Mato Grosso do Sul
Com investimento de R$ 53 milhões, Governo do Estado vai restaurar a MS-157, entre Maracaju e Itaporã
Com foco no desenvolvimento econômico da região, o Governo do Estado vai restaurar 42,32 km da rodovia MS-157, entre as cidades de Maracaju e Itaporã. Os trabalhos vão iniciar no trecho urbano do distrito de Carumbé, em um investimento de R$ 53,1 milhões.
O contrato para realização da obra foi publicado nesta segunda-feira (20), no Diário Oficial do Estado. A empresa escolhida para realizar os trabalhos terá o prazo de 360 dias (1 ano) para concluir as atividades no local, assim que for expedida a ordem de início dos serviços. Os recursos são provenientes do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de MS).
A obra de restauração, adequação da capacidade do tráfego e drenagem da rodovia faz parte do “lote 1”, em mais um investimento da gestão estadual para recuperar a malha rodoviária do Estado. Objetivo é contribuir com o escoamento da produção e conceder mais segurança aos motoristas que trafegam pelo local.
“Se trata de uma obra muito importante para região, pois MS-157 é muito utilizado pelas pessoas que vem de Campo Grande rumo a Dourados, assim como quem trafega por estes municípios. A restauração da rodovia chega em boa hora e vai trazer grandes benefícios, assim como ocorreu de Maracaju a Sidrolândia”, descreveu o prefeito de Maracaju, José Marcos Calderan.
Investimentos

Os investimentos na malha rodoviária da região seguem em diferentes frentes, como a pavimentação da MS-162, que vai ligar Maracaju a Dourados, em um total de 55,7 km, no valor de R$ 98 milhões, que será mais uma alternativa para quem trafega entre os municípios. Lá são dois lotes que já estão com as obras em andamento.
Outra frente é a restauração da MS-162, de Maracaju a Sidrolândia, que tem o investimento de R$ 59 milhões, em um trecho de 85 km, dividido em duas etapas. Os trabalhos estão na fase final. A obra vai melhorar o transporte de grãos e produtos entre as cidades.
Ainda tem a pavimentação da MS-166, em um trecho de 37,53 km, no entroncamento com a MS-460 e BR-267, no Posto Polaco, com investimento de R$ 49 milhões. “Presenciei a transformação e desenvolvimento do município (Maracaju), que hoje é um dos maiores produtores do País. Fizemos uma série de investimentos para contribuir com toda região”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.
Leonardo Rocha, Subcom
Foto Capa: Arquivo
Mato Grosso do Sul
Governo de MS moderniza defesa agropecuária e anuncia medidas para ampliar competitividade e inovação
O Governo de Mato Grosso do Sul dá mais um passo na modernização da defesa agropecuária estadual, com um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da defesa sanitária animal e vegetal, com foco em inovação, segurança, desburocratização e competitividade para o setor produtivo.
A iniciativa, conduzida pela IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), reforça a estratégia do Estado de alinhar rigor técnico, ciência e eficiência administrativa para atender às novas demandas do agronegócio, um dos principais motores da economia sul-mato-grossense.
Entre as medidas apresentadas no final desta manhã (30) está a atualização das regras do vazio sanitário da soja, considerada uma importante evolução na gestão fitossanitária da cultura no Estado. A proposta altera a Resolução Semagro nº 648/2017 e substitui o conceito de proibição do plantio antes de 15 de setembro pela proibição da manutenção, emergência, germinação, desenvolvimento ou permanência de plantas vivas de soja, cultivadas ou voluntárias, durante o período do vazio sanitário, compreendido entre 15 de junho e 15 de setembro.
Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, a proposta é resultado de uma construção coletiva com representantes do setor produtivo, da pesquisa e da defesa agropecuária, buscando oferecer respostas imediatas às demandas do campo sem comprometer a segurança fitossanitária do Estado.
“Estamos assinando uma resolução que atende a uma demanda apresentada pelo setor produtivo da soja em Mato Grosso do Sul. Após reunir todos os envolvidos nesse processo de discussão técnica, propomos uma alteração na legislação estadual que permite uma ação imediata em benefício do produtor rural e, ao mesmo tempo, encaminhamos ao Ministério da Agricultura e Pecuária um pedido de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático”, explica.
O secretário destaca que a alteração representa um primeiro passo para ampliar a flexibilidade operacional dos produtores, acompanhando a evolução tecnológica e as transformações climáticas observadas nos últimos anos.

“A resolução deixa de tratar exclusivamente da data de plantio e passa a considerar a manutenção ou germinação das plantas. Na prática, o produtor poderá antecipar o plantio, desde que garanta que não haverá germinação até 15 de setembro. Essa é a medida que o Estado pode adotar neste momento, enquanto solicitamos ao Ministério da Agricultura a revisão do zoneamento para que possamos discutir a antecipação da janela de plantio para 1º de setembro a partir da safra 2027/2028”, afirma.
De acordo com Falcette, a medida busca adequar a legislação à nova realidade tecnológica da agricultura sul-mato-grossense.
“Nos últimos anos, tivemos avanços significativos nos pacotes tecnológicos, expansão da irrigação e mudanças climáticas que impactam diretamente a produção. O objetivo é permitir que uma parcela maior da área cultivada esteja dentro da janela ideal de plantio, especialmente para produtores que já trabalham com irrigação, contribuindo para melhores resultados produtivos”, destaca.
O secretário ressalta ainda que o vazio sanitário permanece como instrumento fundamental de defesa fitossanitária, mas que os avanços tecnológicos exigem atualização constante das normas.
“O vazio sanitário é essencial para o controle da ferrugem asiática da soja e continuará existindo. O que estamos fazendo é adequar a legislação à realidade observada no campo, considerando que as janelas ideais de plantio vêm se antecipando ao longo dos anos”, afirma.
Na prática, a medida permitirá ao produtor rural maior flexibilidade no planejamento e na logística da semeadura já a partir da safra 2026/2027, desde que seja assegurada a inexistência de plantas vivas de soja durante o período estabelecido. O objetivo central da política permanece inalterado: interromper o ciclo da ferrugem asiática e reduzir riscos fitossanitários para a principal cultura agrícola do Estado.
A proposta foi construída a partir de amplo diálogo técnico com representantes do setor produtivo e da comunidade científica, reunindo contribuições da Famasul, Aprosoja/MS, Fundação MS, Fundação Chapadão e Embrapa.
Como desdobramento da medida, a Semadesc também encaminhará solicitação ao Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, para avaliação técnica sobre a possibilidade de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), visando analisar a abertura da janela de plantio a partir de 1º de setembro na safra 2027/2028.
Outro tema estratégico apresentado pelo Governo do Estado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE). Atendendo a demandas do setor produtivo e de representantes da Assembleia Legislativa, será formalizado pedido de análise técnica à Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul para avaliar a viabilidade de ampliação do prazo de validade dos exames de 60 para 120 dias na região do planalto sul-mato-grossense.
Sobre essa pauta, Artur Falcette explica que a proposta busca conciliar simplificação de procedimentos e manutenção dos elevados padrões de defesa sanitária do Estado.

“O estudo realizado pela IAGRO demonstra que, para o Planalto Sul-Mato-Grossense, a ampliação da validade do exame de Anemia Infecciosa Equina de 60 para 120 dias não representa aumento significativo de risco sanitário. Estamos encaminhando esse estudo ao Ministério da Agricultura para que seja analisada a possibilidade de revisão da norma”, afirma.
Segundo o secretário, a medida poderá beneficiar produtores rurais, atletas e profissionais ligados ao segmento equestre.
“A validade atual dos exames representa uma limitação não apenas para produtores rurais, mas também para atletas do laço, competidores e participantes de eventos equestres. Muitas vezes, esses profissionais permanecem longos períodos em deslocamento e acabam enfrentando dificuldades devido ao vencimento dos exames. Nosso objetivo é construir uma solução técnica, segura e baseada em evidências científicas”, destaca.
O Governo do Estado destaca que nenhuma alteração normativa foi realizada até o momento. A iniciativa marca o início de um processo de discussão técnica, transparente e fundamentado em evidências científicas, com o objetivo de verificar a possibilidade de modernização dos procedimentos sem comprometer a segurança sanitária do rebanho estadual.
A proposta prevê, ainda, que eventual ampliação do prazo seja acompanhada pelo fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade animal, utilizando ferramentas tecnológicas como a Resenha Virtual, o Passaporte Equestre Digital e o Aplicativo do Transportador. As tecnologias permitirão ampliar o controle do trânsito animal e aprimorar a capacidade de rastreamento em situações de emergência sanitária.
As medidas reforçam o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma defesa agropecuária moderna, baseada em ciência, inovação e diálogo permanente com o setor produtivo, consolidando o Estado como referência nacional em sanidade animal e vegetal e ampliando a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Estratégia Aluno Imunizado alcança adesão de 98,7% dos municípios e aplica mais de 30 mil doses
Primeira edição da iniciativa contou com adesão de 78 municípios e reforçou a integração entre Saúde e Educação em todo o Estado
A 1ª edição da Estratégia Aluno Imunizado consolidou-se como uma importante ação para o fortalecimento da vacinação de crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul. Desenvolvida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Coordenadoria Estadual de Imunização, em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), a iniciativa resultou na aplicação de 30.339 doses de vacinas e alcançou adesão de 78 dos 79 municípios sul-mato-grossenses, o equivalente a 98,73% do total.
Em Mato Grosso do Sul, a Estratégia Aluno Imunizado foi desenvolvida pela SES, por meio da Coordenadoria Estadual de Imunização, em parceria com a SED e o PSE (Programa Saúde na Escola), fortalecendo as ações de vacinação no ambiente escolar. Como forma de incentivar iniciativas dessa natureza em todo o país, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 10.205, de 5 de fevereiro de 2026, para apoiar a vacinação nas escolas, promover a atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e ampliar as ações de imunização no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde).
Realizada, em sua maioria, entre os dias 5 e 15 de maio de 2026, a estratégia ampliou o acesso às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação e reforçou a integração entre os setores da Saúde e da Educação, por meio da verificação das cadernetas, vacinação nas escolas, busca ativa de estudantes com esquemas vacinais incompletos e atividades de educação em saúde.
Saúde e Educação unidas pela vacinação
Para a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, os resultados demonstram o compromisso dos municípios com a proteção da população infantojuvenil.
“A Estratégia Aluno Imunizado mostrou a força da atuação integrada entre Saúde e Educação. A vacinação no ambiente escolar facilita o acesso das famílias aos imunizantes, amplia as oportunidades de vacinação e contribui diretamente para a atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes”, destaca Ana Paula.
A parceria entre a SES e a SED foi fundamental para o êxito da ação, permitindo mobilização conjunta das redes municipais de saúde e educação em todo o Estado.
“A união entre Saúde e Educação fez a diferença e demonstrou que, quando trabalhamos de forma articulada, conseguimos alcançar mais estudantes e ampliar a proteção coletiva. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais essa estratégia nos próximos anos”, acrescenta a coordenadora.
Para a coordenadora de Psicologia e Serviço Social Educacional da SED, Paola Evangelista, a ampla adesão dos municípios demonstra o compromisso da comunidade escolar com a promoção da saúde.
“A Estratégia Aluno Imunizado transformou as escolas em pontos estratégicos de proteção, ampliando o acesso às vacinas e promovendo a conscientização sobre a saúde coletiva. Trazer a imunização para o ambiente escolar, com o apoio de gestores, professores e famílias, é fundamental para garantir que nossos estudantes estejam protegidos e possam permanecer focados no aprendizado com segurança”, destaca Paola.
Vacinação nas escolas amplia proteção
Entre os imunobiológicos mais aplicados, a vacina contra a Influenza liderou o ranking, com 17.275 doses administradas, representando aproximadamente 57% de todas as aplicações realizadas durante a estratégia. Também se destacaram as vacinas Meningocócica ACWY (1.717 doses), HPV Quadrivalente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos (1.551 doses), Difteria e Tétano – dT (1.126 doses) e Febre Amarela (1.059 doses).
Outras vacinas aplicadas incluíram Poliomielite (VIP), com 926 doses; Hepatite B, com 891; Pneumocócica 10-valente, com 784; Tríplice Viral, com 771; e DTP Infantil, com 643 doses.
O gerente estadual de Imunização da SES, Frederico Moraes, ressalta que os resultados refletem o empenho dos municípios e a importância das estratégias extramuros.
“Os números evidenciam uma ampla mobilização dos municípios e reforçam a relevância das ações de vacinação realizadas fora das unidades de saúde. Levar a vacina até a escola aproxima os serviços da população e contribui para recuperar e ampliar as coberturas vacinais”, afirma Frederico.
Municípios se destacam na mobilização
Entre os municípios com maior número de doses aplicadas, Rio Brilhante liderou o ranking estadual, com 4.018 aplicações, seguido por Três Lagoas (2.212), Corumbá (2.020), Chapadão do Sul (1.589) e Coxim (1.563). Juntos, os cinco municípios responderam por aproximadamente 37,6% das aplicações realizadas no Estado.
Também figuram entre os dez municípios com maior quantitativo de doses Aquidauana (1.372), Nova Alvorada do Sul (1.040), Bataguassu (958), Naviraí (956) e Água Clara (866).
Estratégia contribui para recuperação das coberturas vacinais
Para Frederico Moraes, os resultados demonstram impacto positivo na recuperação das coberturas vacinais e reforçam a necessidade de manutenção das estratégias de vacinação extramuros.
“Os dados indicam que a estratégia contribuiu significativamente para ampliar o acesso à imunização e fortalecer as políticas públicas de prevenção de doenças. A continuidade das ações nas escolas, associada à busca ativa e ao monitoramento permanente dos indicadores, será essencial para manter e ampliar as coberturas vacinais em Mato Grosso do Sul”, conclui.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima
Fonte: Governo MS
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