para contratação de operações de crédito e realização de investimentos estruturantes que beneficiam diretamente a população”.
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente pela solidez de suas contas públicas. O Estado alcançou a classificação A+ na CAPAG em 2023 e manteve indicadores fiscais entre os melhores do País, resultado sustentado por uma combinação de responsabilidade fiscal, controle das despesas, elevado volume de investimentos e qualidade das informações prestadas aos órgãos de controle.
Segundo o secretário, o resultado é fruto do trabalho permanente das equipes técnicas da Secretaria de Estado de Fazenda, especialmente das áreas responsáveis pela contabilidade pública e pela elaboração dos demonstrativos fiscais.
“Manter esse nível de excelência demonstra o comprometimento dos nossos servidores com a qualidade da informação pública. Trata-se de um trabalho técnico rigoroso, desenvolvido ao longo de todo o ano, para garantir que os demonstrativos e relatórios fiscais sejam apresentados com precisão, consistência e dentro dos prazos estabelecidos”, afirmou Flávio César .
Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal
O ranking é elaborado a partir do Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal (ICF), instrumento que mede a confiabilidade, a consistência, a integridade e a conformidade das informações encaminhadas pelos entes federativos ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). A classificação A é atribuída aos entes que alcançam mais de 95% de conformidade nas verificações realizadas pelo Tesouro Nacional.
O levantamento integra uma política permanente da STN voltada ao fortalecimento da transparência das contas públicas e ao aprimoramento da gestão fiscal brasileira.
Evolução consistente
A manutenção da nota máxima ao longo de seis anos consecutivos evidencia a evolução dos processos internos de controle, registro e prestação de contas do Estado.
A trajetória de Mato Grosso do Sul no ranking demonstra uma melhoria contínua dos indicadores. Em 2019, o Estado registrava 61,90 pontos. Em 2020, quando conquistou pela primeira vez a Nota A, alcançou 91,47 pontos. Em 2021, o índice avançou para 95,66 pontos e, em 2022, atingiu 126,84 pontos.
Nos anos seguintes, o desempenho permaneceu em patamar de excelência, garantindo a manutenção da classificação máxima em 2023, 2024 e agora em 2025, consolidando um histórico de regularidade e confiabilidade das informações encaminhadas ao Tesouro Nacional.
Transparência que gera confiança
Criado pelo Tesouro Nacional, o Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal tem como objetivo avaliar a aderência das informações prestadas pelos estados e municípios às normas da contabilidade pública e da legislação fiscal brasileira. As análises consideram quatro dimensões principais: gestão da informação, consistência contábil, consistência fiscal e compatibilidade entre os dados contábeis e fiscais.
Na prática, a iniciativa funciona como um mecanismo de incentivo à melhoria contínua da qualidade dos dados públicos, fortalecendo a transparência, a prestação de contas e a confiança da sociedade nas informações divulgadas pelos governos.
Para Flávio César, o reconhecimento nacional confirma o compromisso de Mato Grosso do Sul com uma gestão pública moderna, transparente e baseada em informações confiáveis.
“Esse resultado demonstra que Mato Grosso do Sul mantém um padrão elevado de governança fiscal. A qualidade das informações contábeis e fiscais fortalece a credibilidade do Estado perante os órgãos de controle, investidores, instituições financeiras e, principalmente, perante a sociedade, que tem o direito de acompanhar com transparência a aplicação dos recursos públicos”, conclui.
Michel Faustino, Comunicação Sefaz
Foto: Bruno Rezende, Secom/MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Minha Casa, Minha Vida: Agehab recebe inscrições para interessados em moradia em condomínio sustentável
As famílias de Campo Grande que sonham com a casa própria têm até esta sexta-feira (26), para se inscrever na nova seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Nesta etapa, serão pré-selecionadas 82 famílias para o Protótipo Sustentável Manoel de Barros, empreendimento destinado ao atendimento de famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa.
Localizado na Avenida dos Cafezais, no Bairro Paulo Coelho Machado, o empreendimento será o primeiro condomínio sustentável do Brasil. De acordo com o projeto apresentado, o residencial contará com instalação de placas solares, sistema de reaproveitamento de água e uma proposta inovadora de construção sem muros entre as unidades habitacionais, incentivando a convivência comunitária e a integração entre os moradores. A obra será executada pela VBC Engenharia Ltda.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul). Para participar, é necessário atender aos critérios
definidos pelo programa e manter os dados cadastrais atualizados no sistema.
O sorteio será realizado no dia 1° de julho, às 15h, na sala de reuniões da Agehab, e contará com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Governo do Estado, garantindo transparência ao processo de seleção.
O FAR é uma das modalidades do programa habitacional federal voltada às famílias de baixa renda, oferecendo subsídio total ou parcial para aquisição do imóvel. Nesta etapa, a seleção busca priorizar famílias em situação de maior vulnerabilidade social e econômica.
A iniciativa é resultado da parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, reforçando o compromisso conjunto de ampliar o acesso à moradia digna e promover inclusão social por meio da política habitacional.
A seleção segue critérios definidos nacionalmente, assegurando prioridade a grupos específicos, como:
* Mulheres chefes de família;
* Pessoas negras;
* Pessoas com deficiência;
* Idosos;
* Famílias com crianças ou adolescentes;
* Famílias com pessoas em tratamento de câncer, doenças raras, crônicas ou degenerativas;
* Mulheres vítimas de violência doméstica;
* Famílias indígenas e quilombolas;
* Moradores de áreas de risco;
* Pessoas com contrato habitacional anterior cancelado sem culpa;
* Famílias em situação de rua ou com trajetória de rua.
Mais do que critérios técnicos, esses parâmetros reforçam o caráter social do programa, que busca reduzir desigualdades e direcionar as unidades habitacionais às famílias que mais necessitam.
Atualmente, milhares de famílias aguardam uma oportunidade por meio dos programas habitacionais. Por isso, a orientação é que os interessados não deixem a inscrição para os últimos dias e verifiquem atentamente se todas as informações cadastrais estão corretas e atualizadas.
Cada moradia representa a possibilidade de um novo começo. Para as famílias contempladas, a casa própria significa segurança, estabilidade e dignidade, além da realização de um sonho que transforma vidas e fortalece o futuro.
Edyelk Santos, Comunicação Agehab
Foto: Divulgação/Agehab
Fonte: Governo MS
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