Política
Jerson Domingos se filia ao União Brasil e reforça partido em Mato Grosso do Sul
O ex-deputado estadual e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Jerson Domingos, oficializou nesta terça-feira (17), em Brasília, sua filiação ao União Brasil, uma das maiores forças políticas do país. A decisão marca um novo capítulo em sua trajetória pública, construída ao longo de décadas de atuação em defesa dos municípios, das famílias e da construção de políticas públicas voltadas às crianças e às novas gerações.
Natural de Campo Grande, Jerson Domingos possui uma longa história na vida pública sul-mato-grossense. Foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos e presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul por quatro mandatos, período em que se consolidou como uma das principais lideranças do parlamento estadual, conduzindo debates importantes para o desenvolvimento do Estado e para o fortalecimento das instituições.
Em 2015, foi indicado para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, onde também exerceu a presidência entre 2022 e 2024. À frente da instituição, sua atuação ficou marcada pelo incentivo à transparência, ao fortalecimento da responsabilidade fiscal e à orientação dos gestores públicos para uma administração eficiente e comprometida com o interesse coletivo.
A escolha pelo União Brasil nasce da convergência entre a trajetória pública de Jerson Domingos e os princípios defendidos pelo partido em todo o país. Ao longo de sua vida pública, ele sempre pautou sua atuação pelo fortalecimento do municipalismo, pela defesa das famílias e pela construção de políticas públicas voltadas à primeira infância e ao futuro das novas gerações.
No cenário nacional, o União Brasil é presidido por Antônio Rueda e tem se consolidado como uma das principais forças políticas do país, defendendo uma política baseada no diálogo, na responsabilidade com a gestão pública e na construção de soluções para os desafios dos estados e municípios.
Em Mato Grosso do Sul, o partido é presidido pela ex-deputada federal Rose Modesto e integra a federação União Progressista, formada com o Progressistas e liderada no Estado pela senadora Tereza Cristina, fortalecendo uma base política ampla e comprometida com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.
Para Jerson Domingos, a filiação representa uma decisão alinhada com sua trajetória. “Depois de tantos anos dedicados à vida pública, essa é uma decisão que nasce da reflexão sobre valores e propósitos. Sempre acreditei no diálogo, no fortalecimento dos municípios e na construção de políticas públicas que olhem para as famílias e para as novas gerações. Encontrar esses princípios também presentes no União Brasil foi determinante para essa escolha”, afirmou.
O ex-parlamentar também destacou que o momento representa a oportunidade de iniciar uma nova etapa de contribuição para Mato Grosso do Sul.
“Minha trajetória sempre foi construída ouvindo as pessoas, dialogando com os municípios e buscando caminhos para melhorar a vida da população. A filiação ao União Brasil representa a vontade de continuar contribuindo com o desenvolvimento do nosso Estado, sempre com responsabilidade, equilíbrio e compromisso público”, completou.
Para a direção nacional do partido, a chegada de Jerson Domingos representa o fortalecimento da legenda com uma liderança reconhecida pela experiência administrativa e pela capacidade de diálogo na construção de políticas públicas.
“A chegada de Domingos tem que ser comemorada porque é um reforço muito qualificado, um currículo que só tem a somar em um estado com o potencial que tem Mato Grosso do Sul. Estamos falando de um homem que atuou durante 20 anos como deputado estadual. É muita coisa!”
A filiação ocorreu em Brasília e reuniu lideranças políticas nacionais e estaduais.
Política
Ministra Simone Tebet comunica a Lula decisão de sair do governo
Simone Tebet anunciou que planeja deixar o Ministério do Planejamento no próximo mês para se lançar como candidata ao Senado. A ministra marcou prazo: até 30 de março.
Em evento em São Paulo, Tebet revelou que já acertou a saída com o presidente Lula, que apoia sua entrada na corrida eleitoral de 2026.
“Deixo o Ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março, quando o presidente definir, porque o presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral, acho importante a minha candidatura”, afirmou.
Substituição será anunciada em breve
A decisão final sobre sua substituição deve ser anunciada na semana que vem. Tebet ainda não definiu por qual estado disputará, mas destacou seu compromisso: “Para mim, política é missão, sempre foi. Eu sempre abri mão muitas vezes daquilo que eu achava que deveria fazer para cumprir missão em nome do meu partido, em nome do meu estado”. Sobre a possibilidade de concorrer por São Paulo, ela disse apenas: “Não chegamos nesse detalhe. Eu me coloquei à disposição do presidente”.
A mudança faz parte de um movimento maior no governo: cerca de 20 ministros devem sair até abril para disputar as eleições, conforme exige a lei eleitoral.
Em 2026, Lula inicia as mudanças em seu ministério. Após a saída de Ricardo Lewandowski, a Justiça está sob um interino. A próxima deve ser Anielle Franco (Igualdade Racial), que confirmou sua candidatura a deputada federal com aval do presidente
Fernando Haddad (Fazenda) também já anunciou a sua saída até fevereiro para comandar a campanha de Lula. Nomes como Camilo Santana (Educação) e Wellington Dias (Assistência Social), senadores em mandato, são cotados para realocações internas, substituindo Rui Costa e Gleisi Hoffmann.
Política
Após denúncias de irregularidades, Conselho Federal da OAB passa a acompanhar julgamento de Pollon no Conselho de Ética
O julgamento do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) no Conselho de Ética passou a ser acompanhado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) após denúncias de graves irregularidades e do desrespeito às prerrogativas da advocacia. A medida expõe fragilidades no processo e levanta questionamentos sobre a condução dos trabalhos pela comissão responsável.
O acompanhamento do Conselho Federal da OAB é uma resposta necessária diante de um momento que exige transparência, imparcialidade e respeito ao Estado Democrático de Direito.
Na última quinta-feira (11) o advogado Ricardo de Sequeira Martins renunciou à defesa do parlamentar após denunciar que a comissão não vem assegurando condições mínimas para o exercício da advocacia. Foi o próprio defensor quem solicitou o acompanhamento do Conselho Federal da OAB, diante do cerceamento da atuação da defesa e da violação de garantias básicas previstas em lei.
A situação se agravou com a renúncia de um segundo advogado, designado pela Câmara dos Deputados. Conforme relata Pollon, a própria Comissão de Ética indicou um defensor que é servidor do colegiado responsável pelo julgamento. O advogado admitiu não ter tido qualquer contato com o deputado antes de assumir a função, comprometendo desde o início a independência da defesa.
Ao ser solicitado para apresentar requerimentos essenciais ao processo, o profissional se recusou, alegando conflito de interesses. Em seguida, renunciou ao caso, com isso, Marcos Pollon ficou sem defesa legal constituída, fato que, segundo o parlamentar, escancara a condução arbitrária do processo e coloca em xeque a legitimidade do julgamento.
O deputado federal Marcos Pollon segue em licença de saúde, após sofrer crise aguda decorrente de hiperestímulo, associado a pico hipertensivo súbito, durante sessão da Comissão de Ética, de 11 de dezembro.
O acompanhamento de representantes do Conselho Federal da OAB surtiu efeito. Durante a sessão desta terça-feira, o presidente da Comissão de Ética afirmou que em respeito a licença médica do deputado Marcos Pollon, o depoimento dele ocorrerá somente após o recesso parlamentar. Também para garantir o direito de defesa, Pollon poderá convocar as testemunhas que forem ouvidas enquanto ele estiver de licença médica, podendo fazer os questionamentos necessários para sua defesa.
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