Selvíria
Acontece em Selvíria a VII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
A Secretaria de Assistência Social, através do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e apoio da Prefeitura de Selvíria, promoveu na ultima quarta (21) e quinta-feira (22), a sétima edição da Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A Conferência foi realizada na sede da Secretaria de Assistência Social, com duração de dois dias – no primeiro dia das 18h30 às 22h, e no segundo, das 07h30 às 13h. Na terça-feira (20), também aconteceu no período da tarde, a Conferência Lúdica, que contou com a participação de crianças e adolescentes da Escola Estadual Ana Maria de Souza, e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vículos – SCFV – Ser Mais II. Os protagonistas apresentaram pré-popostas relacionadas ao tema principal e aos cinco eixos da Conferência, as quais foram apresentadas e discutidas no evento. Os jovens também participaram com apresentação de teatro e de coreografia.
A Conferência é direcionada a profissionais que atuam no sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente para participar deste momento de discussão e elaboração de propostas, visando a melhoria da qualidade política de atendimento as crianças e adolescentes nas três esferas de governo. O tema desta Conferência foi “Proteção Integral, diversidade e enfretamento das violências”.
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) convoca ordinariamente, a cada três anos, a Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que visa avaliar e deliberar a política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente. As conferências municipais devem ser organizadas no período de Janeiro a Novembro de 2018. As conferências estaduais ocorrerão de Janeiro a Julho de 2019 e a Conferência Nacional acontecerá em outubro de 2019.
A Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente abordou os seguintes cinco eixos temáticos:
Eixo I: Garantia dos Direitos e Políticas Públicas Integradas e de Inclusão Social;
Eixo II: Prevenção e Enfrentamento da Violência Contra Crianças e Adolescentes;
Eixo III: Orçamento e Financiamento das Políticas para Crianças e Adolescentes;
Eixo IV: Participação, Comunicação Social e Protagonismo de Crianças e Adolescentes;
Eixo V: Espaços de Gestão e Controle Social das Políticas Públicas de Promoção, Proteção e Defesa das Crianças e dos Adolescentes.
As pré-propostas elaboradas na Conferência Lúdica pelos alunos contemplam as três esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal), sendo as principais: Manter e melhorar as politicas públicas já existentes voltadas ao lazer; Realização de palestras sobre a prevenção da violência nas redes de ensino; Aumento da porcentagem do repasse existente ao Fundo do CMDCA; Criação de grupos nas redes sociais para a divulgação de informações de prevenção à violência contra crianças e adolescentes, e Criação e implantação de ouvidoria municipal e intersetorial assegurando maior controle social para as políticas publicas da criança e do adolescente.
Durante a Conferência, foi realizada a leitura e aprovação do regimento interno da Conferência, bem como debates, e eleição dos delegados, que deverão levar as principais propostas elaboradas nos grupos formados no evento, para as Conferências Estadual e Nacional. O evento em Selvíria, contou com a participação da assistente social no fórum de Aparecida do Taboado, Silvana Barbosa dos Santos, que proferiu a palestra magna abordando o tema central, também na Conferência Lúdica.
Em sua fala, Silvana destacou sobre o tema escolhido para este ano, “Proteção Integral, diversidade e enfrentamento das violências”: “O tema principal para este ano, foi construído coletivamente nos espaços democráticos de participação dos diferentes segmentos da Sociedade Civil Organizada, do Poder Público e Conselhos de Direitos, através da discussão e articulação da política pública da Criança e do Adolescente, diante dos elevados registros de violência que há no país – que coloca o Brasil em primeiro lugar entre os 13 países da América Latina com mais casos de violência, dados lamentavelmente registrados em pesquisas oficiais”, explicou.
E completou: “Trata-se ainda também, da questão de “diversidade” na perspectiva da inclusão social das minorias sociais em situação de vulnerabilidade que são os negros, mulheres, homossexuais, índios, quilombolas, refugiados e outros segmentos discriminados nos aspectos da orientação sexual, religião, cultura e raça”.
“É necessário que voltemos os olhos para a construção dessas propostas, e que haja mais participação de todos os segmentos da sociedade, para que possamos cada vez mais avançar no processo democrático para a consolidação dessas políticas públicas específicas, e a Conferência é um espaço para a participação popular e reinvidicação de direitos”, ressaltou Silvana.
Na ocasião, Silvana Barbosa também agradeceu: “Agradeço às equipes empenhadas e envolvidas para o acontecimento da Conferência pela oportunidade e honroso convite para minha participação”.
Participaram da VII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a secretária de Assistência Social, Tatiane Araújo da Paz; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, Cristiane Tanaka; secretária de Educação, Jurací Barcelos; secretária de Cultura, Mayara Geralde; diretora de Departamento, Elizabete Teixeira; e tecnicos e membros que compoem as pastas municipais de Assistência Social e de Educação, além de participantes da sociedade em geral. O evento também contou com o apoio e presença de oficiais da Polícia Militar de Selvíria.

Por: Assessoria de Comunicação.
Selvíria
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul conclui que morte em Selvíria foi suicídio, e não feminicídio
A Delegacia de Polícia de Selvíria (MS) informou, por meio de nota oficial, que o caso inicialmente investigado como possível feminicídio foi reclassificado como suicídio após a conclusão das diligências.
De acordo com a investigação, os depoimentos colhidos e o laudo necroscópico indicam que a vítima teria empurrado a faca contra o próprio peito. Segundo a autoridade policial, a lâmina não estava totalmente cravada — característica considerada compatível com casos de autoferimento —, diferentemente do que normalmente ocorre em homicídios ou feminicídios. A angulação do golpe também reforça a hipótese de lesão autoprovocada.
O depoimento do filho da vítima, responsável pelo socorro, corroborou a conclusão dos investigadores. Ele relatou que a mãe enfrentava um tratamento contra câncer e teria manifestado anteriormente a intenção de tirar a própria vida. Conforme apurado, não havia registros de violência envolvendo o casal, e o interrogatório do então suspeito seguiu a mesma linha dos demais elementos coletados.
Diante das evidências, a autoridade policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio. Todos os laudos — necroscópico e de local de crime — foram anexados aos autos para os registros finais.
Com isso, a Polícia Civil declarou encerrada a apuração do caso, permanecendo à disposição para eventuais esclarecimentos.
Selvíria
Jovem assentada se matricula na universidade após ação da Defensoria
Maria Eduarda Soares Pereira Leal, assentada de Selvíria, é uma jovem de 18 anos cheia de sonhos… E o caminho para começar a concretizá-los está em outro Estado, mas a apenas 15 quilômetros: em Ilha Solteira/SP. Na cidade paulista, ela cursa o 1º bimestre do bacharelado em Engenharia Agronômica, algo conquistado com uma forcinha dada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
Leal, após ter sido aprovada no vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), estava impedida de se matricular por causa de uma burocracia. Isso porque só iria concluir o 3º ano do ensino médio em dezembro de 2025 e a escola estadual onde estudava se negava a fornecer antecipadamente o certificado de conclusão da educação básica.
Assistida por Stephany Oliveira Giardini Fonseca, defensora substituta em Três Lagoas, a caloura conseguiu obter na Justiça de 1º Grau a tutela de urgência. Como resultado, a escola foi obrigada judicialmente a emitir o certificado e a jovem pôde, então, matricular-se na universidade. Fonseca, feliz com o resultado do processo, pontua que Leal “será a 1ª a conseguir essa grande conquista [formar-se num curso superior], capaz de mudar a realidade de um núcleo familiar para sempre”.
“Sempre foi um sonho meu entrar em uma universidade pública… Eu tinha 48 horas para fazer minha matrícula e o trabalho da defensora foi muito bem-feito! Nunca vou ser capaz de agradecer à altura”, emociona-se a futura engenheira.
Sobre nós
Há 43 anos, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul acolhe, orienta, faz educação em direitos e promove assistência jurídica integral e de graça a quem mais precisa. Estamos onde a população necessita: na comunidade, na aldeia, na rua, no Fórum… Nossa atuação é pela saúde, por moradia, proteção às mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas, povos indígenas, população em situação de rua, pessoas com deficiência, comunidade LGBTQIAPN+ e demais cidadãos e cidadãs em vulnerabilidade socioeconômica
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