Mato Grosso do Sul
Irrigação é aposta para elevar produtividade do milho e driblar irregularidades de chuvas
As mudanças climáticas têm causado irregularidades no regime de chuvas, deslocando a distribuição regional e os períodos de maiores ou menores índices de precipitação.
A aposta dos agricultores sul-mato-grossenses para driblar essas incertezas está na produção irrigada, como demostra o produtor rural Luiz Carlos Roos, de Maracaju, que quinta-feira (14) passada sediou em sua fazenda o Dia de Campo da Cultura do Milho Safrinha, evento promovido em parceria pela Associação dos Irrigantes de Mato Grosso do Sul (AIMS), a empresa de pesquisa e consultoria rural MS Integração e o Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
O secretário adjunto da Semadesc, Alex Melotto, representou o Governo do Estado e falou sobre a expectativa dos participantes e a importância do evento.
“A produtividade de nossas lavouras é diretamente proporcional ao conhecimento investido nelas. Esse tipo de evento, que difunde, que demonstra tecnologias para o produtor rural é de suma importância. É através deles que os produtores rurais podem absorver e adquirir conhecimento e tomar as melhores decisões para suas lavouras. É o momento de se falar sobre isso. Já estamos pensando sobre a próxima safra e é hora de aprender para tomar boas decisões”, disse.
O Dia de Campo aconteceu na Fazenda Real, distante a apenas cerca de 6 quilômetros da cidade de Maracaju, que tem 700 hectares de extensão, das quais 580 ocupadas por lavouras de milho. O proprietário Luiz Carlos Roos, que também preside a Associação de Irrigantes de Mato Grosso do Sul, conta que investiu em um projeto com cinco pivôs, tendo dois já implantados em área de aproximadamente 260 hectares.
“A produtividade da soja no sequeiro chega a 60 sacas por hectare, com a irrigação vai para 85 sacas. Já o milho salta de 110 para 160 sacas por hectare irrigado”, disse.
No Dia de Campo foram demonstradas amostras de mais de 80 variedades de milho desenvolvidas por diversas empresas, adaptadas para atender exigências de solo e variações climáticas e resistentes a pragas.
O prefeito de Maracaju, José Marcos Calderan, frisou que o município é privilegiado pelo tamanho da área cultivada, por sediar importantes instituições de pesquisas no campo, como a MS Integração e a Fundação MS, e pelos recursos que o Governo do Estado investe para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias como a irrigação, que reverte em benefícios para toda a população.
“Como gestor público, fico muito contente e confiante porque o município, independente do poder público, segue no desenvolvimento e no crescimento econômico uma vez que as pessoas se dedicam a isso. E nessa área específica é visível. É uma constância, os produtores estão sempre buscando aprimoramento através dessas novas tecnologias”, disse.
Cerca de 300 produtores e profissionais da área participaram do Dia de Campo na Fazenda Real. O secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, e técnicos da pasta, também estavam presentes.






MS Irrigação
O Governo do Estado lançou em 2024 o Programa Estadual de Irrigação, o MS Irriga, para fomentar a expansão da área irrigada, aumentando a diversificação da produção e a produtividade de forma sustentável.
Conforme dados recentes, o Estado já conta com 320.304, quase o triplo do que havia há duas décadas (120 mil ha). Há, entretanto, 4,7 milhões de hectares que podem ser adicionados a essa área irrigada, o que poderia provocar um aumento substancial no volume de commodities produzidos no Estado.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Cristina/Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Rota Cine MS Povos Tradicionais estreia na Comunidade Tia Eva e leva cinema, memória e pertencimento ao público quilombola
A primeira edição do Rota Cine MS Povos Tradicionais transformou o Centro Comunitário da Tia Eva em um encontro de memória, cultura e afeto. Logo após o tradicional terço realizado durante o mês de maio em celebração a São Benedito, moradores se reuniram quinta-feira (14) para viver uma experiência inédita: uma sessão de cinema dentro da própria comunidade.

Com pipoca e refrigerante, a ação exibiu o curta sul-mato-grossense “As Marias”, obra que retrata a vida e o envelhecimento de três irmãs trigêmeas. O projeto é realizado em parceria entre a Secretaria de Estado da Cidadania e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, levando produções audiovisuais para comunidades tradicionais do Estado.
A proposta de levar o cinema até os territórios nasceu justamente da necessidade de democratizar o acesso à cultura. Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a ideia inicial previa exibições apenas em espaços centrais, o que dificultaria a participação das comunidades.
“A partir de uma provocação feita dentro da própria comunidade, pensamos: por que não fazer o equipamento chegar até as pessoas? Muitas vezes a locomoção é difícil, especialmente para quem vive em áreas mais afastadas. Quando falamos de política pública, é importante que ela vá até a comunidade, e não que a comunidade precise procurar por ela”, afirmou.
Cinema como encontro de gerações

A sessão emocionou moradores da comunidade, especialmente pessoas idosas, que compartilharam memórias e experiências relacionadas ao cinema e à vida comunitária.
Aos 71 anos, o aposentado Antônio Borges, conhecido como Seu Borginho, contou que não ia ao cinema havia cerca de dez anos. “Tem gente aqui que pode ter certeza que nunca foi ao cinema. E hoje assistiu um filme, teve a oportunidade de apreciar o cinema, comer uma pipoca. Isso é muito importante. Muitas crianças daqui quase não saem da comunidade. Então trazer o filme até aqui mostra outro lado da cultura, que não pode acabar”, afirmou.
Moradora da comunidade desde 2002, Irene Borges revelou que nunca tinha entrado em uma sala de cinema. “Se fosse para a gente ir lá assistir, talvez a gente não fosse. Mas aqui, perto da casa da gente, ficou fácil. Nunca fui ao cinema, nunca tinha visto uma tela grande assim, fiquei emocionada”, contou.
Reflexão sobre ancestralidade e envelhecimento

Aos moldes do Cine Maturidade, projeto da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoa Idosa que desde 2023 trabalha o diálogo e a reflexão através do audiovisual, após a exibição, moradores participaram de uma roda de conversa sobre o documentário, conduzido pela subsecretária da Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu.
Seu Borginho relacionou a história das personagens às transformações vividas pelas famílias ao longo do tempo. “A formação da família era totalmente diferente do que acontece hoje. Tudo tinha seu tempo. O respeito era muito grande. A palavra das pessoas antigas valia muito. Isso faz a gente pensar sobre ancestralidade e sobre valorizar aquilo que ficou”, refletiu.

A historiadora e liderança da comunidade, Vânia Lúcia Baptista Duarte, descendente de Tia Eva, destacou como o filme dialoga com as memórias afetivas e com a própria realidade quilombola.
“Algumas coisas permanecem. Quando toca aquela música sertaneja, muitos de nós lembramos das nossas histórias. O filme fala dessa irmandade, dessas mulheres que envelheceram juntas, com alegrias e dores. Mesmo falando das dificuldades, é visível a alegria delas em poder contar a própria história e serem ouvidas”, afirmou.
Para a subsecretária da Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, o Rota Cine MS Povos Tradicionais impacta comunidades a partir do diálogo. “Após cada sessão, vamos compartilhando impressões sobre família, envelhecimento, respeito e ancestralidade, conduzindo o diálogo com escuta e participação de todos”, pontua.
O Rota Cine MS Povos Tradicionais seguirá com novas sessões em comunidades quilombolas e indígenas de Mato Grosso do Sul. Na agenda, os próximos locais serão:
Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Comunidade Quilombola São João Batista
📅 21 de maio de 2026
⏰ 19h30
Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Buriti (Salão do Janilson)
📅 22 de maio de 2026
⏰ 18h
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mudanças climáticas: MS lança ação integrada e fortalece municípios para enfrentar eventos extremos
Mato Grosso do Sul deu mais um passo na construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática. Nove municípios do Estado passam a integrar o AdaptaCidades, iniciativa do Governo Federal que apoia a elaboração de estratégias locais para enfrentamento dos impactos das mudanças do clima. Participam do programa Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Paranaíba, Caarapó, Porto Murtinho, Miranda, Ponta Porã e Corumbá.
As ações foram apresentadas quinta-feira (14), na sede do Sebrae-MS em Campo Grande, durante o lançamento da Oficina AdaptaCidades MS, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
A iniciativa conta ainda com apoio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência de cooperação internacional Alemanha-Brasil, parceira na implementação do programa.
A proposta busca preparar os municípios para lidar com desafios cada vez mais presentes no território, como secas, ondas de calor, incêndios florestais e eventos hidrológicos extremos, fortalecendo o planejamento local e a capacidade de resposta das cidades.
O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes e atualmente atende 581 municípios prioritários em todo o país. A meta nacional é ampliar esse alcance até 2035, priorizando regiões mais vulneráveis aos impactos climáticos. Em Mato Grosso do Sul, a adesão foi coordenada pela Semadesc, que atua na articulação entre Governo Federal e municípios sul-mato-grossenses.
Entre as ações previstas estão capacitação técnica de gestores, acesso a dados sobre riscos climáticos, orientação metodológica e apoio na construção dos Planos Municipais de Adaptação. Para o superintendente de Mitigação e Adaptação Climática da Semadesc, Fábio Padilha Bolzan, a adaptação climática precisa estar integrada ao planejamento dos territórios.
“Estamos falando de uma agenda que impacta diretamente segurança hídrica e alimentar, infraestrutura urbana, produção agropecuária e proteção das populações mais vulneráveis. O objetivo é apoiar os municípios na construção de instrumentos permanentes de planejamento e gestão climática que subsidiem a tomada de decisão e o desenvolvimento de políticas públicas mais assertivas e justas”, afirmou.
O coordenador-geral de Integração Multinível e Análise de Riscos do MMA, Lincoln Alves, destacou o caráter colaborativo da proposta. “Estamos estruturando uma governança integrada entre municípios, estados e Governo Federal para enfrentar os impactos das mudanças climáticas de forma coordenada e contínua”, ressaltou.
Representando a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Isadora Buchala ressaltou a importância da cooperação internacional no fortalecimento das capacidades locais de adaptação climática e na construção de estratégias territoriais mais resilientes
Ponto focal e coordenadora da iniciativa AdaptaCidades em Mato Grosso do Sul, Vanilva de Oliveira enfatizou que o programa busca ampliar a capacidade técnica das gestões locais. “A proposta é apoiar os municípios na identificação de vulnerabilidades e no desenvolvimento de estratégias mais eficientes para responder aos desafios climáticos”, explicou.
Já o secretário-adjunto de Meio Ambiente de Porto Murtinho, Michel Saito, destacou a importância da iniciativa para municípios historicamente expostos a eventos extremos. “Essa construção fortalece nossa capacidade de planejamento e resposta diante de cenários climáticos cada vez mais desafiadores”, afirmou.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Rosana Siqueira e Andressa Camillo
Fonte: Governo MS
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