Notícias da Região
Mulheres conquistam espaço na mineração após capacitação inédita da Lhg Mining
A Lhg Mining concluiu a primeira turma do programa Operadores do Futuro, com a formação de 15 mulheres para a operação de equipamentos de mineração em Corumbá (MS). A iniciativa inédita abre espaço para o crescimento, a qualificação e novas oportunidades profissionais em um setor historicamente masculino.
A colaboradora Elizabeth Fernandes da Cruz, de 47 anos, é uma das profissionais recentemente qualificadas para operar máquinas pesadas na Lhg Mining. Antes do programa, ela nunca havia atuado na mineração e a possibilidade de operar equipamentos pesados parecia distante da própria realidade. “A gente não tem oportunidade, ainda mais eu, no meu caso, tenho 47 anos. Eu não tinha experiência com máquina, com mina ou nada da área. A empresa abriu essa porta para a gente”, afirma.
“Sempre trabalhei como atendente e vendedora. Achava impossível conseguir uma vaga na empresa, ainda mais no cargo que exerço hoje. Foi bem diferente de tudo que eu esperava, porque eu não tinha habilitação categoria D e consegui tirar”, conta.
A colaboradora confessa que o primeiro contato com os equipamentos trouxe medo e insegurança, mas também despertou um sentimento de superação. “No começo, ver o tamanho das máquinas assustava. Hoje, dirigir esse equipamento é motivo de orgulho. Foi uma oportunidade que mudou minha vida”, ressalta.
O Programa Operadores do Futuro faz parte da estratégia da Lhg Mining para investir na formação de profissionais e no desenvolvimento das comunidades onde atua. Em 2026, a iniciativa irá capacitar 48 novos operadores. A primeira turma, formada exclusivamente por mulheres, simboliza um avanço importante na ampliação da diversidade no setor mineral e reforça o compromisso da companhia com a geração de oportunidades e o desenvolvimento de talentos locais.
Outra participante do programa, a colaboradora Wanessa Fretes Ortigosa, 42 anos, relata que a formação representou uma mudança completa de trajetória profissional. Antes da mineração, ela atuava como motorista de aplicativo. “Concorremos com mais de 300 mulheres e graças a Deus eu consegui essa vaga. Depois que eu comecei a operar o equipamento, que até então era só operado por homens, a minha vontade de crescer aumentou mais ainda”, celebra.
Formação teórica e simuladores em 3D
A capacitação teve duração de 70 a 90 dias e combinou formação teórica, treinamento em simulador virtual e atividades práticas. As participantes receberam cerca de 80 horas de aulas teóricas e de treinamento em um simulador que reproduz fielmente os equipamentos utilizados na operação, com recursos de imagem em 3D, vibração, sons e comandos idênticos aos das máquinas em campo.
Além da formação operacional, a Lhg Mining também custeou o processo de mudança da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para a categoria D, etapa necessária para a atuação na função. As 15 participantes concluíram a formação com aprovação integral.
Para Leandro de Assis Braga, coordenador de Instrução Operacional da Lhg Mining, o programa vai além da capacitação técnica e representa uma oportunidade concreta de transformação profissional e social.
“Quando uma mulher passa a operar um equipamento de mineração, estamos falando de geração de oportunidade real, autonomia financeira e ampliação de perspectivas profissionais. A mineração do futuro também passa pela diversidade e pela inclusão de pessoas que antes não se imaginavam dentro desse setor”, pontua.
Braga ressalta que as mulheres demonstram uma alta performance nessa área. “Defendo há muitos anos a inclusão de mais mulheres na operação porque vejo resultados na prática. Na minha experiência, elas costumam apresentar desempenho muito consistente, com alta assiduidade, comprometimento e disposição para dialogar com os gestores. Essa combinação contribui para uma performance sólida ao longo do tempo e para o fortalecimento das equipes”, afirma.
Sobre a Lhg Mining
Referência em mineração desde 2022, a Lhg Mining nasceu com o compromisso de impulsionar o setor, gerar empregos e oferecer uma solução integrada para uma cadeia de produção de aço mais sustentável. Com sede e operações em Mato Grosso do Sul, a companhia atua nas minas de Santa Cruz e Urucum, localizadas nos municípios de Corumbá e Ladário. As reservas de minério de ferro de alto teor e de manganês se destacam como a principal alternativa para a produção de aço verde no país. Mais de 2.700 colaboradores atuam diretamente para garantir que as operações sejam eficientes, seguras e alinhadas aos mais altos padrões de sustentabilidade e qualidade.
Notícias da Região
Natura lança startup de bioingredientes para conectar suas cadeias sustentáveis na Amazônia ao mercado global
A Natura, marca líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina, anuncia o lançamento da Natura Ingredientes, uma startup de Corporate Venture Building dedicada à comercialização de bioingredientes da Amazônia. De forma inédita, a iniciativa abre para outras indústrias a cadeia de suprimentos que a empresa consolidou na floresta ao longo de 25 anos, escalando e fortalecendo um modelo de fornecimento de insumos com rastreabilidade integral.
Ao inaugurar esse novo negócio, a Natura alavanca ativos já consolidados em seus produtos para usos diversos, garantindo segurança e escala para indústrias como alimentos, farma e cosméticos, ao mesmo tempo em que amplia a resiliência de suas cadeias de suprimento em simbiose com seu próprio modelo de negócios.
“A Natura Ingredientes é uma startup que opera no formato B2B e representa não só uma inovação, mas uma aceleradora da resiliência e do impacto social e ambiental que já geramos hoje. Fortalecemos nossas cadeias sustentáveis ao mesmo tempo em que facilitamos o acesso de empresas que querem estabelecer sua produção na Amazônia, mas não têm o conhecimento e a estrutura para tanto”, explica José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura.
A startup foi incubada alicerçada na operação da Natura na Amazônia, utilizando a expertise da Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade (GRAS) da companhia. O GRAS atua há mais de duas décadas nos territórios da região, estabelecendo cadeias produtivas, pesquisa e desenvolvimento em parceria com comunidades locais.
O objetivo da Natura Ingredientes é conectar o que já é produzido, além de potenciais novos bioativos, a uma demanda global, mantendo rastreabilidade total, segurança de fornecimento, manejo sustentável e padronização dos ativos. A abertura para o mercado externo ocorre sem prejuízo ao suprimento interno da Natura, que permanece garantido por meio de estudos técnicos, investimentos e um planejamento estratégico de safra junto às comunidades locais. Com isso, tanto a empresa quanto os produtores parceiros se beneficiam do ganho de escala, do aumento do valor agregado na base da cadeia e da maior resiliência geral do modelo de negócios.
O lançamento conecta outras indústrias a uma relação de confiança construída pela Natura. Em 2025, 13,1% das matérias-primas utilizadas pela Natura foram originadas na região amazônica, sendo 43 comunidades no Brasil e mais de 11 mil famílias em cadeias de biocomércio ético na Pan-Amazônia, que asseguram a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta na região. Somente no ano passado, os investimentos diretos da empresa nas comunidades fornecedoras em toda a região pan-amazônica alcançaram R$ 62,39 milhões, um crescimento de 29% em relação ao período anterior, refletindo o fortalecimento contínuo dessas cadeias produtivas.
Em 2014, a Natura se tornou a primeira empresa a obter a certificação internacional UEBT para a linha Ekos, que atesta o rigor do biocomércio ético — do manejo à entrega industrial. Hoje, todas as suas cadeias amazônicas possuem a certificação UEBT.
A startup, que iniciou uma operação piloto há seis meses, já possui acordos assinados para entrega em 2026 com marcas como a empresa britânica de cosméticos LUSH e a empresa de alimentos brasileira Mahta.
O portfólio da Natura Ingredientes já nasce com mais de 20 espécies da sociobiodiversidade, todas já utilizadas nos produtos cosméticos da Natura, traduzindo o potencial biológico da Amazônia em ativos de alta funcionalidade. Entre os destaques estão óleos e manteigas de performance superior, como Andiroba, Tucumã, Castanha-do-Pará e Murumuru, além de ativos olfativos raros como a Priprioca e o Ishpink.
A Natura Ingredientes também contribui para acelerar os compromissos socioambientais da companhia, como quadruplicar a aquisição de insumos da Amazônia até 2030, além de contribuir para a meta de substituir por ativos de origem amazônica todas as matérias-primas passíveis de troca em processos produtivos.
A nova startup se soma a outras iniciativas estratégicas da empresa que reforçam a resiliência do modelo de negócios da companhia e de suas cadeias de suprimentos. Ao expandir o mercado para esses ativos, a empresa mitiga riscos operacionais e otimiza o processo logístico na região, fortalecendo seu core business. A iniciativa fomenta o uso em escala de ingredientes naturais e éticos, provando que a inovação industrial pode e deve caminhar junto com a preservação da floresta e o fortalecimento socioeconômico local.
Sobre a Natura
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. É a companhia de melhor reputação do Brasil e a mais responsável em ESG pelo ranking Merco há 12 anos consecutivos. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura é pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber, em 2014, a certificação de Empresa B pelo B Lab, organização que reconhece globalmente negócios que combinam a geração de lucro ao impacto socioambiental positivo. Com operações em 8 países na América Latina, os produtos da marca podem ser adquiridos através das mais de 3 milhões de consultoras na região, via e-commerce, aplicativo Natura, ou nas mais de mil lojas. Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram
Notícias da Região
Motorista morre após caminhonete cair no Rio Paraná na ponte entre Selvíria e Ilha Solteira
Um grave acidente registrado na noite deste domingo (14) de junho, na ponte sobre o Rio Paraná, que liga Selvíria a Ilha Solteira, resultou na morte de Admar Junio Rosa, de 48 anos, e deixou outras duas pessoas feridas.
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, o acidente ocorreu por volta das 21h20. Um veículo Chevrolet Celta, conduzido por um homem de 48 anos, seguia no sentido Selvíria–Ilha Solteira quando colidiu violentamente na traseira de uma caminhonete GM S10 dirigida por Admar.
Com a força do impacto, o motorista da caminhonete perdeu o controle da direção, atingiu o guard-rail da ponte e caiu nas águas do Rio Paraná.
Equipes de resgate foram mobilizadas e encaminharam todas as vítimas ao Hospital Regional de Ilha Solteira. Admar sofreu ferimentos graves e não resistiu, vindo a óbito após dar entrada na unidade hospitalar.
Os outros ocupantes da caminhonete, Rafael de 39 anos, e Laiane Aparecida de 37 anos, moradores da Fazenda Três Marias, no Distrito de São João do Aporé, em Paranaíba (MS), foram retirados do veículo ainda com vida por motoristas que passavam pelo local e auxiliaram no resgate.
Laiane sofreu trauma no ombro esquerdo, além de escoriações e cortes pelo corpo. Já Rafael também recebeu atendimento médico, mas seu estado de saúde não foi detalhado pelas autoridades.
O motorista do Chevrolet Celta sofreu fratura na clavícula esquerda, escoriações nas mãos e ferimentos na face e na boca.Durante os procedimentos policiais, exames médicos e o termo de constatação apontaram que o condutor do veículo Celta estava sob efeito de álcool no momento do acidente.
Após receber alta hospitalar, ele foi preso em flagrante e autuado pelos crimes de homicídio simples, lesão corporal dolosa e condução de veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.
A ocorrência foi inicialmente registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Três Lagoas e posteriormente encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Selvíria, que dará continuidade às investigações sobre as circunstâncias do acidente.
Fonte: Albecyr Pedro / Castilho News / Cobertura Regional.
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