Campo Grande
Projeto CuidAR: convida pacientes com asma de Campo Grande a participarem do estudo nacional para reduzir morbidade da doença
Com o desafiador e justo propósito de reduzir a morbidade por asma no Brasil, terceira maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS), que chega a afetar quase 90 milhões de brasileiros*, que o Projeto CuidAR surgiu como uma alternativa para melhorar indicadores da doença. A iniciativa liderada pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre/RS, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), acaba de abrir 960 novas vagas em 13 estados brasileiros, aos interessados em participar do estudo clínico.
Os participantes incluídos serão acompanhados por 12 meses em unidades básicas de saúde nas cinco regiões do Brasil, tendo acesso a exames importantes, como o medidor de pico de fluxo expiratório e a espirometria, fundamentais para o controle adequado da doença. A participação de pacientes asmáticos é fundamental para o sucesso da iniciativa, que busca expandir para 40 unidades de saúde em todo o país.
“Acreditamos que o CuidAR representa um avanço significativo na forma como lidamos com a asma no Brasil. Ao capacitar nossos profissionais e envolver os pacientes ativamente neste processo, buscamos melhorar o tempo de resposta e qualidade no atendimento e mitigar os impactos da doença para todos”, afirma Ana Paula Tussi, supervisora do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade do Hospital Moinhos de Vento e Liderança Operacional do Projeto.
O estudo desenvolvido pelo projeto CuidAR deve avaliar a efetividade de um curso de educação a distância (EAD), que tem como objetivo qualificar as equipes multidisciplinares de Atenção Primária à Saúde (APS) no diagnóstico e manejo da asma. Para isso, as equipes de APS participantes acompanharão os pacientes voluntários por 12 meses e o estudo deve avaliar os impactos nos indicadores da doença neste período.
O recrutamento aberto para os pacientes com diagnóstico de asma não controlada faz parte da meta de expansão do projeto, que além do Mato Grosso do Sul chega a mais 12 estados: Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Esses novos polos reforçam a estratégia de expansão nacional da iniciativa, que segue em busca de novos centros de saúde para atingir a meta de 40 unidades participantes.
Atualmente, estão envolvidos mais de 100 profissionais e 257 voluntários na pesquisa. “A ideia é oferecer um acompanhamento sistematizado e baseado em evidências, além de fortalecer as práticas de cuidado primário e reduzir internações e complicações associadas à doença. Por isso, acreditamos que é possível reverter esse cenário através da educação e capacitação dos profissionais da saúde”, reforça Admilson Reis, superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento.
A oportunidade de fazer parte do Projeto CuidAR é um convite àqueles que vivem com asma e seus familiares para contribuir ativamente para a melhoria da saúde no Brasil. Ao se voluntariar, os pacientes passam por uma triagem e, atendendo aos critérios do estudo, terão acompanhamento especializado e acesso aos exames, enquanto ajudam a gerar conhecimento que poderá beneficiar inúmeras pessoas no futuro. Saiba mais neste link.
*Segundo dados do Ministério da Saúde.
SERVIÇO:
-
- Quem pode participar? Pessoas de 6 a 65 anos com histórico de asma não controlada.
- Como participar? Os interessados devem procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) Indubrasil – Dr. Manoel Secco Thomé, localizada na Avenida Ji-Paraná, no Jardim Sayonara.
- Quais cidades o CuidAR está presente? Ananindeua/PA, Araçatuba/SP, Araucária/PR, Cabedelo/PB, Campo Grande/MS, Cruzeiro do Sul/RS, Encantado/RS, Esteio/RS, Guaratinguetá/SP, João Pessoa/PB, Manaus/AM, Pelotas/RS, Recife/PE, Rio Verde/GO, São Gonçalo do Amarante/RN, São Luís/MA, Várzea Grande/MT e Vitória/ES.
Veja a relação completa das unidades de saúde:
-
-
- Amazonas: Manaus – USF Leonor de Freitas.
- Espírito Santo: Vitória – UBS Itararé.
- Goiás: Rio Verde – Clínica da Família Benjamin Spadoni, Primavera.
- Maranhão: São Luís – Centro de Saúde Amar, Vila Vicente Fialho e Centro de Saúde da Liberdade, Monte Castelo.
- Mato Grosso: Várzea Grande – ESF Maria Galdina da Silva, Vila Arthur.
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande – USF Indubrasil – Dr. Manoel Secco Thomé, Jardim Sayonara.
- Pará: Ananindeua – UBS Celso Leão, Maguari.
- Paraíba: João Pessoa – USF Integrada, Alto do Céu e USF Integrada, Ilha do Bispo; Cabedelo – USF Nelson Smith, Recanto do Poço.
- Paraná: Araucária – UBSF São José, Campina da Barra.
- Pernambuco: Recife – USF Upinha Alto do Pascoal, Alto Santa Terezinha e USF Bernard Van Leer, Brasília Teimosa.
- Rio Grande do Norte: São Gonçalo do Amarante – UBS Novo Santo Antônio II.
- Rio Grande do Sul: Cruzeiro do Sul – US de Cruzeiro do Sul, Centro; Encantado – Posto de Saúde, Centro; Esteio – USF Vereador Paulo dos Santos Nunes, Novo Esteio; Pelotas – UBS Bom Jesus, Areal e UBS Sítio Floresta.
- São Paulo: Araçatuba – UBS Jorge Maluly Neto, Umuarama II e UBS Dr. Jecy Villela dos Reis, Morada dos Nobres; Guaratinguetá – ESF Rocinha.
-
Sobre o Hospital Moinhos de Vento
Com o propósito de cuidar das pessoas, integrando assistência, pesquisa e educação, o Hospital Moinhos de Vento, fundado em 1927, foi o segundo hospital do país acreditado pela Joint Commission International (JCI), sendo reacreditado pela oitava vez consecutiva em 2023. Possui um dos parques robóticos multiplataforma mais diversificados da América Latina. É referência nacional em práticas sustentáveis no setor hospitalar, sendo a primeira instituição do Brasil a construir, em seu complexo, uma Central de Transformação de Resíduos. É um dos seis de referência do Brasil segundo o Ministério da Saúde e o único fora do eixo-SP a integrar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Melhor hospital da Região Sul e quarto melhor hospital do País, de acordo com a revista Newsweek, e melhor empresa do País no segmento Saúde no Anuário Época Negócios. Recentemente, o Hospital Moinhos de Vento conquistou mais dois importantes reconhecimentos na América Latina: foi eleito pela Latam Business Conference o terceiro melhor do continente e o segundo melhor do Brasil no Top Ranking Latam Best Hospitals. Em outro ranking, elaborado pela Intellat, Moinhos foi o segundo melhor da América Latina em telemedicina e experiência do paciente. É referência nacional em práticas sustentáveis no setor hospitalar, sendo a primeira instituição do Brasil a construir, em seu complexo, uma Central de Transformação de Resíduos. Também conta um dos parques robóticos multiplataforma mais diversificados da América Latina. Saiba mais no nosso site e nos siga no LinkedIn e Instagram.
Campo Grande
Crescimento de Campo Grande é acompanhado por mais de seis décadas de evolução da saúde privada
Hospital do Coração MS surgiu em 1963, quando a cidade tinha pouco mais de 74 mil habitantes, e acompanhou a transformação de Campo Grande em uma Capital próxima de 1 milhão de moradores
Campo Grande (MS), agosto de 2026 – De uma cidade com pouco mais de 74 mil habitantes no início da década de 1960 a uma Capital cuja população se aproxima de 1 milhão de pessoas. Campo Grande chega aos 127 anos, comemorados em 26 de agosto, marcada por uma transformação que atravessou sua estrutura urbana, sua economia e também a ampliação da oferta de serviços à população.
A população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025 é de 962.883 moradores. A dimensão atual contrasta com a Campo Grande de 1960, que tinha 74.249 habitantes. Ao longo dessas décadas, a cidade também se consolidou como principal centro econômico de Mato Grosso do Sul.
Dados da Receita Federal compilados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) mostram que Campo Grande reúne atualmente 146.443 empresas ativas, correspondentes a 41,36% dos estabelecimentos em funcionamento no Estado. Os serviços lideram a atividade econômica, com 84.225 empresas, seguidos pelo comércio, construção civil e indústria.
É uma economia marcada também pelo pequeno empreendedor. Os microempreendedores individuais somam mais de 74 mil registros e, quando considerados também microempresas e empresas de pequeno porte, os pequenos negócios representam aproximadamente 95% dos empreendimentos da Capital.
O desenvolvimento econômico convive com características que fazem parte da identidade campo-grandense, como a presença de áreas verdes, parques e espaços públicos utilizados para atividade física e convivência. Para a diretora clínica do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Dra. Letícia Trad Martins, esses elementos também fazem parte da construção da qualidade de vida na cidade.
“Campo Grande é uma capital arborizada, com parques e muitos aparelhos de musculação que permitem atividades ao ar livre”, destaca.
Esse conjunto de características ajuda a posicionar Campo Grande entre as capitais brasileiras com melhor desempenho social. No Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026, a cidade alcançou 69,77 pontos e ficou na quarta posição entre as capitais do país, atrás apenas de Curitiba, Brasília e São Paulo.
Uma história que começou em 1963
Foi justamente quando Campo Grande ainda possuía uma fração de sua população atual que começou a história de uma das instituições privadas de saúde mais tradicionais da cidade.
Em abril de 1963, um grupo de médicos cirurgiões locais criou a então Clínica Campo Grande. Segundo a Dra. Letícia, a iniciativa nasceu de uma necessidade concreta existente naquele período: havia escassez de salas cirúrgicas disponíveis na Santa Casa e na Casa de Saúde.
“A Clínica Campo Grande surgiu em 1963 por um grupo de médicos cirurgiões locais, para suprir a escassez de salas cirúrgicas no Hospital Beneficente Santa Casa e na Casa de Saúde. Ela se consolidou como o primeiro hospital particular de grande relevância na Capital de Mato Grosso do Sul”, explica.
Desde então, a evolução da unidade acompanhou as mudanças da própria cidade e das necessidades de seus moradores.
No fim de 1991, uma nova equipe médica assumiu o controle do pronto-socorro e ampliou o atendimento para os cuidados intensivos, dando origem ao grupo Procárdio. O movimento aumentou a presença de profissionais e especialidades na instituição e deu início a um processo contínuo de modernização.
“O hospital abriu as portas para o pronto atendimento e também para os cuidados intensivos. Isso foi atrativo para o aumento da procura de profissionais da saúde. Foi assim que a porta aos médicos da cidade se abriu, formando um corpo clínico de qualidade e originando uma diversidade de especialidades”, afirma a diretora clínica.
A estrutura física também passou por sucessivas mudanças para acompanhar a ampliação da assistência.
Da especialização ao Grupo Santa
Outro marco ocorreu em 2009, quando a instituição passou a se chamar Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul e direcionou sua atuação para procedimentos de maior complexidade, especialmente em áreas como cardiologia, neurologia e pneumologia.
Doze anos depois, em dezembro de 2021, o hospital passou a integrar o Grupo Santa. A incorporação abriu uma nova etapa de investimentos em modernização estrutural e tecnológica e de ampliação das especialidades disponíveis.
Hoje, a unidade possui atuação em áreas como cardiologia, neurologia, ortopedia, otorrinolaringologia, nefrologia e gastroenterologia, além de cirurgias cardíacas, neurológicas, torácicas, vasculares e ortopédicas, entre outras.
Com duas unidades físicas, a oferta de serviços acompanha o paciente em diferentes etapas do cuidado. Na Procárdio, estão concentrados os atendimentos ambulatoriais e as ações de prevenção primária. Já o Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul reúne a assistência hospitalar e os procedimentos de alta complexidade.
Para a Dra. Letícia, essa integração entre prevenção, diagnóstico e assistência especializada ganha importância conforme a cidade cresce e as necessidades de saúde se tornam mais complexas.
“A tríade formada pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e pelo acompanhamento contínuo constitui a base da linha de cuidado integral em saúde. Juntas, essas ações reduzem riscos, evitam complicações de doenças agudas ou crônicas e aumentam consideravelmente as chances de cura e a qualidade de vida”, afirma.
Segundo ela, hospitais especializados e equipes multiprofissionais têm ainda a função de absorver demandas de média e alta complexidade, estruturando linhas de cuidado capazes de reduzir a pressão sobre os pronto-socorros gerais.
Crescer mantendo qualidade de vida
Apesar do desempenho de Campo Grande no IPS Brasil, o crescimento também impõe desafios. Na avaliação da diretora clínica, a atenção às doenças crônicas é um deles.
“Apesar do bom desempenho geral em qualidade de vida, a cidade enfrenta desafios nos pilares de saúde e nutrição que afetam o bem-estar e exigem atenção contínua. Faz-se necessário o acompanhamento das doenças crônicas para evitar o aumento das internações de casos agudos”, ressalta.
É nesse cenário que o Hospital do Coração busca inserir sua atuação na saúde suplementar de Campo Grande. Além da assistência de alta complexidade, a unidade mantém serviços voltados à medicina preventiva cardiovascular, como exames de cardiodiagnóstico, check-ups e ações educativas.
Para a instituição, completar 63 anos de atuação justamente no ano em que Campo Grande celebra seus 127 anos reforça uma relação construída ao longo de diferentes etapas da história da Capital.
“O Hospital do Coração e o Grupo Santa têm orgulho de fazer parte dessa história. Estamos presentes há décadas, acompanhando as transformações de Campo Grande e evoluindo junto com a cidade. Celebrar seus 127 anos é também celebrar as pessoas de quem cuidamos todos os dias e reafirmar nosso compromisso com a saúde da população campo-grandense”, afirma a Dra. Letícia.
Para o gerente executivo do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Cléber Lanza, a trajetória da instituição se confunde com o próprio desenvolvimento de Campo Grande.
“O Hospital do Coração faz parte da história de Campo Grande. Desde 1963, acompanhamos o crescimento da cidade, as transformações da medicina e as novas necessidades da população. Construímos ao longo dessas décadas um compromisso permanente com a comunidade. Hoje, olhando para essa trajetória, temos a responsabilidade de preservar esse legado e, ao mesmo tempo, preparar o hospital para o futuro, com investimentos, inovação, qualificação profissional e foco permanente na segurança e na qualidade assistencial. No aniversário de Campo Grande, celebramos a cidade que nos acolheu e da qual também fazemos parte”, conclui.
SERVIÇO – GRUPO SANTA (UNIDADE MATO GROSSO DO SUL)
HOSPITAL DO CORAÇÃO
Endereço: Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefone: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150
SOBRE O GRUPO SANTA:
Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12 unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada.
A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a gestão eficiente e o cuidado de qualidade.
Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo robusto de expansão e modernização.
Campo Grande
Projeto Elas Constroem forma segunda turma e amplia participação feminina na indústria da construção
O projeto Elas Constroem, iniciativa do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul (Sinduscon/MS), formou, nesta sexta-feira (14), sua segunda turma em Campo Grande. A cerimônia foi realizada no Auditório da Escola Senai da Construção e marcou a conclusão de uma nova etapa de qualificação profissional de mulheres para atuação em diferentes áreas da indústria da construção.
O projeto é realizado pelo Sinduscon/MS, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Senai/MS, e conta com o apoio da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Executiva da Mulher (Semu) e do Sintracom-CG. A iniciativa busca contribuir para a redução da carência de mão de obra qualificada no setor e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para mulheres em uma indústria historicamente marcada pela predominância masculina.
O evento contou com a participação da vice-presidente da CBIC, Maria Inês Menegotto de Campos, que também está à frente da Comissão de Responsabilidade Social da entidade. A presença reforçou a relevância da iniciativa desenvolvida em Mato Grosso do Sul e seu potencial de servir como referência para ampliar a participação feminina no setor em outras regiões do país.
Nesta segunda edição, as participantes tiveram acesso gratuito a cursos de Pedreira de Alvenaria, Assentadora de Revestimento Cerâmico, Operadora de Bobcat (minicarregadeira) + NR18 e Orçamento de Obras. As formações contemplaram atividades práticas diretamente relacionadas ao canteiro de obras e conhecimentos técnicos voltados ao planejamento e orçamento.
Mulheres ampliam espaço na indústria da construção
A vice-presidente da CBIC, Maria Inês Menegotto de Campos, destacou o papel da qualificação para ampliar a autonomia e a inserção das mulheres no mercado formal de trabalho.
“Precisamos ampliar a participação das mulheres na indústria da construção e, principalmente, inseri-las de forma cada vez mais efetiva no mercado formal de trabalho. A qualificação abre portas para que elas conquistem emprego, independência financeira e possam construir suas próprias trajetórias profissionais”, afirmou.
Segundo Maria Inês, a experiência desenvolvida em Mato Grosso do Sul também tem potencial para inspirar iniciativas semelhantes em outras regiões do país. “O Elas Constroem se tornou um case nacional de sucesso e o trabalho realizado em Mato Grosso do Sul tem grande relevância porque mostra, na prática, que as mulheres têm capacidade e condições de ocupar diferentes funções na indústria da construção. Queremos levar esse exemplo para outras cidades, capitais e municípios brasileiros, ampliando cada vez mais essa participação”, completou.
Para o vice-presidente do Sinduscon/MS, Amarildo Miranda Neto, a formação da nova turma representa um avanço tanto no enfrentamento à falta de mão de obra quanto na transformação cultural do setor.
“Um dos maiores gargalos da indústria da construção, não apenas em Mato Grosso do Sul, mas em todo o país, é a falta de mão de obra qualificada. Formar uma turma de mulheres tem um valor prático e também simbólico muito grande, porque mostra que elas estão capacitadas e podem atuar com produtividade no setor. Agora entramos em uma segunda etapa do projeto, que é justamente trabalhar para inserir essas profissionais no mercado, por meio das vagas oferecidas pelas empresas associadas ao Sinduscon/MS”, destacou.
Para a superintendente do Sinduscon/MS, Kely de Paula, a conclusão da segunda turma demonstra que o projeto vem cumprindo seu papel de aproximar as mulheres das oportunidades existentes na indústria da construção.
“O Elas Constroem nasceu de uma necessidade concreta da indústria da construção, que é a busca por mão de obra qualificada, mas rapidamente mostrou que seu impacto vai muito além da formação técnica. Estamos abrindo portas para que mulheres ocupem novos espaços, conquistem independência financeira e construam suas próprias trajetórias profissionais. Cada formanda que chega até aqui representa uma história de dedicação e, ao mesmo tempo, uma nova possibilidade para o futuro da nossa indústria”, destacou.
Qualificação como caminho para autonomia
Além de contribuir para suprir a demanda por profissionais qualificados, o projeto também tem impacto social ao ampliar as possibilidades de autonomia financeira para as participantes.
A secretária executiva da Mulher (Semu) de Campo Grande, Angélica Fontanari, destacou o papel de iniciativas como o Elas Constroem na abertura de novas oportunidades para as mulheres.
“Precisamos apoiar projetos que ofereçam oportunidades e despertem nas mulheres a possibilidade de construir sua própria autonomia financeira. Iniciativas como o Elas Constroem abrem portas para que elas ocupem espaços que antes muitas vezes nem imaginavam ser possíveis, especialmente em um setor tradicionalmente visto como masculino. Para mulheres que enfrentaram situações de violência doméstica, essa autonomia pode representar uma importante porta de saída, mas também é uma oportunidade para todas aquelas que buscam novas possibilidades profissionais. É, sem dúvida, uma virada de chave”, afirmou.
A capacitação também é um dos pilares para atender às novas necessidades da indústria. Para o diretor regional do Senai/MS, Rodolpho Caesar Mangialardo, a formação de mulheres amplia as oportunidades profissionais e fortalece a força de trabalho disponível para o setor.
“Para o Senai, é um privilégio participar de uma iniciativa como essa. A mulher tem uma força empreendedora muito grande e representa uma parcela significativa da população e da força de trabalho. Oferecer capacitação em áreas como assentamento e outras atividades da construção é uma forma de ampliar as oportunidades e preparar essas profissionais para que possam atuar de maneira qualificada nas obras”, ressaltou.
Mercado abre novas oportunidades
A presença feminina nos canteiros de obras vem crescendo e acompanhando uma transformação no perfil da mão de obra da indústria da construção. Para o presidente do Sintracom-CG, José Abelha Neto, a entrada de mulheres no setor ocorre em um momento de grande demanda por profissionais.
“O mercado está enfrentando uma escassez de mão de obra, especialmente diante da quantidade de obras em andamento em Mato Grosso do Sul. A capacitação de mulheres é muito importante porque elas têm demonstrado determinação, cuidado e zelo pelo trabalho. A construção civil sempre carregou o tabu de ser um setor masculino, mas essa realidade vem mudando e a presença feminina está cada vez maior. A parceria para qualificar e, posteriormente, inserir essas profissionais no mercado contribui para ampliar ainda mais esse movimento”, afirmou.
A segunda edição do Elas Constroem reforça, assim, uma mudança gradual no perfil profissional da indústria da construção, ampliando a presença feminina em funções operacionais, técnicas e administrativas. Para além da formação, o projeto entra agora em uma nova etapa, voltada à conexão das profissionais qualificadas com oportunidades de trabalho nas empresas do setor.
Mais do que marcar o encerramento dos cursos, a formatura representa o início de uma nova etapa para as participantes, que passam a contar com conhecimentos técnicos direcionados às demandas da indústria e novas possibilidades de inserção profissional, geração de renda e autonomia.
Para o Sinduscon/MS, a continuidade do projeto reforça o compromisso com o desenvolvimento da mão de obra e com a construção de um ambiente profissional mais diverso e inclusivo, ao mesmo tempo em que contribui para enfrentar um dos principais desafios atuais da indústria: a formação e disponibilidade de profissionais qualificados.
-
Trânsito6 dias atrásEm Três Lagoas| Acidente que matou jovem de 19 anos pode ter nova linha de investigação
-
Suzano6 dias atrásFormação de motoristas florestais oferecida pela Suzano tem bolsa de R$ 1.621 em Três Lagoas (MS)
-
Polícia Civil6 dias atrásEm Três Lagoas| Transferência de delegado regional gera polêmica e mobiliza vereadores
-
Três Lagoas6 dias atrásPassageiros de Três Lagoas são afetados por nova suspensão da Guerino na região

