Mato Grosso do Sul
Com apoio do Estado, Capital recebeu grandes investimentos para melhorar a vida do campo-grandense
Investimento do Governo de MS foi fundamental para concretizar revitalização da Avenida Cafezais (Foto: Álvaro Rezende/Secom)
Levar dignidade, oportunidade e melhor condição de vida ao campo-grandense. Foi com este foco que o Governo de Mato Grosso do Sul promoveu grandes investimentos na Capital nos últimos anos, em diferentes setores, como infraestrutura, segurança, saúde, educação e área social. A qualificação profissional e o acesso ao emprego também fazem parte deste pacote.
Somente pelo programa MS Ativo o investimento chegou a R$ 286 milhões em obras concluídas nas áreas principais que fazem a diferença no dia a dia do cidadão. Apenas na área urbana foram R$ 92,1 milhões, além dos convênios estaduais com a cidade (R$ 139,5 milhões) e as obras civis (R$ 54,9 milhões).

Ainda estão previstas mais R$ 153 milhões em obras civis (edifícios, construções) e R$ 171 (milhões) ao setor urbano da Capital. Somando estes investimentos chega-se R$ 610 milhões.
Este é o retrato da gestão municipalista do Governo do Estado, que tem como prioridade atender o cidadão onde ele mais precisa, com parceria e apoio aos municípios.
“Estabelecemos uma parceria com a Capital em torno de políticas públicas e investimentos que gerem resultados para as pessoas. Com parceria em setores importantes como educação, segurança, qualificação profissional e infraestrutura. Quando isto muda e faz diferença na vida do cidadão então cumprimos nosso objetivo. Campo Grande é uma cidade maravilhosa, nossa capital, que temos que valorizar cada vez mais. Vamos contribuir no que for possível”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Infraestrutura
Dentro deste pacote entregue desde 2023 estão obras emblemáticas, como a revitalização completa da Avenida dos Cafezais, assim como pavimentação em diversas ruas do bairro das Moreninhas, um dos maiores da cidade. Melhor qualidade de vida para quem antes lidava com poeira e lama na época de chuva.
“A obra na Cafezais ficou uma maravilha, a via era muito curta aqui no cruzamento com a Guri Marques, o que provocava muitos acidentes. Eu mesmo perdi um amigo que morreu após um acidente de moto. Com a duplicação ela ficou bem mais segura”, contou Aldemir Lourenço da Silva, comerciante da região.

Outra obra essencial foi a entrega da revitalização da Avenida Duque de Caxias, que teve investimento de R$ 35,1 milhões, com a contrapartida do Estado de R$ 27,6 milhões. Importante corredor viário que ganhou pavimentação e modernização, garantindo mais segurança e fluidez no trânsito. A inauguração foi na última sexta-feira (22).
Vários bairros da cidade foram contemplados com obras de asfalto, drenagem e recuperação de vias, entre eles Noroeste, Nashville, Caiobá, Centenário, Nova Lima, Lageado e o Nova Campo Grande, que inclusive ganhou aporte de R$ 23,5 milhões dos cofres estaduais. Muitas obras já foram entregues e outras seguem em andamento com apoio do Estado.
Na zona rural também tem a presença do Estado. A rodovia CG-150 ganha pavimentação no trecho entre a BR-262 e a ponte sobre o Ribeirão Botas, em uma extensão de 5,08 quilômetros. Dezenas de produtores trabalham na região no cultivo da lavoura e serão beneficiados com esta iniciativa.
“É o progresso chegando e, pra gente aqui que mora na chácara, é muito bom. Quando chovia, precisava esperar a água baixar para sair de casa. Com o asfalto, vai ficar mais viável trabalhar com outros produtos”, afirmou o produtor Jaime Andrade, que trabalha nas imediações da rodovia.

Qualificação e inclusão
A parceria com Campo Grande não está apenas nas construções, mas também na oportunidade de emprego e qualificação do campo-grandense. A cidade contou com aproximadamente 350 mil capacitações nos dois últimos anos, por meio de instituições como Sebrae, Senai, Senac, Senat e o programa “MS Qualifica”, criado pelo Governo do Estado para mudar a história de muitas pessoas, que tinham vontade de crescer, mudar de ramo, mas precisavam da capacitação necessária para voltar ao mercado de trabalho.
É o caso de Breno Cézar Conturbia, tecnólogo de RH, que participou de cursos de gastronomia pelo MS Qualifica. “Atuo no ramo gastronômico, preparando massas italianas há mais de dez anos como complementação de renda. Esse trabalho extra me auxiliou a custear os estudos da minha filha. Isso me despertou o desejo de aperfeiçoar meus conhecimentos para cursar em breve, um curso de ensino superior em gastronomia”.
Para quem ainda não teve acesso a estas oportunidades, o Governo do Estado também estendeu a mão e fez seu papel para garantir inclusão. Os programas sociais têm números expressivos na Capital, pois um dos lemas da atual gestão é não deixar ninguém para trás.
No programa Mais Social são 14,6 mil famílias beneficiadas em Campo Grande com o cartão de R$ 450 por mês para compra de alimentos, produtos de higiene e gás de cozinha. O Governo do Estado inclusive faz uma “busca ativa” para encontrar quem precisa e não teve acesso ao benefício.
No bairro Los Angeles, na periferia da Capital, Angélica Jeniffer Santos recebeu a visita do programa em março e fez o cadastro para receber o cartão. Com três filhos e grávida de oito meses naquela oportunidade, ponderou que nunca tinha recebido auxílio. “Não estava nem esperando essa visita. Deus ouviu minhas preces. Preciso para comprar fralda, leite, roupa, calçado, alimentação, gás (de cozinha), tudo. Eu não tenho renda nenhuma”.
No programa “Conta de Luz Zero” são 7,3 mil famílias da Capital que não precisam pagar os boletos de energia, porque o Governo do Estado assume as contas. A cidade ainda conta com 655 beneficiados do programa “Cuidar de Quem Cuida”, que oferece um valor de R$ 900,00 ao cuidador não remunerado de pessoas com deficiência.
Já o MS Supera contempla 760 estudantes com o pagamento de um salário mínimo para incentivar sua permanência em cursos universitários, educação profissional e técnica, além de ter o objetivo de reduzir a evasão escolar.

Educação moderna
A Rede Estadual de Ensino recebe grandes investimentos para estruturar e modernizar as escolas estaduais. As unidades de Campo Grande fazem parte deste novo momento, que conta com escolas reformadas, dispondo de sistemas de segurança em tempo real, tecnologia à disposição e muitas já contando com ensino integral.
Na Capital 52 das 76 escolas (estaduais) já funcionam neste modelo (educação integral). O investimento em infraestrutura desde 2023 chega a R$ 103 milhões. Todas as unidades da cidade contam com videomonitoramento. A educação profissional já está disponível a 8,5 mil estudantes do município.
A economia de gastos e a produção de energia limpa fazem parte deste pacote. A SED (Secretaria Estadual de Educação) promoveu a instalação de placas solares em 40 escolas de Campo Grande, reduzindo custos, incentivando a sustentabilidade, já antenada com o futuro.

Outra inovação na rede foi o convênio com a MSGás para a utilização de gás natural encanado em 33 escolas da Capital. Esta parceria busca a modernidade, segurança e a praticidade nas unidades, já que aqueles velhos botijões foram substituídos por um sistema mais seguro, eficiente e prático aos profissionais que fazem todos os dias as merendas dos alunos.

“O gás encanado nos auxiliou bastante na parte burocrática. Diminuiu nosso trabalho em termos de licitação, cotação de preço, sem tirar a comodidade para quem faz a merenda. O pessoal da cozinha não precisa se preocupar com a troca de botijão, que são pesados, além de ter medidores da pressão do gás, o que nos deixa mais tranquilo. Fica mais seguro”, descreveu Alexandre Fagundes Damian, diretor da Escola Estadual Emygdio Campos Widal.
Com olhar atento para educação infantil, o Governo contribui com a alfabetização das crianças por meio do “MS Alfabetiza”, que somente na Capital promoveu a distribuição de mais de 67 mil exemplares de coletâneas do programa, além de fazer a premiação das escolas com bons resultados. Neste contexto ainda tem o pagamento de bolsas a colaboradores e formação continuada dos profissionais de educação.
Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências
Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.
No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.
“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.
A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.
O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.
Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.
A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.
Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.
Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.
“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.
Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.
Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.
A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Saúde Digital de MS desperta interesse da OPAS e fortalece cooperação internacional
Missão técnica conhece experiências em telessaúde, inteligência de dados e ações estratégicas ligadas à Rota Bioceânica
As iniciativas de Saúde Digital desenvolvidas em Mato Grosso do Sul ganharam destaque durante visita técnica de representantes da OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial de Saúde) ao Estado, que ocorreu na semana passada. A agenda teve como objetivo fortalecer a cooperação institucional com a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e conhecer experiências que vêm ampliando o acesso à assistência, qualificando a gestão e apoiando a tomada de decisões em saúde pública.
Durante a programação, a comitiva visitou a SES, conheceu projetos relacionados à telessaúde e à inteligência de dados e participou de reuniões com o governador Eduardo Riedel e gestores estaduais para discutir oportunidades de cooperação e temas estratégicos para a saúde.
Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a visita reforça o protagonismo do Estado na construção de soluções inovadoras para o SUS (Sistema Único de Saúde).
“A visita da OPAS foi uma oportunidade para apresentarmos os avanços que Mato Grosso do Sul vem construindo na Saúde Digital, especialmente em áreas como telessaúde, inteligência de dados e fortalecimento das redes de atenção. Esse intercâmbio amplia as possibilidades de cooperação e reforça o Estado como referência em soluções inovadoras para o SUS.”
A secretária-adjunta estadual de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a agenda também permitiu discutir desafios futuros e estratégias voltadas ao fortalecimento da saúde pública.
“As discussões abordaram temas estratégicos para a saúde pública, como os impactos da Rota Bioceânica, as regiões de fronteira e o uso qualificado de dados na gestão. Essa aproximação fortalece a cooperação internacional e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas cada vez mais eficientes.”
Experiências que podem inspirar outros países
A visita faz parte do acompanhamento do termo de cooperação técnica firmado entre a SES e a OPAS em 2021, que contempla iniciativas em áreas como saúde mental, saúde do trabalhador, projeto Bem Nascer e ações desenvolvidas em parceria com o CIEGES (Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS).
Representante da OPAS/OMS no Brasil, Cristian Morales destacou o potencial das experiências desenvolvidas em Mato Grosso do Sul para contribuir com outros territórios da América Latina.
“Estamos conhecendo de perto as iniciativas de telessaúde e saúde digital desenvolvidas em Mato Grosso do Sul. São experiências bem-sucedidas que têm potencial para servir de referência não apenas para o Brasil, mas também para outros países da região“.
Segundo ele, um dos temas que mais chamou a atenção da missão foi a forma como o Estado vem incorporando a agenda da saúde ao planejamento relacionado à Rota Bioceânica.
A proposta envolve o monitoramento de indicadores e a organização de informações que possam auxiliar na proteção da saúde das populações e dos trabalhadores que estarão diretamente ligados ao corredor logístico que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Cooperação voltada aos desafios das fronteiras
Para o oficial técnico da OPAS na área de Atenção Primária à Saúde, Marcus Quito, a visita também teve como objetivo identificar novas oportunidades de atuação conjunta diante das transformações econômicas e sociais que impactam a saúde pública.
“A visita busca fortalecer uma cooperação que já vem sendo construída há anos e identificar novas oportunidades de atuação conjunta. Temas como fronteiras e os impactos da Rota Bioceânica estão entre as agendas estratégicas que queremos acompanhar mais de perto”.
De acordo com ele, o fortalecimento da cooperação técnica pode contribuir para a preparação dos serviços de saúde diante das mudanças nos padrões epidemiológicos e do aumento da circulação de pessoas nas regiões de fronteira.
Inteligência de dados como ferramenta de gestão
A programação incluiu ainda a apresentação dos avanços alcançados pela Superintendência de Saúde Digital, especialmente por meio do Centro de Inteligência da SES, responsável pela organização, qualificação e análise de informações estratégicas para a gestão estadual.
Segundo a superintendente de Saúde Digital, Márcia Tomasi, o uso de dados tem ampliado a capacidade de monitoramento e resposta da rede pública de saúde.
“Apresentamos os avanços do Centro de Inteligência e como a qualificação dos dados tem contribuído para o monitoramento de doenças, a gestão de leitos e o planejamento das ações de saúde em todo o Estado”.
A superintendente ressaltou ainda que o fortalecimento da inteligência em saúde e o uso estratégico de tecnologias digitais têm potencial para ampliar a eficiência da gestão pública, aprimorar a organização da rede de atenção à saúde e apoiar respostas mais oportunas diante de situações epidemiológicas e demandas assistenciais, contribuindo para um SUS mais integrado, resolutivo e orientado por dados.
As ferramentas permitem acompanhar cenários epidemiológicos, monitorar arboviroses e oferecer uma visão mais precisa da estrutura assistencial disponível em Mato Grosso do Sul.
Parceria iniciada em 2021
A assessora técnica de Projetos Estratégicos da SES, Danielle Ahad, ressaltou que a visita também serviu para apresentar os resultados alcançados ao longo da cooperação entre as instituições.
“A parceria entre a SES e a OPAS existe desde 2021 e envolve diversas áreas da saúde. Esta visita foi importante para apresentar os resultados alcançados até aqui e discutir novas perspectivas para a continuidade da cooperação”.
Com o encerramento da vigência do atual termo previsto para 2026, a expectativa é que os diálogos realizados durante a agenda contribuam para a construção de novas iniciativas e para o fortalecimento das ações desenvolvidas em conjunto, ampliando o intercâmbio de conhecimento e a cooperação internacional em saúde.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: Karina Zambrana OPAS/OMS
Fonte: Governo MS
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