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Celulose em Destaque

Arauco concorre ao Prêmio Destaques do Setor ABTCP com três cases do Projeto Sucuriú

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A Arauco concorre ao Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026 com três iniciativas desenvolvidas no Projeto Sucuriú. Os cases concorrem nas categorias Inovação, Sustentabilidade Ambiental e Recursos Naturais e Bioeconomia.

Promovida pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), a premiação é uma das mais importantes da cadeia de celulose, papel e embalagens do país e reconhece práticas que contribuem para o desenvolvimento do setor, com destaque para inovação tecnológica, sustentabilidade e impacto socioambiental.

Na categoria Inovação, a Arauco concorre com o projeto “Uso de drones no cabeamento da Linha de Transmissão: engenharia de precisão para reduzir a supressão vegetal em áreas de vegetação nativa”. A iniciativa foi aplicada em trechos de áreas preservadas  por onde passa a  linha de transmissão  que conecta o Projeto Sucuriú à Subestação de Ilha Solteira. Com o uso dos equipamentos, foi possível lançar cordas-guia dos cabos de alta tensão sem a abertura de faixas nas florestas e sem o acesso direto de equipes, aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo impactos sobre a vegetação nativa.

Já na categoria Sustentabilidade Ambiental, a empresa participa com o case “Eficiência no reaproveitamento de resíduos na fase de implantação do Projeto Sucuriú”, que apresenta a gestão de resíduos em um sistema mais estratégico, com controle digital, rastreabilidade e reaproveitamento em larga escala. Como exemplo, resíduos da construção civil são processados dentro do próprio projeto e reutilizados em vias internas, bases estruturais e infraestrutura da obra. Já os resíduos de madeira são processados para geração de biomassa, reduzindo descartes, custos logísticos e impactos ambientais.

Na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia, a Arauco concorre com a iniciativa “Uso de drones termais para monitoramento de primatas no Projeto Sucuriú”. A tecnologia permite identificar animais em áreas de vegetação densa e de difícil acesso, ampliando o conhecimento sobre a fauna local. Entre os registros estão grupos de bugio-preto e de macaco-prego-do-papo-amarelo, espécies consideradas vulneráveis à extinção. Os dados obtidos ajudam a orientar medidas de mitigação de impactos, estratégias de conservação e estudos de conectividade ecológica.

“Com os três projetos, a Arauco reforça o compromisso de conduzir a implantação do Projeto Sucuriú com inovação, responsabilidade ambiental e geração de valor para o setor de celulose e para o território onde está inserida”, afirma Camila Paschoal, gerente de Meio Ambiente da Arauco Celulose.

Votação

A votação é aberta ao público e pode ser realizada até 15 de julho pelo site www.premiodestaquesdosetor.com.br. Para votar, basta acessar a página, preencher nome completo e e-mail, escolher as iniciativas preferidas e confirmar seus votos no e-mail cadastrado.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).

Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.

 

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Executivo da Arauco destaca potencial transformador de grandes empreendimentos no Encadear Summit

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A Arauco participou do Encadear Summit Três Lagoas – 3ª Edição, realizado nesta quinta-feira, 9, na Estância Papillon, em Três Lagoas (MS). A Companhia foi representada pelo gerente de Comunicação e Relações Institucionais, Diego Marques, que apresentou o Projeto Sucuriú, a maior fábrica de celulose do mundo construída em etapa única, em Inocência (MS), e abordou os reflexos positivos do empreendimento por meio da geração de empregos, da qualificação profissional e dos investimentos sociais da Arauco na região.

O executivo destacou que grandes empresas funcionam como indutoras de desenvolvimento, ajudando a “transformar territórios, criar oportunidades e mudar a história de uma região”, mas que uma fábrica não modifica sozinha a realidade local. “O que transforma uma cidade são as oportunidades que ela cria: para quem empreende, para quem estuda, para quem trabalha, para quem decide construir seu futuro ali”, disse.

Na opinião de Diego, o início das operações do Projeto Sucuriú, previsto para o final de 2027, não será o fim da transformação, mas o começo de um novo ciclo de desenvolvimento. “O que realmente permanecerá não serão apenas as estruturas que estamos construindo hoje. Permanecerão as empresas que nasceram, os profissionais que se qualificaram, os jovens que encontraram novas perspectivas, os negócios que cresceram e a confiança de uma cidade que descobriu novas possibilidades para o seu futuro”, pontuou.

O gerente acredita que a presença da Arauco no evento reforça o interesse da Companhia em se aproximar de fornecedores, empreendedores e instituições da Costa Leste em um momento em que a região se mobiliza para aproveitar as oportunidades criadas pela instalação da fábrica. “Afinal, o sucesso do Projeto Sucuriú não será medido apenas em toneladas de celulose produzidas; será medido pelo legado que deixar para Inocência e para Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Sobre o Encadear Summit

Promovido pelo Sebrae/MS, em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal, o Encadear Summit Três Lagoas reuniu líderes empresariais e empreendedores com o propósito de aproximar os pequenos negócios das cadeias produtivas industriais.

No período da tarde, a programação teve continuidade com uma rodada de prospecção de negócios na qual micro, pequenas e médias empresas puderam expor suas soluções e portfólio. Representantes da Arauco também participaram deste momento a fim de conhecer o potencial técnico de mais fornecedores locais e compartilhar os padrões de conformidade exigidos pela Companhia para a realização de parcerias comerciais. De acordo com a organização do evento, foram inscritas para a rodada 25 empresas âncoras e 165 fornecedores.

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Concessionária vai à Justiça para barrar ferrovia bilionária da Arauco

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Construção de viaduto da via férrea sobre a MS-112 é motivo de controvérsia em Inocência - Reprodução

A concessionária de rodovias Way-112, que administra a rodovia MS-112, foi à Justiça para embargar a construção da ferrovia que está sendo construída pela Arauco, obra bilionária que marca o retorno de investimentos no transporte ferroviário em Mato Grosso do Sul.

O motivo para o atrito entre a Way-112 e a gigante da celulose é possessório. A concessionária da rodovia que liga a fábrica da Arauco à cidade de Inocência acusa a multinacional chilena de esbulho possessório por invasão da faixa de domínio e pede, na Justiça, a reintegração de posse da faixa de domínio e, ainda, o desfazimento das obras de um viaduto da via férrea sobre a rodovia concessionada pelo governo de Mato Grosso do Sul.

A Way-112 alega que não houve autorização da empresa, que é detentora da faixa de domínio (e cobra pelo seu uso), para as obras de construção da ferrovia da Arauco, que estão sendo executadas pela Construcap, uma das maiores empreiteiras do Brasil, que, no Estado, executou a ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande e, ainda neste ano, deve assumir a gestão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Já a Arauco, que simplesmente ignorou os pedidos da Way-112, entende que não precisa da anuência da concessionária da rodovia nem, tampouco, da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

“Entendemos que a situação não se enquadra nas hipóteses típicas de cobrança pela ocupação de faixa de domínio”, afirmou a Arauco em documento enviado à Way-112, que insiste em cobrar que a gigante da celulose pague por usar sua faixa de domínio para construir um viaduto.

A multinacional chilena ainda cita jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) de que não é devida a cobrança pela utilização da faixa de domínio de um serviço público quando esta decorre de outro serviço público, para sustentar que não precisa da autorização da concessionária estadual.

“No caso, considerando que a Arauco recebeu da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorização para implantação do ramal ferroviário EF-A35, localizado no município de Inocência (MS), entendemos que, em princípio, essa cobrança é indevida”, explicou.

A Arauco está investindo R$ 2,8 bilhões na ferrovia de 47 quilômetros que ligará a futura fábrica da gigante da celulose à Malha Norte, em Inocência. Na megafábrica que está sendo levantada no município, o investimento é ainda maior: US$ 4,6 bilhões na planta que será a maior processadora de celulose do mundo, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano.

CONFRONTO

O documento judicial detalha momentos de tensão entre as equipes de campo. Em registros operacionais realizados em junho deste ano, a concessionária relata que seus fiscais tentaram embargar a obra administrativamente, mas foram ignorados. Segundo o relatório de ocorrência, “o responsável pela empresa executora informou expressamente à equipe da concessionária que não acataria a determinação de paralisação, afirmando que eventual ordem deveria partir da própria Arauco”.

Para a Way-112, a resistência vai além de uma disputa financeira, trata-se de um risco direto aos usuários da rodovia. A petição destaca que as escavações profundas e a movimentação intensiva de máquinas pesadas na beira da pista foram feitas sem a aprovação de planos de sinalização técnica.

A concessionária afirma que “a execução de serviços por terceiros na faixa de domínio somente pode ocorrer após a anuência da concessionária e com o de acordo da agência estadual [Agems]”.

A Way-112 reforça que a faixa de domínio da MS-112 tem 40 metros de extensão e é “indisponível e insuscetível de posse e de alienação” por parte de entes privados sem o devido processo legal. Por isso, pede ao juiz que a Arauco seja condenada a promover a “restituição da área ao seu estado anterior (status quo ante), às suas expensas”, o que implicaria o desfazimento do que já foi construído.

CAUTELA

O juiz Edimilson Barbosa Ávila, em decisão interlocutória proferida em 11 de junho deste ano, optou pela cautela. Apesar da urgência alegada pela concessionária, o magistrado decidiu postergar a análise do pedido de liminar para depois da manifestação da Arauco, respeitando o princípio do contraditório.

O magistrado anotou em seu despacho: “No mais, quanto ao pleito de concessão da liminar, sua análise é mais adequada após o contraditório (postergo)”. Além disso, o juiz determinou que a Agems seja intimada para prestar informações em 15 dias, já que a questão central da disputa envolve a interpretação das normas regulatórias da agência estadual.

Até o fechamento desta edição, a Arauco não havia se manifestado oficialmente no processo. A obra do viaduto ferroviário segue como um símbolo da grandiosidade dos investimentos em Inocência, mas agora sob a sombra de uma batalha jurídica que pode definir novos precedentes sobre como as concessões de rodovias e ferrovias devem coexistir no território sul-mato-grossense.

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