Esportes
Griezmann faz dois contra Alemanha e garante França na final da Euro
Apoiada por mais de 60 mil torcedores no estádio Vélodrome, a seleção francesa sofreu no primeiro tempo, mas conseguiu bater a Alemanha, por 2 a 0, nesta quinta-feira. Os Bleus contaram com a estrela de Griezmann, que marcou os dois gols do jogo, para garantir vaga na grande decisão da Eurocopa 2016.
Com o resultado, o país-sede da competição, vai disputar a final contra Portugal, no próximo domingo. Já os atuais campeões do Mundo deixam o torneio, após uma participação abaixo das expectativas.
O homem do confronto, craque do Atletico de Madrid e artilheiro disparado da Euro com seis gols marcados, foi ovacionado pela torcida, ao ser substituído por Cabaye, no fim do jogo.
Logo de cara, os donos da casa trataram de usar o apoio da torcida e pressionaram os adversários nos instantes iniciais. Com bons passes e muita velocidade pelos lados do campo, os franceses quase abriram o placar aos seis minutos, com bela jogada de Griezmann, que tabelou com Payet, deixou um marcador no chão, mas acabou chutando fraco, facilitando a defesa de Neuer.
A França seguia com mais volume de jogo, mas sem emplacar jogadas tão incisivas. Com isso, a “blitz” inicial acabou ficando menos intensa e os alemães tiveram mais espaços.
Aos 14 minutos, foi o momento da resposta alemã, com voleio perigoso de Ozil, que foi muito bem defendido por Lloris. A chance deu moral à equipe comandada por Joachim Low, que passou a ter mais intensidade; aos 20 minutos, Kroos se livrou de um marcador e caiu na área após ser tocado por Pogba; o juiz entendeu que não foi pênalti.
Com a tradicional posse de bola, a seleção alemã teve outra chance, aos 26 minutos, com Schweinsteiger arriscando de fora da área e obrigando o goleiro oponente a mandar para escanteio.
Completamente dominada pelos adversários, cabia à seleção campeã do mundo em 1998 apostar em contra-ataques puxados pelo seu trio ofensivo. No entanto, não conseguiam ser efetivos. Além de dois chutes despretensiosos de Payet em cobranças de falta, a França chegou bem com Griezmann, aos 41 minutos, que recebeu de Evra, mas chutou na rede pelo lado fora. Logo em seguida, Giroud desperdiçou uma chance incrível. Aos 42 minutos, o camisa 9 recebeu lançamento primoroso, ficou com o caminho livre, mas demorou para definir e deu tempo à zaga, que conseguiu abafar o chute.
Ligeiramente melhores, os donos da casa conseguiram abrir o placar nos acréscimos. Aos 45 minutos, após cobrança de escanteio, Schweinsteiger tirou com a mão e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o craque Griezmann bateu no canto superior esquerdo, sem chances para Neuer, que caiu para o outro lado. Embalados com o gol, os Bleus entraram bem na segunda etapa. Antes do primeiro minuto, já tiveram uma oportunidade de ampliar, com Griezmann, que recebeu dentro da área, mas acabou chutando em cima do marcador. Na sequência, o próprio camisa sete tabelou com Giroud, mas Boateng desviou o chute para escanteio.
Após o bom começo, o segundo tempo acabou esfriando e as equipes passaram a se estudar e foram pouco efetivas. O duelo só foi esquentar depois dos 20 minutos. Aos 22, Payet costurou a marcação, mas acabou finalizando fraco.
Aos 27, depois de pressão dos franceses, a defesa alemã se atrapalhou e a bola acabou sobrando para Pogba, que fintou o marcador e cruzou. Ao tentar cortar, o goleiro Neuer devolveu nos pés de Griezmann, que só teve o trabalho de empurrar para as redes.
Atrás no placar por dois gols e com os minutos finais se aproximando, a Alemanha aplicou forte pressão, mas não alterou o resultado, até conseguiram emendar boas chances, com Kimmich carimbando a trave, aos 28 minutos e com chute de Draxler, aos 30 minutos, que foi para fora, por muito perto.
Sem tempo para mais nada e sem esboçarem reação, os alemães não conseguiram alterar o placar: 2 a 0 em Marselha e França classificada para a final da Euro.
Esportes
Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.
A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.
Sobrevivência e Estratégia
A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.
O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.
Drama Local e Pódio Inédito
A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.
Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.
Feitos Históricos no Pelotão Intermediário
A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.
Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto
Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.
Resultado
- Kimi Antonelli (Mercedes)
- Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
- Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
- Oscar Piastri (McLaren) +24s261
- Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
- Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
- Pierre Gasly (Alpine) +30s369
- Alexander Albon (Williams) +33s413
- Esteban Ocon (Haas) +37s140
- Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
- Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
- Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
- George Russell (Mercedes) +43s353
- Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
- Franco Colapinto (Alpine) +48s964
Fonte: Esportes
Esportes
Seleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
Em uma noite de futebol intenso e superação, a Seleção Brasileira Feminina conquistou uma vitória importante sobre os Estados Unidos por 2 a 1, no primeiro de dois amistosos programados em solo nacional. O triunfo, construído ainda no primeiro tempo, reforça a preparação da equipe comandada por Arthur Elias para a Copa do Mundo de 2027, que terá o Brasil como sede.
O jogo começou com um susto para a torcida brasileira. Logo no primeiro minuto, a atacante americana Wilson aproveitou uma roubada de bola de Rodman e finalizou de fora da área para abrir o placar. No entanto, a resposta brasileira foi rápida e eficiente, liderada pelo entrosamento do trio ofensivo formado por Bia Zaneratto, Tainá Maranhão e Dudinha.
Reação e Virada
Aos 10 minutos, o empate veio pelo alto. Tainá Maranhão, atacante do Palmeiras, aproveitou um cruzamento preciso de Isabela e cabeceou para o fundo das redes. Apenas três minutos depois, a virada se concretizou: Bia Zaneratto iniciou uma jogada individual desde o meio-campo e, após uma dividida de Dudinha com a defesa adversária, a bola sobrou limpa para a camisa 16 selar o 2 a 1.
Antes do intervalo, a goleira Lelê foi fundamental para manter a vantagem, realizando duas defesas espetaculares em lances cara a cara com a artilheira Wilson.
Testes e Pressão Final
Na etapa complementar, os Estados Unidos aumentaram a pressão e chegaram a carimbar o travessão em um chute de Hutton. O técnico Arthur Elias aproveitou o segundo tempo para promover diversas alterações, testando a rotatividade do elenco e dando ritmo a jogadoras que atuam na Europa, como Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, que quase ampliou o placar nos minutos finais com uma tentativa de cobertura.
As equipes voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza. O confronto será mais uma oportunidade para a comissão técnica ajustar detalhes táticos e observar o desempenho das atletas diante de uma das maiores potências do futebol mundial.
Fonte: Esportes
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