Economia
Cerveja sem álcool é alternativa para estilo de vida mais saudável
Bebida também atende quem sofre de restrições de saúde, como diabéticos, hipertensos ou quem tem intolerância alimentar
A paixão do brasileiro é a cerveja. Tanto que segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Brasil é o terceiro maior fabricante mundial da bebida, com 15,4 bilhões de litros, atrás da China e Estados Unidos. Tão relevante que as indústrias do setor movimentam R$ 77 bilhões e representam 2% do PIB nacional, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
A grande novidade nesse cenário é o aumento do consumo da cerveja sem álcool. Se por um lado a cerveja teve crescimento de 8% no último ano, a modalidade sem álcool registrou alta de 37% no consumo. Em 2022, foram 400 milhões de litros consumidos no país. “Notamos aumento nas vendas principalmente entre os clientes que passaram a adotar um estilo de vida mais saudável, em busca de equilíbrio na alimentação e mais qualidade de vida. Pensando nisso, passamos a investir em oferecer mais opções para esse público, trazendo nas gôndolas opções de marcas variadas para escolha”, diz o gerente do Comper Itanhangá Luiz Carlos Narciso.
Resultado de uma combinação de água, cevada, cereais não maltados e lúpulo, a única diferente entre as bebidas é realmente o álcool. E comparada a outras bebidas como sucos industrializados ou refrigerantes, a cerveja sem álcool apresenta baixo teor de carboidratos e calorias.
A dúvida frequente entre os consumidores é se realmente não há nada de álcool nesse tipo de cerveja. Pela legislação brasileira, essa bebida pode conter até 0,5% de teor alcoólico, então é possível encontrar opções de 0% a 0,5%. “Nesse caso, a recomendação é sempre ficar atento ao rótulo, principalmente nos casos em que o cliente tem restrição total ao álcool, como no caso dos diabéticos, que ainda contam com a versão low carb da cerveja, ou até mesmo a quem tem intolerância aos ingredientes da cerveja”, complementa Narciso.
A evolução da oferta de diferentes tipos de cerveja sem álcool tem acompanhado o crescimento do consumo. Já é possível encontrar variedades da bebida, desde cervejas leves e refrescantes até as mais escuras e intensas. Além disso, os fabricantes apostam na produção da bebida como opção isotônica, já que pode ser utilizada como repositor hidroeletrolítico e como antioxidante, já que o lúpulo é naturalmente rico em compostos naturais que ajudam a neutralizar os radicais livres, evitando o envelhecimento da pele.
Em Mato Grosso do Sul, a rede de Supermercados Comper possui uma variedade de cervejas com e sem álcool e está presente em doze localidades, sendo onze lojas na capital e uma loja em Dourados. O Comper disponibiliza em Campo Grande a opção Delivery e a “Clique e Retire”, quando o mercado separa os produtos e deixa reservado para o cliente buscar. Basta acessar o site www.comper.com.br.
Sobre o Supermercado Comper
A rede de supermercados e hipermercados Comper, que faz parte do Grupo Pereira, um dos maiores varejistas de alimentos do Brasil, existe há 50 anos. A primeira loja foi aberta na cidade de Itajaí, Santa Catarina, em 1972. Hoje são 29 unidades nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal. A rede foi uma das pioneiras no País a abrir unidades com funcionamento 24 horas e tem como diferenciais lojas amplas e bem localizadas, excelência em produtos perecíveis, vasto sortimento — mais de 800 produtos exclusivos —, além das facilidades de pagamento e benefícios oferecidos pelo Vuon Card, cartão de crédito próprio do Grupo Pereira.
Fundado em 1962, em Santa Catarina, o Grupo Pereira é detentor ainda de redes de atacarejo, atacado de distribuição, farmácias e um posto de combustível, além do braço financeiro Vuon e de logística Perlog. Com mais de 16 mil colaboradores, está presente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Saiba mais em comper.com.br e grpereira.com.br.
Economia
Reajuste da Energisa MS é homologado pela ANEEL com efeito médio de 12,11%
Índice aprovado incorpora diferimento solicitado pela distribuidora; Conselho de Consumidores alerta para pressão crescente de encargos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou, nesta terça-feira (22), durante a 8ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria, o reajuste tarifário anual da Energisa Mato Grosso do Sul (EMS), com efeito médio de 12,11% a ser percebido pelos consumidores. O novo índice passa a valer a partir da publicação da resolução homologatória.
O percentual aprovado considera o pedido de diferimento apresentado pela distribuidora dentro dos limites regulatórios, no valor de R$ 21 milhões. Sem esse mecanismo, o reajuste médio seria de 12,61%. Com a aplicação do diferimento, o impacto foi reduzido para 12,39% para consumidores em alta tensão e 11,98% para os de baixa tensão.
Relatora do processo, a diretora-geral da ANEEL, Agnes Maria de Aragão da Costa, destacou que a medida contou com a anuência do Conselho de Consumidores, ainda que acompanhada de ressalvas. Segundo ela, o posicionamento do colegiado trouxe uma preocupação recorrente: o acúmulo de componentes financeiros que acabam sendo transferidos para ciclos tarifários futuros, além da necessidade de enfrentamento de questões estruturais no setor.
“O Conselho chama atenção, especialmente, para a ausência de políticas públicas mais estruturais que reduzam a presença desses componentes dentro da tarifa, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)”, pontuou.
Durante a deliberação, o diretor-geral Sandoval Feitosa ressaltou que os reajustes tarifários seguem regras contratuais e refletem decisões que vão além da atuação regulatória. Para ele, a discussão precisa avançar para além de soluções pontuais.
“Esses processos decorrem de obrigações contratuais. Temos, de forma recorrente, ações conjunturais que não resolvem o problema de forma estrutural. É importante que todos os agentes — Congresso, Executivo e o próprio setor — atuem para que se alcance uma tarifa mais previsível, equilibrada e estável ao consumidor”, afirmou.
Posicionamento do Concen-MS
Ao longo da tramitação, o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS) acompanhou o processo e manifestou concordância com o diferimento como medida de mitigação imediata do impacto tarifário. No entanto, a entidade manteve o posicionamento de cautela quanto ao efeito acumulado desses componentes ao longo do tempo.
O Conselho também reiterou a preocupação com o crescimento contínuo de encargos setoriais, especialmente da CDE, e defendeu a necessidade de maior previsibilidade e transparência na composição das tarifas, com atenção à capacidade de pagamento dos consumidores.
“É fundamental que o processo tarifário considere tanto a sustentabilidade do setor quanto os efeitos diretos sobre o consumidor. As decisões precisam ser avaliadas com responsabilidade, especialmente em relação aos impactos futuros que podem recair sobre a população”, pontuou a presidente do Conselho, Rosimeire Costa.
Trâmite marcado por adiamentos e tentativas de redução
A etapa decisiva do processo de reajuste da Energisa MS teve início no começo de abril e passou por uma sequência de análises técnicas, reuniões e articulações institucionais. Inicialmente previsto para deliberação no dia 8, o tema foi retirado de pauta e reavaliado, em meio a negociações do Ministério de Minas e Energia (MME) na tentativa de reduzir o impacto ao consumidor.
Durante esse período, foram discutidas alternativas dentro dos limites regulatórios, incluindo o diferimento de componentes financeiros — mecanismo que acabou sendo incorporado ao cálculo final.
Na última semana (14), o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, pediu destaque para o processo, adiando novamente a homologação para a reunião ocorrida nesta terça (22). O intervalo entre a previsão inicial e a homologação foi marcado por diálogo entre ANEEL, distribuidora e representação dos consumidores, em busca de um índice que, embora ainda elevado, apresentasse alguma moderação frente ao cenário original.
A decisão desta terça-feira encerra o debate, mas mantém o desafio já apontado ao longo de todo o processo: equilibrar a sustentabilidade do setor com tarifas compatíveis com a realidade dos consumidores.
Economia
13º antecipado do INSS traz alívio imediato, mas exige planejamento ao longo do ano
Pagamento começa neste mês e pode ser oportunidade para organizar finanças, reduzir dívidas e construir reserva
A antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS começa ainda este mês e deve representar um alívio no orçamento de milhões de brasileiros. O valor extra pode ajudar a colocar as contas em dia e trazer mais fôlego financeiro, desde que utilizado com organização.
Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida deve injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões pagos na primeira parcela, entre 24 de abril e 8 de maio, e outros R$ 39 bilhões na segunda, de 25 de maio a 8 de junho.
O calendário de pagamentos segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. Têm direito à antecipação os beneficiários que receberam, em 2026, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão.
Dívidas devem ser prioridade
Avaliar a situação financeira atual é o primeiro passo, segundo Daniel Oliveira, coordenador de Produtos de Renda Fixa do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+. Para quem possui dívidas, especialmente as de juros mais elevados, como cartão de crédito ou cheque especial, a recomendação é priorizar a quitação ou renegociação desses compromissos.
“O 13º pode ser uma ferramenta importante para reequilibrar o orçamento. Quitar ou negociar dívidas costuma ser o melhor caminho, já que reduz o peso dos juros e melhora a saúde financeira no médio prazo”, afirma Daniel Oliveira.
Consumo exige cautela
Além disso, o uso consciente do recurso ajuda a evitar decisões impulsivas. Embora o consumo faça parte da rotina, o ideal é planejar os gastos e evitar comprometer todo o valor de uma só vez.
Outro ponto de atenção é que, como o pagamento ocorre antes do período tradicional, esse recurso não estará disponível no fim do ano, quando as despesas costumam aumentar. “Planejar o uso do 13º é fundamental para não gerar um desequilíbrio mais adiante. Separar uma parte do valor pode ajudar a evitar aperto no orçamento nos próximos meses”, complementa o especialista do Banco Mercantil.
Reserva e aplicações simples
Para quem quer investir, aplicações conservadoras podem ser uma alternativa para preservar o dinheiro e obter algum rendimento ao longo do tempo. Produtos simples, com baixo risco e liquidez, como CDBs com resgate diário, podem ser opções a serem consideradas, desde que estejam alinhados ao perfil do investidor e sejam de fácil compreensão e acesso.
“Organizar o uso do 13º desde o recebimento faz diferença no restante do ano. Para quem conseguir guardar uma parte do valor, aplicações simples, conservadoras e com liquidez podem ajudar a formar uma reserva sem abrir mão do acesso ao dinheiro quando necessário. Pequenas decisões agora podem evitar a necessidade de recorrer a crédito no futuro”, finaliza o especialista do Mercantil.
Sobre o Mercantil
O Banco Mercantil vem passando por uma importante transformação nos últimos anos, pautada no investimento em inovação, dados, tecnologia e pessoas. Contando com mais de 10 milhões de clientes, o banco tem foco no público com 50 anos ou mais, e carrega em seu DNA o propósito de oferecer a seus clientes uma experiência única.
Sustentado por seus talentos, o crescimento dos números vem acompanhado de posições de destaque nos rankings de melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais e na posição de quinto maior pagador de benefícios previdenciários do país.
O banco atingiu o patamar de excelência na pesquisa NPS (Net Promoter Score), que fornece informações sobre fidelidade dos clientes e seu grau de satisfação com crédito e serviços, apurada de forma contínua. A instituição possui uma rede com mais de 350 agências distribuídas em 269 cidades pelo país.
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