Mato Grosso do Sul
Governo estimula uso de fontes renováveis para gerar energia mais limpa e atingir meta do Carbono Neutro em 2030
Mato Grosso do Sul deu um mais um importante passo rumo à meta de se tornar um território reconhecido internacionalmente como Carbono Neutro em 2030. Na manhã desta terça-feira (7), em solenidade realizada no auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) assinou a resolução que regulamenta Lei Estadual n° 5807/2021 de 16 de dezembro de 2021, que criou o MS Renovável, política pública de incentivo às atividades de produção de energia renovável em Mato Grosso do Sul e entregou ao governador Eduardo Riedel um exemplar do “Plano Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Produção de Energia – MS Renovável”.
Além da assinatura da Resolução e da entrega do Plano MS Renovável, também foi assinado um Termo de Cooperação da Semadesc com Fiems, Senai, Asumas e Biosul para implementar e desenvolver o MS Renovável, “de forma a estimular a implantação ou ampliação de sistemas geradores de energia em Mato Grosso do Sul, a partir de fontes renováveis, como eólica, termosolar, fotovoltaica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, biogás, hidrogênio, entre outras fontes alternativas”.
Em seguida, foram apresentados cases de geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis, como a implantação de 20 usinas fotovoltaicas em Mato Grosso do Sul pela Energisa; o E-Conta, da Fiems/Senai; e o projeto de geração de biogás por meio da vinhaça das usinas de álcool, desenvolvido no Estado pela Adecoagro.
Também foi assinado pelo governador Eduardo Riedel e pela secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, o contrato de PPP (Parceria Público-Privada) na modalidade de concessão administrativa com a empresa HCC Projetos Elétricos AS para implantação, manutenção e operação de centrais de energia elétrica fotovoltaica, com gestão de serviços de compensação de créditos. A medida visa suprir a demanda energética das estruturas físicas da administração pública do Estado e da Sanesul.
“Mato Grosso do Sul já caminha para se tornar um Estado Carbono Neutro em 2030 e a promoção e o fomento do uso de fontes renováveis para a geração de energia elétrica são fundamentais. Essa produção pode ser fotovoltaica, que é aquela gerada pelos painéis solares, pode ser eólica, hidrelétrica ou a partir do biogás, que é um produto que pode ser oriundo da vinhaça das usinas de álcool, ou a partir da biomassa, também das usinas e álcool ou do cavaco, subproduto do setor de florestas plantadas. O programa visa incentivar as empresas e também atrair negócios para que possam fazer a geração de energia elétrica em nosso Estado a partir de fontes renováveis”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Dentre os incentivos previstos no Plano estão incentivos fiscais para dar mais competitividade a Mato Grosso do Sul. “Para isso, nós temos uma série de legislações previstas para a promoção desses investimentos, como o não pagamento do diferencial de alíquota de ICMS, que já dá uma redução de 10% no custo, em relação aos outros estados. Também isentamos esses projetos do pagamento de compensação ambiental, algo que também gera uma redução de custo a esses empresários”, diz o secretário.
Jaime Verruck lembra que Mato Grosso do Sul já é um Estado superavitário na produção de energia elétrica e a maior parte (79,6%) é oriunda de fontes renováveis, principalmente a biomassa, e o restante (20,4%), de fontes não renováveis. “Nossa matriz energética já é essencialmente renovável, mas queremos atingir a meta de 100% de nossa energia produzida no nosso estado de uma forma sustentável. Os estudos que apresentamos no plano já indicam um potencial imediato no biogás, por meio das granjas de suinocultura, da intensificação agropecuária com confinamento, do setor sucroenergético, além da expansão da energia solar”.
O desafio agora, de acordo com o titular da Semadesc, é o de obter a certificação de neutralização de neutralização de CO2 para todas as tecnologias de fontes renováveis de energia já em uso em Mato Grosso do Sul, além estímulo ao uso e à pesquisa de novas vertentes de geração, como o hidrogênio verde. “Precisamos fazer a certificação dessa nossa geração. Nós vimos hoje, aqui, uma série de experiências de mostrando que todas essas tecnologias reduzem a missão de CO2 na atmosfera e o objetivo agora é certificar essas atividades”, finalizou.
Confira a galeria de fotos aqui.
Marcelo Armôa, Semadesc
Fotos: Saul Schramm
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Gás do Povo atende mais de 142 mil famílias em Mato Grosso do Sul em setembro
Em setembro, o Programa Gás do Povo chega a 142.056 famílias em Mato Grosso do Sul, alcançando um total de 461.268 pessoas. Para o atendimento às famílias beneficiárias, o estado conta atualmente com 409 revendas credenciadas ao Programa.
COBERTURA NACIONAL – O Gás do Povo assegura a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de GLP de 13 kg às famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal per capita de até meio salário-mínimo, priorizando, neste momento, para a concessão do benefício, as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família compostas por duas ou mais pessoas no mesmo código familiar. Lançado em novembro de 2025 em dez capitais, o Programa passou a atender todas as capitais em janeiro de 2026 e, a partir de março, foi ampliado para outros municípios, alcançando cobertura nacional.
Desde abril de 2026, os vales são disponibilizados no dia 10 de cada mês. Com a definição de uma data fixa, as famílias podem consultar a disponibilidade do vale e se organizar para utilizá-lo dentro do prazo de validade de dois ou três meses, conforme a quantidade de pessoas da família registradas no Cadastro Único.
A quantidade de recargas varia conforme o número de pessoas da família registradas no Cadastro Único. Famílias com duas a três pessoas têm direito a um vale a cada 3 meses, e famílias com quatro ou mais integrantes recebem um vale a cada 2 meses.
O vale pode ser usado em qualquer revenda credenciada de três formas. Em todas elas, o valor da recarga é pago diretamente pelo Programa ao revendedor, sem custo adicional para a família:
- Cartão do Bolsa Família (com chip): passado na maquininha Azulzinha ou no aplicativo Azulzinha Aproxima no celular do revendedor, com digitação da senha.
- Cartão de débito da CAIXA: mesmo procedimento do cartão do Bolsa Família.
- CPF da pessoa Responsável Familiar: a família informa o CPF na maquininha Azulzinha e digita o código de validação enviado ao celular cadastrado na CAIXA.
APP MEU SOCIAL – As famílias podem consultar no Meu Social se são beneficiárias do Programa Gás do Povo, acompanhar a situação do benefício e acessar outras informações relacionadas ao vale. Pelo aplicativo, é possível verificar a disponibilidade, o período de vigência e o histórico de uso, localizar revendas credenciadas e conferir orientações sobre como utilizar o benefício.
O Meu Social também conta com notificações sobre novos vales disponíveis, alertas relacionados à atualização do Cadastro Único e mensagens que explicam a situação da família e orientam sobre os procedimentos necessários em cada caso.
NACIONAL – Em setembro, o Gás do Povo disponibilizou 4.230.776 vales em todo o país. Atualmente, o Programa conta com 26.920 revendas credenciadas em todas as unidades da Federação e 2.246 planos de atendimento alternativos para localidades com menor disponibilidade de pontos de venda.
ATENDIMENTO SEGUE NORMALMENTE – O Gás do Povo continua funcionando normalmente em todo o país. Durante o período de defeso eleitoral, a identidade visual utilizada na comunicação do Programa precisou ser modificada. A alteração pode fazer com que algumas pessoas tenham dúvidas.
O Gás do Povo, no entanto, não foi interrompido. O atendimento nas revendas credenciadas segue normalmente, e as famílias beneficiárias continuam podendo utilizar o benefício conforme as regras do Programa – confira no App Meu Social as revendas credenciadas.
ORIENTAÇÃO A ESTADOS E MUNICÍPIOS – O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mantém canais de orientação para gestores estaduais e municipais sobre a operacionalização do Gás do Povo.
Entre os canais disponíveis estão os informes técnicos, o portal institucional, o Disque Social 121.
SERVIÇO
Como consultar o benefício
Para saber se sua família foi selecionada para receber o vale do Programa Gás do Povo, a pessoa Responsável Familiar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) poderá verificar em:
- Aplicativo Meu Social – baixe o aplicativo na Play Store (sistema Android) ou na Apple Store (sistema iOS)
- Portal Cidadão
- Atendimento CAIXA Cidadão – 0800 726 0207
Em caso de dúvidas sobre o Programa, também estão disponíveis:
- Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
- FalaBR
SAC da CAIXA: 0800 726 0101
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Mato Grosso do Sul
Brasil e Alemanha trocam experiências sobre biomassa e tecnologias para indústria de baixo carbono
O Brasil tem biomassa em abundância. A Alemanha, experiência no desenvolvimento de tecnologias para aproveitar resíduos e fontes renováveis. Os pesquisadores dos dois países discutiram como essa combinação pode abrir novos caminhos para uma indústria de baixo carbono durante o 4º Workshop Internacional de Inovação em Biomassa, evento realizado na sede do Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), em Três Lagoas.
Duas palestras magnas no primeiro dia de evento trouxeram experiências dos institutos alemães Fraunhofer IGB e Fraunhofer UMSICHT. Ambos são institutos de pesquisa aplicada pertencentes à rede alemã Fraunhofer-Gesellschaft, mas diferem em seus focos científicos e áreas de atuação.
A brasileira Luciana Vieira, líder de grupo do Instituto Fraunhofer de Engenharia de Interfaces e Biotecnologia (IGB), na Alemanha, apresentou trabalhos que integram processos eletroquímicos, energia renovável, biotecnologia e outras áreas para desenvolver alternativas mais sustentáveis e ampliar a valorização da biomassa.
“Não acho que haverá uma tecnologia que vai salvar tudo. Precisamos de interdisciplinaridade, de pessoas de várias áreas trabalhando juntas para chegar a soluções inovadoras. O básico e o de sempre já não funcionam mais. Precisamos de novas ideias, novas possibilidades e diferentes expertises”, argumentou.
A pesquisadora também destacou a colaboração entre o Fraunhofer e o ISI Biomassa. Para ela, a relação entre os centros de pesquisa brasileiros e alemães não deve ser entendida apenas como transferência de conhecimento da Europa para o Brasil.
“Muitas vezes, quando se fala de colaboração com a Alemanha, fala-se em transferência de tecnologia. Eu não estou falando de transferência, mas de troca. O que é desenvolvido aqui no ISI Biomassa nos coloca em um nível de troca de tecnologias. Estou aprendendo muito e trocando muito”, ressaltou.
O potencial brasileiro em biomassa
O pesquisador alemão Robert Daschner, chefe de departamento do Instituto Fraunhofer de Tecnologia Ambiental, de Segurança e Energética (UMSICHT), atua há cerca de 20 anos em pesquisas na área. Ele apresentou experiências relacionadas ao aproveitamento de resíduos biogênicos, conversão termoquímica e desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução de emissões.
“Na Alemanha, trabalhamos muito com resíduos da agricultura e do setor florestal porque temos uma área menor e menos biomassa disponível. Quando olhamos para o Brasil, a disponibilidade é muito maior. Por isso, acredito que o papel da biomassa pode ser ainda maior do que na Europa”, afirmou.
Parceiro do ISI Biomassa há três anos, esta foi a primeira vez do pesquisador em Três Lagoas. Para Daschner, a cooperação entre os países abre oportunidades para transformar o potencial brasileiro.
“A parceria entre a Alemanha e o Fraunhofer com o Brasil, especialmente com o Senai e o ISI Biomassa, representa uma grande oportunidade para avançarmos no setor de biomassa. Temos muita experiência para compartilhar e, trabalhando juntos, podemos desenvolver boas tecnologias para o mercado brasileiro”, destacou.
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