Arapuá
Ex-moradores de Arapuá, participam de Ato Contra Homofobia com 300 pessoas em Três Lagoas
O evento foi organizado as pressas, após as agressões físicas, sofridas por Davi Masther, no último sábado
No último sábado (17), o servidor público e estudante, popularmente conhecido como Davi Masther, foi brutalmente agredido após sair de uma festa universitária em Três Lagoas.
Segundo ele e os amigos, a violência foi um ato homofobico e racista, por ele ser negro e gay.
Davi recebeu muito apoio nas redes sociais e de amigos. Inclusive, foi organizado as pressas um “Ato Contra a Homofobia”, por alguns amigos e simpatizantes das causas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) da cidade.
E na tarde de Domingo (18) um Ato Contra Homofobia reuniu cerca de 300 pessoas em Três Lagoas. O evento foi organizado as pressas, após as agressões físicas, sofridas por Davi Masther, no último sábado.
Entre os participantes estava o Dr. Mauro Soares da Silva professor de Geografia da UFMS de Três Lagoas, ex-morador do Distrito de Arapuá e ex-aluno da Escola Estadual Afonso Francisco Xavier Trannin, juntamente com sua familia e a irmã Fran Soares, cantora, que nos finais de semana apresenta em bares e lanchonetes de Três Lagoas.
Fran Soares em seu depoimento, “Acontece todos os dias, poderia ter sido eu ali caída no chão, liguei chorando pra minha mãe tentando entender como o amor de um ser humano por outro pode despertar o ódio de alguém, não somos nós que erramos ao amar e sim eles que erram ao odiar”, nos disse a professora e cantora.
Camila Carvalho, acha bacana o que está acontecendo hoje. Mas penso que isso deveria ocorrer frequentemente. A gente luta por isso diariamente, e temos que esperar acontecer algo para ter um tipo de ato.
Professores do SINTED e a Presidente Maria Diogo, uma forte representante da Entidade, estavam presentes no evento a ex-moradora de Arapuá Eudália Gomes. Antes da caminhada a professora Luciana Mendes discursou: “Está na hora de começarmos a exigir das autoridades, não adianta nós caminharmos e nos reunirmos entre os nossos. Vamos criar uma comissão, levar para a câmara, participar das sessões e exigir que haja punição para estas pessoas. Naquela região tem câmara, tem pessoas que viram, uma hora dessas os agressores já estão nos vendo”.
O EVENTO
O evento foi realizado na Lagoa Maior, Davi também estava lá. “Acho bacana o que está acontecendo hoje, o apoio que estão me dando. Mas penso que isso deveria ocorrer frequentemente. A gente luta por isso diariamente, e temos que esperar acontecer algo para ter um tipo de ato desses”, disse Davi.
Cerca de 300 pessoas participaram do ato, tendo em mãos cartazes com mensagens de amor e reflexão.
Após a caminhada o grupo distribuiu panfletos improvisados, relatando o que aconteceu, para que as pessoas entendessem o que estava acontecendo.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA
Davi registrou boletim de ocorrência e contatou o disk 100 (ouvidoria dos direitos humanos), quando perguntamos se ele sabe quem o agrediu ele afirmou não ter certeza “acho que pode ter sido alguém que estava na mesma festa que eu, mas eu não tenho certeza”.
Segundo a Paulinha Ribeiro Bruno delegada dos direitos LGBT em Três Lagoas, o que aconteceu foi um crime de ódio devido à situação sexual do Davi. “Temos feito um trabalho maravilhoso contra a homofobia na cidade, e aconteceu esse crime horrendo. Não podemos nos calar, por isso estamos hoje entre amigos, realizando esse ato”.
Ao ser questionada sobre outros casos como este, Paulinha afirma não ter conhecimento, pois, segundo ela muitos se calam e não tem a coragem de se manifestar como fez o Davi.
“Vou cobrar das autoridades, mais segurança. Diariamente gays são agredidos, não são considerados seres humanos, não são inclusos na sociedade. Quem saiu do armário não quer voltar”, concluiu a delegada.
REDE SOCIAL
Em sua pagina pessoal, Davi fez uma publicação de agradecimento ao apoio. “Ainda não estou em condições físicas e psicológicas de fazer muita coisa, mas gostaria de agradecer a todos que me mandaram msg de apoio, amigos, colegas, conhecidos, desconhecidos, fiquei muito feliz com todo o apoio que recebi, infelizmente não tem como eu responder a todos eu ainda não estou bem, mas saibam que li todas as msg, muito obrigado.
Eu voltei para Campo Grande onde moro atualmente, terei que ir em alguns médicos, fazer exames, passar por psicólogos, psiquiatras, foi um trauma muito grande, até agora não consegui ter uma noite de sono tranquila, acordo chorando, gritando a noite lembrando do que houve, é uma sensação horrível, não tenho paz dentro do meu próprio quarto, não desejo isso a ninguém. Meu corpo ainda está muito dolorido, mas o que mais dói é a alma, saber que eu estava sozinho e que não pude fazer nada, a sensação de impotência é a pior parte de tudo isso. Tomarei todas as medidas necessárias para que essas pessoas sejam punidas, mas antes disso preciso me recuperar e saibam voltarei bem mais demônio do que eu era”, disse Davi, nesta segunda (19).
Arapuá
Em Arapuá | Ponte da Japonesa é substituída por linhas de tubos para garantir mais segurança à população
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em conjunto com o Departamento de Manutenção do Distrito de Arapuá e da zona rural, realizou a substituição da antiga ponte de madeira sobre o córrego Arapuá, conhecida como Ponte da Japonesa.
A estrutura é fundamental para o acesso ao Distrito de Arapuá/MS e também às comunidades Piaba, Limoeiro e região da Ponte do Rio Verde.
Os trabalhos foram executados sob a coordenação do encarregado Marco Antonio Dantas, atendendo a uma demanda considerada urgente pelos moradores da região. Segundo informações repassadas pelas equipes responsáveis, a antiga ponte de madeira apresentava constantes problemas e necessitava de frequentes manutenções, comprometendo a segurança de motoristas e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.
Durante as obras, a passagem permaneceu interditada por 13 dias para a retirada completa da antiga estrutura e implantação do novo sistema de drenagem e travessia.
No local, foram instaladas duas linhas de tubos de 1.000 milímetros, proporcionando mais segurança, durabilidade e melhores condições de tráfego, principalmente em períodos de chuva.
Após a conclusão dos serviços, a Ponte da Japonesa já foi liberada para o trânsito de veículos e, conforme a equipe responsável, o trecho se encontra em perfeitas condições de uso, com o fluxo normalizado para moradores, produtores rurais e demais usuários da estrada.
Arapuá
LUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos
Três Lagoas (MS) — Faleceu em Três Lagoas, aos 53 anos, Valdemir Machado Leonel, conhecido carinhosamente como “Lona”, ex-jogador do Arapuá. A notícia causou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade esportiva da região.
Valdemir foi encontrado sem vida no último sábado, 2 de maio, em sua residência localizada no Condomínio Novo Oeste. De acordo com informações, a causa da morte foi cirrose hepática.
A despedida foi marcada por grande comoção. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Antônio, em Três Lagoas. Ele deixa seis filhos.
TRAJETÓRIA NO ESPORTE E NA COMUNIDADE
Muito conhecido no Distrito de Arapuá, Valdemir construiu uma história marcada pelo trabalho e pela paixão pelo futebol. Atuou em fazendas da região, como Água Limpa, Rodeio e Lobo, e nos finais de semana se dedicava ao esporte, defendendo equipes locais.
Foi no time do Arapuá que “Lona” deixou seu maior legado. Vestindo a camisa da SERA (Sociedade Esportiva Recreativa Arapuá), atuava como volante — posição em que ficou conhecido como o “xerife” do time. Com a camisa número 20, seu número preferido, destacou-se como um dos jogadores mais firmes e respeitados que passaram pela equipe.
Valdemir integrou o time por vários anos e também participou da equipe de veteranos. Sua última aparição em campo foi em julho de 2023, durante o jogo de inauguração da iluminação de LED do Campo Municipal José Rodrigues, no Distrito de Arapuá, em uma partida entre veteranos.
HOMENAGENS E DESPEDIDA
Nas redes sociais, amigos, familiares e ex-companheiros de equipe prestam homenagens, relembrando momentos vividos e destacando o legado deixado por “Lona” dentro e fora de campo.
Moradores do Distrito de Arapuá também manifestaram gratidão pela dedicação de Valdemir ao futebol local:
“Só temos a agradecer por todos esses anos de dedicação ao nosso time. Vá com Deus, nosso irmão Valdemir.”
Neste momento de dor, amigos e familiares se unem em solidariedade, desejando força e conforto a todos que conviviam com Valdemir Machado Leonel.
MENSAGEM
É difícil encontrar palavras diante de uma perda tão sentida. Valdemir Machado Leonel, o querido “Lona”, parte deixando não apenas saudades, mas um legado de amizade, companheirismo e amor pelo futebol que jamais será esquecido.
Que Deus o receba de braços abertos e conceda descanso eterno. Que conforte o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, transformando a dor da despedida em lembranças eternas de momentos vividos com alegria.
“Lona” seguirá vivo na memória de cada jogo, de cada história compartilhada e em cada coração que teve sua vida marcada por sua presença.
Nossos mais sinceros sentimentos.
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