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Agronegócios

Cepea aponta crescimento robusto no PIB do agro com demanda aquecida do biodiesel

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O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11% neste ano, segundo estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A análise considera dados do primeiro trimestre de 2025 e confirma o bom momento do setor, impulsionado por colheita recorde, aumento no esmagamento do grão e maior demanda por biocombustíveis.

A previsão indica que a cadeia da soja poderá representar 21,7% de todo o PIB do agronegócio nacional e 6,4% da economia brasileira. Já o chamado PIB-Renda — que mede a remuneração gerada em toda a cadeia produtiva — pode alcançar R$ 820,9 bilhões até o fim do ano, o que representa uma alta de 18,2% após três anos de retração.

De acordo com os economistas do Cepea, o crescimento está diretamente ligado ao avanço na produção e no processamento da soja no Brasil. O esmagamento deve bater recorde em 2025, chegando a 57,8 milhões de toneladas, um aumento de 3,6% em relação ao ano passado. Isso reforça a produção de farelo para ração e também atende à crescente demanda por biodiesel, que terá a mistura obrigatória com diesel mineral elevada para 15% a partir de agosto.

O Cepea também chama atenção para o impacto do biodiesel na sustentação do setor. Apesar do consumo de óleo vegetal para alimentação estar estagnado, a indústria de biocombustíveis tem absorvido grande parte da produção, mantendo o ritmo de crescimento do complexo soja.

As projeções ainda indicam crescimento em todos os elos da cadeia. O PIB do segmento agrícola da soja pode aumentar 24,1%. O setor de serviços ligados à atividade rural (como transporte, insumos e assistência técnica) tende a crescer 8,2%. Já o segmento de biodiesel, mesmo com menor ritmo, deve ter alta de 5,76% no ano.

Outro destaque do estudo do Cepea é o mercado de trabalho: mais de 2,4 milhões de pessoas estavam ocupadas na cadeia da soja e biodiesel no início de 2025, um aumento de 7,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Segundo o centro de pesquisas, o uso intensivo de tecnologia e o aumento da área plantada puxaram a geração de empregos tanto nas lavouras quanto nas agroindústrias e nos agrosserviços.

O Cepea também alerta que oscilações internacionais, como guerras comerciais e instabilidade no mercado de petróleo, podem afetar as margens do setor. No entanto, o Brasil segue competitivo nas exportações, com destaque para o crescimento das vendas ao continente asiático neste início de ano.

Com base em dados consolidados, o centro de pesquisas reafirma a importância da industrialização da soja como motor do crescimento rural. Para os produtores, a recomendação é clara: investir em qualidade, planejamento e inserção nas cadeias de valor pode ser decisivo para aproveitar o ciclo de alta.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

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O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Dia do Leite: Estado lidera a produção nacional e mais de 60 mil produtores

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A cadeia leiteira brasileira ganhou destaque nesta sexta-feira (26.06), com as comemorações do Dia Municipal do Leite em Patos de Minas (cerca de 400 km da Capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, um dos principais polos produtores do país. O evento, promovido pela Federação das Cooperativas de Leite de Minas Gerais (Fecoagro Leite Minas), reuniu produtores, cooperativas, lideranças do setor e autoridades para discutir os desafios da atividade e reforçar a importância econômica e social da produção de leite.

O encontro ocorre em um momento de recuperação da pecuária leiteira. Em 2025, os laticínios brasileiros inspecionados captaram 27,5 bilhões de litros de leite, o maior volume da série histórica do IBGE, resultado 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Foi o terceiro ano consecutivo de crescimento da atividade no país.

Principal bacia leiteira do Brasil, Minas Gerais manteve a liderança nacional, respondendo por cerca de 24% de todo o leite captado pelos laticínios. O estado produziu aproximadamente 9,8 bilhões de litros em 2024 e concentra uma das maiores redes cooperativistas do setor, formada por milhares de propriedades, em sua maioria de pequeno e médio porte.

Patos de Minas, sede da comemoração, ocupa posição de destaque nesse cenário. O município figura entre os maiores produtores de leite do Brasil e lidera o ranking mineiro, com produção superior a 226 milhões de litros por ano, segundo dados do IBGE.

Durante o evento, representantes da Fecoagro Leite Minas assinaram um compromisso institucional voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva. A entidade reúne atualmente 34 cooperativas e representa mais de 60 mil produtores rurais no estado, reforçando ações de apoio técnico, comercialização e desenvolvimento regional.

Apesar do crescimento da produção, o setor continua enfrentando desafios. Entre eles estão a pressão provocada pelas importações de lácteos, principalmente de países do Mercosul, a volatilidade dos preços pagos ao produtor e o aumento dos custos de produção. Segundo lideranças presentes no encontro, o avanço das compras externas tem reduzido a captação de leite pelas indústrias nacionais e pressionado a rentabilidade das propriedades.

Além da relevância econômica, a atividade leiteira possui forte impacto social. A produção está presente em praticamente todos os municípios brasileiros e responde por uma das maiores fontes de renda para pequenas propriedades rurais, contribuindo para a geração de empregos, a fixação das famílias no campo e o fortalecimento do cooperativismo.

Para o agronegócio brasileiro, a recuperação da produção registrada no último ano reforça a importância estratégica da cadeia do leite. O desafio, agora, é transformar o aumento da oferta em maior competitividade, equilibrando custos, ampliando mercados e garantindo remuneração adequada ao produtor rural.

Fonte: Pensar Agro

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