Um grave acidente registrado na BR-262, em Três Lagoas, terminou de forma trágica após a morte do motorista Alberto Sebastião Alvarenga, de 57 anos, que permaneceu internado por oito dias em estado grave. O óbito foi confirmado na noite desta quinta-feira (5), na Santa Casa de Campo Grande. Ele era presidente do sindicato dos trabalhadores em metalúrgicas de Campo Grande e região, e estava à frente da Associação dos Moradores do Bosque Santa Mônica.

O acidente aconteceu no dia 28 de maio, no km 27 da rodovia, nas proximidades da base da Polícia Rodoviária Federal (PRF), envolvendo um Volkswagen Polo, um caminhão boiadeiro carregado com aproximadamente 60 bovinos e um ônibus.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, Alberto conduzia o veículo de passeio quando ocorreu a colisão com o caminhão. Com o forte impacto, o veículo de carga tombou e ficou atravessado sobre a pista, provocando a interdição total da rodovia. Um ônibus que seguia pelo trecho também acabou envolvido na ocorrência.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos de apoio atuaram no resgate das vítimas, controle do trânsito e liberação da via.
Socorrido em estado gravíssimo, Alberto sofreu múltiplos ferimentos, entre eles traumatismo craniano com contusão hemorrágica cerebral, trauma torácico, além de fraturas nas costelas, punho e fêmur. Após atendimento inicial, ele foi transferido para Campo Grande, onde permaneceu internado sob cuidados intensivos, mas não resistiu às complicações e morreu às 21h43 desta quinta-feira.
O motorista do caminhão sofreu ferimentos leves e relatou dores no tórax. Já o condutor do ônibus não se feriu.
Com a confirmação da morte, o caso passou a ser registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do acidente e possíveis responsabilidades.
Quem era Alberto Sebastião Alvarenga
Além de motorista envolvido no acidente, Alberto Sebastião Alvarenga, de 57 anos, era uma liderança sindical reconhecida em Mato Grosso do Sul. Ele atuava como presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Campo Grande e Região, representando trabalhadores do setor metalúrgico e participando ativamente de pautas ligadas à defesa dos direitos trabalhistas.
Sua morte causou comoção entre familiares, amigos, colegas de trabalho e integrantes do movimento sindical, especialmente pela trajetória construída ao longo dos anos na representação da categoria.
A perda de Alberto amplia ainda mais o impacto da tragédia registrada na BR-262, acidente que mobilizou equipes de resgate e segue sob investigação para apurar as circunstâncias da colisão.