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Em parceria com o TJ, Governo de MS investe R$ 10 milhões para construção de Fórum em Campo Grande

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul formalizou, na tarde desta segunda-feira (23), a transferência de R$ 10 milhões para a construção do Fórum da Mulher, da Infância, Adolescência e do Idoso, em Campo Grande. O prédio será instalado atrás da Casa da Mulher Brasileira, no Bairro Jardim Imá, onde serão abrigadas as varas da violência doméstica e familiar contra a mulher da Capital, e serviços judiciais da infância e adolescência.

O governador Eduardo Riedel participou do ato de assinatura do termo de cooperação, juntamente com os secretários Antonio Carlos Videira (Sejusp), Rodrigo Perez (Segov), Viviane Luiza (SEC) e Ana Ali (PGE), participaram da solenidade, juntamente com o presidente do TJMS (Tribunal de Justiça do Estado), desembargador Sérgio Martins, e outros representantes do Judiciário.

“Este termo é muito mais do que um documento, é a expressão da integração entre os poderes e a transversalidade de ações que passam, desde a prevenção, a repressão e a aplicação da pena. O Judiciário instalado no mesmo ambiente da Casa da Mulher Brasileira e também muito próximo, de onde será edificado pelo Governo do Estado o Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente, é uma oportunidade de justiça com celeridade. Você atuando dessa forma, você previne crimes, você reprime aqueles autores, de forma que a gente tenha este conjunto todo funcionando em plena harmonia”, disse Videira.

Em maio deste ano, representantes da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), SPU (Superintendente do Patrimônio da União) e TJMS (Tribunal de Justiça do Estado), assinaram a documentação relativa à doação da área destinada à construção.

O novo Fórum será construído num espaço total de 5.440 m². O projeto será executado em parceria com o Governo do Estado e com colaboração do Governo Federal. O convênio, por sua vez, será administrado pela Sejusp e a dotação orçamentária será do TJMS.

O projeto de utilização de imóvel aponta que o espaço será a porta de entrada para casos de violação de direitos, se estabelecendo como pronto atendimento às crianças e seus familiares, com atendimento humanizado, interinstitucional e multiprofissional.

“Hoje nós estamos dando o pontapé inicial na construção do Fórum da Mulher, que na verdade englobará a questão da mulher, da criança, do adolescente e também do idoso, que nós pretendemos construir no terreno que nos foi doado pelo Serviço Patrimônio da União, nos fundos de onde hoje funciona a Casa da Mulher. A contribuição do Poder Judiciário vai ser no sentido de instalar ali as principais varas dedicadas à mulher e também à infância, à proteção dessas vítimas e, consequentemente, neste complexo, uma vez que o Estado vai construir também ali o Centro Integrado”, disse o presidente do TJMS, Sérgio Martins.

O Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente, que será construído próximo a Casa da Mulher e terá o Fórum como parte integrante, contará com órgãos de segurança pública, atendimento psicossocial, demais agentes de rede de proteção e sistema jurídico como Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com imagens, entrevistas e sonoras.

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Leia mais:

Governo de MS e União assinam doação de área para Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul inova com tecnologia que transforma diagnósticos em horas

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Único hospital público do Centro-Oeste com MALDI-TOF, o hospital identifica bactérias e fungos em menos de 24 horas — revolucionando o tratamento de infecções graves

Com investimento contínuo no parque tecnológico, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) deu mais um passo na qualidade do atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O Laboratório de Análises Clínicas da unidade passou a contar com o MALDI-TOF — técnica avançada de espectrometria de massa que identifica microrganismos como bactérias e fungos com alta velocidade e precisão. O HRMS é o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia.

Se antes a identificação de bactérias e fungos levava até cinco dias, agora o diagnóstico microbiano pode ser liberado em menos de 24 horas. Na prática, isso significa que o paciente inicia o tratamento adequado mais rápido e, com isso, pode até receber alta mais cedo.

Segundo a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório, a grande inovação está na velocidade. “Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, explica.

Ela destaca ainda o impacto no uso de medicamentos: com a identificação imediata do agente causador da infecção, a equipe médica pode prescrever o antibiótico exato logo no início do tratamento. Isso evita o uso de medicamentos de amplo espectro desnecessários, combatendo a resistência bacteriana.

Os benefícios vão além do paciente individual. A diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini, ressalta o impacto no sistema como um todo. “Quando o paciente recebe o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, sua recuperação é mais rápida e segura. Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica.

Na prática, a redução no tempo de internação permite que mais pacientes sejam atendidos pela unidade, otimizando a fila do SUS.

Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Patrícia Belarmino

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Motor novo, horizonte aberto: como a Agraer mudou a vida de uma família na Serra do Amolar

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Na borda mais isolada do Pantanal sul-mato-grossense, a Serra do Amolar se ergue como um recorte de resistência. Ali, o acesso não se mede em quilômetros, mas em horas de navegação. Não há estrada e quem chega, chega pelas águas – ou pelo céu. Para a maioria, a rodovia é o rio.

Entre as pessoas que vivem ali está a família de Edilaine Nogales de Arruda, pescadora profissional e moradora da região. Até então, a burocracia era uma barreira concreta: a distância da cidade tornava quase impossível a emissão de documentos essenciais para acessar políticas públicas.

“Como nós somos ribeirinhos, temos o privilégio de sermos pescadores profissionais. Sou filiada a uma colônia, e por meio dela me orientaram sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar). Para termos a possibilidade de investimento, melhorar os equipamentos de pesca, motor e ter os benefícios’’, afirma.

O problema é que dificilmente a família se deslocava até Corumbá, município mais próximo. Foi então que ano passado a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) entrou na jogada por meio da 10ª Expedição Pantanal, organizada pela PMA (Polícia Militar Ambiental). Na ocasião, o extensionista Isaque Pécora de Andrade passou vários dias embarcado e voltou com 45 novos CAFs na bagagem.

Na vida de Edilaine, o serviço abriu a possibilidade do financiamento via Pronaf B de um motor para o barco da família. “Antes da melhoria, o pescado muitas vezes não passava da porta de casa. A venda dependia de quem chegasse. Agora conseguimos transportar o nosso produto. Só nos trouxe melhoria.”

Além disso, o equipamento também encurtou o tempo. E, no Pantanal, isso é expandir o mundo. Corumbá, que antes consumia um dia inteiro de deslocamento, passou a caber em menos horas. O que era exceção virou possibilidade.

‘’Melhorou muito a nossa logística. Agora em caso de uma emergência, consigo chegar mais rápido com minha família até a cidade’’, diz Edilaine.

Não se trata apenas de velocidade. Trata-se de autonomia. De poder escolher quando ir, para onde ir, a quem vender. De transformar o rio — antes obstáculo — em caminho de escoamento e renda.

A presença da Agraer na expedição não levou soluções prontas; levou acesso a direitos. Em territórios como o da Serra do Amolar, políticas públicas não chegam por inércia. Precisam ir — com planejamento, parceria e disposição para atravessar distâncias reais.

E no fim, a história de Edilaine não é sobre um motor. É sobre o que ele move: dignidade, renda e a possibilidade de ficar — por escolha, não por falta de opção. No coração do Pantanal, onde tudo parece longe, um documento aproximou o futuro.

A Agraer está presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul e segue ao lado de quem faz o campo acontecer. A instituição mantém o compromisso de fortalecer práticas sustentáveis, unindo conhecimento, tecnologia e tradição para que cada propriedade avance com equilíbrio e rentabilidade.

Produtores que desejam iniciar e aprimorar alguma atividade, ou agregar valor à produção, podem procurar um de nossos escritórios e conversar com nossos extensionistas.

Ricardo Campos Jr. e Brennon Quintino, Comunicação Agraer
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Internas: Agraer

Fonte: Governo MS

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