Mato Grosso do Sul
Avanços ao aliar crescimento e preservação referendam MS na COP30, e Estado adere ao ‘selo verde’ europeu
Uma verdadeira ‘revolução silenciosa’ – como foi tratado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) o trabalho de desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul – foi apresentada ao mundo pelo Governo do Estado nesta semana na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que começou segunda-feira (10) e vai até o próximo dia 21, em Belém (PA). O Estado se fez presente em painéis e debates diversos, mostrando que preservação ambiental e crescimento econômico podem caminhar juntos.
Sob os pilares da sustentabilidade, inclusão social, segurança alimentar e transição energética, o Governo Sul-mato-grossense promove diversas iniciativas voltadas para esse objetivo, criando um ambiente social atraente para investimentos privados e, ainda assim, respeitando a biodiversidade e conservação dos biomas aqui presentes: Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. A mais nova iniciativa foi formalizada durante a COP30, com a adesão de Mato Grosso do Sul ao selo verde da União Europeia, ação que fomenta o compromisso ambiental.
“O Mato Grosso do Sul aderiu ao selo verde, uma iniciativa da União Europeia junto com a Universidade Federal de Minas Gerais. E nós vamos garantir aos mercados europeus que a gente tem origem e procedência da nossa produção. É um acordo a partir das nossas próprias bases de produção e com garantia de manutenção do nosso mercado à comunidade europeia”, destaca o governador Eduardo Riedel, que completa sua fala fazendo um rápido balanço de sua participação na COP – apesar de seu retorno, o Estado segue participando da Conferência.
“Finalizamos com um sentimento positivo em relação ao que Mato Grosso do Sul tem mostrado ao mundo, e tenho certeza que isso vai permanecer na diretriz de produzir com sustentabilidade, como a gente sempre fez. Agora demonstramos isso de maneira mais enfática para os mercados globais”.
MS Carbono Neutro
A política pública estruturante que envolve o compromisso de MS em se tornar um estado carbono neutro até 2030 está consolidada e orienta diversas ações do Governo. A estratégia posiciona o Estado entre as lideranças ambientais do Brasil e funciona como eixo norteador para iniciativas de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento de serviços essenciais, como a educação.
Com território composto em 27% pelo Pantanal (que tem 84% da vegetação preservarda), 63% pelo Cerrado e 10% pela Mata Atlântica, registrando a maior redução de emissões agropecuárias do país – 51% entre 2006 e 2022 –, Mato Grosso do Sul também se destaca por sua matriz com 94% da energia consumida renovável, garantindo coerência entre as metas ambientais e o modelo de desenvolvimento.
“Falamos sobre o Mato Grosso do Sul, mostramos a nossa diretriz e rumo. Tivemos a oportunidade de mostrar para o mundo que a nossa agricultura é muito mais sustentável do que se fala muitas vezes nos mercados consumidores, nos grandes mercados, seja a Ásia, Europa ou os Estados Unidos. Eles estão tendo a oportunidade de ver um pouco mais in loco, de discutir as diversas tecnologias e como que o nosso processo de produção tem uma neutralidade maior, uma neutralidade maior de carbono, um balanço mais eficiente de carbono, como que a gente tem mantido os nossos biomas, é muito positivo”, disse Riedel.
Fotos: Guilherme Lemos/Agrizone/Embrapa
Durante dois dias o governador Eduardo Riedel participou, juntamente com o secretário Jaime Verruck e o secretário adjunto Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambient, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) de painéis, discussões e trocas de experiências durante a COP30 em espaços como o da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) e na Agrizone da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Nos espaços foram apresentadas as iniciativas do Governo do Estado, e os resultados obtidos por meio delas, sempre voltadas a sustentabilidade – envolvendo a preservação do meio ambiente, aliado ao cuidado social e o desenvolvimento econômico como propulsor de ambas. A equipe de MS segue no evento internacional nos próximos dias, onde mantém agenda de apresentações e discussões dos projetos já desenvolvidos no Estado.
“Aqui na COP30 está muito evidente a discussão de economia circular. MS teve três empresas que foram selecionadas mostrando as práticas de referência, as chamadas boas práticas. Parabéns a Federação da Indústria Sul-mato-grossense que está na COP mostrando que pratica a economia circular, a sustentabilidade”, disse Verruck.
Durante as reuniões com representantes de grandes corporações globais, o governo apresentou os avanços obtidos em logística reversa, uso sustentável do solo e expansão das fontes renováveis de energia. Atualmente, 94% da matriz energética de Mato Grosso do Sul é renovável, o que reforça a coerência entre discurso e prática na condução das políticas públicas estaduais.
Liderança em sustentabilidade
Com avanço em políticas climáticas, o Mato Grosso do Sul consolidou sua posição como referência nacional e internacional na área e no desenvolvimento sustentável durante a COP30. Nos dias que esteve no evento, o governador Eduardo Riedel participou de painéis, reuniões e encontros com investidores, apresentando o conjunto de ações que têm colocado o Estado à frente na agenda de descarbonização e valorização ambiental.
Entre os destaques, o governador apresentou o projeto do mercado de carbono estadual, que será oficialmente lançado em janeiro, por meio de um chamamento público voltado ao REDD jurisdicional. O mecanismo permitirá atrair investimentos privados e gerar recursos que serão destinados a comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e projetos municipais comprometidos com a preservação ambiental. A iniciativa integra a estratégia que levará o Estado à neutralidade de carbono até 2030.
Outro ponto central das discussões foi o fortalecimento das políticas voltadas ao Pantanal sul-mato-grossense, com a criação da Lei do Pantanal – pelo Governo do Estado com a participação e apoio de diversos órgãos envolvidos –, que estabelece regras claras para o uso econômico e a conservação do território, e instituiu o Fundo Clima Pantanal, destinado a remunerar quem mantém o bioma em sua forma natural. A proposta é reconhecer economicamente o papel de produtores rurais e comunidades tradicionais na preservação ambiental.
Com iniciativas concretas, parcerias internacionais e uma agenda climática robusta, Mato Grosso do Sul se consolida como exemplo de gestão pública sustentável, capaz de transformar a preservação ambiental em geração de emprego, renda e oportunidades para sua população.
Natalia Yahn e Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
*colaborou Alexandre Gonzaga
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com imagens de apoio e sonoras.
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Relacionada:
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Turismo de MS amplia conectividade com mais um voo da Latam entre São Paulo e Bonito
A conectividade aérea de Bonito, considerado o principal destino de ecoturismo do Brasil, será fortalecida a partir de 25 de outubro com a ampliação da operação da LATAM Airlines entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) e Bonito (MS). A companhia aérea passará a oferecer três voos semanais, o que amplia a integração de Mato Grosso do Sul com o principal hub aéreo do país.
Atualmente com operações às quartas-feiras e aos sábados, a LATAM incluirá um novo voo aos domingos e ajustará sua malha para operações às quartas, sextas e domingos. Os voos seguirão os seguintes horários: saída de Guarulhos (GRU) às 9h30, com chegada em Bonito (BYO) às 10h30, e retorno às 11h10, pousando em São Paulo às 14h05.
A ampliação da frequência representa um importante avanço para o turismo sul-mato-grossense, proporcionando mais opções de deslocamento aos visitantes, maior flexibilidade na programação das viagens e ampliação das conexões nacionais e internacionais por meio do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
O elevado índice de ocupação dos voos foi determinante para viabilizar a expansão da operação, resultado do trabalho contínuo desenvolvido pelo Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Turismo (Fundtur MS), em parceria com o trade turístico.
Segundo o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, a nova frequência representa mais um avanço na estratégia de fortalecimento da malha aérea do estado. “A ampliação da operação da LATAM demonstra que o mercado responde positivamente aos investimentos realizados na promoção do destino. O bom desempenho da taxa de ocupação dos voos comprova o protagonismo de Bonito e a confiança da companhia em ampliar sua oferta. Além de facilitar o acesso ao principal destino de ecoturismo do Brasil, essa nova frequência amplia as possibilidades de conexão com diversos destinos nacionais e internacionais via Guarulhos, tornando Mato Grosso do Sul ainda mais competitivo no mercado turístico”.
Débora Bordin, comunicação FundturMS
Foto: Infraero
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
MS consolida protagonismo e recebe reconhecimento internacional por vigilância de vírus respiratórios
Visita técnica do Ministério da Saúde, TEPHINET e CDC de Atlanta destacou modelo integrado desenvolvido pela SES e fortaleceu cooperação para enfrentamento de doenças respiratórias
Mato Grosso do Sul encerrou quinta-feira (25) a programação da visita técnica promovida pela Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios do Ministério da Saúde, com participação da TEPHINET e do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), de Atlanta, nos Estados Unidos. Durante três dias, representantes das instituições conheceram de perto a estrutura e as estratégias adotadas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) para vigilância, prevenção e resposta aos vírus respiratórios.
A escolha do Estado para receber a missão técnica representou o reconhecimento dos avanços alcançados na área e da capacidade de articulação entre diferentes setores envolvidos na vigilância em saúde.
Reconhecimento ao trabalho desenvolvido no Estado

Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, a visita reforçou que Mato Grosso do Sul vem construindo, ao longo dos anos, uma resposta sólida e integrada frente aos vírus respiratórios.
“A visita da Coordenação Nacional da CG Covid, do Ministério da Saúde, da TEPHINET e da equipe do CDC de Atlanta nos trouxe a certeza de que estamos no caminho certo. Desde o convite, ficou claro que Mato Grosso do Sul foi escolhido por conseguir implementar medidas satisfatórias no enfrentamento aos vírus respiratórios, resultado de um trabalho contínuo de qualificação das equipes e fortalecimento das capacidades institucionais”, afirmou.
Segundo Lívia, a programação permitiu apresentar a estrutura estadual de vigilância, envolvendo áreas como Gerência de Influenza e Doenças Respiratórias, unidades sentinelas, imunização, Lacen, RENAVEH (Rede Estadual de Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar), Cievs, assistência farmacêutica e rede hospitalar.
“São diferentes áreas e superintendências que atuam de forma integrada para garantir uma resposta conjunta e eficiente. Esse reconhecimento nos estimula a continuar aprimorando nossas ações e buscando novas ferramentas para fortalecer ainda mais a vigilância”, destacou.
Modelo sul-mato-grossense recebe avaliação positiva do Ministério da Saúde
Durante a visita, a equipe do Ministério da Saúde conheceu o funcionamento do Lacen, do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, referência para SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), além de unidades sentinelas em Campo Grande e Sidrolândia.
Para a assessora técnica da Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios do Ministério da Saúde, Walquiria Almeida, o Estado se destaca nacionalmente pela capacidade de resposta e pela adoção de estratégias alinhadas às recomendações internacionais.
“A avaliação do Ministério da Saúde é muito positiva. Mato Grosso do Sul segue as diretrizes preconizadas pelo Ministério, alinhadas às recomendações da OMS/OPAS (Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde). O Estado frequentemente está à frente na implementação de estratégias e na capacidade de resposta da vigilância dos vírus respiratórios”, ressaltou.
Ainda conforme Valquíria, a integração entre os diferentes setores envolvidos no enfrentamento das doenças respiratórias contribui para uma atuação mais eficiente e qualificada no território.
Cooperação internacional fortalece vigilância em saúde
A consultora da TEPHINET e articuladora do projeto de cooperação técnica entre Ministério da Saúde e CDC, Graziela Alvares, destacou que Mato Grosso do Sul foi selecionado não apenas por características estratégicas, como a extensa faixa de fronteira internacional e a forte presença da suinocultura e avicultura, mas também pelos resultados alcançados pelo Estado.
“Mato Grosso do Sul foi escolhido com muito cuidado e carinho justamente pelo trabalho consistente que vem desenvolvendo na vigilância dos vírus respiratórios. Esta visita representou uma oportunidade importante para conhecermos, na prática, a realidade brasileira e fortalecermos a troca de experiências para qualificar ainda mais as ações em todo o país”, avaliou.
Ao longo da programação, os participantes acompanharam o fluxo laboratorial realizado pelo Lacen, conheceram a atuação dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalares e visitaram unidades sentinelas estratégicas para monitoramento de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, reforçando a importância da vigilância integrada para proteção da saúde pública.


André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima
Fonte: Governo MS
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