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Com disputas eletrizantes, VI InterUEMS define os campeões em Campo Grande

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Foram quatro dias de disputas eletrizantes no Parque Olímpico Ayrton Senna, em Campo Grande. Em quadra, na grama, na piscina e nas mesas muita disposição e suor derramado, sempre com o embalo da bateria e da torcida. Assim foi a sexta edição do InterUEMS, competição que reuniu 12 atléticas da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), de 11 unidades acadêmicas, entre os dias 8 e 11 de junho.

Organizado pelos acadêmicos, com apoio da Proec (Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários) e Reitoria da UEMS, o evento contou apoio e cooperação técnica da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) e Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania).

A competição teve disputas em nove modalidades: basquetebol, futsal, futebol society, handebol, natação, sinuca, tênis de mesa, truco e voleibol, envolvendo quase 700 estudantes. “É a primeira vez que a Fundesporte abraça uma competição universitária interatléticas, ajudando na organização e oferecendo suporte técnico. O resultado foi muito positivo, nesta que foi a maior edição até hoje do InterUEMS”, salienta o diretor-presidente da Fundesporte, Herculano Borges.

O diretor de Esporte de Excelência da Fundesporte, Leandro Fonseca, pontua o trabalho realizado em conjunto às atléticas e reitoria da UEMS. “É uma parceria que deu certo. O InterUEMS é das atléticas, é dos estudantes e essa é a essência desse grande evento. A Fundesporte entra para somar, otimizando ainda mais os jogos e mostra que o esporte universitário é fundamental, porque é a continuação de um trabalho de base no desporto escolar. O InterUEMS, em específico, promove a atividade física e tem a capacidade de integrar estudantes dos mais diversos cursos e de diferentes cidades”.

“Um sonho realizado. A cada ano que passa o InterUEMS se fortalece e esse ano mais ainda, principalmente com a atuação da Fundesporte e Setescc, que nos auxiliou com toda sua equipe. O esporte universitário da UEMS se insere de vez nos programas do Governo do Estado pensados para esse nicho, promovendo a prática de atividade física para os nossos estudantes”, afirma o reitor da UEMS, Laércio de Carvalho.

O pódio geral entre as atléticas terminou com a Canica campeã, somando 109 pontos. A ADUS ficou em segundo lugar, com 92 pontos. A Nórdica fechou na terceira posição, ao atingir 68 pontos. A competição ainda contou com a participação da Búfalos (4º), Pantazord (5º), Suprema (6º), Távola Redonda (7º), Espantagro (8º), Eclectus (9º), Bubônica (10º), Jaguaretê (11º) e Guaxa (12º).

Uma das principais características de jogos interatléticas é a participação de estudantes em mais de uma modalidade. É o caso Rafael Queiroz, que cursa Direito na unidade de Campo Grande. Representando a atlética Canina, o acadêmico de 20 anos enfatiza que ser “multiatleta” é fundamental para honrar as cores da agremiação.

“Treinamentos para dar o nosso melhor a cada InterUEMS, consegui entregar tudo em quadra. Com o embalo da nossa torcida, demos muito trabalho para os adversários e saímos com o título geral”, diz Rafael, que disputou basquetebol, handebol e voleibol, sendo campeão nos três esportes. Essa foi sua segunda participação nos jogos. “Deu para sentir uma melhora muito grande na organização, nas quadras, no sistema de disputa, na alimentação. Foi diferente e isso só tem a crescer”, completa.

A acadêmica Júlia Vedovato, de 22 anos, vivenciou a energia de mais um InterUEMS. Atualmente, ela preside a Távola Redonda, atlética que engloba os cursos de Letras, Geografia e Matemática, nos municípios de Cassilândia, Dourados e Jardim. A estudante resume a competição como um “desgaste gratificante”, já que são quatro dias de disputas em diversas modalidades.

“Suamos bastante e tenho a certeza que eu e meus companheiros demos o nosso máximo, nos divertimos muito e estamos felizes por representar nossa atlética em mais uma edição. Com garra, todo mundo torce para todo mundo, a gente se ajuda, se levanta e vamos voltar nos próximos anos ainda mais fortes”, relata Júlia.

As atléticas arrecadaram alimentos não perecíveis, que serão destinados à Cufa (Central Única das Favelas), organização reconhecida nacionalmente, sem fins lucrativos e que atende famílias em situação de vulnerabilidade social.

Confira todos os resultados por modalidade e demais detalhes do VI InterUEMS: Boletim 5 – VI InterUEMS

Lucas Castro, Fundesporte

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais

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O artesanato indígena é valorizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que proporciona a comercialização na Casa do Artesão, a participação em feiras nacionais e também vai até as aldeias para emitir a Carteira Nacional do Artesão. No estado são nove etnias indígenas catalogadas, todas produzindo artesanato,, cerâmica, fibra e produtos em sementes.

Segundo Katienka Klain, diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, aqui em Mato Grosso do Sul, as etnias indígenas que mais comercializam, mais participam de eventos e de comercialização na Casa de Artesão são as etnias Terena,Kadiwéu e Kinikinaw, que são baseadas na questão da cerâmica.

“Hoje está tendo uma maior venda da material do Guató, do Ofaié, mas ainda de forma muito devagar, mas as maiores vendas são a terena, que é referência cultural, que é patrimônio cultural, e elas vendem muito por associações, também, às vezes, não indígenas, porque tem essa dificuldade de acesso financeiro de participar em alguns eventos”.

Katienka diz que os produtos que mais vendem nas feiras são artesanato indígena. “As feiras nacionais são vendidas, a grande maioria, através de associações de artesanato, nem sempre associações indígenas, também a participação de representação de pessoas não indígenas, e aí essa venda é realizada em grande número expressivo, mas a grande maioria está na cerâmica terena, ainda a gente tem que ter um trabalho maior no estado para aumentar a venda e qualificar mais os outros artesanatos”.

“O artesanato indígena é o primordial, é o que começou, onde tudo começou. Então, assim, está e grande parte quando a gente realiza a Carteira Nacional do Artesanato nas aldeias indígenas. Eles deixam claro que eles vivem do artesanato, então é fundamental o apoio da Fundação de Cultura através de comercialização nos Festivais de Inverno de Bonito, América do Sul, que são espaços próprios para eles. As vagas também nos editais, que também são vagas específicas para a população indígena, para que eles possam escoar essas peças e ter representatividade e também começar a entender o que é o mercado do artesanato”.

O artesanato indígena está presente há mais de 30 anos na Casa do Artesão, com a participação das etnias Kadwéu, Terena e Kinikinau. Segundo a coordenadora da Casa do Artesão, Eliane Torres, o artesanato indígena é “a nossa referência cultural, é a nossa identidade, é patrimônio histórico, tudo isso envolve, por isso que temos aqui nossos artesãos indígenas presentes na nossa casa”.

A artesã Cleonice Roberto Veiga, mais conhecida como Cléo Kinikinau, expõe suas peças na Casa do Artesão, junto com as peças da sua mãe, Ana Lúcia da Costa, há um ano. São peças em cerâmica e argila, além de colares, brincos e pulseiras. Para ela, é muito importante o papel da Casa do Artesão na divulgação do trabalho indígena.

“Para a gente é importante que vocês ajudem a gente a divulgar o nosso trabalho, a nossa cultura e também ajuda no custo financeiro, que isso é uma fonte de renda nossa, que muitas vezes a gente não tem um emprego fixo, não trabalha, e acaba ajudando isso para dentro de casa nossa. É muito importante, depois que a gente conheceu aí a Casa do Artesão, para a gente está sendo ótimo, está ajudando a gente, que de mês em mês, a Casa do Artesão, ela tem mandado para a gente o que tem vendido e valoriza mais o nosso trabalho. E é isso, é muito bom, muito importante mesmo para nós. Nosso artesanato Kinikinau é raro ver em lugares, mas está ajudando muito mesmo a gente”.

Creusa Virgílio, da etnia Kadwéu, disse que conheceu a Casa do Artesão há 14 anos. “Eu seguia minha mãe e minha irmã para vender cerâmica. E hoje eu continuo. Elas partiram e eu continuo na Casa do Artesão. Eu entrego peças para casa do artesão a cada 30 dias. A importância é, para mim, a mulher Kadwéu sobre a valorização do nosso estado, também é o momento de a gente divulgar e fortalecer a arte Kadwéu. O artesanato, para mim, é a renda familiar e a valorização da cultura, para que a cultura Kadwéu sempre viva e seja fortalecida em nosso estado”.

A artesã Rosenir Batista é da etnia Terena e foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado. Ela sempre ministra oficinas em escolas, para os alunos conhecerem a cerâmica Terena. Durante a Semana do Artesão deste ano ministrou oficina para alunos na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.

Rosenir nasceu em 8 de março de 1967. Trabalha com a Cerâmica Tradicional Terena desde a infância, há mais de 49 anos. “O saber ancestral da arte em cerâmica Terena aprendi com minha avó, e das primeiras peças produzidas (Bichinhos do Pantanal, vasos) meu trabalho evoluiu para diversos tipos de peças utilitárias e decorativas, que se transformaram na minha principal fonte de renda. Este conhecimento ancestral que recebi de minha avó já repassei para minhas filhas e netas, e eles já trabalham comigo, e temos o compromisso de manter está técnica viva de geração em geração”.

Rosenir mora na aldeia Cachoeirinha, município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde quando tinha 12 anos. “Eu trabalhava com a minha mãe, minha mãe trabalhava já com cerâmica, eu ajudava. Na prática, hoje, eu tenho 25 anos na área de artesanato. A cerâmica para mim é um trabalho que minha mãe me deixou. Então eu não posso deixar morrer a cultura, o trabalho que ela deixou para mim, eu tenho que dar continuidade. É a cultura da aldeia onde eu moro, eu não posso deixar ser esquecido, toda a minha família hoje trabalha na cerâmica”.

Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes/FCMS

Fonte: Governo MS

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Três Lagoas: Governo reforça manutenção do Pronto Atendimento do HR após alinhamento com município

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Por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), decisão foi consolidada após reunião com representantes municipais e garante continuidade da assistência à população

O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), informa que o Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, será mantido em funcionamento, após alinhamento técnico realizado com a gestão municipal.

A decisão foi construída de forma conjunta, considerando as demandas apresentadas pelo município ao Governo, bem como diante da necessidade de garantir assistência adequada e contínua à população da região.

Durante reunião realizada na sede da SES, em Campo Grande, na semana passada, equipes técnicas do Estado e do município discutiram o funcionamento da rede e pactuaram a manutenção do serviço, com ajustes que ainda serão detalhados de forma integrada.

Participaram do encontro com a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, e o superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata, a Diretora-Geral do hospital, Letícia Carneiro; o diretor-técnico Marllon Nunes; a secretária municipal de Saúde, enfermeira Juliana Rodrigues Salim; e a Diretora-geral de Saúde do município, Jamila de Lima Gomes.

“Nosso foco é garantir que a população tenha acesso ao atendimento de forma organizada e eficiente, com diálogo permanente com os municípios e responsabilidade na gestão da rede”, detalhou Crhistinne.

Organização da rede e atendimento

A SES ressalta que o Hospital Regional da Costa Leste segue como unidade estratégica para a rede pública estadual, com atuação no atendimento de urgência e emergência e no fortalecimento de especialidades de média e alta complexidade. A organização dos fluxos assistenciais continuará sendo aprimorada, com apoio do Complexo Regulador Estadual, garantindo que cada paciente seja encaminhado conforme a necessidade clínica e no tempo oportuno.

O diálogo entre Estado e município continuará nos próximos dias, com o objetivo de aprimorar fluxos assistenciais e assegurar maior eficiência no acesso aos serviços de saúde, respeitando as características e necessidades locais.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: André Lima

Fonte: Governo MS

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