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Jararaca ataca moradora de Arapuá, que fica 4 dias internada

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Na última terça-feira (02), a equipe do Samu de Três Lagoas foi acionada pela unidade de saúde de Arapuá, para socorrer a moradora Amelia Rocha Monteiro, de 81 anos, mora próximo ao cemitério.

Amelia estaria em sua plantação em seu quintal, mexendo nas folhas, quando sentiu uma picada na mão, quando chegou na unidade a mão já se encontrava inchada, com edema e dor intensa, a enfermeira Karen tomou as medidas possíveis, e encaminhou a senhora ao hospital Nossa Senhora Auxiliadora, onde ficou internada por 4 dias. Mas conforme informações do Dr. Gatto, a moradora ficou em observação, mas seu estado de saúde é instável, com melhora. E nesta sexta (05) foi liberada, e se encontra em sua residência.

A senhora é conhecida pelos moradores, que todas as manhãs leva seu rebanho para pastorar nas ruas do Distrito.

Em maio (20) de 2016, no lote 46 do Assentamento 20 de Março, no Distrito de Arapuá, a senhora Cleonice Mazeto da Silva, de 66 anos, estava apanhando lenha, quando ao passar em uma moita, foi atacada por uma cobra Jararaca (Capitão), que deu uma picada no dedão do pé, após o acontecido a mulher começo a sentir tonturas e perda de pressão.

A senhora foi socorrida por um dos filhos, sendo levada ao Posto de Saúde de Arapuá, que não possui soro anti-ofídico, O enfermeiro da unidade fez uma ligação pedindo urgência ao SAMU, pela gravidade do ocorrido,  a mulher foi ao encontro da viatura do SAMU, que atendeu a paciente no KM 20 da BR 262, logo em seguida conduzida ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.

No mesmo dia nas proximidades do Centro Comunitário de Arapuá, crianças encontraram próximo a porta da casa uma cascavel de 1 metro, avisando o pai, que  tomou às medidas de segurança, abatendo o animal, neste caso a cobra não atacou ninguém.

Outros casos

No Estado de Goiás, o mestre de obras Lindon Jhonson de Aquino, de 43 anos, que foi salvo de levar picadas de cobras pela cadela Mariana, em Anápolis, a 55 km de Goiânia, disse ao G1 que ela foi “uma verdadeira heroína”. O homem estava com o irmão, o motorista Demerval Aquino, 39, quando o animal brigou com duas jararacas. Após quatro dias internada, a cachorra não resistiu e morreu.

“Se não fosse por ela, eu e meu irmão poderíamos não estar mais aqui. Ela nos salvou e, por isso, nunca será esquecida”, disse.

O caso ocorreu no último dia 1º, quando Lindon Jhonson e Demerval roçavam uma área na chácara da família. Segundo ele, os dois ouviram barulho de uma movimentação no mato, mas não conseguiam ver o que tinha no local. Foi quando a cachorra se aproximou e começou a latir muito.

“Eu estava mais próximo dessa área e a Mariana se aproximou de mim e me empurrou. Eu quase caí e percebi que ela estava muito agitada, latindo muito. Não consegui entender na hora, mas depois, vi quando ela lutou com as jararacas e saiu correndo. A partir daí, eu e meu irmão olhamos com mais atenção para o mato e encontramos as duas cobras”, relatou.

Segundo Lindon Jhonson, em seguida, ele e o irmão capturaram as cobras e as colocaram em uma caixa. “Demorou um pouco para cair a ficha, mas aí percebi que, se não fosse pela Mariana, eu e meu irmão teríamos pisado exatamente no local em que elas estavam e teríamos sido picados, com certeza”.

O mestre de obras relatou que, logo depois, ele e Demerval voltaram para a sede da chácara e já encontraram a cachorra deitada em um canto. “Ela parecia estar tonta e o rosto começava a inchar. Aí eu percebi que ela tinha sido picada e já saímos correndo com ela. Primeiro paramos em um posto dos bombeiros que fica perto da chácara e lá nos orientaram a procurar um veterinário com urgência”, lembra.

Mariana foi atendida pelo veterinário Paulo César Dias Ramalho e chegou a apresentar melhora. No entanto, na sexta-feira (5), ela não resistiu e morreu. “O fato de a picada ter sido na região da face, do focinho, tornou a situação muito grave. O veneno é muito forte e acaba necrosando o tecido, comprometendo órgãos vitais como o sistema respiratório”, lamentou o médico ao G1.

Heroína
Foto:Reprodução G1

Foto:Reprodução G1

Lindon Jhonson diz que a cachorra Mariana, que tinha mistura com a raça weimaraner, tinha cinco anos e era muito dócil. “Ela chegou na nossa família quando compramos a chácara e ainda era um filhote. Considero que ela foi uma verdadeira heroína, pois, tinham outros três cães no local quando a gente roçava o mato e só ela foi para cima para nos defender”, diz.

Para o mestre de obras, a atitude do animal foi fundamental para evitar que ele e o irmão fossem as vítimas. “Eu passei a acreditar na frase que diz que o cão é o melhor amigo do homem. Infelizmente ela morreu, apesar de todos os esforços, mas sei que Deus nos deu um livramento, então vamos agradecê-la para sempre. Ela era um membro da nossa família e continuará sendo”.

Ele diz que agora quer homenagear Mariana. “Queremos pegar um outro cachorro da mesma raça e vamos dar o nome dela. Ela merece ser reconhecida pelo bem que nos fez”, ressaltou.

Sobre as cobras, o mestre de obras diz que elas foram soltas na natureza. “Uma delas ficou com um ferimento por conta da briga com a Mariana, mas aparentemente estava bem. Seguimos a orientação dos bombeiros e as soltamos em uma área de mata bem isolada para evitar riscos”, concluiu.

O que deve fazer quando atacado por uma cobra

Conforme o site Saúde Total, antes de mais nada, vamos dizer o que NÃO FAZER. Lamentamos desapontar você e contradizer todos os filmes, livros e histórias de aventuras, quando homens-macacos, heróis do faroeste, nobres selvagens e mocinhos de todos os tipos, aplicam torniquetes na perna, cortam os músculos com a faca, chupam o veneno com a boca e aplicam brasas, ferros incandescentes, fumo, bosta de vaca e outros remédios heróicos sobre a mordida de cobras.

Não faça nada disto. Nem o torniquete. Tampouco aplique pó de café, querosene ou teia de aranha, seguindo a sabedoria popular. Hoje, a experiência nacional é muito grande e sabe-se que todas essas tentativas de cura, consagradas ao longo dos tempos, só prejudicam. Repetimos: não faça intervenção alguma, é melhor. Procure manter a calma: lembre-se que a maioria dos acidentes ofídicos não matam nem mesmo quando não tratados; lembre-se que a soroterapia resolve seu caso, mesmo se instituída muitas horas – 6 a 12 horas – depois. Se sentir dor, tome um analgésico.

“Se tiver ampolas de soro anti-ofídico por perto?”

Primeiro considere as condições de armazenamento. As ampolas de soro anti-ofídico devem ser conservadas em geladeira entre 4oC e 6oC positivos; na temperatura ambiente duram pouco: alguns meses. A seguir, observe a validade dos soros, pois é muito comum estarem vencidos há anos. Depois de certificadas as condições de estocagem e o vencimento das ampolas, elas devem ser aplicadas mas não por você, sobretudo se estiver sozinho. É um remédio para mãos experientes. A soroterapia tem suas dificuldades que colocaremos logo mais. Busque socorro e leve as ampolas consigo.

O que fazer?

Procure imediatamente chegar ao primeiro centro médico que tiver a seu alcance e transmita suas observações (aquelas quatro observações mencionadas no texto sobre o “reconhecimento das cobras venenosas”) à primeira pessoa que lhe socorrer, a fim de que, em caso de desmaio, haja alguém para prestar informações ao médico. Se estiver fácil, lave o local da mordida com água e sabão mas não perca tempo: procure um centro médico.

O que é que o médico vai fazer ?

Ao chegar no posto médico, sua história será ouvida enquanto a região mordida for lavada. Depois seguirá um exame cuidadoso. As primeiras preocupações serão de diagnosticar o tipo de cobra responsável pelo acidente e avaliar a intensidade do envenenamento. O médico procurará examinar bem as alterações locais, isto é a região em que você foi picado e, também, as suas condições sistêmicas ou gerais.

A região mordida por cobras dos gêneros Bothrops e Lachesis são os que mais provocam manifestações locais. Aparecem a dor, o edema (inchaço), hemorragia, bolhas na pele, reação inflamatória, com ou sem infecção, e a necrose (morte do tecido), em graus variados. Quanto mais intensos forem esses sinais, maior dose de soro será lhe administrado. A cascavel e a cobra coral não costumam dar sinais locais importantes, a não ser quando é aplicado garrote, incisões a faca, etc… Contudo, a primeiro costuma deixar sinais evidentes da picada, visto que suas presas são bem desenvolvidas, enquanto que a segunda, praticamente, só deixa escoriações.

Os aspectos sistêmicos variam bastante:

As cobras dos gêneros Bothrops e Lachesis causam hemorragias várias, das gengivas, do tubo digestivo e dos rins, principalmente. Também provocam choque (queda da pressão arterial) e insuficiência renal. A surucucu tem neurotoxicidade maior e, portanto, pode causar choque mais precocemente do que a jararaca, devida uma forte estimulação vagal (sistema nervoso autônomo). A mordida da cascavel é seguida de náuseas e vômitos. Pouco tempo depois, nas primeiras 6 horas, aparecem queda de pálpebra, distúrbios visuais, dificuldade de movimentação dos membros e, até, dos movimentos respiratórios. São os sinais típicos da neurotoxicidade do veneno crotálico. A vítima também se queixa de dores musculares generalizadas, pois o veneno é miotóxico. Em fases avançadas, costuma instalar-se a insuficiência renal. A coral é basicamente neurotóxica e impede a transmissão do sinal nervoso ao músculo. Seu veneno potente provoca queda de pálpebra, distúrbios visuais e paralisias musculares graves. Ainda bem que o animal é pequeno e, em geral, inocula pouco veneno.

Feita a avaliação, a equipe do hospital instalará a soroterapia, a mais específica possível. Você receberá de 4 a 12 ampolas de 10 ml cada, dependendo da gravidade do seu caso, por via intravenosa. Após o medicamento anti-ofídico, receberá soro glicofisiológico pela veia, a fim de evitar a insuficiência renal. Também lhe aplicarão uma injeção de soro antitetânico, profilaticamente. Se existirem complicações, como infecção, necrose ou insuficiência renal aguda já instalada, as medidas serão, respectivamente, antibioticoterapia, intervenção cirúrgica para remover os tecidos necrosados e diálise renal. Em caso de acidentes causados por cobra coral ou cascavel, o médico observará a ação neurotóxica do veneno e tratará de corrigir a situação com medicações que ajudam a neurotransmissão, que fica seriamente comprometida e provoca as paralisias.

Finalmente, o médico terá que observar cuidadosamente suas reações durante a soroterapia. É que, com certa freqüência, aparecem reações de hipersensibilidade, imediatamente na hora da administração do antiveneno ou até um dia após a mesma, que precisam ser controladas. Isto é feito com vários medicamentos simpatomiméticos (adrenalina, por exemplo) e anti-histamínicos. Considerando as reações de hipersensibilidade, é que se desaconselha que a soroterapia seja instalada por leigos.

A JARARACA

O veneno da jararaca, serpente responsável por entre 70% e 90% dos acidentes que envolvem cobras venenosas no Brasil, não é temido somente pelo efeito imediato altamente tóxico provocado ao organismo, dano neutralizado pelo soro antiofídico.

A secreção venenosa da Bothrops jararaca ou das variações desse gênero tem ação específica no local da picada, podendo causar uma série de complicações. Pelo menos 10% dos casos evoluem para hemorragia, necrose ou até amputação de membros.

A responsável por essas mazelas é a jararagina, toxina isolada em 1992 e estudada desde então por cientistas do Brasil e do mundo. Foi no Laboratório de Imunopatologia do Instituto Butantan, porém, que o mecanismo de ação dessa proteína foi desvendado.

A pesquisa de quatro anos realizada como tese de doutorado da bióloga Cristiani Baldo trouxe perspectivas animadoras para o desenvolvimento de medicamentos que atuarão na soroterapia. O estudo de Cristiani provou que a jararagina é uma das principais responsáveis pelas manifestações locais decorrentes da picada.

Hemorragia, edema, inflamação e a possível perda de função do membro são algumas. Segundo a pesquisadora, o soro antibotrópico consegue neutralizar bem os efeitos sistêmicos do veneno — aqueles que causam alterações cardiovasculares, renais e na coagulação sanguínea —, mas não rebate as complicações locais, que se estabelecem rapidamente. “O veneno da jararaca é composto por uma grande variedade de substâncias tóxicas que agem na pele, principalmente as metaloproteinases, grupo que inclui a jararagina. Já sabíamos que tal proteína era hemorrágica, o que desvendamos foi a maneira como ela age nos vasos e induz a hemorragia”, explica.

O trabalho da bióloga, publicado na revista PLoS Neglected Tropical Disease, descreve que a substância tóxica procura os vasos capilares. Ao se concentrar neles, provoca rupturas e induz o sangramento local. Nos experimentos, a toxina recebeu um marcador fluorescente e foi injetada na pele de camundongos.“Com um microscópio confocal, acompanhamos o caminho que ela percorreu até causar o estrago no tecido.

A jararagina destrói os vasos. O oxigênio e os nutrientes carregados pelo sangue não chegam mais à região atingida pela picada”, pontua a cientista. A degradação impulsiona a inflamação, a necrose e todas as complicações que podem culminar com a amputação. “Trabalho com pesquisa básica, campo que abre portas para futuros estudos. Outros cientistas investigarão os inibidores de jararagina mais adequados para serem ministrados com o soro”, acrescenta. Negligência – A Organização Mundial da Saúde (OMS) enquadrou o acidente com serpente na lista de doenças tropicais negligenciadas.

A própria OMS estima que 5 milhões de pessoas sejam picadas por cobras todos os anos. A metade resulta em envenenamento, o que gera um saldo de 120 mil mortes e 250 mil pessoas com sequelas. No Brasil, dados preliminares referentes a 2009 revelam que foram notificados 22.763 mil acidentes — pelo menos 16 mil, com jararacas. Oficialmente, 106 pessoas morreram.

Especialistas garantem, no entanto, que o número pode ser muito maior, pois nem todas as vítimas são socorridas em hospitais e muitos casos nem chegam ao conhecimento do Ministério da Saúde.

O gênero Bothrops compreende cerca de 19 espécies, distribuídas por todo o território nacional. A Bothrops jararaca é encontrada no sul da Bahia, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. As outras jararacas, cujo veneno tem praticamente as mesmas toxinas, são encontradas em todo o país. Logo após a picada, geralmente ocorre um pequeno sangramento no local.

O inchaço, a vermelhidão, a dor, a dificuldade de coagulação do sangue e a hemorragia dependem de alguns fatores. Socorristas alertam que a idade da serpente, a quantidade de veneno injetado e o período de tempo transcorrido entre o acidente e o atendimento são muito relevantes na questão dos efeitos provocados pela jararagina, assim como o peso do paciente e a região anatômica atingida. O agricultor Altenir Schreider, 47 anos, se considera um homem de sorte. Em uma noite em que saiu para caçar com amigos no interior do Maranhão, ele acabou sendo vítima de uma jararaca-rabo-de-osso (Brothops neuwiedi). “Não pisei na serpente, mas passei muito perto e ela não hesitou em atacar. Chovia muito, não havia hospitais na região e eu não consegui atendimento médico. Sobrevivi porque, pelo tamanho da cobra, ela era, provavelmente, um filhote”, revela. O funcionário público Deusino Ferreira Lima, 51 anos, também foi picado na perna quando morava no interior de Tocantins, no fim da década de 1980. “Estava sozinho, voltando da lida na roça.

A picada foi tão forte que tive a sensação de ser suspenso do chão. Ainda andei por 15 minutos até chegar em casa e ser levado ao hospital, onde já cheguei carregado.

Tomei o soro, mas fiquei internado por 30 dias. Perdi parte da mobilidade da perna e nunca mais consegui recuperá-la”, lamenta.

Menos Mortes – No Hospital Vital Brasil, unidade médica do Instituto Butantan, o índice de infecção em vítimas socorridas com o soro antiveneno é de 14%. “Felizmente, atendemos pacientes precoces, cujo acidente ocorreu a, no máximo, três horas. Cerca de 6% dos casos evoluem para a necrose e apenas 1% dos atendidos precisam se submeter à amputação. As vítimas picadas em localidades extremas do Brasil, que não contam com atendimento médico — e isso é uma realidade em nosso país —, sofrem muito mais com essas sequelas”, explica a médica Ceila Malaque.

O ataque de serpentes adultas realmente costuma ser mais danoso. Nas regiões com estações definidas, os acidentes são menos comuns no inverno. Trabalhadores rurais e moradores de áreas próximas a matas são os mais expostos. “O soro preserva a vida do paciente. Hoje, apenas 0,4% dos envenenados por jararaca morrem. A letalidade diminuiu, e isso é um grande avanço. Agora, os medicamentos que possam surgir a partir do desvendamento de ação da jararagina serão bem vindos e poderão complementar a soroterapia. Teremos alguns anos de estudo pela frente, mas chegaremos a eles”, arrisca a médica.

Cobras venenosas: Veja as 10 mais perigosas do mundo!

Cobras venenosas são o tipo de coisa que a gente considera sinônimo de “corra, meu amigo, corra”. Mas, saber exatamente quando esse é o caso, elaboramos essa lista para você. É verdade que não é uma lista agradável do mundo, mas na pior das hipóteses, é muito útil. Não desejo que você encontre uma cobra peçonhenta por aí, mas pelo menos agora você vai saber reconhecer as 10 piores delas, e tentar (o máximo que puder) ficar longe.

Cobras venenosas: corra antes de ver

1) Cascavel

cobras venenosasQuando o assunto são “cobras venenosas”, ela não pode ficar de fora. A cascavel é facilmente identificável pelo chocalho na ponta de sua cauda. Elas fazem parte da família da jararaca. Única serpente das Américas dessa lista, a cascavel representa bem seu continente. Surpreendentemente, os filhotes são considerados mais perigosos do que os adultos, devido à sua incapacidade de controlar a quantidade de veneno injetado. A maioria das espécies de cascavel tem veneno hemotóxico, que destrói tecidos, órgãos e causa coagulopatia (interrompe a coagulação do sangue). Cicatrizes permanentes são muito prováveis no caso de uma picada venenosa. Mesmo com tratamento imediato, sua mordida pode levar à perda de um membro ou à morte. Dificuldade em respirar, paralisia, salivação e hemorragias também são sintomas comuns. Mordidas de cascavel, especialmente de espécies maiores, são muitas vezes fatais. No entanto, antiveneno, quando aplicado a tempo, reduz a taxa de mortalidade para menos de 4%.
2) Cobra-da-morte

Apropriadamente chamada cobra-da-morte, essa é uma das cobras venenosas mais perigosas do mundo. A espécie é encontrada na Austrália e Nova Guiné e faz valer seu nome. Ela caça e mata outras serpentes, inclusive algumas dessa lista, geralmente através de emboscada. Parece bastante com as víboras, já que tem cabeça em formato triangular e corpos pequenos e achatados. Normalmente, injeta em torno de 40 a 100mg de veneno nas vítimas. Uma mordida não tratada da cobra-da-morte é uma das mais perigosas do mundo. O veneno é uma neurotoxina; uma picada provoca paralisia e pode causar a morte dentro de 6 horas, devido à insuficiência respiratória. Os sintomas geralmente alcançam seu auge em 24 a 48 horas depois do ataque. Antiveneno é muito bem sucedido no tratamento de sua mordida, particularmente devido à progressão relativamente lenta dos sintomas. Antes de desenvolvimento do antiveneno, uma mordida da cobra-da-morte tinha uma taxa de letalidade de 50%. Com o ataque mais rápido no mundo, a cobra-da-morte pode ir do chão à posição de ataque (e voltar) dentro de 0,13 segundos.

3) Víboras

Elas são encontradas em quase todo o mundo, mas sem dúvida a mais venenosa é a víbora serrilhada e a víbora de Russel, encontradas principalmente no Oriente Médio e na Ásia Central (especialmente Índia, China e Sudeste Asiático). Víboras são cobras venenosas rápidas e geralmente noturnas, muitas vezes ativas após chuvas. A maioria das espécies tem veneno que causa dor no local da picada, seguido imediatamente de inchaço do membro afetado. A hemorragia é um sintoma comum, especialmente a partir da gengiva. Há uma queda da pressão arterial e da frequência cardíaca. Bolhas ocorrem no local da picada. A necrose é geralmente superficial e limitada aos músculos perto da mordida, mas pode ser severa em casos extremos. Vômito e inchaço facial ocorrem em aproximadamente um terço dos casos. A dor severa pode durar de 2 a 4 semanas. Descoloração pode ocorrer em toda a área inchada, além de extravasamento de plasma para o tecido muscular. A morte por septicemia, insuficiência respiratória ou cardíaca pode ocorrer entre 1 e 14 dias após a mordida, ou mesmo mais tarde.

4) Naja

A maioria das espécies de naja não entraria nessa lista, mas a cobra cuspideira das Filipinas do Norte é a exceção. Seu veneno é o mais mortal de todas as espécies de naja, e elas são capazes de cuspi-lo até 3 metros longe. O veneno é uma neurotoxina que afeta a função cardíaca e respiratória, e pode causar neurotoxicidade, paralisia respiratória e morte em 30 minutos. Sua picada provoca apenas danos mínimos no tecido. Os sintomas podem incluir dores de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, tontura, desmaio e convulsões.

5) Serpente-tigre

Encontrada na Austrália, essa cobra tem um veneno neurotóxico muito potente. A morte por mordida de serpente-tigre pode ocorrer dentro de 30 minutos, mas normalmente leva 6 a 24 horas. Antes do desenvolvimento de um antídoto, a taxa de mortalidade de serpentes-tigre era de 60 a 70%. Os sintomas podem incluir dor localizada na região do pé e pescoço, formigamento, dormência e sudorese seguida por dificuldades respiratórias e paralisia. Essa cobra geralmente foge se encontrada, mas pode se tornar agressiva quando encurralada. Ataca com precisão infalível.

6) Mamba-negra

A mamba-negra é encontrada em muitas partes do continente africano. Elas são conhecidas por sua agressividade e ataque de precisão mortal. Elas também são as cobras venenosas terrestres mais rápidas do mundo, capazes de atingir velocidades de até 20 km/h. Podem atacar 12 vezes seguidas. Uma única mordida é capaz de matar entre 10 e 25 adultos. Seu veneno é uma neurotoxina de ação rápida. A mordida fornece cerca de 100 a 120 mg de veneno, em média, no entanto pode fornecer até 400 mg. Se o veneno atingir uma veia, 0,25 mg/kg é suficiente para matar um ser humano em 50% dos casos. O sintoma inicial da picada é dor local na área da mordida, embora não tão grave quanto de cobras venenosas com venenos hemotóxicos. A vítima experimenta uma sensação de formigamento na boca e extremidades, visão dupla, confusão, febre, salivação excessiva (incluindo espuma na boca e no nariz) e ataxia acentuada (falta de controle muscular). Se a vítima não receber atenção médica, os sintomas progridem rapidamente para graves dores abdominais, náuseas e vômitos, palidez, choque, nefrotoxicidade, cardiotoxicidade e paralisia. Eventualmente, a vítima experimenta convulsões, parada respiratória, coma e morte. Sem antiveneno, a taxa de mortalidade da cobra é de quase 100%, entre os mais altos de todas as serpentes venenosas. Dependendo da natureza da picada, a morte pode vir entre 15 minutos e 3 horas.

7) Taipan

Essa cobra da Austrália tem um veneno forte o suficiente para matar até 12.000 porquinhos-da-índia. Já foi comparada a mamba-preta africana na morfologia, ecologia e comportamento. Seu veneno coagula o sangue da vítima, bloqueando as artérias ou veias. Também é altamente neurotóxico. Antes do desenvolvimento de antídotos, não havia sobreviventes conhecidos de uma picada de Taipan. A morte ocorre tipicamente dentro de uma hora. Mesmo com o sucesso na administração de um antiveneno, a maioria das vítimas tem uma estadia extensa em cuidados intensivos.

8 ) Krait malasiana

Encontrada em todo o sudeste da Ásia e da Indonésia, mesmo com antiveneno, 50% das mordidas dessa cobra são fatais. Antes do desenvolvimento de um antídoto, sua letalidade era de 85%. Kraits caçam e matam outras serpentes, mesmo canibalizando outras Kraits. Elas são uma raça noturna, e são mais agressivas sob a escuridão. No entanto, em geral são muito tímidas e preferem se esconder a lutar. Seu veneno é uma neurotoxina, 16 vezes mais potente que o de uma naja. Rapidamente induz a paralisia muscular, seguida por um período de enorme excesso de excitação (câimbras, tremores, espasmos), que finalmente termina em total paralisia. Felizmente, picadas de Kraits são raras devido à sua natureza noturna. Mesmo que o antiveneno for administrado a tempo, a pessoa está longe da sobrevivência garantida. A morte geralmente ocorre dentro de 6 a 12 horas. Mesmo se o paciente chegar ao hospital, levando em consideração o tempo desse transporte, coma permanente e até mesmo morte cerebral por hipóxia podem ocorrer.

9) Cobra marrom

Como muitas outras, a cobra marrom também prefere morar na Austrália (pensando duas vezes antes de ir pra lá, não?). Não deixe seu nome inócuo lhe enganar: cerca 1/500 gramas de seu veneno é suficiente para matar um ser humano adulto. De sua espécie, é a mais venenosa. Mesmo filhotes podem matar um ser humano. Ela se move rapidamente, podendo ser agressiva em certas circunstâncias. Houve casos em que perseguiu seus agressores e os atacou repetidamente. Seu veneno contém neurotoxinas e coagulantes de sangue. Felizmente para os seres humanos, menos da metade de suas picadas contém veneno, e elas preferem não morder se possível. Apenas reagem ao movimento, então fique muito parado se encontrá-la alguma vez na vida.

10) Cobra-de-barriga-amarela ou taipan-do-interior

Essa espécie tem o veneno de cobras venenosas terrestres mais tóxico do mundo. A produção máxima registrada por uma mordida é de 110mg, o suficiente para matar cerca de 100 seres humanos, ou 250.000 ratos. Ela é 10 vezes mais venenosa que a cascavel, e 50 vezes mais venenosa do que a naja comum. Felizmente, a taipan-do-interior não é particularmente agressiva e é raramente encontrada pelo homem na natureza. Nenhuma fatalidade já foi registrada, embora ela pudesse matar um ser humano adulto em 45 minutos.

Bônus: Serpente marinha de bico

Essa cobra marinha é encontrada nas águas do sudeste asiático e na Austrália setentrional. É a serpente mais venenosa conhecida do mundo: alguns miligramas de seu veneno são fortes o suficiente para matar 1.000 pessoas. Porém, menos de um quarto de suas mordidas contém veneno; elas são relativamente dóceis. Pescadores são geralmente as vítimas dessas picadas, quando encontram as espécies em redes lançadas ao mar.

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Arapuá

Arapuá está de luto, morre João Tragino da Silva, aos 63 anos

Morador de uma tradicional família do Distrito de Arapuá, João Tragino da Silva faleceu neste sábado (27). Sepultamento será realizado na manhã deste domingo (28).

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O Distrito de Arapuá amanhece em luto com a notícia do falecimento de João Tragino da Silva, aos 63 anos, ocorrido neste sábado, 27 de junho.

Morador de uma tradicional família da comunidade, João era muito conhecido e respeitado no distrito, onde construiu sua história ao lado de familiares e amigos.

Ele deixa a esposa, Sueli dos Santos Silva, e os cinco filhos: Rogério, Rodrigo, Rosângela, Romário e Roberto, além de netos, demais familiares e inúmeros amigos que lamentam sua partida.

O velório acontece no Velório Municipal do Distrito de Arapuá, reunindo familiares, amigos e moradores que prestam as últimas homenagens.

O sepultamento está previsto para as 9h deste domingo, 28 de junho.

Neste momento de dor, a equipe do ArapuaNews manifesta suas mais sinceras condolências à esposa, filhos, familiares e amigos, desejando que encontrem conforto e força para enfrentar esta irreparável perda. Que Deus conceda conforto, força e serenidade aos corações de sua esposa, filhos, familiares e de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Que as lembranças de sua vida, de seu caráter e do carinho dedicado à família permaneçam como fonte de consolo neste momento de dor.

Rogamos para que sua alma descanse em paz e que a fé fortaleça todos os familiares diante dessa irreparável perda.

Nossos sentimentos e solidariedade à família enlutada.

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Arapuá

Em Arapuá | Ponte da Japonesa é substituída por linhas de tubos para garantir mais segurança à população

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A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em conjunto com o Departamento de Manutenção do Distrito de Arapuá e da zona rural, realizou a substituição da antiga ponte de madeira sobre o córrego Arapuá, conhecida como Ponte da Japonesa.

A estrutura é fundamental para o acesso ao Distrito de Arapuá/MS e também às comunidades Piaba, Limoeiro e região da Ponte do Rio Verde.

Os trabalhos foram executados sob a coordenação do encarregado Marco Antonio Dantas, atendendo a uma demanda considerada urgente pelos moradores da região. Segundo informações repassadas pelas equipes responsáveis, a antiga ponte de madeira apresentava constantes problemas e necessitava de frequentes manutenções, comprometendo a segurança de motoristas e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.

Durante as obras, a passagem permaneceu interditada por 13 dias para a retirada completa da antiga estrutura e implantação do novo sistema de drenagem e travessia.

No local, foram instaladas duas linhas de tubos de 1.000 milímetros, proporcionando mais segurança, durabilidade e melhores condições de tráfego, principalmente em períodos de chuva.

Após a conclusão dos serviços, a Ponte da Japonesa já foi liberada para o trânsito de veículos e, conforme a equipe responsável, o trecho se encontra em perfeitas condições de uso, com o fluxo normalizado para moradores, produtores rurais e demais usuários da estrada.

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