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Mato Grosso do Sul

Bioparque Pantanal se torna laboratório vivo para estagiários da UFMS

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Os anos finais da universidade são momentos de grande dedicação e auto-descobrimento profissional para os acadêmicos, independentemente da sua área de formação. O Bioparque Pantanal, com o objetivo de proporcionar experiência prática e teórica no campo de trabalho, consolidou uma parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para o programa de estágio neste segundo semestre de 2024.

Estudantes aprendem na prática e divulgam o conhecimento para os visitantes. Foto: Eduardo Coutinho

O empreendimento abriu as portas para 20 novos estagiários das áreas de biologia, comunicação e turismo. Os acadêmicos têm a oportunidade de vivenciar a prática da profissão no cotidiano, além de receber incentivo à pesquisa e iniciação científica dentro de sua área de conhecimento.

Para a coordenadora de estágios e também coordenadora do Nuptec (Núcleo de Pesquisa e Tecnologias do Bioparque Pantanal), Ana Carla Pinheiro, a importância da participação efetiva dos estagiários está em desenvolver melhor o desempenho de suas funções. “Conseguimos propor intervenções, trazendo novidades e instigando os acadêmicos a agregar valor tanto para os visitantes quanto para a parte interna da instituição”.

Estagiários recebem orientações sobre a atuação na pesquisa científica. Foto: Eduardo Coutinho

A pesquisadora ainda ressalta que o Bioparque é um grande laboratório vivo que oferece diversas áreas para explorar e pesquisar os mais variados aspectos da biodiversidade. “O Bioparque, hoje, é um grande laboratório vivo. Temos um campo vasto a explorar e muitas coisas a serem desenvolvidas. É uma grande oportunidade fazer estágio no maior aquário de água doce do mundo”.

A bióloga e pesquisadora do Nuptec, Andréia Corrêa, enfatiza o conhecimento científico e o incentivo à pesquisa acadêmica dentro do estágio. “Temos um formato diferenciado de estágio, onde incluímos esses acadêmicos no âmbito da pesquisa científica. Engajamos eles no mercado de trabalho com foco na ciência, passando todo o passo a passo de como fazer um projeto de pesquisa, a metodologia de um projeto de pesquisa, normas da ABNT, além das aulas práticas e teóricas nos laboratórios. Este ano, os estagiários têm a oportunidade de desenvolver um projeto com seu supervisor para ser apresentado ao final do período de estágio”.

Descobrindo talentos

Para Pedro Lucas, acadêmico do último semestre de Biologia da UFMS, o estágio tem sido uma experiência inovadora. “Estou no manejo, mas já passei pelo setor de nutrição, pelo CCPN (Centro de Conservação de Peixes Neotropicais) e já vi muita coisa nessas semanas. O pessoal da nutrição me ensinou como cada peixe responde à ração, à oxigenação da água e muitas outras coisas”.

Pedro Lucas diz estar aproveitando o máximo a experiência no Bioparque Pantanal. Foto: Eduardo Coutinho

O estagiário ressalta a importância do trabalho colaborativo entre acadêmicos, biólogos, zootecnistas e médicos veterinários. “Existem setores aqui no Bioparque que trabalham em conjunto. Estou conseguindo ver na prática como tudo funciona e como tudo se encaixa; um exemplo disso é o biólogo trabalhando com o médico veterinário e o zootecnista”.

O acadêmico demonstra interesse pela área de zoologia e afirma estar se sentindo em casa no maior aquário de água doce do mundo. “Eu gosto muito da área da zoologia, sempre gostei de peixes desde criança, tenho interesse nos mamíferos, conheci a lobinha Delinha e estou me sentindo em casa”.

A pesquisa é um dos principais pilares do Bioparque Pantanal. Para a diretora-geral, Maria Fernanda Balestieri, a formação de novos profissionais está aliada à experiência e habilidades acadêmicas. “O programa de estágio é mais do que uma simples experiência profissional para os estudantes. É uma oportunidade para vivenciarem na prática o que estão aprendendo nos anos finais do curso. Aqui no Bioparque, os estagiários nos ajudam a inovar e proporcionar a melhor experiência para todos. Agradecemos à UFMS por essa parceria que fortaleceu o vínculo da comunidade científica e da pesquisa acadêmica”.

Programa de Pesquisa em Biodiversidade

Além do programa de estágio, o Bioparque também conta com o PPBio (Programa de Pesquisa em Biodiversidade), vinculado ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O programa abrange todo o território brasileiro e visa expandir o estudo sobre o patrimônio da biodiversidade, promovendo a valorização das interdependências dos seres vivos e o meio ambiente, além de popularizar a ciência.

No Bioparque Pantanal, o projeto conta com quatro bolsistas que atuam em áreas de formação. O programa abrange desde pesquisa de campo até divulgação científica, dividindo-se em quatro componentes: biodiversidade nas paisagens do Pantanal, serviços ecossistêmicos, valor cultural da biodiversidade, e comunicação e políticas públicas.

O ponto turístico desenvolve o programa de forma palpável, para que o componente quatro, que trata da comunicação e políticas públicas, possa cumprir sua missão de levar conhecimento à sociedade e promover a inserção de pessoas com deficiência no meio científico.

Gabriel Isagawa e Caio Henrique Romero, Bioparque Pantanal (Matéria supervisionada)

Fotos: Eduardo Coutinho

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Com estrutura ampliada, MS consolida posição entre os melhores do país em transplantes

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Desempenho foi divulgado Registro Brasileiro de Transplantes de 2025 e reforça o avanço da estrutura estadual de captação e transplantes

Mato Grosso do Sul alcançou destaque nacional no cenário dos transplantes, consolidando-se entre os estados com melhor desempenho proporcional do país. Dados do RBT (Registro Brasileiro de Transplantes) de 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, colocam o Estado na 6ª posição nacional em transplantes de fígado e também na 6ª colocação em transplantes de córnea por milhão de população.

Segundo o levantamento, MS registrou taxa de 16,8 transplantes hepáticos por milhão de população, índice que garantiu ao Estado a sexta melhor colocação do país no ranking nacional. Já nos transplantes de córnea, alcançou taxa de 101,9 procedimentos por milhão de população, também ocupando a 6ª posição entre as unidades da federação.

O avanço acompanha o cenário nacional de crescimento dos transplantes. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil bateu recorde histórico em 2025, com 31 mil transplantes realizados em todo o país, resultado 21% superior ao registrado em 2022, quando foram contabilizados 25,6 mil procedimentos.

Ainda conforme o Ministério, o desempenho nacional reflete a ampliação da logística do SNT (Sistema Nacional de Transplantes), o fortalecimento da distribuição interestadual de órgãos, a expansão das equipes de captação e o aumento dos investimentos federais na área, com o SUS (Sistema Único de Saúde) financiando cerca de 86% dos transplantes realizados no Brasil.

Crescimento e fortalecimento da rede

Em Mato Grosso do Sul, os números também demonstram crescimento e fortalecimento da rede estadual. Dados da Central Estadual de Transplantes apontam que, entre janeiro e 30 de abril de 2026, o Estado registrou 25 doadores de múltiplos órgãos e 65 doadores de córneas. No mesmo período, foram realizados 23 transplantes de fígado, 31 transplantes renais e 84 transplantes de córnea.

Atualmente, a lista de espera no Estado conta com 367 pacientes aguardando transplante de rim, 463 à espera de córnea, 15 pacientes aguardando transplante de fígado e um paciente na fila para transplante de pâncreas.

Para a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo, o resultado demonstra a maturidade da rede estadual e o comprometimento das equipes envolvidas em todas as etapas do processo.

“Esse resultado mostra o fortalecimento da política estadual de transplantes e o empenho das equipes hospitalares, das centrais de notificação, dos profissionais de captação e de toda a rede envolvida. Cada doação representa uma oportunidade de salvar vidas e Mato Grosso do Sul vem consolidando um trabalho sério, técnico e humanizado”, afirma.

Claire Miozzo também destaca que o avanço dos indicadores depende diretamente da conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos.

“A autorização familiar ainda é um dos maiores desafios em todo o país. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem sobre o desejo de serem doadoras. Quando a família conhece essa vontade, a decisão se torna mais segura e pode transformar a vida de muitos pacientes que aguardam na fila por um transplante”, ressalta.

Ampliação da estrutura fortalece transplantes no Estado

O avanço no ranking nacional de transplantes também acompanha o fortalecimento da estrutura hospitalar e da capacidade instalada da rede estadual.

Segundo Claire Miozzo, a ampliação de hospitais aptos a realizar os exames que confirmam a morte encefálica tem sido fundamental para ampliar o número de transplantes realizados no próprio Estado.

“Hoje Mato Grosso do Sul possui mais hospitais habilitados e estruturados para realizar os exames que atestam a morte encefálica. Isso agiliza todo o processo e permite que muitos órgãos permaneçam aqui para transplantes realizados no próprio Estado, beneficiando diretamente os pacientes da nossa fila”, explica.

Ela enfatiza que o fortalecimento da rede estadual vem consolidando MS como referência regional na área de transplantes e reduzindo a necessidade de encaminhamento de órgãos para outros centros do país.

“Estamos ampliando nossa capacidade técnica, qualificando equipes e fortalecendo os fluxos hospitalares. Isso contribui para avançarmos tanto na captação quanto na realização efetiva dos transplantes, garantindo mais acesso e mais chances de vida para quem aguarda por um órgão”, avalia.

Logística aérea

Dentre os fatores que têm contribuído para o avanço nos indicadores regionais de transplantes está o fortalecimento da logística aérea em MS. A atuação integrada do Governo, por meio do apoio da Casa Militar, tem garantido mais agilidade no transporte de órgãos e no deslocamento de equipes médicas em captações realizadas no interior e também em operações interestaduais, ampliando a efetivação dos transplantes e fortalecendo a rede estadual.

Por meio da CTA (Coordenadoria de Transporte Aéreo), o Estado mantém equipes e aeronaves mobilizadas para atuar em missões em diferentes regiões do país, garantindo rapidez em operações consideradas decisivas para o sucesso dos transplantes. Desde 2023, dezenas de missões já foram realizadas em MS e em outros estados, reduzindo o tempo de deslocamento e ampliando as chances de aproveitamento dos órgãos destinados aos pacientes que aguardam na fila.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: HRPP e HR3L

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Cidadania e Cultura levam cinema, memória e ancestralidade a comunidade quilombola

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Cinema sob o céu da comunidade, histórias que atravessam gerações e personagens que dialogam com memória, identidade e pertencimento. Na terça-feira (12), a Comunidade Quilombola Tia Eva, em Campo Grande, recebe uma edição especial do Rota Cine MS – Povos Tradicionais, iniciativa que transforma territórios tradicionais em espaços de encontro, cultura e valorização das identidades sul-mato-grossenses.

A sessão será realizada às 19h40, no Centro Comunitário da Comunidade Tia Eva, levando ao público uma programação voltada à reflexão social, preservação cultural e fortalecimento dos vínculos comunitários.

A ação é realizada pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Instituto Curumins e Governo Federal.

Imagem de “As Marias”, curta que conta a história das trigêmeas nascidas no interior de MS.

O projeto propõe democratizar o acesso à produção audiovisual e ocupar simbolicamente territórios muitas vezes afastados dos circuitos culturais tradicionais. Com estrutura itinerante, o Rota Cine MS – Povos Tradicionais leva sessões para comunidades quilombolas, indígenas, povos de matriz africana, comunidades ciganas e outros grupos tradicionais, promovendo inclusão, pertencimento e acesso à cultura.

Nesta edição, o público irá acompanhar dois curtas-metragens que dialogam diretamente com ancestralidade, memória popular e preservação ambiental.

O documentário “As Marias” resgata a história singular das trigêmeas Maria Etelvina, Maria Leonor e Maria Salvadora, cujo nascimento, em 1947, se tornou um acontecimento histórico no então Mato Grosso, despertando curiosidade popular e mobilizando autoridades da época.

Já o curta “Toada – Para Recolher os Rastros no Céu” mergulha na poética do sertão para construir uma narrativa sensorial e contemplativa. Inspirado no conto O Santo que Não Tinha os Pés, de Reginaldo Albuquerque, o filme acompanha a jornada de um vaqueiro que, atravessado por uma experiência inexplicável, passa a percorrer caminhos incertos em busca de um milagre — ou de algum sentido para aquilo que o transformou.

O subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, explica que o projeto nasceu a partir da escuta das próprias comunidades tradicionais. “O Rota Cine MS – Povos Tradicionais surge de uma provocação feita por uma comunidade quilombola aqui de Campo Grande, que buscava alternativas de lazer, convivência e acesso à cultura, especialmente para as pessoas idosas. Muitas vezes, essas populações estão em territórios mais afastados e com acesso restrito a equipamentos culturais. Então, o projeto nasce justamente para responder a essa necessidade”, afirma.

Programação começa pela comunidade quilombola Tia Eva. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC).

Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Larissa Paraguassu, acrescenta que a atividade também reconhece o papel das pessoas idosas como guardiãs da memória e dos saberes tradicionais. “Nesses territórios, a população idosa ocupa um lugar fundamental na preservação da cultura, da história e das tradições comunitárias. Quando o cinema chega de forma itinerante, ele cria espaços de convivência, pertencimento e troca entre gerações”, ressalta.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Edu Mendes, a iniciativa demonstra como a transversalidade entre as políticas públicas fortalece o acesso à cultura e amplia o alcance das ações do Estado.

“Quando diferentes áreas do Governo trabalham de forma integrada, conseguimos levar cultura, cidadania e pertencimento para dentro dos territórios. Essa transversalidade entre cultura, igualdade racial e políticas para pessoas idosas faz com que o acesso cultural alcance populações que muitas vezes estão distantes dos grandes equipamentos culturais. O Estado chega até essas pessoas reconhecendo seus territórios, suas histórias e suas identidades”, destaca.

Após a sessão na Tia Eva, o Rota Cine MS – Povos Tradicionais segue com programação em outros territórios ao longo do mês, incluindo ações nas comunidades quilombolas São João Batista e Chácara Buriti, além de atividade institucional na sede da Secretaria de Estado da Cidadania.

Programação

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Comunidade Quilombola Tia Eva
📅 12 de maio de 2026
⏰ 19h40
🎞️ Exibição dos curtas: As Marias e Toada – Para Recolher os Rastros no Céu

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Comunidade Quilombola São João Batista
📅 21 de maio de 2026
⏰ 19h30
🎞️ Exibição dos curtas: As Marias e Curupira, o Herói da Mata

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Buriti (Salão do Janilson)
📅 22 de maio de 2026
⏰ 18h
🎞️ As Marias e Curupira, o Herói da Mata

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania

Fonte: Governo MS

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