Mato Grosso do Sul
Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participa de curso nacional sobre Protocolo de Istambul
Formação da Senasp reuniu médicos-legistas em Brasília para aprimorar exames em casos de tortura, maus-tratos e outras violações
Quando há suspeita de tortura, maus-tratos ou tratamento degradante, o laudo médico-legal precisa ir além da descrição de lesões. Cabe ao perito registrar, com precisão técnica, sinais físicos, sintomas e elementos compatíveis com a violência relatada, para que a apuração tenha base concreta.
Foi com esse foco que a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participou da 2ª Edição do Curso “Protocolo de Istambul – Manual para Investigação e Documentação Eficazes da Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes”, promovido pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). A atividade foi realizada entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, em Brasília.
Mato Grosso do Sul foi representado pelo perito médico-legista Guido Vieira Gomes, chefe do Núcleo Regional de Medicina Legal de Dourados. Com carga horária de 40 horas/aula, o curso reuniu profissionais de diferentes unidades da Federação.
Reconhecido como referência internacional, o Protocolo de Istambul estabelece parâmetros técnicos e jurídicos para a investigação de violações de direitos.
Para o legista, a principal contribuição da formação está no aprimoramento do olhar técnico do médico-legista diante de casos em que a violência nem sempre se apresenta de forma evidente.
“Situações degradantes podem ocorrer em diversos contextos, como nos casos de violência doméstica, abuso sexual e também envolvendo pessoas privadas de liberdade”, afirmou.
A programação teve abordagem prática e multidisciplinar, com conteúdos das áreas médica, jurídica e de direitos humanos. Além do aprofundamento técnico, os participantes trocaram experiências sobre a realidade da perícia nos estados, considerando diferenças regionais e desafios encontrados na rotina profissional.
A participação da Polícia Científica de MS reforça a qualificação dos serviços médico-legais e contribui para o aperfeiçoamento de laudos em casos nos quais a precisão do exame pode influenciar diretamente a apuração dos fatos e a resposta do sistema de Justiça.
Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para conservar e proteger biomas, Governo de MS realiza técnica de queima prescrita em parque estadual
Com atuação preventiva aos grandes incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros realizou queima prescrita no Pevri (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema), localizado na Bacia do Rio Paraná. A atividade conhecida como MIF (Manejo Integrado do Fogo) auxilia na prevenção e redução de riscos, e ainda fortalece a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros em caso de emergência e ocorrência de incêndio.
“Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”, destacou o capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque.
Com atuação coordenada e estratégica, o Governo do Estado consolida o trabalho de prevenção que desde 2023 contribui para a preservação, controle e extinção dos incêndios florestais em todos os biomas.
Para a realização da ação, o Corpo de Bombeiros considerou a influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul, que neste ano tem previsão de intensificar a ocorrências de incêndios florestais nos biomas do Estado – Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, elevando consideravelmente o risco de fogo na região.
Em Mato Grosso do Sul o fenômeno deve atuar de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes – situação que em 2026 tem previsão de ocorrer durante o inverno – e provoca também irregularidades de chuva. Diante de tal cenário, o Estado já conta com uma estrutura de resposta ágil e planejamento com ações estratégicas de prevenção e combate aos focos.
O trabalho no Pevri ocorreu durante quatro dias (entre 1° e 4 de maio) e envolveu, além dos bombeiros militares com viaturas equipadas para atividades de combate a incêndios, equipe do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), responsável pela área, que tem 73,3 mil hectares, e faz parte do bioma Mata Atlântica, localizada nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí.
“Nas unidades de conservação, como o Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, o manejo adequado do fogo é essencial para manter o equilíbrio ecológico e proteger a biodiversidade. Essas ações são planejadas com base em critérios técnicos rigorosos”, disse o gerente das Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, sobre a importância do manejo dentro das áreas protegidas.
Planejamento com tecnologia
Antes do início das atividades foi realizado um mapeamento detalhado da área com o uso de geotecnologias. A operação contou com o apoio de drone equipado com sensores infravermelhos e câmeras térmicas, possibilitando o monitoramento contínuo da área, inclusive durante o período noturno, além da identificação da presença de fauna.
O planejamento considerou as condições climáticas locais. A queima teve início no período de maior temperatura do dia, em torno de 30 °C. Ao longo da tarde, com a queda da temperatura, o aumento da umidade do ar e a formação de orvalho, o fogo perdeu a intensidade e se extinguiu naturalmente. Ainda assim, as equipes permaneceram em alerta para agir imediatamente em caso de qualquer alteração no comportamento das chamas.
Prevenção e conservação
A ação ocorre em uma área previamente mapeada do parque, com objetivo de reduzir a biomassa acumulada e material combustível disponível, além do risco de incêndios severos durante o período de estiagem.
Além da prevenção, o manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa. Outro aspecto importante é a proteção das áreas de floresta nativa, que são mais sensíveis ao fogo.
A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação. Esse tipo de manejo remove apenas o excesso de biomassa, mantendo o equilíbrio ecológico da área.
“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”, explicou o guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos.
A unidade de conservação, com 78,3 mil hectares localizada nos municípios de Aquidauana e Corumbá, foi a primeira – localizada na região pantaneira – que recebeu o emprego de técnicas do MIF, em antecipação aos incêndios florestais previstos na época.
“Buscamos com isso mitigar efeitos de possíveis incêndios e reduzir prejuízos, tanto na fauna, flora, como em propriedades próximas”, explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Fotos: Ewerton Pereira/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Exportações de MS crescem 6,26% e saldo da balança comercial chega a US$ 2,72 bilhões até abril
As exportações de Mato Grosso do Sul avançaram novamente em abril, mantendo o bom desempenho da balança comercial neste ano. É o que mostra a Carta de Conjuntura do Setor Externo de mês de Maio de 2026, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
Os números apontam que as exportações sul-mato-grossenses alcançaram US$ 3,61 bilhões entre janeiro e abril deste ano, crescimento de 6,26% em relação ao mesmo período de 2025.
No mesmo período, as importações somaram US$ 893,11 milhões, alta de 1,51%, garantindo ao Estado um superávit comercial de US$ 2,72 bilhões, resultado 7,91% superior ao registrado no ano anterior. Além do avanço em valor, o volume exportado também registrou crescimento expressivo. Entre janeiro e abril de 2026, Mato Grosso do Sul exportou 9,67 milhões de toneladas, aumento de 16,61% frente ao mesmo período de 2025.
O agronegócio e a indústria de transformação continuam puxando os índices, com destaque entre os principais produtos exportados. A soja lidera com 32,01% da pauta exportadora, seguida pela celulose (26,02%) e carne bovina (19,02%).
A China permanece como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, respondendo por 48,29% das vendas internacionais do Estado. Na sequência aparecem Estados Unidos (8%) e Países Baixos (4,23%).
Entre os municípios, Três Lagoas lidera o ranking estadual de exportações, com 17,84% do total comercializado, seguida por Ribas do Rio Pardo (11,62%), Dourados (10,65%) e Campo Grande (7,59%).
O levantamento também aponta desempenho positivo da agropecuária, que registrou crescimento de 28,59% nos preços e de 25,16% no volume exportado. Já a indústria de transformação teve alta de 1,15% nos preços e 0,68% no volume comercializado.
Outro destaque é a logística de exportação. O Porto de Paranaguá concentrou 40,36% das mercadorias exportadas por Mato Grosso do Sul, seguido pelo Porto de Santos, com 37,62%.
Consolidação
O secretário Artur Falcette, da Semadesc, destacou que o resultado da balança comercial é reflexo direto da maturação dos investimentos realizados em Mato Grosso do Sul nos últimos anos.
“O Estado vem consolidando um ambiente de segurança jurídica, infraestrutura, logística e competitividade que permitiu ampliar a capacidade industrial, agregar valor à produção e diversificar mercados internacionais. Hoje vemos os efeitos concretos desse processo, com crescimento das exportações, fortalecimento da agroindústria e geração de oportunidades em diferentes regiões do Estado”, avaliou.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fonte: Governo MS
-
Arapuá6 dias atrásLUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos
-
Nota de Falecimento4 dias atrásEm Três Lagoas| Homem é encontrado sem vida em residência no Jardim Maristela
-
Suzano7 dias atrásICAS registra, pela primeira vez, tatu-canastra grávida em área da Suzano em Mato Grosso do Sul
-
Mato Grosso do Sul5 dias atrásFrio chega no MS na próxima sexta (08), com termômetros abaixo dos 10 graus









