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Mato Grosso do Sul

Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população

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Planejamento, financiamento e divisão de responsabilidades garantem que o atendimento chegue da atenção básica à alta complexidade

O SUS (Sistema Único de Saúde) é público, gratuito e atende qualquer pessoa em território nacional. Da vacina aplicada na unidade do bairro a uma cirurgia de alta complexidade, tudo passa por uma estrutura que organiza serviços, define responsabilidades e distribui recursos. Essa estrutura é a gestão do SUS — o conjunto de decisões e ações que faz o sistema sair do papel e funcionar na prática.

Gerir o SUS significa comandar e organizar a política pública de saúde nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Isso envolve planejar ações, estabelecer prioridades, acompanhar indicadores, fiscalizar contratos, avaliar resultados, auditar serviços e garantir que os princípios do sistema — como universalidade, integralidade e equidade — sejam cumpridos. Em outras palavras, é a gestão que transforma o direito constitucional à saúde em atendimento concreto para a população.

Quem administra o SUS

A administração é compartilhada entre União, Estados e Municípios, cada um com funções específicas e complementares. À União, por meio do Ministério da Saúde, cabe formular políticas nacionais, definir normas e diretrizes, coordenar programas estratégicos e repassar recursos financeiros para estados e municípios. A atuação direta do governo federal na execução de serviços é mais restrita, concentrando-se principalmente na vigilância sanitária em portos, aeroportos e fronteiras.

Os Estados exercem papel de coordenação regional. São responsáveis por acompanhar e avaliar as redes hierarquizadas de saúde, prestar apoio técnico e financeiro aos municípios e organizar serviços que atendem a mais de uma cidade, especialmente na média e alta complexidade.

Já os Municípios são a porta de entrada do sistema e os principais executores das ações de saúde. As Secretarias Municipais administram as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), coordenam equipes de Saúde da Família, organizam consultas, exames, vacinação, atendimentos de urgência e ações de vigilância em saúde. Também participam do planejamento regional em articulação com o estado, respeitando a lógica de rede do SUS.

As decisões que estruturam essa engrenagem são pactuadas em fóruns permanentes de negociação chamados Comissões Intergestores. No plano nacional, a CIT (Comissão Intergestores Tripartite) reúne representantes do Ministério da Saúde, do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde). Nos estados, a CIB (Comissão Intergestores Bipartite) articula a SES (Secretaria de Estado de Saúde) com os municípios. São nesses espaços que são definidos critérios de financiamento, metas, responsabilidades e regras de organização da rede.

Regionalização: como o atendimento é organizado

Para garantir que todos tenham acesso a serviços especializados, o SUS é organizado por regiões de saúde. Municípios vizinhos formam uma região com uma cidade de referência, preparada para ofertar atendimentos de média e alta complexidade. Assim, o cidadão procura a unidade mais próxima de sua casa e, se necessário, é encaminhado para outro serviço dentro da própria região, mantendo a continuidade do cuidado.

Dentro do município, o território também é dividido para facilitar o acompanhamento da população. As UBS atendem áreas específicas, compostas por microáreas onde atuam equipes de Saúde da Família e agentes comunitários de saúde. Essa organização territorial permite conhecer o perfil da comunidade, identificar riscos e planejar ações de prevenção e promoção da saúde.

O que é gestão plena do município?

Um dos modelos mais avançados de descentralização do SUS é a Gestão Plena do Sistema Municipal. Quando habilitado nessa modalidade, o município assume responsabilidade integral pela organização do sistema de saúde em seu território. Isso inclui a atenção primária, os serviços de média e alta complexidade, a vigilância em saúde e a gestão administrativa e financeira dos recursos.

Em Mato Grosso do Sul, são habilitados em gestão plena os municípios de Amambai, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Eldorado, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas. Nesses locais, as prefeituras assumem papel ampliado na organização da rede e na aplicação direta dos recursos, sempre em articulação com a SES.

Na prática, o município passa a ter maior autonomia para planejar, contratar serviços, organizar a rede e aplicar os recursos federais, que podem ser repassados diretamente ao Fundo Municipal de Saúde. Essa autonomia, no entanto, vem acompanhada de responsabilidades ampliadas.

Para obter a habilitação em gestão plena, o município precisa comprovar capacidade técnica, administrativa e financeira. É necessário ter comando único sobre os prestadores de serviço no território, manter o Fundo Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde em funcionamento regular e cumprir o Plano Municipal de Saúde. Também deve garantir a oferta de um conjunto mínimo de serviços essenciais, como pré-natal, partos, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, pequenas urgências e assistência farmacêutica básica.

Além disso, o município precisa organizar fluxos de referência e contrarreferência com outras cidades, assegurando que o paciente seja atendido em todos os níveis de complexidade quando necessário. É obrigatório alimentar corretamente os sistemas nacionais de informação, como SIH (Sistema de Informações Hospitalares), SIA (Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde) e CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), e não apresentar irregularidades graves apontadas pelo SNA (Sistema Nacional de Auditoria). A habilitação é pactuada na CIB e segue as diretrizes estabelecidas pela NOAS (Norma Operacional de Assistência à Saúde).

Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a organização do SUS nesse formato fortalece a rede e torna a gestão mais eficiente. “Quando a gestão é organizada de forma regionalizada e com responsabilidades bem definidas, garantimos mais agilidade nas decisões, melhor aplicação dos recursos e maior resolutividade para a população. A gestão plena permite que o município tenha autonomia para organizar sua rede de acordo com a realidade local, mas sempre integrado ao planejamento estadual e nacional do SUS”, afirma.

Participação da população

A gestão do SUS não se limita aos governos. A participação da comunidade é garantida por lei, por meio do chamado controle social. Os Conselhos de Saúde, compostos por representantes do governo, trabalhadores, prestadores de serviço e usuários, têm caráter permanente e deliberativo e acompanham a execução das políticas públicas. Já as Conferências de Saúde, realizadas a cada quatro anos, avaliam a situação da saúde e apontam diretrizes para os próximos períodos.

Gestores, trabalhadores e usuários do SUS juntos na Conferência Estadual de Saúde, debatendo propostas e construindo caminhos para o fortalecimento da saúde pública. (Foto: Álvaro Rezende/Secom)
Compreender como funciona a gestão do SUS ajuda o cidadão a entender onde buscar soluções, como os recursos são organizados e quem responde por cada etapa do atendimento. Quando um município assume a gestão plena, amplia sua autonomia para organizar a rede local, mas também assume o compromisso de garantir acesso, qualidade e transparência na aplicação dos recursos públicos.

É essa estrutura de responsabilidades compartilhadas e participação social que sustenta o SUS e permite que o direito à saúde, previsto na Constituição, se concretize na vida das pessoas.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto de capa: Agência Brasil

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Em Bonito, tráfego de ponte da MS-345 sobre o Rio Miranda será interditado

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A Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística) fará, no próximo dia 28 de julho (terça-feira), a interrupção total do tráfego da ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, no período das 6h às 18h.

A ponte fica na divisa dos municípios de Anastácio e Bonito e vem passando por obras de recuperação estrutural, gerenciadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Os serviços incluem reforço estrutural, recondicionamento de pontos estratégicos e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte.

O bloqueio é necessário para a segurança dos trabalhadores e usuários.

Após a interdição, a ponte volta a operar com as restrições já adotadas no trecho: sistema pare e siga, tráfego em meia pista e circulação limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de até 10 toneladas e passagem de um veículo por vez.

A orientação é para que motoristas e transportadores acompanhem os avisos oficiais, programem os deslocamentos com antecedência, respeitem os limites de velocidade e redobrem a atenção ao trafegar pela região. A continuidade do cronograma depende de condições técnicas e climáticas favoráveis.

Comunicação Seilog

Fonte: Governo MS

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Ação educativa do Dia do Motorista terá atividades com foco na saúde e segurança dos condutores profissionais

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Na sexta-feira, dia 24 de julho, em alusão ao Dia do Motorista, o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), em parceria com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), SEST/SENAT e o Posto Kátia Locatelli, promove uma ação educativa voltada especialmente para os condutores profissionais e caminhoneiros que circulam pela região.

O evento será realizado das 10h às 15h no Posto Kátia Locatelli, idealizador da iniciativa e um dos pontos de abastecimento de maior movimento e fluxo de veículos de carga em Campo Grande. Durante o período, quem passar pelo local terá acesso a uma programação gratuita e diversificada oferecida pelas entidades parceiras:

• Educação e conscientização no trânsito: O Detran-MS e a Agetran estarão presentes com a demonstração dos óculos simuladores de embriaguez, sono e uso de drogas, permitindo que os condutores vivenciem de forma prática os riscos e a perda de reflexos ao volante sob o efeito de substâncias ou cansaço extremo.

• Cuidados com a saúde: A equipe do SEST/SENAT oferecerá serviços essenciais de atenção ao trabalhador, incluindo aferição de pressão arterial, exames de glicemia, sessões de ginástica laboral e cadastro em cursos de qualificação profissional.

• Acolhimento e bem-estar: Para garantir uma pausa agradável na rotina de viagens, o Posto Kátia Locatelli fará a distribuição de frutas frescas, pipoca e brindes aos participantes.

Serviço:
Dia do Mostorista
Dia: 24/07/2026
Local: Posto Kátia Locatelli
Hora: 10h às 15h

Comunicação Detran-MS

Fonte: Governo MS

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