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Corredor Bioceânico: Estudo aponta para necessidade de ampliação de equipamentos jurídicos trabalhistas

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O Corredor Bioceânico vai provocar mudanças expressivas a partir da exploração de atividades econômicas, com o aumento do fluxo de trabalhadores e emprego da mão de obra local nas regiões do traçado. Com a rota, diversos profissionais deverão circular pelos quatro países:

Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Resultados parciais de um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) indicam a necessidade de ampliação de equipamentos jurídicos ao longo do trajeto, como Justiça do Trabalho, Secretaria do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e sindicatos patronais e laborais.

Professora e diretora da Faculdade de Direito (FADIR/UFMS)

Este estudo está sendo feito pela professora e diretora da Faculdade de Direito (FADIR/UFMS), Ynes da Silva Félix, que integra o projeto de pesquisa e extensão “Corredor Bioceânico”. O acadêmico do curso de Direito da UFMS, João Victor Aquino, também participa da pesquisa.

Em relação às normas trabalhistas, a pesquisa destaca a Declaração Sociolaboral do Mercosul, aprovada em 1998 e atualizada em 2015, que estabelece a formulação e implementação de políticas ativas de trabalho decente e pleno emprego, buscando melhorar a qualidade de vida das populações dos Estados-membros.

“A implantação do Corredor Bioceânico deve ter como meta que todo esse desenvolvimento esteja vinculado a esses compromissos. Ou seja, é preciso que a circulação de trabalhadores aconteça de maneira a respeitar as condições de trabalho seguras, protegidas legalmente, com proteção social e previdenciária, salários justos ou equitativos”, afirma a pesquisadora Ynes da Silva Félix.

A Declaração Sociolaboral do Mercosul também privilegia o diálogo social ao prever a instituição de mecanismos efetivos de consulta permanente entre representantes dos governos, dos empregadores e dos trabalhadores, para garantir o crescimento econômico sustentável e a justiça social.

“Se o Corredor Bioceânico for construído nessas bases trará um grande avanço e melhores condições de vida às pessoas que serão atingidas em seu espaço físico e também seu espaço social”, ressalta.

A análise normativa também abrange a Constituição Federal Brasileira, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), além de normas da Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização Internacional dos Trabalhadores (OIT) e Organização das Nações Unidas (ONU).

Equipamentos jurídicos

O estudo apresenta um mapeamento dos equipamentos jurídicos estatais (Secretaria do Trabalho, antigo Ministério do Trabalho; Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho) e não estatais (sindicatos patronais e laborais). Esses equipamentos servem de suporte para o atendimento das empresas, trabalhadores e demais atores atingidos pelos direitos sociais.

A pesquisa identificou que há defasagem no número de unidades da Secretaria do Trabalho (antigo Ministério do Trabalho) no âmbito do Corredor Bioceânico, sendo que a maioria das atividades estão concentradas na Superintendência Regional do Trabalho, em Campo Grande.

A atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) ocorre por meio da Procuradoria Regional do Trabalho da 24ª Região (PRT 24), com sede em Campo Grande, e as Procuradorias Municipais distribuídas pelas cidades de Três Lagoas, Dourados e Corumbá.

Conforme o levantamento, parte considerável dos municípios do traçado do Corredor Bioceânico é de competência territorial da Procuradoria Municipal de Corumbá, contudo, esta foi desativada em 2019 em razão de corte de gastos, tendo sua estrutura e atribuições movidas para a sede da Procuradoria Regional em Campo Grande.

“A desativação desta Procuradoria resume a atuação do MPT às denúncias, sendo necessário, ainda, o deslocamento do procurador responsável pela região da capital até a cidade, diminuindo o tempo de resposta a situações que talvez demandem resolução mais urgente”, explica o acadêmico João Victor, que integra o projeto da UFMS.

Em relação ao Poder Judiciário, dos municípios onde se estabelecerá a rota, apenas Campo Grande, Sidrolândia e Jardim possuem Varas do Trabalho instaladas na sede do município. Os demais, Nioaque, Guia Lopes da Laguna e Porto Murtinho são atendidos pela Vara do Trabalho de Jardim.

“A disponibilidade estrutural da Vara de Jardim, como número de servidores e de magistrados, é considerada pequena. Observamos que essa estrutura não comporta a ambição do Corredor Bioceânico, não comporta esse incremento que vai ocorrer nas relações de trabalho, e nos problemas e litígios que poderão surgir”, afirma João Victor.

Sindicatos

O estudo também identificou que há pouca ou quase nenhuma estrutura representativa nos municípios alcançados pela rota. No caso do transporte de cargas, por exemplo, o sindicato responsável pela categoria em Mato Grosso do Sul, o Sindicargas, possui sede em Campo Grande e representação na cidade de Rio Brilhante, não abrangida na rota. Excetuando-se Sidrolândia e Jardim, os demais municípios possuem quase exclusivamente sindicatos de trabalhadores rurais.

“Isso se identifica como um problema na medida em que muitas das relações de trabalho que vão se desenvolver ao longo do corredor necessitam de um sindicato, que seja forte e bem estabelecido tanto laboral quanto patronal, um exemplo disso é o trabalho portuário. Em Porto Murtinho, não existe sindicato dos trabalhadores portuários e muito do trabalho portuário é intermediado pelos sindicatos”, explica João Victor.

De um modo geral, a pesquisa indica a necessidade de ampliação dos equipamentos jurídicos estatais e não estatais, sendo essas estruturas fundamentais para fiscalização e proteção do trabalhador e também orientação e auxílio aos empregadores quanto às normas trabalhistas.

“Sem a presença desses equipamentos, sem a presença dessas instituições consideradas essenciais e necessárias, como a Vara do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, dificulta o desenvolvimento das atividades no Corredor Bioceânico. Existe essa necessidade de aprimoramento desses equipamentos por parte do poder público, em melhorar a infraestrutura e o atendimento”, finaliza o estudante.

Pesquisa

Os recursos que viabilizaram a realização do projeto são oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet (PT/MS). O Projeto Multidisciplinar Corredor Bioceânico é coordenado pelo Prof. Dr. Erick Wilke, da Escola de Administração e Negócios (ESAN/UFMS). Também são realizados estudos nos Eixos de Logística, Economia, Turismo e História.

Por: Assessoria de Comunicação do Projeto Corredor Bioceânico da UFMS

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Mato Grosso do Sul

Pesquisa aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande

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Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), revela que, entre os produtos tradicionais nas festas juninas, pode haver variação de preços de até 266% em Campo Grande.

Nas prateleiras, a canela em pó apresentou a maior disparidade entre os 13 supermercados pesquisados. Uma marca do produto, de 10 gramas, registrou 266% de diferença de preços entre os estabelecimentos.

Outros itens demandam atenção nas gôndolas, como o amendoim cru de 400 gramas, com oscilação de 146,43% nos preços, o pé de moleque de 306 gramas (118,68%), a cachaça de 965 ml (101,37%), o pacote de fubá de 500 gramas (100,29%) e o vinho tinto suave de 750 ml (85,27%).

Para quem busca montar um cardápio baseando-se nos valores médios, a paçoca rolha de 210 gramas sai por cerca de R$ 10,38. Já no caso das canjicas amarela e branca de 500 gramas, os custos médios são de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

Os dados, coletados nos dias 25 e 26 de maio, estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade de se comparar os preços, além de sugerir que a compra no comércio local reduz custos com o deslocamento. Recomenda-se, ainda, que os consumidores fiquem atentos ao prazo de validade dos produtos e sempre exijam a emissão da nota fiscal.

Serviço

Pesquisa Itens para Festa Junina (Campo Grande): https://tinyurl.com/yk5hpzmj

Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS

Foto: Divulgação/IA

Fonte: Governo MS

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Novo sistema de portarias do Detran-MS amplia transparência e facilita acesso à legislação

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O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) dá mais um passo em direção à modernização e à transparência institucional com a implantação de um novo sistema de consulta de portarias e normativas, que está disponível no portal oficial do órgão, na aba “Legislação”, “Portarias Detran-MS”, desde o dia 3 de junho.

A nova ferramenta foi desenvolvida para concentrar e organizar as normas que regem o departamento estadual, permitindo consultas mais rápidas, práticas e acessíveis tanto para a população quanto para os servidores da instituição.

Disponível no portal oficial do Detran-MS – Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul – o Legisgov contará com uma interface mais moderna e intuitiva, trazendo informações organizadas em formato de tabela, como nome da portaria, data de publicação, ementa, alterações e situação da norma, indicando, por exemplo, se ela continua vigente ou foi revogada.

Além disso, o usuário poderá realizar pesquisas por número da portaria, nome da norma ou palavras-chave da ementa, facilitando a localização dos documentos.

Segundo o assessor da presidência do Detran-MS, Rodrigo Sodré, a principal proposta da nova plataforma é tornar a legislação do órgão mais acessível e transparente.

“O cidadão vai ter uma consulta prática, com ferramentas de pesquisa e uma visualização muito mais simples das normas e diretrizes do Detran-MS”, destaca.

Outro diferencial importante do sistema é a possibilidade de consulta ao texto integral das portarias com recursos que tornam a navegação mais dinâmica, como menu lateral interativo, links entre normas relacionadas, sumário navegável em portarias extensas e acesso direto a decretos mencionados nos textos.

O sistema também permitirá a impressão e salvamento das normas em PDF, já com papel timbrado oficial do Detran-MS.

Um dos avanços mais relevantes apontados pela equipe responsável é a chamada “compilação das normas”, recurso que reúne no próprio texto todas as alterações realizadas ao longo do tempo.

“Isso garante que o usuário esteja lendo um texto atualizado, sem o risco de aplicar uma regra que já sofreu alteração”, explica Rodrigo Sodré.

Antes, a consulta exigia buscas manuais em diferentes portarias e alterações publicadas separadamente, o que dificultava a interpretação correta das normas.

Neste primeiro momento, o sistema já contará com portarias publicadas entre 2017 e 2026. A inclusão de normas anteriores deverá ocorrer em uma segunda etapa, devido ao grande volume de documentos e ao trabalho manual de validação e atualização das informações.

A iniciativa reforça o compromisso do Detran-MS com a transformação digital, a transparência pública e a ampliação do acesso à informação para toda a sociedade.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

Foto: Robson Dantas

Fonte: Governo MS

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