Mato Grosso do Sul
Caixas entomológicas identificam insetos na EEI Pastor Reginaldo Miguel – Hoyenó’o
Estudantes do curso de Agroecologia fizeram as coletas em campo e levaram para sala de laboratório adaptado na escola, onde os insetos (besouros, gafanhotos, esperanças, grilos) foram identificados

Na Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Pastor Reginaldo Miguel – Hoyenó’o, na aldeia Lagoinha, município de Aquidauana,de ensino em tempo integral, por intermédio do Programa “Escola da Autoria”, o professor doutor Elison, em conjunto com turma Agricultor Orgânico B, montaram uma caixa entomológica, ou seja, coleção de insetos armazenada para estudos e pesquisa.
Caixa entomológica
Próprios estudantes fizeram as coletas em campo e levaram para sala de laboratório adaptado na escola, onde os insetos (besouros, gafanhotos, esperanças, grilos) foram identificados, de acordo com as respectivas ordens de cada grupo, para posteriormente ser alfinetados por alfinetes entomológicos em suporte de isopor.
O objetivo da aula foi reunir informações acerca da biodiversidade da fauna entomológica da aldeia. Além desta oportunidade os estudantes tiveram uma experiência de vivência único de aprendizado no curso de agroecologia da unidade.
Adersino Junior, SED
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com cobertura vacinal de 43,85%, SES alerta para proteção contra a gripe em período de maior risco respiratório
Chegada do frio aumenta a circulação de vírus respiratórios e reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves e internações
Com a chegada dos dias mais frios e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) alerta a população sul-mato-grossense para a importância de procurar as unidades de saúde e atualizar a vacinação contra a Influenza. Atualmente, Mato Grosso do Sul registra cobertura vacinal de apenas 43,85%, percentual abaixo do necessário para ampliar a proteção coletiva da população.
O período de outono e inverno favorece a transmissão de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas levam as pessoas a permanecerem por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, cenário que facilita a disseminação de vírus como a Influenza.
Dados do último boletim epidemiológico de Influenza mostram que o Estado já contabilizou 3.523 notificações de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) hospitalizado em 2026. Entre os casos confirmados de Influenza, foram registrados 525 casos, sendo 378 de Influenza A e 147 de Influenza B, além de 67 óbitos relacionados à doença neste ano.
Diante desse cenário, a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ressalta que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para evitar complicações causadas pela gripe.
“A vacinação é uma ferramenta fundamental para proteger a população, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Quanto maior a cobertura vacinal, menor será o impacto das doenças respiratórias nos serviços de saúde e, principalmente, menor o risco de complicações para os grupos mais vulneráveis”, afirma.
Segura, gratuita e disponível nas unidades de saúde dos municípios, a vacina reduz significativamente o risco de hospitalizações e mortes decorrentes da Influenza.
Além da imunização, medidas simples de prevenção continuam sendo importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios. Entre elas estão a higienização frequente das mãos, a manutenção de ambientes ventilados, a etiqueta respiratória e o uso de máscara em caso de sintomas gripais.
Segundo a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, a combinação entre vacinação e cuidados preventivos é essencial nesta época do ano.
“Com a chegada do frio, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece a transmissão de vírus respiratórios. Por isso, além de se vacinar, é importante adotar cuidados simples, como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo quando houver sintomas gripais. Essas medidas ajudam a proteger não apenas quem as adota, mas toda a comunidade”, explica.
Nos municípios, estratégias como busca ativa da população não vacinada, vacinação extramuros e ações em escolas, instituições de longa permanência e locais de grande circulação têm contribuído para ampliar o acesso ao imunizante.
Entre os municípios com melhores coberturas vacinais até o momento estão Japorã (75,09%), Vicentina (71,70%) e Jateí (64,88%). Apesar dos resultados positivos em algumas localidades, a maior parte dos municípios ainda está distante da meta de cobertura vacinal recomendada.
A orientação é que quem ainda não recebeu a dose da vacina procure a unidade de saúde mais próxima e garanta sua proteção. Em um período marcado pelo aumento das doenças respiratórias, vacinar-se continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves, internações e óbitos causados pela gripe.
Vacinar é proteger vidas.
Confira o boletim:
Boletim Epidemiológico Influenza – 2026.22
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: André Lima
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para construir escolas antirracistas, Governo de MS inicia formação de diretores e coordenadores da rede estadual
A construção de uma educação comprometida com a igualdade racial passa pelas equipes que conduzem o dia a dia das escolas. Com esse foco, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, e a SED (Secretaria de Estado de Educação) iniciaram terça-feira (10) a formação “MS Sem Racismo: Construindo Escolas Antirracistas”, voltada a diretores, coordenadores e equipes técnicas da rede estadual de ensino.
Realizada no auditório da SEC, em Campo Grande, a capacitação integra as ações do Programa MS Sem Racismo e reúne profissionais responsáveis pela gestão escolar para discutir a aplicação da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, destacou que a educação ocupa papel central no enfrentamento ao racismo por permitir a reflexão sobre comportamentos e estruturas reproduzidos historicamente na sociedade. “Ninguém nasce racista. Em algum momento da vida as pessoas aprendem determinadas formas de enxergar o outro. É justamente aí que a educação se torna fundamental. Ela ajuda a compreender que muitas dessas atitudes fazem parte de construções históricas e sociais que precisam ser questionadas”, afirmou.
Professor universitário há quase três décadas, Sarmento ressaltou que a escola tem potencial para promover mudanças duradouras. “Sem educação não alcançamos as transformações que desejamos para a sociedade. Quando discutimos igualdade racial dentro da escola, estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e para a construção de ambientes mais respeitosos e inclusivos”, disse.
A capacitação foi pensada especialmente para gestores e coordenadores por serem profissionais que atuam diretamente na organização das práticas pedagógicas e na condução das relações dentro das unidades escolares.

Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, o fortalecimento da educação antirracista depende do envolvimento das lideranças escolares. “Diretores e coordenadores são aqueles que conduzem o espaço escolar. Se não houver compreensão sobre a importância da Lei 10.639 e sobre a necessidade de uma educação antirracista, fica muito mais difícil desenvolver esse trabalho dentro das escolas”, explicou.
Durante a formação, os participantes discutem conceitos de letramento racial, racismo estrutural e institucional, além de estratégias para integrar as ações de promoção da igualdade racial aos projetos político-pedagógicos das escolas.
Deividson destacou que um dos desafios enfrentados pelas equipes escolares é justamente transformar a legislação em prática cotidiana. “A lei existe há mais de duas décadas, mas muitos profissionais ainda têm dúvidas sobre como trabalhar a temática dentro da escola. A proposta da formação é oferecer referências, metodologias e segurança para que esse trabalho aconteça de forma efetiva”, afirmou.
A programação também inclui a apresentação de experiências desenvolvidas por escolas da rede estadual que já incorporaram práticas pedagógicas voltadas à valorização da história e da cultura afro-brasileira.

Para a coordenadora de Modalidades Específicas da Superintendência de Projetos e Programas Especiais da SED, Tânia Nugoli, a iniciativa contribui para fortalecer ações que já acontecem nas escolas e ampliar a rede de apoio aos profissionais da educação.
“As escolas desenvolvem muitos trabalhos importantes relacionados à educação das relações étnico-raciais. O que buscamos é construir uma identidade cada vez mais presente dentro da rede estadual e fazer com que as escolas reconheçam tanto a Educação quanto a Cidadania como parceiras nesse processo”, afirmou.
A formação integra uma das metas do Programa MS Sem Racismo, instituído pelo Governo do Estado para prevenir, enfrentar e erradicar o racismo estrutural, institucional e religioso. Entre as ações previstas estão a formação continuada de profissionais, a produção de materiais educativos e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.
Ao capacitar gestores escolares, o Estado busca ampliar a implementação da Lei nº 10.639/2003 e consolidar práticas pedagógicas que valorizem a diversidade, fortaleçam a identidade de estudantes negros e contribuam para a construção de ambientes escolares pautados pelo respeito e pela equidade. Organizada em duas turmas, a formação deve alcançar posteriormente profissionais da educação em municípios do interior do Estado.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Fonte: Governo MS
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