Arapuá
Morre aos 93 anos Maria Edvirgens Souza Lima, ilustre moradora do Distrito de Arapuá
Uma das famílias mais alegres do Arapuá, a Família Lima, teve um final de tarde triste neste (16) de novembro, com o falecimento da Matriarca, a vovó Maria.
É com pesar que o ArapuáNews comunica o falecimento de Maria Edvirgens Souza Lima que completou 93 anos em 14 de novembro.
Edvirgens foi encaminhada da UFS de Arapuá na tarde de sexta-feira (11) de novembro com problemas respiratório para Três Lagoas/MS e depois constatado uma forte pneumonia, sendo transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Auxiliadora. E as 17h da tarde desta terça-feira (16) de novembro, não resistiu e faleceu de choque séptico, pneumonia e doença não especificada do coração.
O velório está acontecendo na Capela Nossa Senhora Aparecida no Distrito de Arapuá, com sepultamento às 16h30min desta quinta-feira (17) de novembro, no campo santo do Distrito.
Maria Edvirgens deixa os filhos: Expedita, Gercilio, Geralmir, Djanira, Deurides e (Dinóa/Gercino “in Memoriam”). E os netos: Nei Canistro, Lindomar, Adriene, Vanderlei, Lauro, Alex, Sandriellen, Érica, Gerciellen, Geralmir Junior, Priscila, Maicon, Miguel Junior, José Canistro Junior, Jackeline, Adilaine, Bruna, Elionai e Núbia. E mais (22) bisnetos.
A HISTÓRIA
Era quatorze (14) de novembro (11) de hum mil novecentos e vinte e nove (1929), na comunidade de Porteira, Estado de Ceara, chegava ao mundo Maria Edvirgens Souza, filha de José Libório do Santos e Eduvirge Martins da Conceição, para compartilhar a vida com seus irmãos, Antonio, José, Manoel, Cicero, Francisca, Maria José (Nina).
A vida não foi fácil para Maria Edvirgens, que aos quatro anos de idade, já ajudava os pais na lida, catando mamona, para confecção de óleo e sabão, assim a vida foi passando, com muitas lutas e dificuldades, porem nunca perdeu a fé, de que dias melhores estavam por vir, assim no dia 10 de setembro de 1949, no povoado de Sipaúba da cidade de Bodocó em Pernambuco, entrava na Capela de São Pedro aos vinte anos de idade, a jovem guerreira Maria Edvirgens para casar e aos mesmo tempo conhecer o homem com quem iria dividir sua vida, no altar lhe esperava o jovem Geraldino Freire Lima. Maria entrou na igreja com uma roupa emprestada, ao som de Asa Branca, música de Luís Gonzaga, tocada na sanfona, na festa, a comida foi uma farofa de Peru, servida aos convidados.
A vida seguia, e continua as dificuldades, foi neste momento que Maria percebeu que ali não encontrava nenhuma perspectiva de vida melhor, e assim resolveu partir, vendendo sua máquina de costura, sem os consentimentos dos pais, partiu rumo a São Paulo. Acompanhada do esposo Geraldino e o irmão Antonio. Uma viagem muito difícil em cima de um pau de arara, após vários dias, chegou a São Paulo, os familiares os esperavam para levar a Fazenda Monte Rosa, para colher algodão e trabalhar com lavoura. Ali trabalhavam muito para mandar dinheiro para os pais e irmãos, para que também pudessem vir embora.
Maria foi mãe de doze (12) filhos, mas com a falta de recursos e parteiras, sobreviveram apenas sete (7) filhos: Expedita, Gercilio, Geralmir, Djanira, Deurides e (Dinóa/Gercino “in Memoriam”).

O genro José Canistro, afilhado de Geraldino, veio em Arapuá visitar a família, voltando ao Estado de São Paulo, José falou a Geraldino. “Em Arapuá estava bom para trabalhar”, o casal cansando de tantas andanças, decidiram morar em Arapuá, onde em sua chegada, foram muito bem recebidos pela família Trannin. E foram trabalhar no cultivo de algodão e outras lavouras, na fazenda 3 meninas antiga Cafezal, ao mesmo tempo Dona Maria, costurava, fazia tapetes, e ajudava cozinhando nas festas e casamentos do Distrito, por ser excelente cozinheira ficou muito requisitada nos eventos do Distrito de Arapuá. Foi funcionária da Escola Estadual Afonso Francisco Xavier Trannin por muitos anos.
Foi assim que Maria criou seus filhos, ensinando cada um o valor da fé, respeito e honestidade, valores esses repassados para seus dezenove (19) netos e quinze (22) bisnetos.
Maria Edvirgens chegou aos noventa (93) anos, carregando consigo a certeza do dever comprido, fazendo parte da história do Distrito de Arapuá.
A vida trouxe para Maria Edvirgens aos longos dos anos, alegria, dores, dissabores, mais a fé sempre falou mais alto, lembram daquele moço que esperou por Maria no altar no ano de 1949, por que no cartório ela casou bem depois no Arapuá. Aquele que se conheceram bem no dia do casamento, que ela que foi escolhida por ser trabalhadeira e não por beleza, mas foi uma união de 42 anos, criaram os filhos, ensinaram dignidade, e só o destino que os separou, chamamos a atenção, que sirva de exemplo, que amor é importante e valioso, mais que acima de tudo, respeito e dignidade, é que fazem as pessoas ser felizes e conviverem entre si, no dia em que cada um de nós, principalmente os mais jovens, adquirir esses discernimento, vocês podem ter certeza, os casamentos duraram mais tempo, e as famílias sofreram bem menos.
Vai uma pessoa devota do Padre Cicero e de Nossa Senhora, e hoje pode se juntar ao padroeiro e das pessoas queridas que se foram, como marido e filhos.
MENSAGEM DO ARAPUÁNEWS
Nem as palavras mais bonitas deste mundo poderiam trazer algum tipo de alegria para o dia de hoje. A saudade conseguiu preencher todos os espaços das nossas vidas, inclusive aqueles que por algum motivo continuavam livres.
O vazio deixado pela ausência é imensurável com a pura certeza que jamais será novamente ocupado. Por mais que os segundos passem a dor não minimiza e a aquela incerteza de como será possível seguir em frente nos próximos dias, só complica ainda mais os pensamentos confusos que invadiram as nossas vidas.
Mas o pior de tudo isso é ter a certeza que é preciso encontrar forças, mesmo que por dentro não consigamos acreditar que elas existem. Encontrar a esperança em um dia tão triste pode até ser improvável, mas nunca impossível. Apesar da dor e do sofrimento, não podemos ignorar que é realmente necessário seguir em frente.
A saudade será eterna e a presença não poderá mais ser sentida, mas as lembranças dos bons momentos vividos são um ótimo conforto, que permanecerá para sempre conosco. O tempo necessário para toda esta dor ir embora é ainda indeterminado, mas todos os dias em que a coragem de seguir em frente e vencer a tristeza.
O Natal não será o mesmo, vá com Deus vovó Maria de seu neto Nei Canistro.

Arapuá
Em Arapuá | Ponte da Japonesa é substituída por linhas de tubos para garantir mais segurança à população
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em conjunto com o Departamento de Manutenção do Distrito de Arapuá e da zona rural, realizou a substituição da antiga ponte de madeira sobre o córrego Arapuá, conhecida como Ponte da Japonesa.
A estrutura é fundamental para o acesso ao Distrito de Arapuá/MS e também às comunidades Piaba, Limoeiro e região da Ponte do Rio Verde.
Os trabalhos foram executados sob a coordenação do encarregado Marco Antonio Dantas, atendendo a uma demanda considerada urgente pelos moradores da região. Segundo informações repassadas pelas equipes responsáveis, a antiga ponte de madeira apresentava constantes problemas e necessitava de frequentes manutenções, comprometendo a segurança de motoristas e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.
Durante as obras, a passagem permaneceu interditada por 13 dias para a retirada completa da antiga estrutura e implantação do novo sistema de drenagem e travessia.
No local, foram instaladas duas linhas de tubos de 1.000 milímetros, proporcionando mais segurança, durabilidade e melhores condições de tráfego, principalmente em períodos de chuva.
Após a conclusão dos serviços, a Ponte da Japonesa já foi liberada para o trânsito de veículos e, conforme a equipe responsável, o trecho se encontra em perfeitas condições de uso, com o fluxo normalizado para moradores, produtores rurais e demais usuários da estrada.
Arapuá
LUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos
Três Lagoas (MS) — Faleceu em Três Lagoas, aos 53 anos, Valdemir Machado Leonel, conhecido carinhosamente como “Lona”, ex-jogador do Arapuá. A notícia causou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade esportiva da região.
Valdemir foi encontrado sem vida no último sábado, 2 de maio, em sua residência localizada no Condomínio Novo Oeste. De acordo com informações, a causa da morte foi cirrose hepática.
A despedida foi marcada por grande comoção. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Antônio, em Três Lagoas. Ele deixa seis filhos.
TRAJETÓRIA NO ESPORTE E NA COMUNIDADE
Muito conhecido no Distrito de Arapuá, Valdemir construiu uma história marcada pelo trabalho e pela paixão pelo futebol. Atuou em fazendas da região, como Água Limpa, Rodeio e Lobo, e nos finais de semana se dedicava ao esporte, defendendo equipes locais.
Foi no time do Arapuá que “Lona” deixou seu maior legado. Vestindo a camisa da SERA (Sociedade Esportiva Recreativa Arapuá), atuava como volante — posição em que ficou conhecido como o “xerife” do time. Com a camisa número 20, seu número preferido, destacou-se como um dos jogadores mais firmes e respeitados que passaram pela equipe.
Valdemir integrou o time por vários anos e também participou da equipe de veteranos. Sua última aparição em campo foi em julho de 2023, durante o jogo de inauguração da iluminação de LED do Campo Municipal José Rodrigues, no Distrito de Arapuá, em uma partida entre veteranos.
HOMENAGENS E DESPEDIDA
Nas redes sociais, amigos, familiares e ex-companheiros de equipe prestam homenagens, relembrando momentos vividos e destacando o legado deixado por “Lona” dentro e fora de campo.
Moradores do Distrito de Arapuá também manifestaram gratidão pela dedicação de Valdemir ao futebol local:
“Só temos a agradecer por todos esses anos de dedicação ao nosso time. Vá com Deus, nosso irmão Valdemir.”
Neste momento de dor, amigos e familiares se unem em solidariedade, desejando força e conforto a todos que conviviam com Valdemir Machado Leonel.
MENSAGEM
É difícil encontrar palavras diante de uma perda tão sentida. Valdemir Machado Leonel, o querido “Lona”, parte deixando não apenas saudades, mas um legado de amizade, companheirismo e amor pelo futebol que jamais será esquecido.
Que Deus o receba de braços abertos e conceda descanso eterno. Que conforte o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, transformando a dor da despedida em lembranças eternas de momentos vividos com alegria.
“Lona” seguirá vivo na memória de cada jogo, de cada história compartilhada e em cada coração que teve sua vida marcada por sua presença.
Nossos mais sinceros sentimentos.
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