Saúde
Dia da saúde pulmonar: conheça os cuidados e como se manter saudável
No dia 25 de setembro é celebrado o dia do pulmão, data utilizada para reforçar a importância e conscientização do combate às doenças pulmonares. Em relatórios divulgados pela Global Impact Of Respiratory Disease, as doenças respiratórias estão entre as causas mais comuns de adoecimento e mortalidade em todo o globo, entre elas temos: asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), pneumonia, tuberculose e o câncer de pulmão.
Com um órgão que desempenha um papel fundamental para a saúde no geral, é importante estar atento aos cuidados para evitar complicações ou atitudes prejudiciais que levam o indivíduo à óbito. Segundo o Inca – Instituto Nacional de Câncer, cerca de 8 milhões de mortes foram causadas pelo tabagismo, sendo 1,3 milhão delas através do consumo passivo da fumaça emitida por cigarros.
Para manter um estilo de vida saudável e proteger os pulmões, é crucial evitar a exposição a poluentes e realizar exames periódicos. A detecção precoce de problemas respiratórios pode ser decisiva para a recuperação. No entanto, dados divulgados pelo INCA revelam que apenas 16% dos casos de câncer de pulmão são diagnosticados em estágio inicial, o que destaca a importância de vigilância contínua e preventiva.
Aliado na manutenção do seu pulmão
Outra forma de cuidar da saúde respiratória é utilizar ferramentas como o oxímetro, que oferece medições precisas da saturação de oxigênio e da frequência cardíaca. Esse dispositivo permite o acompanhamento em tempo real, ajudando a detectar alterações na oxigenação antes que se tornem graves e possibilitando intervenções rápidas para o usuário, já que para pacientes com doenças pulmonares crônicas, as mudanças sutis nos níveis de oxigênio podem indicar a necessidade de ajustes no tratamento ou uma visita ao médico.
Além disso, o oxímetro proporciona tranquilidade ao monitorar a eficácia dos tratamentos para condições respiratórias, como asma e bronquite. Com medições contínuas e precisas, ele é um aliado fundamental na gestão da saúde pulmonar, facilitando uma abordagem mais eficaz e proativa na manutenção do bem-estar respiratório.
Com duas opções disponíveis, a G-Tech projetou oxímetros para facilitar a utilização tanto em ambientes domésticos quanto profissionais de saúde. Os modelos LED e OLED são eficazes na detecção de variações abruptas nos níveis de oxigênio e são de fácil utilização e compreensão. A diferença entre as versões é que o oxímetro LED oferece uma visualização clara e direta dos resultados em um visor tradicional, tornando o monitoramento prático e eficiente. Já o modelo OLED, com sua tecnologia avançada, proporciona uma leitura mais detalhada, exibindo resultados abrangentes e até mesmo a curva plestimográfica.
Além disso, a empresa conta com o Oxímetro Pediátrico, que possui a mesma tecnologia dos outros, tem a tela OLED, mas é voltado pra uso em dedos a partir de 5mm de largura, além de ser produzido com materiais seguros e de resistência ampliada, específico pro uso infantil.
“O oxímetro é uma ferramenta essencial para o monitoramento da saúde pulmonar, pois mede de forma não invasiva a saturação de oxigênio no sangue. Além disso, auxilia no diagnóstico precoce de problemas respiratórios, como pneumonia ou DPOC, ao identificar níveis de oxigênio abaixo do normal. Outra utilidade do aparelho é para o acompanhamento de pacientes com doenças pulmonares crônicas, ajudando a ajustar tratamentos e intervenções. Seu uso contínuo pode salvar vidas ao permitir ações rápidas em situações de hipoxemia”, pontua Pedro Henrique Abreu, Gerente de Marketing e Produtos da G-Tech, líder nacional no segmento de equipamentos para monitoramento domiciliar e hospitalar da saúde.
Outros cuidados gerais que influenciam a uma boa saúde pulmonar
- Hidratação adequada: água ajuda a fluidificar as secreções e facilita a expectoração, promovendo a saúde das vias respiratórias.
- Qualidade do ar: use purificadores de ar para reduzir a exposição a poluentes e alérgenos, e mantenha os ambientes bem ventilados para evitar o acúmulo de substâncias nocivas.
- Umidificação do ambiente: Mantenha a umidade do ar em níveis adequados para prevenir o ressecamento e a irritação das vias respiratórias, sem criar um ambiente propício ao mofo.
- Exercícios físicos: a prática de atividades físicas de forma regular ajuda a manter a função pulmonar em dia e fortalece o sistema respiratório.
5.Evitar fatores irritantes: além de evitar a exposição à fumaça de cigarro e produtos químicos, é importante minimizar a exposição à poluição do ar, alérgenos como pólen e pêlos de animais, e ambientes com mofo. Esses fatores podem irritar e inflamar as vias respiratórias.
Com a adoção de práticas preventivas e a utilização de ferramentas para monitoramento contínuo, é possível reduzir significativamente os impactos das doenças respiratórias. Além disso, é importante estar atento aos sinais de problemas pulmonares e buscar orientação médica sempre que necessário. Esses cuidados ajudam a garantir um pulmão saudável e uma boa saúde respiratória
Saúde
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão: condição silenciosa atinge cerca de 28% dos brasileiros
Especialista reforça a importância do acompanhamento médico e de hábitos saudáveis para diminuir riscos e complicações da doença
Silenciosa e muitas vezes assintomática, a hipertensão arterial atinge cerca de 28% da população brasileira adulta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A condição é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento contínuo dos pacientes.
Doença silenciosa
Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, geralmente igual ou superior a 140/90 mmHg, a hipertensão pode evoluir sem apresentar manifestações claras. Quando surgem, sinais como dor de cabeça frequente, tontura, falta de ar e alterações visuais podem indicar a necessidade de avaliação médica.
De acordo com Leonardo Abreu, médico de família e comunidade e coordenador técnico da Amparo Saúde, empresa de Atenção Primária à Saúde do Grupo Sabin, a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, mas a ausência de sintomas não significa ausência de risco, uma vez que seus impactos são acumulativos e potencialmente graves. “Quando não tratada, pode comprometer órgãos vitais como coração, cérebro e rins”, explica.
Diagnóstico e acompanhamento
O especialista destaca que o diagnóstico deve ser feito com medições repetidas e acompanhamento ao longo do tempo. “Vale lembrar que uma única aferição acima do normal não fecha diagnóstico, mas serve como alerta. O mais importante é acompanhar esse paciente de forma contínua, para agir precocemente e reduzir riscos”, explica.
“Com um monitoramento regular e ajustes progressivos no tratamento é possível manter níveis de pressão arterial mais estáveis e reduzir significativamente o risco de eventos graves ao longo do tempo”, completa.
Nesse contexto, modelos de cuidado baseados na Medicina de Família e Comunidade (MFC) têm ganhado destaque por priorizar a prevenção, o vínculo entre médico e paciente e monitoramento regular. Iniciativas como a Amparo Saúde oferecem linhas de cuidado especializadas para grupos populacionais em, por exemplo, empresas e operadoras de saúde, que vão de pacientes com condições crônicas, como hipertensão, até pessoas saudáveis, para prevenção e cuidado integral.
Segundo o médico, a especialidade tem um papel no manejo da hipertensão por sua atuação proativa e integral, diferente de modelos reativos, que esperam o paciente chegar doente ao consultório. “Esse cuidado antecipatório é fundamental diante de uma condição silenciosa, permitindo identificar precocemente alterações e intervir antes do surgimento de complicações”, destaca Leonardo.
Além de fatores genéticos, a hipertensão está associada ao estilo de vida. Consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, álcool e estresse estão entre os principais fatores de risco. “Pequenas mudanças na rotina já fazem diferença, mas precisam ser sustentáveis. Quando o cuidado é construído junto ao paciente, os resultados tendem a ser mais consistentes”, completa.
Saúde
Novo tratamento para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é aprovado no Brasil
• Nucala (mepolizumabe) é um anticorpo monoclonal que inibe a ação da IL-58
• Aprovação é baseada em resultados do estudo de fase III, que demonstrou redução significativa das exacerbações moderadas e graves2
• Tratamento é indicado para pacientes com DPOC não controlada associada à inflamação tipo 22,3
• Dados também mostram redução de exacerbações que levam a hospitalizações e atendimentos de emergência2
• Subdiagnosticada, DPOC é a quinta causa de morte no Brasil9
Rio de Janeiro, abril de 2026 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Nucala (mepolizumabe) para o tratamento de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).1 No Brasil, o medicamento já possui aprovação regulatória para outras indicações, como Asma Eosinofílica Grave, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA), Síndrome Hipereosinofílica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN).8
A aprovação da nova indicação contempla seu uso como tratamento complementar de manutenção em pacientes adultos com DPOC não controlada, caracterizada por níveis elevados de eosinófilos no sangue, apesar do uso de terapia inalatória otimizada com corticosteroide inalatório (ICS), broncodilatador de longa duração beta-agonista (LABA) e antagonista muscarínico de longa duração (LAMA)1,8,conhecida também como tripla terapia.
A decisão é baseada nos dados de estudo de fase III MATINEE, que avaliou a eficácia e segurança de mepolizumabe em uma população ampla de pacientes com DPOC e evidência de inflamação tipo 2, identificada por contagem elevada de eosinófilos. No estudo, o medicamento demonstrou redução estatisticamente significativa e clinicamente relevante na taxa de exacerbações, episódios de crises, moderadas ou graves. Além disso, foi observada redução na taxa de exacerbações que resultam em atendimentos de emergência ou hospitalizações, eventos associados à progressão da doença, piora da qualidade de vida e aumento do risco de mortalidade.2
DPOC é subdiagnosticada
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença inflamatória pulmonar, progressiva e heterogênea, que inclui condições como bronquite crônica e enfisema. Estima-se que mais de 390 milhões de pessoas vivam com a doença globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo.3,4 No Brasil, a doença afeta aproximadamente 15 milhões de brasileiros, sendo a quinta causa de morte no país.5,9 A doença também representa um importante desafio de saúde pública, pois estima-se que cerca de 70% das pessoas com a doença não tenham diagnóstico, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o risco de complicações.5,6
Caracterizada por sintomas respiratórios persistentes, como falta de ar, tosse e produção de muco, a DPOC decorre de alterações nas vias aéreas que levam à limitação progressiva do fluxo de ar. Embora não tenha cura, a doença pode ser tratada e controlada. O manejo adequado, que inclui farmacoterapia, reabilitação pulmonar e acompanhamento médico, pode melhorar a qualidade de vida, retardar a progressão da doença e reduzir o risco de mortalidade.3
Apesar dos avanços no tratamento, muitos pacientes continuam apresentando sintomas persistentes e crises, mesmo com o uso de terapias inalatórias combinadas. Essas exacerbações, também conhecidas como “ataques pulmonares”, representam episódios agudos de piora dos sintomas e podem levar a danos irreversíveis nos pulmões, além de aumentar o risco de hospitalização e morte.3
“A DPOC é uma doença complexa e heterogênea, e uma parcela relevante dos pacientes apresenta inflamação tipo 2, associada a maior risco de exacerbações graves. Com mepolizumabe, biológico de administração mensal, ampliamos a possibilidade de uma abordagem mais direcionada e personalizada, baseada em biomarcadores, com potencial de reduzir eventos que aceleram a progressão da doença e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Luciana Giangrande, Diretora Médica da GSK Brasil.
Mais sobre o tratamento
O mepolizumabe é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a interleucina-5 (IL-5), uma proteína central no processo inflamatório tipo 2. Ao inibir a ação da IL-5, o tratamento reduz os níveis de eosinófilos, contribuindo para o controle da inflamação subjacente à doença.7,8
“A aprovação de mepolizumabe para DPOC no Brasil representa um avanço importante no cuidado de pacientes que continuam passando por crises, mesmo com o uso de outras terapias. Esse marco reforça o compromisso da GSK em trazer inovações que atuem nos mecanismos da doença e contribuam para reduzir o impacto da DPOC na vida das pessoas e no sistema de saúde”, afirma Olavo Corrêa, presidente da GSK Brasil.
Sobre a DPOC
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por inflamação persistente das vias aéreas e limitação progressiva do fluxo de ar, resultando em sintomas como falta de ar, tosse crônica e produção de secreção.3
Sobre o estudo MATINEE
O MATINEE é um estudo clínico de fase III, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que avaliou o mepolizumabe como terapia complementar em pacientes com DPOC e histórico de exacerbações, apesar do tratamento com terapia inalatória otimizada.2
O estudo incluiu pacientes com diferentes apresentações clínicas da doença, incluindo bronquite crônica, enfisema ou ambos, todos com evidência de inflamação tipo 2 caracterizada por contagem elevada de eosinófilos.2 Os participantes receberam mepolizumabe 100 mg por via subcutânea a cada quatro semanas, além do tratamento padrão, por um período de até 104 semanas.2
Sobre Nucala (mepolizumabe)
Nucala (mepolizumabe) é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a interleucina-5 (IL-5), uma proteína-chave na inflamação tipo 2.7,8 O medicamento foi desenvolvido para o tratamento de doenças associadas a esse tipo de inflamação e já é aprovado para outras indicações, incluindo Asma Eosinofílica Grave, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA), Síndrome Hipereosinofílica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN).8
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia/Inflamatória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.
Referências
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RE nº 1.583, de 16 de abril de 2026. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 abr. 2026. Seção 1, p. 254. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2026.
- Sciurba F, et al. Mepolizumab to prevent exacerbations in COPD with an eosinophilic phenotype. N Engl J Med. Apr 2025;392:1710-1720. Disponível em: . Acesso em abril de 2026.
- Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). 2026 Gold Report. Disponível em: . Acesso em abril de 2026.
- Adeloye D, et al. Global, regional, and national prevalence of COPD. Lancet Respir Med. 2022; 10: 447-458.
- Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. 2025. Disponível em: . Acesso em abril de 2026.
- Moreira GL et al. PLATINO, a nine-year follow-up study of COPD in the city of São Paulo, Brazil: the problem of underdiagnosis. J Bras Pneumol. 2013; 40(1): 30-37.
- Maspero J, et al. Type 2 inflammation in airway diseases. ERJ Open Res. 2022; 8: 00576–2021.
- Nucala (mepolizumabe). Bula do produto
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. DPOC on the road [Internet]. 2025 [citado 2025 out 24]. Disponível em: Acesso em abril de 2026.
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