Política
Influenciadores digitais nas eleições e a busca por transformar curtida em voto: o que pode e o que não pode nas redes
O tempo de TV e de rádio seguem disputados mas, há alguns anos, a corrida eleitoral tem outro fator de peso na campanha de candidatos: as redes sociais.
O marco é 2009, quando a legislação brasileira foi modificada no sentido de permitir que os candidatos utilizassem mídias sociais na corrida eleitoral do ano seguinte, 2010.
“Até então, os candidatos só podiam sites, websites, às vezes até sites estáticos”, explica Arthur Ituassu, professor de comunicação política da Puc-Rio e pesquisador associado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital.
“E isso muito influenciado pela campanha de Barack Obama em 2008 nos EUA”, complementa Ituassu em entrevista ao podcast O Assunto de quarta-feira (28).
Na época, se utilizando de tantas redes sociais, a campanha de Obama ganhou até uma expressão: “Obama everywhere”. No Brasil, na época, Ituassu cita como exemplo o caso do político Plínio de Arruda Sampaio, morto em 2014, com “um candidato muito interessante que fez uma utilização muito eficiente das mídias sociais”.
O Brasil é, hoje, o segundo país com mais influenciadores no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E aí, em 2024, com mais protagonismo ainda das redes sociais, o que pode?
“Os candidatos podem pedir votos pela internet, podem expor as suas opiniões, as suas ideias, anunciar os seus projetos. Tudo isso pode ser feito pela internet. Inclusive por meio de impulsionamento”, diz Amanda Cunha, especialista em direito eleitoral, também em entrevista ao podcast O Assunto.
“Essa propaganda eleitoral dos candidatos pode ser impulsionada por meio do tráfego pago e seguindo algumas regras da Justiça Eleitoral, sinalizando que é uma propaganda eleitoral com CNPJ de campanha”, complementa Cunha, que também é coordenadora de comunicação da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político e apresentadora do podcast A Eleitorialista.
E o que não pode?
“O que não pode é pagar alguém para fazer propaganda eleitoral para você ou, de alguma forma, essa pessoa monetizar essa propaganda ou ter algum benefício financeiro. Por exemplo, eu não posso pagar um influenciador digital para fazer propaganda eleitoral para mim.”
“Esse influenciador digital também não pode, exercendo a sua liberdade de expressão, de preferência por um candidato, usar desse conteúdo para monetizar ou para ganhar algum tipo de benefício econômico por meio aí dessas várias ferramentas que tem nas redes sociais. Isso é absolutamente proibido.”
Fonte: G1/Política
Política
“Não estou voltando, porque nunca fui embora”: Angelo Guerreiro confirma pré-candidatura a deputado estadual em vídeo nas redes sociais
O ex-prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, confirmou nesta sexta-feira (26) seu retorno à política. O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, no qual revela que é pré-candidato a deputado estadual e afirma que pretende ampliar o trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória na administração pública.
No vídeo, Guerreiro inicia mostrando diversas mensagens enviadas por moradores, pedindo a sua volta à política. Em seguida, agradece o carinho recebido e afirma que o reconhecimento da população foi determinante para a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
“Eu entro nas redes. Saio nas ruas. E a mensagem é quase sempre a mesma: ‘Volta, Guerreiro’. E eu confesso… receber esse carinho mexe comigo. Porque ninguém constrói uma história sozinho. Toda conquista teve a participação de muita gente”, diz.
O encerramento do vídeo traz a mensagem que marca oficialmente sua entrada na disputa eleitoral. “Por isso, quero dizer a vocês, não estou voltando. Porque nunca fui embora. E é por isso que sou pré-candidato a deputado estadual.”, destacou o político, finalizando com seu tradicional bordão “Tchê tchê tchê”.
Trajetória marcada pelo trabalho
A decisão de Guerreiro de buscar uma vaga na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (ALEMS) baseia-se em um histórico de forte aprovação popular e entregas expressivas. Natural de Presidente Bernardes (SP), mas radicado no MS há décadas, Angelo Guerreiro construiu uma carreira política sólida e de forte ligação com as bases populares.
Sua trajetória pública inclui mandatos expressivos como vereador e a experiência anterior como deputado estadual. No entanto, foi na prefeitura de Três Lagoas que consolidou sua liderança estadual. À frente do município da Costa Leste, promoveu uma verdadeira transformação urbana com investimentos maciços em infraestrutura, asfalto, drenagem, além da modernização histórica de pontos turísticos e culturais, como a Feira Central e a antiga estação ferroviária (região da NOB).
Com a pré-candidatura oficializada, Guerreiro sinaliza que pretende levar o modelo de gestão e a proximidade com o povo que marcaram Três Lagoas para os quatro cantos do Mato Grosso do Sul. “As pessoas me pedem para voltar. E eu acredito que ainda posso continuar ajudando. Continuar trabalhando, ouvindo e construindo. Só que agora olhando para um desafio ainda maior: o Mato Grosso do Sul”, concluiu.
Assista ao vídeo completo: https://www.instagram.com/reel/DaC1G6lK9KP/?igsh=b2lhaDVuM3h2Mnh4
Política
Em nova pesquisa, Reinaldo amplia vantagem e consolida liderança na corrida ao Senado
A mais recente pesquisa do Instituto Real Time Big Data para o Senado Federal em Mato Grosso do Sul aponta um cenário de consolidação da liderança do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) na corrida eleitoral de 2026. Com 29% das intenções de voto, Reinaldo aparece isolado na primeira colocação e amplia a distância em relação aos principais adversários, reforçando sua presença no cenário político estadual.
O levantamento, realizado entre os dias 9 e 11 de maio, ouviu 1.600 eleitores em diversas regiões do Estado. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número MS-06412/2026 e possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Na sondagem estimulada, Reinaldo Azambuja abre 11 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, Capitão Contar (PL), que aparece com 18%. Em seguida vem o senador Nelsinho Trad (PSD), com 17%, em empate técnico dentro da margem de erro. A senadora Soraya Thronicke (PSB) soma 10%, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT) registra 9%. Beto do Movimento (PSOL) e Daniel Junior (Agir) aparecem com 2% cada.
Os votos brancos e nulos representam 7%, enquanto 6% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Para analistas políticos, os números demonstram não apenas a manutenção da força política de Reinaldo Azambuja, mas também um movimento de consolidação de sua base eleitoral, construída ao longo de anos de atuação administrativa e política em Mato Grosso do Sul.
A vantagem expressiva sobre os demais concorrentes indica um cenário de maior estabilidade eleitoral para o ex-governador neste momento da pré-campanha. Outro fator observado é a capacidade de transferência de capital político para o Partido Liberal no Estado, legenda que passou a ser comandada por Reinaldo recentemente e que já aparece ocupando posições estratégicas no cenário eleitoral sul-mato-grossense.
Além da liderança isolada, a pesquisa também revela um cenário de forte presença do PL na disputa ao Senado. As duas primeiras colocações pertencem a nomes da legenda, consolidando o partido como uma das principais forças políticas de Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026.
Durante os oito anos de governo, Reinaldo consolidou uma forte relação institucional com prefeitos, vereadores, lideranças regionais e segmentos econômicos, especialmente nas áreas de infraestrutura, agronegócio, desenvolvimento regional e equilíbrio fiscal. Essa rede política construída ao longo de sua gestão é apontada por observadores como um dos principais fatores para o desempenho apresentado nas pesquisas.
Outro dado que chama atenção é a fragmentação dos demais concorrentes, enquanto Reinaldo mantém um percentual elevado de intenções de voto, demonstrando maior consistência eleitoral neste início de pré-campanha.
A pesquisa do Real Time Big Data mostra ainda que a corrida ao Senado deverá ser uma das mais disputadas da história recente de Mato Grosso do Sul, envolvendo lideranças conhecidas do eleitorado e diferentes campos políticos. Ainda assim, neste primeiro grande levantamento de abrangência estadual, Reinaldo Azambuja aparece como o nome que melhor conseguiu consolidar espaço e ampliar vantagem sobre os adversários.
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