Política
Jerson Domingos defende revisão do Fundersul com anistia da desmama e redistribuição da contribuição
Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato a deputado estadual Jerson Domingos, conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, apresentou uma proposta de revisão do Fundersul. Entre as medidas defendidas estão a anistia da contribuição incidente sobre a desmama de bovinos e a redistribuição da arrecadação para outros segmentos que ganharam protagonismo na economia estadual nas últimas décadas, como as indústrias de cana-de-açúcar e de celulose.
Segundo Jerson, a proposta parte do entendimento de que a realidade econômica de Mato Grosso do Sul mudou desde a criação do Fundersul, há cerca de 25 anos. Na avaliação dele, o fundo foi essencial para viabilizar investimentos em infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento do Estado, mas o modelo de arrecadação precisa ser atualizado para acompanhar a nova dinâmica produtiva.
“Se nós não tivéssemos tomado aquela atitude naquele momento, nós não teríamos o Estado que temos hoje. Mas passaram-se 25 anos, e essa lei mudou completamente a sua forma de operacionalidade”, afirmou.
A principal medida defendida é o fim da cobrança sobre a desmama, considerada por ele uma forma de começar a devolver ao produtor rural parte do que já contribuiu ao longo dos anos. “A primeira iniciativa seria a anistia da desmama”, destacou.
Para compensar a redução na arrecadação, Jerson propõe revisar as contribuições dos setores sucroenergético e de celulose, que ampliaram significativamente sua participação na economia sul-mato-grossense. Segundo ele, a redistribuição da cobrança permitiria preservar a capacidade de investimento do Fundersul sem concentrar o ônus sobre a pecuária.
Jerson Domingos esteve entre os parlamentares que participaram da construção e da aprovação do Fundersul no fim da década de 1990. Como pré-candidato à uma cadeira na Assembleia Legislativa, pretende apresentar uma proposta de atualização da legislação, mantendo o papel estratégico do fundo para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, mas adequando sua forma de arrecadação à realidade econômica atual.
Confira o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DatSc8RhM5k/
Política
Reinaldo diz que cada município tem sua realidade, que precisa ser respeitada
Em entrevista à imprensa no interior do Estado nesta semana, o pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja reafirmou uma convicção que marcou sua trajetória à frente do Governo de Mato Grosso do Sul: cada município tem sua própria realidade, e essa diversidade precisa ser respeitada na hora de definir investimentos públicos.
“Alguns municípios precisam de infraestrutura, outros de atendimento à saúde, e outros ainda de oportunidades para geração de emprego e renda. Não existe solução única que sirva para todos”, afirmou Reinaldo.
Para o pré-candidato, esse princípio deve orientar tanto os parlamentares na destinação de suas emendas quanto os governos executivos na definição de políticas públicas. “Só conhecendo de perto a realidade de cada região é que se consegue investir onde realmente é necessário. Caso contrário, o dinheiro público não chega a quem mais precisa”, completa.
Durante os dois mandatos em que esteve à frente do Governo do Estado, Reinaldo Azambuja implantou o que passou a ser chamado de municipalismo: um modelo de gestão que prioriza as obras e demandas indicadas pelos próprios municípios, respeitando o diagnóstico de cada prefeitura sobre suas necessidades mais urgentes. O método é hoje reconhecido como um dos pilares da relação entre Estado e municípios em Mato Grosso do Sul e segue sendo bem aplicado pela atual gestão, de Eduardo Riedel.
A realidade de Mato Grosso do Sul, no entanto, não é exceção: reflete um desequilíbrio que atinge prefeituras em todo o país. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que ouviu 4.172 prefeituras — 75% do total nacional —, mostra que a crise financeira é hoje a principal preocupação dos gestores municipais, citada por cerca de 80% deles. Quase um terço dos municípios (29%) fecha o ano com atraso no pagamento a fornecedores, e outros 31% precisam empurrar despesas já assumidas para o exercício seguinte.
O desequilíbrio tem origem na própria divisão do bolo tributário nacional: de tudo o que o brasileiro paga em impostos, 64% fica com a União, 22,5% com os Estados e apenas 13,5% chega aos municípios — exatamente o ente mais próximo do cidadão e o mais cobrado por resultados, segundo a CNM.
Essa dependência de repasses federais é ainda mais evidente quando se observa que, para dois em cada três municípios brasileiros, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é a principal fonte de receita. Sem autonomia financeira suficiente, prefeituras de todos os portes ficam reféns de decisões tomadas em Brasília — muitas vezes distantes da realidade local que cada prefeito conhece de perto.
Para Reinaldo, o problema está justamente na falta de escuta e no volume insuficiente de recursos por parte do Governo Federal. “As prefeituras conhecem suas prioridades, mas o Governo Federal não ouve com atenção essas demandas e ainda destina recursos reduzidos, insuficientes para que os municípios arquem até com suas necessidades básicas”, avalia o pré-candidato.
Fonte de dados: Confederação Nacional de Municípios (CNM) — Diagnóstico Fiscal dos Municípios 2025/2026.
Política
“O encadeamento produtivo está no princípio da atração de investimentos”, pontua Verruck
O papel dos pequenos fornecedores para o desenvolvimento local foi abordado durante palestra do ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, na manhã desta quinta-feira (9) durante o Encadear Summit, realizado em Três Lagoas.
Na palestra: Desenvolvimento Territorial, Verruck apresentou índices de Mato Grosso do Sul e contextualizou o porquê o estado se destaca nacionalmente quando o assunto é o desenvolvimento. Ele também falou sobre oportunidades e apontou caminhos para que os empresários aproveitem a chegada de cada novo empreendimento.
Nesse sentido, ele citou o encadeamento produtivo, que qualifica pequenos fornecedores para atender grandes empresas. “É importante dizer que o encadeamento produtivo está no princípio da atração de investimentos”, disse Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Assim, completou, toda vez que uma indústria chega ao estado, entre as primeiras ações está a contratação de empresas locais, momento em que o Sebrae/MS atua para preparar esses fornecedores, fortalecendo a economia na localidade.
Verruck também falou sobre o desempenho de Mato Grosso do Sul no que diz respeito à empregabilidade, vivenciando momento de pleno emprego, e das conquistas no setor do agronegócio que durante os 11 anos e três meses em que esteve à frente da secretaria dobrou a área destinada a atividades agrícolas. Resultado de trabalho, tecnologia e planejamento.
Encadeamento Produtivo
Só em 2025, por meio do Programa Encadeamento Produtivo [parceria do Sebrae/MS e Governo do Estado], foram conduzidos quatro projetos qualificando 158 empresas e 70 propriedades rurais. As informações são do Sebrae/MS.
Na avaliação de Verruck, o Programa contribui para fortalecer as empresas locais e destacar os talentos empresariais. “Quando é dada a oportunidade, pequenas empresas locais se tornam fornecedoras de grandes. Vemos que temos pessoas altamente competentes vendendo para outros estados e que podem fornecer para uma grande empresa instalada aqui”, reforçou Verruck.
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