Mato Grosso do Sul
Doença contagiosa, mormo já atinge 39 cavalos em 11 cidades de MS
O registro de 39 casos de mormo em um ano no Estado está deixando autoridades, especialistas e criadores preocupados. A doença, que acomete principalmente os equídeos, é contagiosa e pode ser transmitida ao homem. Até o momento há confirmação em 11 cidades de Mato Grosso do Sul.
O 1º caso diagnosticado de mormo equino no Estado foi em abril de 2015 em Bela Vista, e desde então, segundo a coordenadora estadual do PNSE (Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos), Kelly Noda Gonçalves, há casos confirmados em: Campo Grande, Miranda, Guia Lopes, Aquidauana, Camapuã, Paraíso das Águas, Corguinho, Batayporã, Taquarussu e Novo Horizonte do Sul. Também há casos sendo investigados em Itaquiraí e Amambaí.
“A gente fica preocupado porque é uma zoonose, que atinge humanos. Quase todo mês vamos em algum evento, por isso fazemos os exames de sangue para anemia e mormo. Hoje, tenho de 18 a 22 animais, e a gente procura fazer o manejo correto, como usar cocho individual quando vai em evento”, disse Nilson Paulo Ricartes de Oliveira, presidente da ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha).
O manejo sanitário correto serve como prevenção para a doença, segundo o médico veterinário do Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Horacio Tinoco. “Quando tem eventos com aglomeração precisa fazer o exame de anemia e mormo, além da utilização de cocho d’água e alimento individual. Quem olha e suspeita que o animal está com doença, ao invés de colocar a mão, é melhor procurar um médico veterinário ou serviço oficial, porque o mormo pode passar para o ser humano”, explica.
A maior preocupação para a coordenadora do programa está em alguns animais confirmados, que continuam em propriedades. “São 15 animais judicializados, que os criadores entraram na justiça para não sacrificar. E, enquanto eles mantém animais positivos continua uma possível transmissão. É um risco não só aos produtores, mas também para os outros animais”, destaca.
Investigação
“Quando o produtor faz o exame no laboratório, dá positivo o próprio laboratório encaminha para gente o exame. Nós vamos na propriedade abrimos investigação, faz um novo exame, o teste de maleína, e dando positivo, é decretado o foco na propriedade”, explica a coordenadora do PNSE.
Segundo Kelly, a propriedade fica interditada desde o início da investigação. “Nenhum animal pode entrar ou sair. Se o animal é considerado negativo, a suspeita descartada, e a propriedade é desinterditada. Se confirmado, todos os animais passam pelo exame no intervalo de 45 e 90 dias”, cita ela.
Mato Grosso do Sul
Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande
Monitoramento de preços realizado pelo Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), identificou redução no valor do diesel comercializado em postos nas saídas de Campo Grande. A análise compara dados coletados nos dias 10 e 23 de abril de 2026.
Considerando os maiores valores praticados no período, o litro do Diesel S10 caiu 5,93% nas bombas de abastecimento, independentemente da forma de pagamento. Já o Diesel S500 teve uma redução de 5,38% no crédito e 4,80% no dinheiro ou débito.
A análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário, incluindo as saídas para Sidrolândia, Três Lagoas, Corumbá e Coxim. Ela ainda avalia os efeitos de medidas anunciadas pelo governo para conter a alta dos preços dos combustíveis no Brasil, impulsionada pelo aumento dos custos internacionais do petróleo.
Medidas provisórias vêm sendo editadas para conter a alta de valores decorrente de conflitos no Oriente Médio, ofertando subsídios de até R$ 1,20/litro na importação e R$ 0,80/litro para a produção nacional. Houve, ainda, isenção de PIS/Cofins aplicada ao biodiesel. Os valores, no entanto, diluem-se nas etapas de importação, distribuição e revenda até o consumidor final.
No período, não houve variação nos preços aplicados na venda de etanol e gasolina comum nos postos monitorados. O levantamento, realizado de forma periódica, seguirá sendo executado a fim de orientar os consumidores e subsidiar eventuais ações de fiscalização no setor.
Serviço
Pesquisa Combustíveis Anel Viário (Campo Grande)
- 10 de Abril: https://tinyurl.com/bdzf3mxx
- 23 de Abril: https://tinyurl.com/2d5jdpdm
- Comparativo: https://tinyurl.com/3aetjtta
Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Foto: Kleber Clajus/ProconMS/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul inova com tecnologia que transforma diagnósticos em horas
Único hospital público do Centro-Oeste com MALDI-TOF, o hospital identifica bactérias e fungos em menos de 24 horas — revolucionando o tratamento de infecções graves
Com investimento contínuo no parque tecnológico, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) deu mais um passo na qualidade do atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O Laboratório de Análises Clínicas da unidade passou a contar com o MALDI-TOF — técnica avançada de espectrometria de massa que identifica microrganismos como bactérias e fungos com alta velocidade e precisão. O HRMS é o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia.
Se antes a identificação de bactérias e fungos levava até cinco dias, agora o diagnóstico microbiano pode ser liberado em menos de 24 horas. Na prática, isso significa que o paciente inicia o tratamento adequado mais rápido e, com isso, pode até receber alta mais cedo.
Segundo a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório, a grande inovação está na velocidade. “Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, explica.
Ela destaca ainda o impacto no uso de medicamentos: com a identificação imediata do agente causador da infecção, a equipe médica pode prescrever o antibiótico exato logo no início do tratamento. Isso evita o uso de medicamentos de amplo espectro desnecessários, combatendo a resistência bacteriana.
Os benefícios vão além do paciente individual. A diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini, ressalta o impacto no sistema como um todo. “Quando o paciente recebe o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, sua recuperação é mais rápida e segura. Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica.
Na prática, a redução no tempo de internação permite que mais pacientes sejam atendidos pela unidade, otimizando a fila do SUS.
Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Patrícia Belarmino
Fonte: Governo MS
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