Mato Grosso do Sul
Crescimento sustentável de MS na produção de alimentos e energia renovável é destaque em fórum internacional
O desenvolvimento e crescimento de Mato Grosso do Sul em diferentes áreas da economia, frente ao cenário global marcado pelo crescimento da demanda por alimentos, energia renovável e soluções sustentáveis, consolida o Estado como uma das regiões mais estratégicas do Brasil.
Para discutir o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos e na transição energética, o Mato Grosso do Sul é sede do Fiap 2026 (Fórum Internacional da Agropecuária), com o tema “Receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda por alimentos e energia”. O evento reúne embaixadores, adidos agrícolas e representantes internacionais do Brasil, outros 14 países e ainda da União Europeia.
O governador Eduardo Riedel participou da abertura do evento, realizado nesta quinta-feira (18) na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).
“Colocamos o Mato Grosso do Sul no centro dessa agenda a partir de uma potencialidade criada ao longo dos anos para suprir uma demanda e necessidade global. O nosso desafio é logístico, de infraestrutura, mas o ambiente de negócios de oportunidades, já foi criado pois recebemos investimentos recordes e buscamos os caminhos para superar os desafios. Temos conseguido as parcerias público-privadas, concessões, investimentos nos modais diferentes, que dão competitividade a essa agenda, seja rodoviária, ferroviária, hidroviária, com transformação de infraestrutura e logística dos aeroportos do Estado. E não só a base primária diversificada de produção, mas a industrialização que vem ocorrendo aqui, para que a gente possa atingir os mercados com eficiência”, explicou Riedel.
Com liderança em bioenergia, protagonismo na produção de celulose e uma carteira superior a R$ 105 bilhões em investimentos privados previstos – R$ 81 bilhões já consolidados –, o Estado, que tem forte vocação agropecuária, apresenta ao mundo um modelo de desenvolvimento baseado em produtividade, sustentabilidade e agregação de valor.
“O Mato Grosso do Sul se transformou, há pouco mais de dez anos, como um Estado que se propôs a ganhar excelência e ser muito competitivo na produção de alimentos e energia, e com sustentabilidade. Construímos, junto com o setor privado, soluções e oportunidades para as pessoas, e ganhamos tração nesse desenvolvimento. Com isso crescemos o dobro da média brasileira em uma década, isso se traduz em oportunidade de emprego e renda. Nós viemos da 17ª renda média do país para a terceira maior, isso não é pouca coisa para um estado pequeno como o nosso. Somos o Estado que mais investiu no Brasil no ano passado, em percentual da sua receita corrente, que pode parecer simples, mas para o público é um desafio gigantesco”, afirmou o governador.
Ao propor uma “receita brasileira” para enfrentar os desafios globais, o Fiap 2026 reforça o posicionamento do país como um dos principais fornecedores de alimentos, energia e soluções sustentáveis do mundo.
O evento tem foco em temas estratégicos para o futuro do agro mundial. Entre eles, estão a segurança alimentar, pecuária, comércio internacional, acordo Mercosul-União Europeia, expansão agropecuária, biocombustíveis, Rota Bioceânica e expectativas do mercado internacional em relação ao Brasil.
Neste cenário, o Mato Grosso do Sul se destaca como potência agroambiental com um modelo de crescimento agropecuário baseado no aumento da produtividade, expansão das florestas plantadas e preservação ambiental.
O Estado também é uma referência nacional na produção de bioenergia e se consolida como um dos principais hubs de energia limpa e renovável do Brasil. A estrutura atual é diversificada, com 22 usinas em operação – 19 de cana-de-açúcar e três dedicadas ao etanol de milho –, todas produtoras de etanol e bioeletricidade, com exportação de energia excedente para a rede nacional e produtoras de açúcar.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm, Secom/MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ponte científica: da universidade ao laboratório, pesquisa chega a exames periciais em MS
Parceria com a UFMS aproxima estudantes da prática forense e transforma estudos acadêmicos em métodos aplicados pela Polícia Científica
Brenda Pache Moreschi chegou ao laboratório de química e toxicologia do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul), em 2019, ainda durante a graduação em Química Tecnológica pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O estágio voluntário aproximou o interesse pela perícia criminal do trabalho de um laboratório oficial, onde cada análise exige método, rastreabilidade e responsabilidade sobre a prova pericial.
A experiência abriu caminho para o trabalho de conclusão de curso, o mestrado, o doutorado e a atuação profissional na área de cromatografia. Também ajuda a explicar um dos efeitos do trabalho conjunto entre a Polícia Científica e a UFMS: aproximar estudantes da prática técnica da perícia e transformar questões laboratoriais em estudos aplicados.
Entre os estudos desenvolvidos nesse intercâmbio está a pesquisa sobre bromadiolona, substância presente em rodenticidas, produtos usados no controle de roedores. A metodologia foi desenvolvida para detectar a substância em amostras de interesse forense e biológico.
“Já estamos usando essa metodologia para analisar conteúdo gástrico de cães e gatos com morte suspeita de envenenamento”, destaca Evandro Rodrigo Pedon, chefe da DQT (Divisão de Química e Toxicologia) do IALF.
O uso pela DQT mostra como um estudo acadêmico pode retornar ao laboratório oficial como ferramenta de apoio aos exames. A análise pode fornecer elemento técnico para avaliar a presença da substância na amostra e subsidiar a apuração dos casos encaminhados à perícia.
Formalizada em 2021, a cooperação entre a Polícia Científica, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), e a UFMS completa cinco anos em 2026 e alcança diferentes áreas da perícia oficial. No IALF, uma das frentes desse vínculo se desenvolve na Divisão de Química e Toxicologia, em diálogo com o Inqui (Instituto de Química) da universidade.
Foi nesse contexto que Brenda retornou ao laboratório, em 2021, para cumprir o estágio obrigatório. Na DQT, desenvolveu o trabalho de conclusão de curso voltado à validação de método analítico por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas para determinação de cocaína em materiais apreendidos em Mato Grosso do Sul.
Segundo a diretora do IALF, Josemirtes Socorro Prado da Silva, no recorte da Divisão de Química e Toxicologia, a aproximação com a universidade se organiza em duas frentes: pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, voltados à pós-graduação, e estágio supervisionado, destinado a graduandos dos cursos de Química e Farmácia-Bioquímica.
Na prática, a DQT coloca estudantes e pesquisadores em contato com matrizes complexas, procedimentos de laboratório oficial e exigências da cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que preserva a integridade da prova pericial desde a coleta até o laudo. O Instituto de Química contribui com orientação acadêmica, desenvolvimento científico e metodologias analíticas.
A produção científica também é parte do resultado. Segundo a diretora do IALF, os estudos desenvolvidos no âmbito da parceria não se limitam à formação acadêmica.
“Trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos publicados em revistas internacionais já foram desenvolvidos no âmbito da parceria, contribuindo diretamente para o aprimoramento de metodologias analíticas utilizadas na rotina pericial”, afirma.

O professor adjunto do Inqui, doutor Bruno Gabriel Lucca, orienta pesquisas desenvolvidas no âmbito da cooperação e estima cerca de dez projetos concluídos ou em andamento no período da parceria. Para ele, uma das contribuições está na transferência de tecnologia para a atividade pericial.
“Há métodos que desenvolvemos durante a pesquisa e que hoje os peritos usam na elaboração de laudos”, observa o doutor.
A publicação em revistas científicas internacionais cumpre uma função que vai além do reconhecimento acadêmico. Ela documenta o desenvolvimento do método, submete os resultados à avaliação da comunidade especializada e permite que a experiência da perícia oficial dialogue com pesquisadores de outras instituições.
No caso da bromadiolona, o artigo descreve um método eletroquímico portátil e de baixo custo aplicado à triagem da substância em amostras de interesse forense. O caso mostra como uma questão técnica identificada no laboratório pode ser estudada na universidade e retornar ao serviço público como ferramenta de apoio aos exames.
Esse movimento também aparece em outros estudos produzidos no âmbito da parceria, com trabalhos voltados a substâncias de interesse forense, como praguicidas e canabinoides sintéticos. Para a Polícia Científica, o ganho está na possibilidade de ampliar o repertório técnico, registrar metodologias e fortalecer a discussão científica em torno de exames que subsidiam laudos periciais.
No caso de Brenda, a experiência no laboratório orientou os passos seguintes. Depois do estágio, ela concluiu mestrado em Química Analítica pela UFMS, segue no doutorado na mesma área e atua como gerente técnica em uma empresa de análises ambientais. A cromatografia, técnica usada para separar, identificar e quantificar substâncias em uma amostra, tornou-se o eixo da formação acadêmica e da trajetória profissional dela.
“Tornar-me cromatografista abriu portas que eu não imaginava que um dia poderiam se abrir”, relata Brenda.

Em Mato Grosso do Sul, a condição de Estado de fronteira, a diversidade de substâncias encaminhadas à PCi-MS e o surgimento contínuo de novas drogas sintéticas exigem atualização permanente dos métodos laboratoriais. Nesse contexto, o diálogo com a universidade permite estudar, testar e documentar procedimentos que podem retornar ao serviço público como suporte aos exames.
Para a Justiça e para a população, o resultado aparece na produção de elementos técnico-científicos que podem esclarecer suspeitas, orientar investigações e subsidiar laudos periciais.
Maria Ester Jardim Rossoni e Emilly Nunes Oliveira, Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Monitoramento do Procon/MS aponta redução no preço do diesel em Campo Grande
A adoção de medidas provisórias para conter os reflexos da escalada de preços do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, surtiu efeito nas bombas dos postos localizados no anel viário de Campo Grande.
Um monitoramento realizado pelo Procon Mato Grosso do Sul entre abril e junho aponta que os descontos aplicados às distribuidoras de combustíveis foram repassados aos consumidores. No período analisado, o diesel S10 à vista recuou de R$ 7,35 para R$ 6,82, enquanto o S500 passou de R$ 7,18 para R$ 6,52. A tendência de queda foi mais expressiva no mês de maio.

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Para ambos os tipos de combustível, o abastecimento na modalidade crédito custou, em média, até R$ 0,03 a mais por litro. Essa taxa extra permaneceu constante durante todo o levantamento.
Embora os dados indiquem que o pior do impacto internacional já passou, a instituição recomenda que os consumidores continuem pesquisando os preços e sempre exijam a emissão da nota fiscal.
A equipe de fiscalização do Procon Mato Grosso do Sul segue à disposição dos cidadãos por meio do Disque Denúncia 151 e do site www.procon.ms.gov.br, assegurando o equilíbrio e a segurança nas relações de consumo.
Serviço
Pesquisa Combustíveis Anel Viário (Campo Grande)
- 8-10 de Abril: https://tinyurl.com/bdzf3mxx
- 23 de Abril: https://tinyurl.com/2d5jdpdm
- 05 de Maio: https://tinyurl.com/44acf55b
- 15 de Maio: https://tinyurl.com/4axc4kdt
- 25 de Maio: https://tinyurl.com/bdz3jhdy
- 8 de Junho: https://tinyurl.com/yb2ww4tb
Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Foto: Kleber Clajus/Procon/Arquivo
Fonte: Governo MS
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