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Mato Grosso do Sul

Amigos do Parque é opção de lazer e prática esportiva neste final de semana na Capital

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Para quem gosta de atividades físicas e momentos de lazer com a família, o projeto Amigos do Parque é mais uma opção neste final de semana no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A ação tem o intuito de incentivar a prática de esportes e lazer, como corrida, patins, andar de bicicleta e outras atividades.

Os locais onde o projeto se realizará serão em uma das pistas da Avenida do Poeta, da rotatória da Avenida Afonso Pena até a rotatória da Agesul (Agência Estadual de Gestão em Empreendimentos) e na Avenida Desembargador José Nunes da Cunha, da rotatória da Agesul até a rotatória da Avenida Mato Grosso.

Enquanto as pistas estiverem bloqueadas para os esportistas poderem realizar suas atividades, os carros e motos irão dividir as pistas contrárias. O horário de funcionamento do Amigos do Parque será das 7h às 19h, no sábado (04) e domingo (05).

O Parque dos Poderes é um complexo que abriga as sedes dos três poderes, diversos setores da administração estadual e Ministério Público, em meio à natureza. O local abriga diversos animais como quatis, mutuns, tucanos, tatus e araras e é local de lazer das famílias campo-grandenses. 

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto: Arquivo

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Semana do Cinema Japonês leva cultura, história e tradição ao Museu da Imagem e do Som

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O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realiza entre os dias 15 e 18 de junho a Semana do Cinema Japonês, com sessões gratuitas sempre às 19 horas, seguidas de debates educativos abertos ao público. A mostra reúne produções de diferentes épocas e estilos, oferecendo um amplo panorama sobre a sociedade, a história e os valores culturais do Japão.

Com curadoria do cinéfilo e estudioso da história e cultura japonesas, Celso Higa e do professor dos cursos de Audiovisual e Jornalismo da Ubiversidade Federal de Mato Grosso do Sul, Júlio Bezerra, a programação foi pensada como um convite à reflexão sobre a identidade japonesa em suas múltiplas dimensões.

Integrando as celebrações da Semana da Imigração Japonesa, a mostra homenageia o legado construído pelos imigrantes e seus descendentes ao longo de mais de um século. Em Mato Grosso do Sul, segunda maior colônia do Brasil, a cultura nipo-brasileira deixou marcas profundas na agricultura, na educação, nas artes e nos costumes. A programação convida o público a uma viagem pelas narrativas, memórias e valores, celebrando uma herança que continua viva no cotidiano sul-mato-grossense.

Ao reunir obras produzidas entre as décadas de 1950 e 2000, a mostra demonstra a riqueza e a diversidade de uma cinematografia reconhecida mundialmente pela profundidade de seus temas e pela sensibilidade de seus realizadores.

Das relações entre juventude e diversidade cultural às cicatrizes da guerra, dos dramas familiares às narrativas históricas inspiradas no período feudal, cada obra revela aspectos distintos de um país cuja tradição e modernidade convivem de forma singular.

Confira a programação

A abertura da mostra, no dia 15 de junho, acontece com Linda, Linda, Linda (2005), do diretor Yamashita Nobuhiro. A comédia musical acompanha três estudantes que convidam uma intercambista sul-coreana para assumir os vocais de sua banda às vésperas de um festival escolar. Com sensibilidade e humor, o filme aborda temas como amizade, juventude, convivência intercultural e a força da música como linguagem universal, refletindo uma sociedade japonesa contemporânea cada vez mais conectada ao mundo.

No dia 16, será exibido Fogo na Planície (1959), clássico dirigido por Kon Ichikawa. Ambientado nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, o longa acompanha soldados japoneses abandonados nas Filipinas e confrontados com a fome, a solidão e o colapso dos valores da guerra. Considerada uma das mais importantes obras pacifistas do cinema japonês, a produção oferece uma reflexão profunda sobre os traumas do conflito e a reconstrução moral do Japão no pós-guerra.

A programação segue no dia 17 com Nuvens Dispersas (1967), último filme do renomado diretor Mikio Naruse. O drama explora sentimentos de perda, culpa e redenção por meio da relação entre uma viúva e o homem responsável pela morte de seu marido. Ao retratar conflitos familiares, expectativas sociais e transformações nas relações humanas, a obra revela aspectos da vida cotidiana japonesa e da delicada complexidade emocional presente em grande parte da cinematografia do país.

Encerrando a mostra, no dia 18, será exibido O Castelo da Coruja (1999), dirigido por Masahiro Shinoda. Ambientado no período feudal, o filme acompanha uma trama de vingança envolvendo guerreiros e figuras históricas ligadas aos processos de unificação do Japão. A narrativa permite ao público entrar em contato com elementos marcantes da cultura japonesa tradicional, como os códigos de honra, as disputas de poder e o imaginário dos ninjas e samurais, presentes até hoje na memória cultural do país.

Museu da Imagem e do Som

A mostra reforça o compromisso do MIS em promover o acesso à cultura, ampliar o repertório audiovisual do público sul-mato-grossense e estimular o diálogo sobre diferentes sociedades por meio da linguagem cinematográfica.

As sessões são gratuitas e podem ser acompanhadas na sala de exibições do MIS, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura e Cidadania, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro de Campo Grande.

Serviço

15 de junho (segunda-feira) – 19h

Linda, Linda, Linda (2005)

16 de junho (terça-feira) – 19h

Fogo na Planície (1959)

17 de junho (quarta-feira) – 19h

Nuvens Dispersas (1967)

18 de junho (quinta-feira) – 19h

O Castelo da Coruja (1999)

Comunicação Setesc

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Qualificação profissional abre novos caminhos para mulheres privadas de liberdade em MS

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Em uma sala de aula dentro de uma unidade prisional, o som não é de portas se fechando, mas de vozes que aprendem, trocam experiências e, sobretudo, projetam o futuro. Em Mato Grosso do Sul, iniciativas de qualificação profissional têm transformado o cotidiano de mulheres privadas de liberdade, revelando que, mesmo em ambientes de restrição, ainda há espaço para reconstrução.

Mais do que ensinar uma profissão, a proposta é oferecer instrumentos concretos para a reinserção social. Dessa forma, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) tem investido de forma estratégica em cursos profissionalizantes como ferramenta de transformação e redução da reincidência criminal.

Por meio do Programa Pronatec Mulheres Mil, reeducandas da capital e do interior estão sendo capacitadas no curso de copeira, uma formação que vai além da técnica e alcança dimensões sociais, emocionais e econômicas.

Com carga horária de 160 horas/aula, divididas em dois módulos, o curso contempla desde conteúdos básicos, como português, matemática e informática, até disciplinas específicas, como preparo de bebidas e lanches, higiene e manipulação de alimentos, atendimento ao cliente, empreendedorismo e direitos trabalhistas.

A formação acontece em Campo Grande, como no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, e a unidade feminina de regime semiaberto e aberto; além de unidades do interior, como em São Gabriel do Oeste. São 35 dias letivos apenas no módulo técnico, com aulas que integram teoria e prática, preparando as participantes para diferentes oportunidades no mercado de trabalho. Em Rio Brilhante, as internas estão participando de um curso na área de vendas.

Política pública com impacto social

A política adotada pela agência penitenciária busca transformar o sistema prisional em um espaço que não apenas custodia, mas prepara. A lógica é simples, embora desafiadora: quem um dia retorna ao convívio social precisa voltar diferente, com mais conhecimento, mais perspectiva e mais condições de escolher outro caminho.

É o que destaca o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, que defende a qualificação profissional como mecanismo importante para essa mudança concreta. “Nosso compromisso é garantir que essas pessoas tenham acesso real a oportunidades quando deixarem o sistema. A educação e a qualificação profissional são ferramentas essenciais para quebrar ciclos e permitir que novas histórias sejam construídas com dignidade, autonomia e responsabilidade”, afirma.

Já a diretora de Assistência Penitenciária, Maria de Lourdes Delgado Alves, pontua que do lado de fora dos muros, a sociedade nem sempre vê essas mudanças, mas elas acontecem, silenciosamente, todos os dias, em cada aula assistida, em cada habilidade desenvolvida, em cada plano que começa a ser desenhado. “E, quando essas portas se abrirem, não serão apenas pessoas deixando o sistema prisional. Serão histórias que carregam, agora, a possibilidade real de um novo começo”, defende.

Além do curso de copeira e na área de vendas, outras capacitações já estão em andamento. Para 2026, já são mais de 2 mil vagas garantidas em cursos presenciais, previstas para homens e mulheres privados de liberdade, em diferentes parcerias, abrangendo áreas como construção civil, marcenaria, informática, corte e costura, serviços administrativos e área da beleza.

Conforme a Divisão de Assistência Educacional, os dados apresentados não incluem capacitações de curta duração, palestras e cursos na modalidade à distância, como os que serão ofertados em parceria com o projeto “Ajufe por um Mundo Melhor”, da Associação dos Juízes Federais do Brasil, que disponibiliza formações em áreas como educação, saúde, informática, línguas, administração, empreendedorismo e governança doméstica.

Aprendizado que transforma comportamentos

Segundo a coordenadora do curso de copeira, nutricionista Mariana Biava de Menezes, a qualificação amplia possibilidades e fortalece a autonomia. “O conhecimento ninguém tira. E este curso também trabalha aspectos importantes de convivência e atendimento ao público”, afirma.

Em sala de aula, o aprendizado técnico caminha junto com o desenvolvimento pessoal. A professora Aline Tostes Palma Barbosa destaca que as disciplinas abordam não apenas o fazer profissional, mas também postura, relacionamento interpessoal e convivência social. “Há um envolvimento muito grande. É perceptível a mudança no comportamento, no respeito e na forma como elas passam a se enxergar”, observa.

Essa transformação também é acompanhada pela supervisão local. Para Danieli Verruck Guedes, a qualificação resgata algo essencial: a confiança. “Elas passam a acreditar novamente que são capazes. Já vimos casos de mulheres que, após cursos como esse, conseguiram emprego e reconstruíram suas trajetórias”, relata.

Histórias sendo reescritas

Entre as alunas, as histórias se cruzam, mas compartilham um ponto em comum: o desejo de recomeçar. C. P., de 49 anos, já trabalhava com produção de salgados antes da prisão e vê na capacitação uma forma de aprimorar o que já conhece. “Esse curso vai contribuir muito para minha vida e me dar mais esperança para recomeçar”, diz a reeducanda do EPFIIZ. A expectativa é retomar o negócio próprio ao deixar o sistema prisional.

Para M. G. M., de 39 anos, a qualificação chega em um momento de reflexão. Com experiência na área de alimentação e construção civil, acredita que o curso amplia suas possibilidades. “Está me ajudando muito e abrindo novas portas”, afirma, ao falar sobre o desejo de reconstruir a vida longe dos erros do passado.

No regime semiaberto, em Campo Grande, o curso também representa a primeira oportunidade de formação para muitas internas. “Eu nunca trabalhei antes. Esse curso é uma chance de aprender uma profissão e mostrar para minha família que quero mudar”, relata M. J. de S. S., 39 anos. Sua companheira de unidade prisional, a custodiada T.A.J., 46 anos, também já projeta novos passos. “Quero continuar estudando, fazer outros cursos. Isso aqui é só o começo”, afirma.

No interior, em São Gabriel do Oeste, a interna A.D. G., 42 anos, destaca o impacto do curso no desenvolvimento pessoal. “Hoje tenho mais autoconfiança. Estou aprendendo não só uma profissão, mas também sobre convivência, comunicação e empreendedorismo”, relata. Após experiências anteriores sem sucesso no ramo de alimentação, ela acredita que, agora, com preparo, pode trilhar um caminho diferente.

Já em Rio Brilhante, onde o curso ofertado é voltado para a área de vendas, a interna I.C.P.V., 26 anos, vê na oportunidade uma virada de chave. “Eu nunca tinha tido a chance de aprender sobre vendas de verdade, de entender como lidar com cliente, como organizar um negócio. Aqui eu estou começando a acreditar que posso trabalhar, ter minha renda e seguir outro caminho. É uma oportunidade que faz a gente pensar diferente sobre o futuro”, relata.

O Programa Mulheres Mil é uma iniciativa do Governo Federal, e em Mato Grosso do Sul é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. Tem como princípio o acesso à educação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade, respeitando suas trajetórias e diferenças. Dentro do sistema prisional, essa proposta ganha ainda mais relevância, ao alcançar um público historicamente marcado pela exclusão de oportunidades.

Comunicação Agepen

Fonte: Governo MS

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