Mato Grosso do Sul
Expocanas: com 22 usinas em operação, MS se consolida como um dos principais produtores de energia limpa
Como referência nacional na produção de bioenergia, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais estados produtores de energia limpa e renovável do Brasil, concentram 22 usinas em operação – todas produtoras de etanol hidratado, que cogeram bioeletricidade, e 14 delas exportam o excedente para a rede nacional de energia elétrica.
Para fortalecer a atuação do Estado na área, a 4ª Expocanas é realizada desta quarta-feira (25) até sexta-feira (27), em Nova Alvorada do Sul, município reconhecido como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. O governador Eduardo Riedel participou da abertura do evento e destacou a importância da produção do município, que chega a 8,1 milhões de toneladas.
“É um evento que começou pequeno e está na quarta edição, com dimensão estadual e nacional. Reflete o que vem acontecendo em termos de transformação energética no Estado. Pelo etanol, e geração de eletricidade pelo biometano. São grandes investimentos do setor industrial na área de biometano, que está no coração da nossa estratégia. A Expocanas é onde tudo isso começa, no campo, na produção, na eficiência produtiva”, disse Riedel.
A Expocanas, consolidada como o principal evento do setor sucroenergético no Estado, se destaca como um importante espaço para geração de negócios, troca de conhecimento e fortalecimento da cadeia produtiva. Dados da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) apontam que MS se consolida como um dos principais polos nacionais de produção de energia limpa e renovável, sendo o quarto maior produtor de cana-de-açúcar e de etanol, segundo maior produtor de etanol de milho, quinto maior produtor de açúcar e o quarto maior exportador de bioeletricidade do País.
Na abertura do evento também foi apresentado o balanço da Safra 2025/2026 e perspectivas da bioenergia, além da assinatura de concessão de incentivos fiscais para a indústria de beneficiamento de amendoim ‘MS Grãos Nuts’, que investirá cerca de R$ 30 milhões na implantação de uma unidade em Nova Alvorada do Sul.
Na safra 2024/2025, Mato Grosso do Sul alcançou a produção de 4,3 bilhões de litros de etanol, dos quais 37% tiveram origem no milho. Para a safra 2025/2026, a projeção é de crescimento, com produção estimada em 4,7 bilhões de litros, sendo o milho responsável por 42% desse total – os dados de 2025/2026 serão apresentados no evento.
O setor também se destaca pela produção de 2,6 milhões de toneladas de açúcar e pela geração de 2.200 GWh em bioeletricidade — volume equivalente ao consumo residencial anual de todo o Estado. Com aproximadamente 800 mil hectares destinados ao cultivo de cana-de-açúcar e unidades industriais estrategicamente distribuídas, a cadeia produtiva está presente em 42 municípios.
O segmento é responsável pela geração de cerca de 34 mil empregos diretos e movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em massa salarial, posicionando-se entre os principais motores da economia industrial sul-mato-grossense, correspondendo a 18,9% do PIB industrial do estado (2023).
Biometano
O governador também visitou a planta de biometano da Atvos, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país. A empresa anunciou a construção de sua primeira planta de biometano, localizada em Nova Alvorada do Sul. O projeto, que avança na estratégia de diversificação de portfólio, representa uma nova etapa na atuação da companhia e conta com investimento superior a R$ 350 milhões.
A partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro, a unidade terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra.
“É o início de uma nova cadeia produtiva no Estado. E ajuda a transformar a matriz energética de Mato Grosso do Sul. O Estado se posicionou estrategicamente dentro de dois grandes temas globais, transição energética e segurança alimentar com sustentabilidade. O Mato Grosso do Sul tem crescido e está cada vez mais bem posicionado nessas duas áreas, com toda a cadeia produtiva do início ao fim, com a industrialização dessa base produtiva. Isso gera emprego, renda, capacidade de investimento, oportunidade para as pessoas, que é o que a gente quer ver”, finalizou Riedel.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Juruva é instituída ave símbolo da Mata Atlântica em MS e fortalece agenda de conservação e aviturismo
Mato Grosso do Sul instituiu a juruva (Baryphthengus ruficapillus) como ave símbolo dos domínios da Mata Atlântica no Estado. A medida foi oficializada com a sanção da Lei nº 6.563/2026 e representa um avanço na valorização da biodiversidade, além de reforçar políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento do turismo de natureza.
A legislação estabelece que o reconhecimento da espécie tem como objetivos promover a biodiversidade sul-mato-grossense, incentivar ações de educação ambiental, estimular o turismo de observação de aves e a pesquisa científica, além de ampliar a conscientização da população sobre a importância da preservação da Mata Atlântica e de seus habitats.
A escolha da juruva é resultado de um processo participativo que mobilizou instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil. A proposta foi apresentada pela Frente Parlamentar de Unidades de Conservação durante reunião realizada na Assembleia Legislativa em 27 de maio de 2025, data em que se celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica. O resultado da consulta pública foi divulgado em 5 de junho, no Dia Mundial do Meio Ambiente.
A sanção da lei ocorre em um momento estratégico, logo após a realização da COP15 em Mato Grosso do Sul, reforçando o protagonismo do estado nas discussões globais sobre conservação da biodiversidade.
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul teve atuação desde a construção da proposta. Segundo Edson Moroni, gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística da Fundtur, a iniciativa fortalece o posicionamento do estado no turismo de natureza. “A Fundação de Turismo participou ativamente desde o início da construção dessa iniciativa. Estamos felizes em ver esse passo se concretizando, fortalecendo a valorização da biodiversidade e do turismo de natureza no estado”.
Para o diretor de Desenvolvimento do Turismo da Fundtur MS, Geancarlo Merighi, a medida reforça o papel da gestão pública na consolidação do segmento. “A escolha da ave símbolo reforça a valorização da identidade local e o papel da gestão pública na consolidação do segmento de observação de aves como vetor de desenvolvimento sustentável”.
A nova legislação também prevê que o Poder Executivo poderá adotar medidas complementares para promover a imagem da espécie em campanhas educativas, materiais institucionais e eventos ambientais.
Para Ana Luzia Abrão, gestora da RPPN Ernesto Vargas Baptista, localizada no município de Eldorado, a aprovação reflete o esforço coletivo de diferentes atores. “Essa aprovação mostra a união de diversas instituições em prol da valorização de uma espécie emblemática da nossa fauna. Destaco o papel da Fundação de Turismo, das IGRs, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, do Imasul, das RPPNs, das prefeituras e das organizações locais”.
Na avaliação de José Lucas, operador turístico e executivo da Instância de Governança Vale das Águas, a iniciativa representa um marco para o setor. “Essa ação foi fundamental para valorizar o segmento de turismo de observação de aves. Houve uma mobilização importante de diversos atores, e entendemos que fortalecer esse segmento é estratégico para o desenvolvimento sustentável do território”.
A iniciativa também se conecta a ações estruturantes já em andamento. Recentemente, a Fundação de Turismo, em parceria com a IGR Vale das Águas e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), lançou uma rota de observação de aves em Unidades de Conservação da Mata Atlântica, ampliando as oportunidades para o aviturismo na região.
Mato Grosso do Sul possui cerca de 6,3 milhões de hectares inseridos no bioma Mata Atlântica, abrigando a maior área contínua preservada desse bioma no interior do Brasil. Desse total, mais de 1 milhão de hectares estão em unidades de conservação, como o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, além de reservas particulares e áreas municipais protegidas.
A Juruva é uma espécie típica da Mata Atlântica e conhecida por sua beleza singular, comportamento discreto e importância ecológica, sendo considerada um importante indicador da qualidade ambiental dos ecossistemas florestais.
Com a instituição da juruva como ave símbolo, o estado reforça seu posicionamento como destino estratégico para o turismo de natureza, integrando conservação ambiental, pesquisa científica, educação e desenvolvimento econômico.
Débora Bordin, Comunicação Fundtur MS
*com informação da Gerência de Estruturação e Inovação da Oferta Turística
Foto destaque: Geancarlo Merighi
Internas: divulgação @visitmsoficial e Leonardo Casadei
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Fórum das Juventudes reúne jovens de sete municípios e consolida 40 propostas para o Plano Estadual
Com escuta ativa, protagonismo juvenil e construção coletiva, o Fórum das Juventudes reuniu 172 participantes, entre jovens e gestores públicos, na última sexta-feira (27), no Complexo Multiuso da UFMS, em Campo Grande, como parte da programação do Festival da Juventude 2026.
Vindos de diferentes territórios de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande, Nioaque, Figueirão, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Água Clara e Corumbá, os jovens participaram de uma tarde de diálogos, trocas e construção de propostas que irão subsidiar a atualização do Plano Estadual da Juventude.

A atividade integrou o Circuito da Juventude, iniciativa que percorreu diversas regiões do Estado promovendo escuta qualificada e participação social. Ao todo, o Fórum resultou na consolidação de 40 propostas, organizadas em cinco eixos temáticos: Educação, Profissionalização, Trabalho e Renda; Cultura, Esporte e Lazer; Participação Social, Diversidade e Igualdade; Sustentabilidade, Meio Ambiente, Território e Mobilidade; e Saúde Mental.
“O fórum faz parte de um circuito. A gente passou por sete regiões realizando essas escutas e o Conselho esteve presente em todos os momentos. Tudo isso que está acontecendo aqui, dentro do festival, é fruto de uma construção coletiva e de parceria. E não é um espaço para elogios, mas de debate e construção de participação social”, destacou o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz.

A abertura do encontro foi marcada por uma apresentação cultural de rap, construída a partir de uma nuvem de palavras elaborada pelos próprios participantes com a temática “o que é ser jovem?”. A intervenção artística trouxe para o centro do debate as vivências e percepções da juventude presente, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade coletiva.
Durante a programação, os participantes foram divididos em grupos de trabalho, com mediação especializada, para discutir desafios e apontar soluções a partir de suas realidades. Cada grupo elencou, pelo menos, três propostas prioritárias, posteriormente apresentadas em plenária.

Para a presidente do Conselho Estadual de Juventude, Isabela Nantes, o espaço foi pensado para garantir voz ativa aos jovens. “Esse é um espaço para vocês falarem, questionarem, colocarem suas demandas. A gente precisa discutir acesso ao esporte, oportunidades de trabalho e construir metas reais. E isso também passa por orçamento, por garantir que a política pública de juventude tenha recursos para acontecer”, afirmou.
A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, reforçou a importância de reconhecer e aproveitar as oportunidades. Em um relato pessoal, ela compartilhou sua trajetória marcada por desafios e destacou o papel da educação e das políticas públicas na transformação de vidas.
“Às vezes, a gente fecha os olhos para aquilo que pode mudar a nossa vida. Hoje, vocês têm a oportunidade de construir um plano que não é para ficar no papel, mas para transformar realidades, nas escolas públicas, nas periferias, nas comunidades indígenas e ribeirinhas”, afirmou.
Viviane Luiza também destacou o investimento do Governo do Estado no fortalecimento da participação estudantil, com repasses financeiros para grêmios escolares. “A participação da juventude dentro do governo começa na escola, na comunidade. É ouvindo vocês que a gente constrói políticas públicas mais justas e efetivas”, completou.
Vozes da juventude

Entre os participantes, a estudante Thallysa Antero de Luna, de 17 anos, moradora do bairro União, destacou a importância de contribuir com ideias para o futuro. “Isso pode complementar na melhora da cidade, da infraestrutura. É muito útil poder participar, porque são várias opiniões e isso pode melhorar futuramente”, afirmou.

Do município de Ribas do Rio Pardo, o estudante Jhoseff Gabriel, de 16 anos, da Escola Estadual Maria Ramos, também ressaltou o valor de ser ouvido. “Acho que pode ser gratificante para algumas pessoas poder se expressar, se libertar. Às vezes, o que falta para a juventude é mais educação”, disse.
Já o jovem Samuel Bobson, estudante do IFMS, chamou atenção para a necessidade de ampliar o acesso à cultura e aos espaços públicos.

“A gente ficou muito preso nas telas e agora que pode sair, muitas vezes não tem o que fazer. É preciso levar ações para as praças, dar espaço para artistas, grupos de teatro. A arte não precisa de milhões para acontecer, ela precisa de oportunidade. A gente precisa de palco para poder brilhar”, defendeu.
Ao final do encontro, as 40 propostas sistematizadas passam a compor um conjunto de subsídios técnicos e políticos que irão orientar a elaboração do novo Plano Estadual da Juventude, com foco em maior aderência às realidades contemporâneas das juventudes sul-mato-grossenses.
Além da construção de propostas, o encontro fortaleceu a articulação entre poder público, conselho de juventude e lideranças locais, consolidando o Fórum como um espaço estratégico de participação cidadã e de desenvolvimento do senso crítico e do engajamento político entre jovens.



Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Fotos: Paula Maciulevicius/SEC
Fonte: Governo MS
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