Mato Grosso do Sul
Investimento de R$ 18 bilhões na Malha Oeste promete “salvar” a BR-262
Com previsão de ir a leilão no primeiro semestre de 2024, o edital de relicitação da Malha Oeste prepara investimento de R$ 18 bilhões em 60 anos. A linha ferroviária que será entregue mais uma vez à iniciativa privada possui mais de 1.600 quilômetros entre as cidades de Corumbá e Mairinque (SP), passando por Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Os números do investimento foram divulgados pelo diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Rafael Vitale, nesta quarta-feira (26), durante audiência pública realizada em Campo Grande. O encontro serviu para colher sugestões e contribuições da sociedade ao edital de concessão da ferrovia.
Representando o governador Eduardo Riedel, os secretários Hélio Peluffo (Infraestrutura e Logística) e Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) participaram da audiência pública e defenderam a importância estratégica da ferrovia para Mato Grosso do Sul.
Conforme debatido no encontro, a empresa que assumir a concessão futuramente terá que investir aproximadamente R$ 18 bilhões para operação e modernização dos 1.625,30 quilômetros da ferrovia, que estava sob gestão Rumo Malha Oeste S.A, mas que foi devolvida ao poder público em 21 de julho de 2020.
Na nova concessão, não está inclusa a reativação do ramal de 348 km que liga Campo Grande a Ponta Porã. No entendimento da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a inclusão do trecho colocaria em risco todo certame devido a inviabilidade financeira, que poderia acarretar um prejuízo de R$ 613 milhões ao longo dos 60 anos de contrato.
A modernização do modal de transporte de cargas ligando os estados vizinhos promete ser a “salvação” das rodovias que cortam Mato Grosso do Sul, principalmente o trecho da BR-262 entre Corumbá e Três Lagoas, principal rota de transporte de grãos, celulose e minério do Estado.

(Arte: Campo Grande News)
“Hoje, temos volume de carga suficiente para o investimento, então esse é o melhor momento e o melhor projeto de vitrine ferroviária que existe no mercado. Só temos um jeito de salvar a BR-262 que é a ferrovia, a angústia que nós temos hoje é resolver esse gargalo que é um grande problema para Mato Grosso do Sul. Não existe Estado melhor do País que tenha duas hidrovias que faça ligação com a ferrovia. Temos urgência em fazer essa licitação a curto prazo”, enfatizou Jayme Verruck, secretário titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Além de dar celeridade ao transporte de cargas, o modal ferroviário também diminuirá os custos com manutenção das rodovias que cortam Mato Grosso do Sul. “Esse novo modal é de extrema importância para o Estado porque tira a pressão total da rodovia, atende a iniciativa privada e diminui os custos. É a melhor forma de dar uma resposta rapidamente para a questão do transporte do Estado”, explicou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Hélio Peluffo Filho.
Ainda não há prazo definido para a conclusão do certame, uma vez que apenas a fase de estudo foi concluída. Após o período de audiências públicas, o projeto será encaminhado para apreciação do TCU (Tribunal de Contas da União). O edital está previsto para ser lançado no 1º trimestre de 2024, em seguida, será realizado o leilão e, por fim, a assinatura do contrato, que em um cenário otimista será feito no 3º semestre de 2024.
“A questão agora é quão rápido para chegar ao leilão, não temos prazos regimentais para analisar as contribuições que serão feitas nas audiências públicas, mas estamos bastante ansiosos para encurtar os prazos, pois o objetivo é aumentar a eficiência do Brasil como um todo, com a operação da malha”, destacou o diretor da ANTT, Rafael Vitale.
Acompanhando as discussões, o presidente do Legislativo Estadual, deputado Gerson Claro Dino, adiantou que a Assembleia Legislativa dará todo o suporte necessário para a viabilização do projeto. “Estamos ansiosos e otimistas para que seja um sucesso e melhoria no transporte de Mato Grosso do Sul, na Assembleia está todo mundo apoiando o projeto”, frisou o parlamentar.
A infraestrutura da Malha Oeste, incluindo a via permanente, está bastante depreciada. Durante anos, a concessionária que abriu mão do contrato realizou investimentos em patamares insuficientes para a sua manutenção. O pouco investimento acarretou na perda da capacidade de transporte. Com isso, os trens trafegam com velocidades abaixo de seu potencial e o volume de carga transportado ainda está limitado e vários trechos terão que ser reconstruídos por conta do tamanho da bitola dos trilhos, que não é a adequada.
Além disso, o contrato prevê a modernização, ampliação e construção dos pátios de cruzamento; sinalização e CCO (Centro de Controle Operacional), que visam permitir a comunicação por satélite entre o CCO e os equipamentos de bordo; investimento em oficinas, instalações e aquisições de equipamentos de via; minimização de conflitos urbanos através da instalação de intervenções e um contorno ferroviário; e melhoramento da frota, através da renovação e aquisição de novos veículos para que a empresa possa garantir a eficiência das operações
Novos investimentos
O projeto de relicitação da Malha Oeste prevê a ampliação dos pátios de cruzamento e a instalação de sinalização e centros de controle operacional, que permitem a comunicação por satélite com os equipamentos de bordo. Além disso, haverá investimentos em oficinas, instalações e aquisição de equipamentos de via. E para garantir eficiência das operações, a frota será melhorada com aquisição de novos veículos.
Histórico
A Malha Oeste é administrada pela iniciativa privada desde 1996. Em 2020, a empresa concessionária manifestou ao Governo Federal o pedido de devolução e relicitação da ferrovia, em um processo “amparado pela lei”. A partir de então, a ANTT se mostrou favorável ao pedido e iniciou os trâmites legais para a nova concessão.
A audiência pública realizada em Campo Grande foi a primeira de duas para colher contribuições da sociedade do projeto de relicitação da Malha Oeste. A segunda será realizada em Brasília (DF) no próximo dia 3 de maio. Após esta etapa, a ANTT vai submeter o projeto ao TCU (Tribunal de Contas da União) para depois levar o edital a leilão.
Com informações de Campo Grande News e Assessoria do Governo do MS
Mato Grosso do Sul
Cadastro Ambiental Rural fortalece regularização das propriedades e desenvolvimento do Pantanal
A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) alerta os produtores do Pantanal de Mato Grosso do Sul sobre a importância da regularização ambiental das propriedades com pendências junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é um registro eletrônico obrigatório.
O cadastro tem se consolidado como uma importante ferramenta para garantir a legalidade das atividades agropecuárias.
Coordenado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o CAR reúne informações ambientais essenciais das propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), reserva legal, áreas com vegetação nativa, locais com restrição de uso e áreas já consolidadas para produção.
Além de atender à legislação ambiental, o cadastro oferece uma série de benefícios aos produtores rurais, possibilitando acesso a crédito e financiamentos, maior segurança jurídica, facilitação na comercialização da produção e apoio ao planejamento sustentável das propriedades.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca a importância do cadastro como instrumento estratégico para a gestão ambiental no Estado.
“Mais do que uma obrigação legal, o Cadastro Ambiental Rural representa um avanço na organização ambiental das propriedades rurais. O CAR permite maior transparência, contribui para a preservação dos recursos naturais e fortalece a produção sustentável em Mato Grosso do Sul”, afirma.
O secretário da Semadesc, Arthur Falcette, ressalta que o cadastro também desempenha papel fundamental no desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.
“O Governo do Estado tem trabalhado para fortalecer políticas públicas que conciliem desenvolvimento e preservação. O CAR é uma ferramenta essencial nesse processo, pois auxilia no planejamento territorial, na conservação ambiental e oferece mais segurança ao produtor rural”, destaca o secretário.
Outro ponto importante é que o CAR auxilia os órgãos ambientais no acompanhamento da situação das propriedades rurais, além de apoiar o planejamento ambiental e econômico do Estado. Sem o cadastro, o produtor pode enfrentar dificuldades para desenvolver suas atividades de forma regular.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) não possui prazo específico de validade ou exigência periódica de renovação. Contudo, sua inscrição e regularidade são indispensáveis para diversos procedimentos relacionados à propriedade rural, especialmente em processos de regularização fundiária, obtenção de financiamentos bancários e acesso a benefícios e descontos tributários previstos na legislação ambiental e fiscal.
O passo a passo para realizar a regularização está disponível em imasul.ms.gov.br
Em caso de dúvidas sobre o acesso ao sistema SIRIEMA ou sobre a inscrição do imóvel rural no CAR-MS, os produtores podem entrar em contato com a Central de Atendimento no (67) 3318-6060 (WhatsApp).
Comunicação Imasul
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Terminal aeroportuário deve ficar pronto em 2027, ampliando segurança e conforto para passageiros e operadores na segunda maior cidade do Estado
Entre embarques e desembarques, uma obra chama a atenção no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados: a construção do novo receptivo de passageiros, investimento executado pelo Governo de MS por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
O novo terminal promete transformar a realidade logística e econômica da região, beneficiando diretamente cerca de um milhão de habitantes e ampliando o acesso a outros pontos do país. A iniciativa, que prevê investimentos de R$ 38 milhões, é fruto de parceria entre Governo do Estado e União, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Secretaria de Aviação Civil (SAC).
Com a geração de dezenas de empregos diretos e indiretos, as obras do novo terminal aeroportuário avançam em ritmo acelerado, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.
“Dourados é a segunda maior cidade do Estado, um polo regional que movimenta negócios, saúde, educação e serviços para toda uma ampla região. Ter uma infraestrutura aeroportuária moderna e compatível com essa importância é essencial para ampliar a conectividade, atrair investimentos, impulsionar o turismo e fortalecer o ambiente econômico”, destaca o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.
O projeto contempla 3 mil m² de área construída, com um terminal moderno e funcional. Entre os destaques estão a implantação de uma lanchonete, lojas comerciais, uma seção contra incêndio (SCI) e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo (EPTA), ampliando a segurança e o conforto para passageiros e operadores.
“Mais do que uma obra física, estamos falando de um investimento em competitividade e futuro. Um aeroporto estruturado encurta distâncias, aproxima oportunidades e consolida Dourados como um eixo estratégico do desenvolvimento sul-mato-grossense. É essa a visão do nosso governo: investir com planejamento, olhando para aquilo que transforma a vida das pessoas e prepara Mato Grosso do Sul para crescer ainda mais”, completa o vice-governador.
Novo terminal de passageiros começou a ser construído em setembro de 2025, data de reativação do aeroporto para voos comerciais
Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme de Alcântara de Carvalho, o aeroporto entra agora em uma fase decisiva. Segundo ele, com estes avanços concretos a população poderá contar com uma estrutura moderna, segura e preparada para atender ao crescimento econômico da região.
“Esse investimento representa mais desenvolvimento, geração de oportunidades, fortalecimento do turismo e integração de Dourados com os principais centros do país. Logo a população douradense e toda a região terão um aeroporto moderno, seguro e à altura do desenvolvimento que a cidade merece e precisa”, afirmou.
O superintendente logístico e coordenador de transporte aéreo, hidroviário e ferroviário da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza, disse que o novo terminal representa um avanço estratégico para a infraestrutura aeroportuária de Mato Grosso do Sul.
“Dourados é uma cidade-polo, que atende toda uma região produtiva, universitária, empresarial e de serviços. Essa obra prepara o aeroporto para uma nova fase, com mais conforto, segurança operacional e capacidade para receber melhor os passageiros e atrair novos voos. É um investimento que fortalece a aviação regional e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da Grande Dourados”, garante.
Expectativa e projeção para o futuro
Previsão é que novo receptivo seja concluído no primeiro semestre de 2027: mais espaço, segurança e conforto para passageiros e operadores
O investimento também é visto com otimismo pelos usuários do aeroporto regional de Dourados. Na opinião dos passageiros, a nova estrutura terá impacto direto no conforto e até mesmo na atração de mais turistas para a segunda maior cidade do Estado.
A engenheira agrônoma e empresária Lorraine Coutinho, que mora em Caarapó, realiza viagens aéreas com frequência e nos últimos meses, comemora o fato de poder embarcar em Dourados – cidade a apenas 52 km de distância. Agora, com a construção do novo receptivo, segundo ela, a experiência será ainda mais positiva.
“Um terminal de passageiros mais amplo e mais moderno impacta diretamente na experiência de quem utiliza o transporte aéreo. Um espaço mais confortável, mais acessível, que acomode melhor as pessoas, poderá inclusive atrair mais visitantes para a nossa região”, opina.
“Quando se fala de Dourados, a gente está falando de um polo agrícola muito importante para o Cone Sul. Então a possibilidade de ofertas de voo e de um ambiente mais adequado para receber esses visitantes, com certeza também traz mais oportunidades e acessibilidade, proporcionando uma viagem mais ágil”, complementa.
A ampliação também é vista com expectativa pelo casal de médicos Bethânia e José Roberto Manzano. “Vemos as melhorias no aeroporto de Dourados como algo muito positivo. Acreditamos que um terminal mais moderno e estruturado pode contribuir não só para mais conforto e organização, mas também para uma maior sensação de segurança para quem embarca e desembarca”, avalia Bethânia, que é ginecologista e obstetra.
“Uma estrutura aeroportuária mais adequada ajuda a acompanhar o crescimento da região, valoriza a conectividade de Dourados com outros centros e transmite uma sensação maior de acolhimento e eficiência, tanto para moradores quanto para quem chega à cidade pela primeira vez”, conclui.
Dourados conectada com o mundo
Após quatro anos fechado para voos comerciais, o aeroporto regional de Dourados retomou o serviço em setembro de 2025, após passar por obras de infraestrutura com investimentos de R$ 97 milhões. O município é operado pela Latam, com oferta de voos diários que conectam Dourados ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior e mais movimentado terminal aeroviário do Brasil e da América Latina.
A operação em Dourados vem consolidando sua relevância desde a reabertura do aeroporto. De janeiro a abril de 2026, a LATAM transportou cerca de 20 mil passageiros somando viagens com origem ou destino em Dourados, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Ana Paula Amaral, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: Victor Arguelho/Vice-governadoria
Fonte: Governo MS
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