TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

Agronegócios

Excesso de nebulosidade prejudica lavouras de soja no MS

Publicado em

Radiação solar abaixo do normal em algumas áreas no Sul do Mato Grosso do Sul (MS), aliado a excesso de água no solo, são os responsáveis pelo abortamento de vagens e menor enchimento de grãos do soja

Em algumas áreas no Sul do Mato Grosso do Sul (MS) tem ocorrido abortamento de vagens da soja que tem preocupado os produtores rurais. A equipe de pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) está atenta a essa questão e esclarece que o problema está relacionado a pouca incidência de radiação solar e ao excesso de umidade no campo, devido às precipitações acima da média.

Segundo o pesquisador Danilton Luiz Flumignan, a ocorrência de chuva abundante na fase reprodutiva das lavouras, tão desejada pelo agricultores, aconteceu, porém veio acompanhada de nebulosidade. “No período de 19 de dezembro até 23 de janeiro, a região Sul do MS esteve sob a constante presença de nebulosidade. Dos 36 dias deste período, tivemos chuvas em 30 deles. Ou seja, embora as plantas tivessem água à disposição, faltou luz solar”, explica.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia, explica que apesar da soja ser uma espécie com aparelho fotossintético via C3, ela também tem suas necessidades de luminosidade adequada para realização de fotossíntese, refletindo em crescimento da parte aérea e formação de grãos. Ele relembra que três insumos da atmosfera são fundamentais para que ocorra a fotossíntese das plantas, ou seja, para que elas possam produzir glicose. Estes insumos são: 1) dióxido de carbono (CO2) (o qual está sempre disponível na atmosfera); 2) água (a qual esteve a disposição devido à excelente oferta de chuvas); 3) luz solar (a qual esteve abaixo do normal devido à nebulosidade, especialmente na fase reprodutiva).

Radiação solar – Dados relacionados a radiação solar diária (MJ m-2 dia-1), medido na estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, por meio do Guia Clima (http://www.cpao.embrapa.br/clima), demonstram que desde setembro a radiação solar que incidiu sobre a região de Dourados foi abaixo do normal. “Esse fenômeno ficou ainda mais evidente de outubro em diante, meses em que os valores medidos foram pelo menos 15% abaixo do normal. Para se ter uma ideia, nos meses de novembro, dezembro e janeiro no período de 2001 a 2012, jamais foram registrados valores tão baixos como os de agora. Logo, esta safra está sendo atípica e constituindo um recorde para a variável luminosidade”, explica Flumignan.

Garcia explica ainda que “devido a essa baixa luminosidade as plantas de soja não puderam realizar tanta fotossíntese quanto deveriam para produzir os fotoassimilados necessários para sustentar uma produtividade altíssima que era esperada. A consequência dessa baixa luminosidade na fase de reprodutiva é que as flores e vagens podem ser abortadas, uma estratégia natural da soja, bem como de outros vegetais”.

Ele explica ainda que “quando essa baixa luminosidade ocorre na fase de formação das vagens e de enchimento de grãos a consequência é o abortamento de vagens, especialmente as pequenas, bem como o menor enchimento de grãos que resulta em menor peso de 1000 grãos”. Segundo o pesquisador, existem estudos que sugerem que essa menor luminosidade, quando ocorre na fase reprodutiva, pode reduzir a produtividade da soja em 17 a 26%.

Garcia acrescenta ainda que em função da elevada oferta de chuvas, em muitas áreas o solo esteve com teores de água elevado por diversos dias, resultando em menor respiração das raízes, o que também implica em prejuízos na dinâmica de nutrientes.

O pesquisador destaca que diversos fatores simultâneos contribuíram no abortamento de vagens e esclarece que “ainda é muito cedo para tecer estimativas acerca da queda na produtividade que essa ‘sombra’ deverá provocar na soja cultivada nesta safra na região Sul do MS, ainda mais que há grande interação de fatores, que podem oscilar entre as propriedades rurais”. Ele acredita que “mesmo com a baixa luminosidade nesse período, devemos esperar uma ótima colheita”.

Maiores detalhes sobre esse assunto podem ser obtidos na Nota Técnica, intitulada “Como está o clima na safra de soja 2017/2018 no Sul de Mato Grosso do Sul?”, de autoria dos pesquisadores citados nessa notícia. Clique aqui (https://goo.gl/5ixAUo).

Comentários Facebook

Agronegócios

Exportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026

Published

on

By

As exportações brasileiras de carne de peru seguem em trajetória de recuperação e registraram forte crescimento nos primeiros quatro meses de 2026. Entre janeiro e abril, o país embarcou 22.328 toneladas da proteína, volume 23,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita alcançou aproximadamente R$ 454 milhões, avanço de 124,6% sobre os cerca de R$ 202 milhões obtidos nos quatro primeiros meses de 2025, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura, compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná.

O desempenho foi impulsionado tanto pelo aumento dos embarques quanto pela valorização da proteína no mercado internacional. O preço médio da carne de peru exportada pelo Brasil atingiu cerca de R$ 20,3 mil por tonelada no primeiro quadrimestre deste ano, alta de 77,6% em relação aos aproximadamente R$ 11,4 mil por tonelada registrados no mesmo período de 2025.

Os números ganham relevância em um setor que enfrenta retração do consumo doméstico há vários anos. Em 2025, a produção brasileira de carne de peru foi estimada em cerca de 138 mil toneladas, volume 7% inferior ao do ano anterior. Tradicionalmente associada às festas de fim de ano, a proteína tem perdido espaço no mercado interno para carnes de consumo mais frequente, como frango e suínos, levando a indústria a buscar novos mercados no exterior.

Atualmente, praticamente toda a carne de peru exportada pelo Brasil é comercializada na forma in natura. Das 22.328 toneladas embarcadas entre janeiro e abril, 22.112 toneladas pertencem a essa categoria, o equivalente a mais de 99% do total exportado.

A cadeia produtiva permanece altamente concentrada na região Sul, responsável por cerca de 97% da produção nacional. Santa Catarina lidera o setor, com aproximadamente 62% da oferta brasileira, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 23%, e pelo Paraná, com 15%.

O protagonismo dos estados do Sul também aparece nos números das exportações. Santa Catarina liderou os embarques no primeiro quadrimestre, com 8.906 toneladas e faturamento de aproximadamente R$ 196 milhões. O Rio Grande do Sul exportou 8.663 toneladas, gerando cerca de R$ 145 milhões em receita. Já o Paraná embarcou 4.739 toneladas, com faturamento próximo de R$ 113 milhões.

Na comparação com o mesmo período de 2025, Santa Catarina ampliou suas exportações em 38,4%, enquanto o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 21,2% e o Paraná avançou 6,9%. Quando analisada a receita, os resultados foram ainda mais expressivos. O faturamento catarinense aumentou 171,1%, o paranaense cresceu 113,1% e o gaúcho avançou 69,9%.

O México se consolidou como o principal destino da carne de peru brasileira em 2026. O país importou 6.825 toneladas entre janeiro e abril, movimentando cerca de R$ 153,5 milhões. O volume embarcado para o mercado mexicano cresceu 319,7% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita avançou impressionantes 627,4%.

Na sequência aparecem Chile, com 3.323 toneladas e aproximadamente R$ 114,5 milhões em compras; África do Sul, com 3.027 toneladas e R$ 27,2 milhões; Países Baixos, com 1.611 toneladas e R$ 57,3 milhões; e Peru, com 1.071 toneladas e R$ 15,8 milhões.

Além dos principais compradores, a carne de peru brasileira também chegou a mercados como Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas, reforçando a estratégia de diversificação das exportações.

Embora represente uma fatia pequena do mercado de proteínas animais do país, a cadeia do peru mostra sinais de fortalecimento no comércio exterior. A combinação de preços mais elevados, aumento da demanda em mercados estratégicos e expansão dos embarques tem permitido ao setor compensar parte das dificuldades enfrentadas no consumo doméstico e ampliar sua participação no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue Reading

Agronegócios

Tempo seco no Centro-Oeste, frio no Sul e chuvas no Norte e Nordeste

Published

on

By

Os próximos dias devem manter um cenário favorável para o avanço da colheita do milho safrinha em boa parte do Centro-Oeste, mas exigirão atenção dos produtores do Sul em razão da queda das temperaturas e do risco de formação de geadas localizadas nas áreas mais elevadas. Segundo prognósticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana entre os dias 8 e 14 de junho será caracterizada por chuvas concentradas no Norte do país e no litoral do Nordeste, enquanto a região central do Brasil seguirá sob influência do período seco.

No Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, a tendência é de tempo firme, baixa umidade relativa do ar e ausência de precipitações significativas em Mato Grosso, Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul. As condições favorecem os trabalhos de campo e a maturação das lavouras de segunda safra, mas aumentam a preocupação com o déficit hídrico em áreas que ainda dependem de umidade para o enchimento de grãos.

Na Região Sul, uma massa de ar frio mantém as temperaturas abaixo da média para o período, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Produtores devem monitorar possíveis ocorrências de geadas fracas em áreas serranas e regiões de maior altitude, que podem afetar hortaliças, fruticultura e pastagens de inverno. Para as lavouras de trigo, o frio tende a favorecer o desenvolvimento inicial da cultura.

O Sudeste terá predomínio de tempo seco, com chuvas fracas e isoladas apenas em áreas litorâneas. Em Minas Gerais e São Paulo, o cenário favorece as operações de colheita e o manejo das culturas de inverno, embora a redução da umidade do solo mereça atenção em regiões produtoras de café e hortifrúti.

Já no Norte, os maiores acumulados de chuva continuam concentrados em Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com volumes elevados em algumas localidades. No Nordeste, as precipitações mais significativas devem ocorrer na faixa litorânea, especialmente entre Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia. No interior nordestino, predomina a estiagem típica desta época do ano.

Para o agronegócio, a principal mensagem da semana é a continuidade do padrão climático típico do início do inverno: avanço da seca no Brasil Central, temperaturas mais baixas no Sul e manutenção das chuvas sobre a faixa norte do país. O cenário favorece a colheita e o escoamento da produção, mas reforça a necessidade de monitoramento das condições de umidade do solo nas regiões produtoras de milho safrinha e das áreas suscetíveis a geadas.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue Reading

TRÊS LAGOAS

Três Lagoas08/06/2026

Caravana Cultural traz temas relacionados à educação e segurança no trânsito para TL

Três Lagoas recebeu na última quarta-feira, 03 de junho, a Caravana Cultural com WAYBOT – Cultura e Arte na Estrada....

Três Lagoas08/06/2026

VAGAS DE EMPREGO – Veja as oportunidades disponíveis na Casa do Trabalhador nesta segunda-feira (08)

A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta quinta-feira, 08 de...

Três Lagoas08/06/2026

Saúde amplia atendimento especializado e implanta Ambulatório de Dor Crônica para pessoas com menos de 50 anos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), está ampliando...

Três Lagoas08/06/2026

VAGAS DE EMPREGO – Veja as oportunidades disponíveis na Casa do Trabalhador nesta quinta-feira (08)

A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta quinta-feira, 08 de...

Três Lagoas06/06/2026

Três Lagoas celebra 111 anos com entregas, homenagens e investimentos na segunda-feira (8)

A Prefeitura de Três Lagoas convida toda a população para participar da programação especial desta segunda-feira, 8 de junho, que...

Três Lagoas04/06/2026

Comunidade católica de Três Lagoas celebra nesta quinta-feira Corpus Christi

A comunidade católica de Três Lagoas já se mobiliza para as celebrações de Corpus Christi, uma das datas mais importantes...

ÁGUA CLARA

CÂMARA DE TRÊS LAGOAS

SUZANO

ELDORADO

Assembléia Legislativa MS

Mato Grosso do Sul

POLICIAL

Mais Lidas da Semana