Mato Grosso do Sul
Cidadania e Cultura levam cinema, memória e ancestralidade a comunidade quilombola
Cinema sob o céu da comunidade, histórias que atravessam gerações e personagens que dialogam com memória, identidade e pertencimento. Na terça-feira (12), a Comunidade Quilombola Tia Eva, em Campo Grande, recebe uma edição especial do Rota Cine MS – Povos Tradicionais, iniciativa que transforma territórios tradicionais em espaços de encontro, cultura e valorização das identidades sul-mato-grossenses.
A sessão será realizada às 19h40, no Centro Comunitário da Comunidade Tia Eva, levando ao público uma programação voltada à reflexão social, preservação cultural e fortalecimento dos vínculos comunitários.
A ação é realizada pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Instituto Curumins e Governo Federal.

O projeto propõe democratizar o acesso à produção audiovisual e ocupar simbolicamente territórios muitas vezes afastados dos circuitos culturais tradicionais. Com estrutura itinerante, o Rota Cine MS – Povos Tradicionais leva sessões para comunidades quilombolas, indígenas, povos de matriz africana, comunidades ciganas e outros grupos tradicionais, promovendo inclusão, pertencimento e acesso à cultura.
Nesta edição, o público irá acompanhar dois curtas-metragens que dialogam diretamente com ancestralidade, memória popular e preservação ambiental.
O documentário “As Marias” resgata a história singular das trigêmeas Maria Etelvina, Maria Leonor e Maria Salvadora, cujo nascimento, em 1947, se tornou um acontecimento histórico no então Mato Grosso, despertando curiosidade popular e mobilizando autoridades da época.
Já o curta “Toada – Para Recolher os Rastros no Céu” mergulha na poética do sertão para construir uma narrativa sensorial e contemplativa. Inspirado no conto O Santo que Não Tinha os Pés, de Reginaldo Albuquerque, o filme acompanha a jornada de um vaqueiro que, atravessado por uma experiência inexplicável, passa a percorrer caminhos incertos em busca de um milagre — ou de algum sentido para aquilo que o transformou.
O subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, explica que o projeto nasceu a partir da escuta das próprias comunidades tradicionais. “O Rota Cine MS – Povos Tradicionais surge de uma provocação feita por uma comunidade quilombola aqui de Campo Grande, que buscava alternativas de lazer, convivência e acesso à cultura, especialmente para as pessoas idosas. Muitas vezes, essas populações estão em territórios mais afastados e com acesso restrito a equipamentos culturais. Então, o projeto nasce justamente para responder a essa necessidade”, afirma.

Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Larissa Paraguassu, acrescenta que a atividade também reconhece o papel das pessoas idosas como guardiãs da memória e dos saberes tradicionais. “Nesses territórios, a população idosa ocupa um lugar fundamental na preservação da cultura, da história e das tradições comunitárias. Quando o cinema chega de forma itinerante, ele cria espaços de convivência, pertencimento e troca entre gerações”, ressalta.
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Edu Mendes, a iniciativa demonstra como a transversalidade entre as políticas públicas fortalece o acesso à cultura e amplia o alcance das ações do Estado.
“Quando diferentes áreas do Governo trabalham de forma integrada, conseguimos levar cultura, cidadania e pertencimento para dentro dos territórios. Essa transversalidade entre cultura, igualdade racial e políticas para pessoas idosas faz com que o acesso cultural alcance populações que muitas vezes estão distantes dos grandes equipamentos culturais. O Estado chega até essas pessoas reconhecendo seus territórios, suas histórias e suas identidades”, destaca.
Após a sessão na Tia Eva, o Rota Cine MS – Povos Tradicionais segue com programação em outros territórios ao longo do mês, incluindo ações nas comunidades quilombolas São João Batista e Chácara Buriti, além de atividade institucional na sede da Secretaria de Estado da Cidadania.
Programação
Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Comunidade Quilombola Tia Eva
📅 12 de maio de 2026
⏰ 19h40
🎞️ Exibição dos curtas: As Marias e Toada – Para Recolher os Rastros no Céu
Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Comunidade Quilombola São João Batista
📅 21 de maio de 2026
⏰ 19h30
🎞️ Exibição dos curtas: As Marias e Curupira, o Herói da Mata
Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Buriti (Salão do Janilson)
📅 22 de maio de 2026
⏰ 18h
🎞️ As Marias e Curupira, o Herói da Mata
Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para conservar e proteger biomas, Governo de MS realiza técnica de queima prescrita em parque estadual
Com atuação preventiva aos grandes incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros realizou queima prescrita no Pevri (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema), localizado na Bacia do Rio Paraná. A atividade conhecida como MIF (Manejo Integrado do Fogo) auxilia na prevenção e redução de riscos, e ainda fortalece a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros em caso de emergência e ocorrência de incêndio.
“Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”, destacou o capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque.
Com atuação coordenada e estratégica, o Governo do Estado consolida o trabalho de prevenção que desde 2023 contribui para a preservação, controle e extinção dos incêndios florestais em todos os biomas.
Para a realização da ação, o Corpo de Bombeiros considerou a influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul, que neste ano tem previsão de intensificar a ocorrências de incêndios florestais nos biomas do Estado – Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, elevando consideravelmente o risco de fogo na região.
Em Mato Grosso do Sul o fenômeno deve atuar de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes – situação que em 2026 tem previsão de ocorrer durante o inverno – e provoca também irregularidades de chuva. Diante de tal cenário, o Estado já conta com uma estrutura de resposta ágil e planejamento com ações estratégicas de prevenção e combate aos focos.
O trabalho no Pevri ocorreu durante quatro dias (entre 1° e 4 de maio) e envolveu, além dos bombeiros militares com viaturas equipadas para atividades de combate a incêndios, equipe do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), responsável pela área, que tem 73,3 mil hectares, e faz parte do bioma Mata Atlântica, localizada nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí.
“Nas unidades de conservação, como o Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, o manejo adequado do fogo é essencial para manter o equilíbrio ecológico e proteger a biodiversidade. Essas ações são planejadas com base em critérios técnicos rigorosos”, disse o gerente das Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, sobre a importância do manejo dentro das áreas protegidas.
Planejamento com tecnologia
Antes do início das atividades foi realizado um mapeamento detalhado da área com o uso de geotecnologias. A operação contou com o apoio de drone equipado com sensores infravermelhos e câmeras térmicas, possibilitando o monitoramento contínuo da área, inclusive durante o período noturno, além da identificação da presença de fauna.
O planejamento considerou as condições climáticas locais. A queima teve início no período de maior temperatura do dia, em torno de 30 °C. Ao longo da tarde, com a queda da temperatura, o aumento da umidade do ar e a formação de orvalho, o fogo perdeu a intensidade e se extinguiu naturalmente. Ainda assim, as equipes permaneceram em alerta para agir imediatamente em caso de qualquer alteração no comportamento das chamas.
Prevenção e conservação
A ação ocorre em uma área previamente mapeada do parque, com objetivo de reduzir a biomassa acumulada e material combustível disponível, além do risco de incêndios severos durante o período de estiagem.
Além da prevenção, o manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa. Outro aspecto importante é a proteção das áreas de floresta nativa, que são mais sensíveis ao fogo.
A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação. Esse tipo de manejo remove apenas o excesso de biomassa, mantendo o equilíbrio ecológico da área.
“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”, explicou o guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos.
A unidade de conservação, com 78,3 mil hectares localizada nos municípios de Aquidauana e Corumbá, foi a primeira – localizada na região pantaneira – que recebeu o emprego de técnicas do MIF, em antecipação aos incêndios florestais previstos na época.
“Buscamos com isso mitigar efeitos de possíveis incêndios e reduzir prejuízos, tanto na fauna, flora, como em propriedades próximas”, explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Fotos: Ewerton Pereira/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Exportações de MS crescem 6,26% e saldo da balança comercial chega a US$ 2,72 bilhões até abril
As exportações de Mato Grosso do Sul avançaram novamente em abril, mantendo o bom desempenho da balança comercial neste ano. É o que mostra a Carta de Conjuntura do Setor Externo de mês de Maio de 2026, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
Os números apontam que as exportações sul-mato-grossenses alcançaram US$ 3,61 bilhões entre janeiro e abril deste ano, crescimento de 6,26% em relação ao mesmo período de 2025.
No mesmo período, as importações somaram US$ 893,11 milhões, alta de 1,51%, garantindo ao Estado um superávit comercial de US$ 2,72 bilhões, resultado 7,91% superior ao registrado no ano anterior. Além do avanço em valor, o volume exportado também registrou crescimento expressivo. Entre janeiro e abril de 2026, Mato Grosso do Sul exportou 9,67 milhões de toneladas, aumento de 16,61% frente ao mesmo período de 2025.
O agronegócio e a indústria de transformação continuam puxando os índices, com destaque entre os principais produtos exportados. A soja lidera com 32,01% da pauta exportadora, seguida pela celulose (26,02%) e carne bovina (19,02%).
A China permanece como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, respondendo por 48,29% das vendas internacionais do Estado. Na sequência aparecem Estados Unidos (8%) e Países Baixos (4,23%).
Entre os municípios, Três Lagoas lidera o ranking estadual de exportações, com 17,84% do total comercializado, seguida por Ribas do Rio Pardo (11,62%), Dourados (10,65%) e Campo Grande (7,59%).
O levantamento também aponta desempenho positivo da agropecuária, que registrou crescimento de 28,59% nos preços e de 25,16% no volume exportado. Já a indústria de transformação teve alta de 1,15% nos preços e 0,68% no volume comercializado.
Outro destaque é a logística de exportação. O Porto de Paranaguá concentrou 40,36% das mercadorias exportadas por Mato Grosso do Sul, seguido pelo Porto de Santos, com 37,62%.
Consolidação
O secretário Artur Falcette, da Semadesc, destacou que o resultado da balança comercial é reflexo direto da maturação dos investimentos realizados em Mato Grosso do Sul nos últimos anos.
“O Estado vem consolidando um ambiente de segurança jurídica, infraestrutura, logística e competitividade que permitiu ampliar a capacidade industrial, agregar valor à produção e diversificar mercados internacionais. Hoje vemos os efeitos concretos desse processo, com crescimento das exportações, fortalecimento da agroindústria e geração de oportunidades em diferentes regiões do Estado”, avaliou.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fonte: Governo MS
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