Agronegócios
Mais de 150 produtores participam de Dia de Campo da Fundação MS em Anaurilândia
Mais de 150 pessoas estiveram reunidas na última terça-feira (6), em Anaurilândia, durante Dia de Campo da Fundação MS em parceria com o Senar/MS, Copasul, Cocamar, Sindicato Rural de Anaurilândia e produtores rurais. O encontro mostrou grande adesão dos produtores locais e teve como objetivo levar recomendações sobre a safra de soja 2017/2018. Foram apresentados trabalhos realizados com cultivares de soja e informações técnicas sobre manejo de capim-amargoso.
Este foi o primeiro Dia de Campo da Fundação MS realizado no município. Segundo a presidente do Sindicato Rural de Anaurilândia, Lígia Franciscon Ricardo, essa é uma conquista da classe produtora. Ela destaca também a importância da parceria com a Fundação MS, sindicatos rurais, Copasul e produtores da região. “Fomos em busca de pesquisas sérias e de uma instituição de peso para auxiliar os nossos produtores, e isso só foi possível graças as parcerias realizadas”.
O evento foi realizado no campo experimental localizado na Fazenda Estrela do Quiterói, do cooperado da Copasul, Luciano Pompilio. Segundo o proprietário do local, as pesquisas são fundamentais para que a produção seja incrementada. “Agora sabemos o rumo certo para fazermos os investimentos necessários. Os produtores já abraçaram a ideia, inclusive várias demandas apresentadas durante o Dia de Campo vieram deles, com pré-reuniões que já foram realizadas”, explica
As doses de calcário e modos de incorporação em solos arenosos foi um dos assuntos abordados. O objetivo é verificar a possibilidade de aumentar o desenvolvimento do sistema radicular em profundidade da soja. Além disso, também esteve em pauta a correção total e parcial de fósforo e potássio em solos arenosos.
As cultivares de soja plantadas em diferentes épocas de semeadura também foram discutidas. A ideia foi mostrar uma gama de possibilidades existentes no mercado e suas tecnologias. Alguns fatores que devem ser analisados foram elencados, como condições climáticas, resistência às pragas, época correta de plantio, de acordo com cada variedade apresentada.
O manejo do capim amargoso é outro assunto levado aos participantes. Foram repassadas informações sobre o posicionamento de cada herbicida disponível no mercado, bem como técnicas que incrementam a eficiência dos produtos. O evento foi ministrado pelos pesquisadores da Fundação MS, Douglas Gitti, André Ricardo Gomes Bezerra e José Fernando Grigolli.
Produtores rurais dos municípios de Batayporã, Ivinhema, Nova Andradina, Naviraí Bataguassu e Maracaju também participaram do Dia de Campo, para conhecer os trabalhos desenvolvidos na região.
Datas – Até o momento, os municípios Naviraí, Maracaju, Rio Brilhante também receberam o Dia de Campo. Nas próximas semanas, outras cidades receberão o evento: Bonito (20/02), Ivinhema (01/03) e Campo Grande (08/03, durante a Dinapec, realizada na Embrapa Gado de Corte). Mais informações podem ser obtidas no site www.fundacaoms.org.br.
Agronegócios
Governo bloqueia R$ 518 milhões do Seguro Rural antes do novo Plano Safra
O governo federal retirou R$ 56,3 milhões adicionais do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com o bloqueio de R$ 461,7 milhões efetuado em 9 de junho, o total retido pelo Executivo alcança R$ 518 milhões — mais da metade do orçamento previsto para 2026. A medida tensiona as negociações a sete dias do lançamento do Plano Safra 2026/27, marcado para 1º de julho.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contestou os cortes. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, afirmou que a retenção reduz a proteção financeira do produtor e desconsidera o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Segundo a entidade, os sucessivos bloqueios evidenciam a falta de prioridade do governo para a resiliência do campo e o descumprimento de expectativas de aporte para o seguro.
O seguro rural atua como o principal mecanismo de transferência de risco para o agricultor. Com a redução da subvenção, o mercado projeta encarecimento das apólices e restrição na oferta de cobertura. Pequenos e médios produtores, dependentes do subsídio estatal para obter financiamento bancário, devem ser os mais afetados pela medida.
O Ministério da Agricultura (Mapa) justificou o contingenciamento como exigência das metas fiscais definidas pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), admitindo que a disponibilidade de recursos reduz o alcance do programa para o novo ciclo agrícola.
A oposição ao bloqueio se concentra na tentativa de blindar o orçamento do setor. A FPA pressiona pela votação do projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que proíbe o contingenciamento do PSR. O tema será o principal ponto de embate durante o anúncio do Plano Safra na próxima semana, quando o setor cobrará medidas de recomposição para garantir a viabilidade dos investimentos para a safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul
O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.
Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.
No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.
Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.
A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.
Fonte: Pensar Agro
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