Mato Grosso do Sul
SES realiza oficina inédita e simulado para preparação diante de novas emergências em saúde pública
A capacitação reuniu municípios estratégicos e especialistas nacionais para aprimorar a vigilância e testar a resposta do Estado diante de cenários envolvendo vírus respiratórios
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) promoveu, entre os dias 8 e 10 de junho, uma programação voltada ao fortalecimento da preparação e resposta a emergências em saúde pública. A agenda incluiu uma oficina inédita de Vigilância Baseada em Eventos em Estabelecimentos de Saúde e um simulado de mesa para avaliação do Plano Estadual de Contingência para Vírus Respiratórios.
As atividades reuniram representantes de municípios estratégicos, da Rede do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), RENAVEH (Rede dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica nos Hospitais e Unidades de Pronto Atendimento, profissionais da vigilância em saúde, especialistas da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), Ministério da Saúde e técnicos da Secretaria de Estado de Saúde.
Vigilância ativa e detecção precoce
Realizada nos dias 8 e 9 de junho, a oficina teve como foco o fortalecimento da Vigilância Baseada em Eventos em Estabelecimentos de Saúde, estratégia que busca ampliar a capacidade de identificação precoce de situações que possam representar risco à saúde pública.
Participaram equipes da vigilância de municípios prioritários e de fronteira, como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã.
Segundo a coordenadora de Emergências em Saúde Pública da SES, Karine Obara, a iniciativa fortalece a capacidade de resposta do Estado.
“Trabalhamos o desenvolvimento dessas estratégias dentro dos estabelecimentos de saúde, fortalecendo a capacidade de identificação precoce e resposta a eventos de interesse para a saúde pública”, destacou.
A consultora técnica e oficial especialista em vigilância e controle de vírus respiratórios na representação da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), Priscila Leite, explica que a ação integra um trabalho iniciado no ano passado.
“Essa atividade é um desdobramento da Estratégia Mosaico, que busca aperfeiçoar a vigilância dos vírus respiratórios e fortalecer as capacidades de preparação e detecção precoce do Estado”, afirmou.
Integração entre equipes e municípios
Além do conteúdo técnico, a oficina proporcionou a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas e regiões do Estado.
Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, a integração é um dos principais ganhos da iniciativa.
“Profissionais que atuam em diferentes setores puderam unir conhecimentos e estratégias. Esse alinhamento é fundamental para corrigirmos fragilidades, aprimorarmos processos e alcançarmos melhores resultados”, ressaltou.
Reconhecida pela OPAS e pelo Ministério da Saúde por iniciativas voltadas à vigilância de vírus respiratórios, a SES sediou a primeira oficina desse modelo realizada no país.
Simulado testa plano estadual para vírus respiratórios
No dia 10 de junho, a programação teve continuidade com um exercício simulado de mesa voltado exclusivamente aos servidores da SES. A atividade teve como objetivo avaliar o Plano Estadual de Contingência para Vírus Respiratórios, que contempla cenários relacionados à Covid-19, influenza e outros agentes respiratórios.
Durante o exercício, os participantes foram desafiados a responder a situações fictícias que simulavam emergências em saúde pública, permitindo avaliar fluxos, responsabilidades e a capacidade de articulação entre os diferentes setores da Secretaria.
“Estamos testando esse plano por meio de um exercício simulado de mesa, avaliando os fluxos, as responsabilidades e a capacidade de resposta dos diversos setores envolvidos”, explicou Karine.
Estado se prepara para futuras emergências
De acordo com a OPAS, o simulado representa uma etapa importante no processo de validação do plano de contingência estadual, que ainda está em fase de finalização.
“Os servidores são inseridos em cenários fictícios para identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e atualizações necessárias para que o Estado esteja mais preparado diante de surtos, pandemias ou eventos inesperados relacionados aos vírus respiratórios”, explicou Priscila.
A especialista destacou ainda que organismos internacionais apontam os vírus respiratórios como uma das principais ameaças para futuras emergências sanitárias, tornando indispensáveis iniciativas de preparação e resposta.
Para Lívia Mello, o exercício também reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul na área.
“Estamos colocando em prática aquilo que construímos. Quando surgir uma nova emergência em saúde pública relacionada aos vírus respiratórios, queremos estar preparados para responder da melhor forma possível”, concluiu.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Boletim Epidemiológico: MS registra 9.686 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul registrou 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 9.686 foram confirmados. Os dados constam no Boletim Epidemiológico referente à 28ª semana epidemiológica, publicado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quinta-feira (23).
Até o momento, foram confirmados 28 óbitos por chikungunya nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque. Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.
Dengue
Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.718 casos prováveis, sendo 1.815 confirmados. Não há óbitos confirmados pela doença em 2026, e dois permanecem em investigação.
Nos últimos 14 dias, Praíso das Águas, Santa Rita do Pardo, Jaraguari, Fátima do Sul, Angélica, Dois Irmãos do Buriti, Paranhos, Nioaque, Chapadão do Sul, Sidrolândia, Itaquiraí, Ladário, Três Lagoas, Jardim, Caarapó e Campo Grande registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Vacinação contra a dengue
Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
Orientação à população
Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.
Confira os boletins:
Comunicação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Dia do Motorista: número de habilitados cresce 19% em 10 anos e revela perfil diversificado dos condutores em MS
Em alusão ao Dia do Motorista, comemorado amanhã, 25 de julho, os dados do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) revelam uma evolução constante no número de condutores habilitados, que passou de 1,14 milhão de condutores em junho de 2016 para mais de 1,36 milhão em junho de 2026, representando um salto de 19% em uma década.
Atualmente, os homens continuam sendo a maioria no trânsito sul-mato-grossense, somando 847.307 habilitados, o que equivale a 62% do total, enquanto as mulheres somam 521.141 condutoras, representando 38%. No entanto, a presença feminina ao volante tem mostrado uma trajetória de crescimento constante, subindo de 40,9% para 43,5% no período analisado.
Outro ponto que ganha destaque é o papel essencial dos motoristas profissionais. Dos mais de 1,3 milhão de habilitados, 220.150 possuem a observação de Exerce Atividade Remunerada na carteira. É um grupo expressivo formado por caminhoneiros, taxistas, motoristas de aplicativo e condutores de transporte de carga e passageiros, que dependem diretamente da direção para movimentar a economia e garantir o sustento de suas famílias.
As estatísticas do Detran-MS mostram ainda que o perfil do condutor no Estado está mudando. A busca por habilitação cresceu de forma mais acelerada nos municípios do interior, com alta de 38,2%, do que na capital, que registrou 22,5%. A capital concentra 32,3% dos condutores do estado, enquanto o interior detém 67,7% das habilitações.
Ao mesmo tempo, os motoristas com 55 anos ou mais já representam 17,8% do total, e a tecnologia se consolidou de vez na rotina da população, com 87% de adesão à CNH Digital.
Comunicação Detran-MS
Fonte: Governo MS
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