Mato Grosso do Sul
Dez anos de transformação marca cerimônia de abertura dos Jogos Escolares de MS
Foram oficialmente abertos, nesta quinta-feira (6), os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul 2024. A cerimônia que marcou o início da competição escolar, na faixa etária de 12 a 14 anos, foi realizada na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.
O evento é promovido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer). Este é um momento histórico para o esporte sul-mato-grossense, com recorde de participação.
De 2015 para cá os Jogos tiveram várias transformações, agora os adolescentes de possuem conforto para se dedicar exclusivamente às modalidades. Eles ficam em hotéis preparados para recebê-los e um bufê é contratado para atender aos jogos e dessa forma os atletas têm a alimentação acompanhada por nutricionista.
Desde 2015 já são mais de 30 mil atletas, com equilíbrio de adesão, onde as mulheres representam quase 42% e os homens 58%. Nas modalidades coletivas, destaque para o futsal, que conta com 40% dos atletas envolvidos no projeto.
“Fico muito feliz em estar à frente desses dez anos de transformação no esporte, desde 2015 que ninguém mais dorme em alojamento ou come de forma improvisada, tudo isso faz a diferença na vida dos nossos atletas. E não seria possível sem a dedicação de cada parte dessa grande equipe”, destaca o Secretário da Setesc, Marcelo Miranda.
“Em 2015, tivemos 2 mil atletas inscritos e para este ano a previsão é que teremos mais de 8 mil atletas inscritos em todas as etapas dos jogos, é uma transformação muito grande, e isso se dá devido ao empenho de todos os técnicos, gestores, chefes de delegação, e principalmente dos atletas. Esse dia é de muita comemoração para o Desporto Escolar do Mato Grosso do Sul” frisa o diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Nuñez.
Essa primeira etapa dos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul, acontece toda em Campo Grande nos dias 6 a 24 de junho, com disputas na faixa etária de 12 a 14 anos. Os primeiros quatro blocos serão realizados em Campo Grande, depois a terceira divisão acontece em Coxim, e os atletas classificados participam da competição nacional dos Jogos Escolares em Recife.
Para Mauro Bernardes, 60, chefe da delegação do município de Três Lagos, a mudança nos Jogos Escolares da Juventude de MS, também se dá na qualidade dos locais de competição escolhidos.
“Hoje as condições dos locais das competições, hotel, alimentação, são bem elevadas. Eu participo dos jogos desde de 89 então eu passei várias fases dos jogos e nunca tivemos essas condições que nos últimos dez anos tem sido apresentada pra gente. Está ficando cada vez mais difícil ganhar o campeonato, devido aos recordes de participações, os alunos querem se destacar nas competições regionais para poder chegar aqui e ter uma chance de disputar o campeonato brasileiro”.
Ihandra Harumi, de 13 anos, praticante de judô, participa pela segunda vez dos Jogos Escolares de MS, ela relata os benefícios do esporte em sua vida.
“O judô ajuda muito na disciplina, a manter o peso, me dá responsabilidade. Eu estou adorando participar dos Jogos Escolares, adorei as camisetas, a garrafa e a sacola. A refeição é maravilhosa, eu estou aguardando pela hora da luta e espero um bom resultado. É muito bom estar aqui representando a minha cidade, é muito boa a sensação de estar fazendo parte de tudo isso”, destaca a judoca.
Com novo formato, os Jogos Escolares da Juventude de MS serão divididos em quatro blocos, no feminino e masculino, todos os blocos acontecerão na capital e em sequência. O primeiro é composto pelas modalidades atletismo, badminton, ciclismo, judô, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia e wrestling (luta olímpica). No segundo bloco, haverá disputas de basquetebol e futsal. No terceiro, entram em ação os estudantes-atletas do handebol e voleibol. Por último, ginástica artística, ginástica rítmica, karatê, natação e xadrez.
Bel Manvailer, Comunicação Fundesporte
Fotos: Daniel Sampaio
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Frio intenso provoca morte de 74 bovinos em fazendas da região de Nova Andradina
A forte onda de frio que atingiu Nova Andradina nos últimos dias provocou a morte de 74 bovinos em propriedades rurais da região. A confirmação foi feita pela Iagro por meio de boletim divulgado nesta terça-feira (12).
Segundo o órgão, os casos ocorreram em quatro fazendas e estão associados à hipotermia, condição causada pela exposição prolongada às baixas temperaturas. Bezerros e animais debilitados estão entre os mais vulneráveis, especialmente quando não possuem abrigo adequado contra frio, vento e chuva.
A mortalidade de bovinos durante o inverno já é considerada um problema recorrente em Mato Grosso do Sul. Dados anteriores apontam que, em 2023, mais de 2,7 mil animais morreram devido ao frio intenso no estado. Em 2024, aproximadamente 540 bovinos também foram vítimas das baixas temperaturas.
Diante do atual cenário climático, a Iagro reforçou orientações aos produtores rurais para reduzir os riscos ao rebanho. Entre as recomendações estão o reforço alimentar com suplementação adequada e a disponibilização de áreas protegidas para minimizar os impactos das mudanças bruscas de temperatura.
O órgão alerta ainda que fatores como raça, idade, condição corporal e exposição ao vento influenciam diretamente na resistência dos animais ao frio. Em casos de mortes acima do esperado, os pecuaristas devem comunicar imediatamente o serviço veterinário oficial para realização de vistoria técnica e regularização da baixa dos animais.
Mato Grosso do Sul
Atvos anuncia investimento bilionário em etanol de milho em Nova Alvorada do Sul e amplia aposta no MS
A Atvos anunciou um investimento bilionário na construção de uma nova planta de etanol de milho anexa à Usina Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul. O projeto reforça a expansão do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul e coloca a empresa entre as gigantes que passaram a apostar no milho como alternativa estratégica para ampliar a produção de biocombustíveis no Brasil.
Segundo o CEO da companhia, Bruno Serapião, o investimento ultrapassa R$ 1 bilhão e a nova unidade deverá entrar em operação em 2028. A planta terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, produzindo cerca de 273 milhões de litros de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG (grãos secos de destilaria) e 13 mil toneladas de óleo de milho anualmente.
A escolha da Usina Santa Luzia ocorreu por se tratar da maior unidade da empresa, com elevada disponibilidade de biomassa proveniente do bagaço da cana-de-açúcar, utilizada para geração de energia. A integração entre a produção de etanol de cana e milho deve reduzir custos industriais e diminuir a pegada de carbono da operação.
De acordo com a Atvos, a combinação das duas matrizes produtivas poderá gerar uma redução superior a 10% no custo final de produção do etanol. Outro fator decisivo foi a localização estratégica da unidade, já que muitos fornecedores da empresa também cultivam milho e atuam na pecuária, criando demanda natural para o DDG produzido.
A expectativa é de que grande parte da nova produção abasteça o mercado do Centro-Oeste, região onde o consumo de etanol cresce acima da média nacional. Com isso, parte da produção de etanol de cana poderá ser direcionada para exportação.
A empresa também aposta no avanço da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para até 35%, prevista na Lei do Combustível do Futuro. Atualmente, a Atvos já exporta etanol industrial para o Japão e observa crescente interesse internacional de países como Indonésia, Filipinas e Índia por combustíveis com baixa emissão de carbono.
Além da planta de etanol de milho, a companhia também investe na construção de uma unidade de biometano na mesma usina, com aporte estimado em R$ 350 milhões e previsão de conclusão em 2027.
Os novos investimentos marcam uma nova fase da empresa, que nos últimos anos passou por recuperação judicial e reestruturação financeira. Segundo a companhia, a alavancagem caiu de 1,4 vez em 2023 para 1,3 vez em dezembro de 2025, permitindo agora direcionar recursos para expansão e modernização.
Nos últimos três anos, a Atvos ampliou sua moagem de cana de 22 milhões para 27 milhões de toneladas por safra, mantendo cerca de 500 mil hectares de área fornecedora para suas oito usinas. A meta da empresa é atingir 30 milhões de toneladas processadas nos próximos ciclos.
Entre os investimentos realizados no campo estão tecnologias de agricultura de precisão, conectividade 4G, uso de drones na aplicação de insumos e desenvolvimento de variedades mais resistentes à estiagem. Na safra passada, a produtividade média da companhia alcançou 73 toneladas por hectare, próximo da média do Centro-Sul do país.
SOBRE ATVOS
A Atvos é uma empresa brasileira do setor sucroenergético e uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país. Fundada em 2007 e sediada em São Paulo, atua na produção de etanol, açúcar VHP e energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar, com foco em soluções de baixa emissão de carbono para a transição energética.
Principais fatos
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Fundação: 2007
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Sede: São Paulo (SP), Brasil
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Unidades: 8 usinas agroindustriais em 4 estados
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Funcionários: cerca de 11 mil
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Capacidade anual: 3,3 bilhões de litros de etanol e 4,2 mil GWh de energia limpa
Operações e produtos
A empresa transforma cana-de-açúcar em três produtos estratégicos: etanol hidratado e anidro (usado como biocombustível), açúcar VHP (para exportação e refino) e energia elétrica cogenerada a partir do bagaço e da palha. Essa energia renovável é suficiente para abastecer mais de 18 milhões de pessoas. Além disso, a Atvos é uma das principais emissoras de Créditos de Descarbonização (CBIOs) do programa RenovaBio, com capacidade superior a 4 milhões de créditos por safra .
Presença e sustentabilidade
Com unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, a Atvos integra agricultura e indústria de forma circular, aproveitando integralmente resíduos como torta de filtro e vinhaça. A empresa é signatária do Pacto Global das Nações Unidas desde 2016, comprometendo-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) .
Estratégia e inovação
Desde 2024, a companhia vem expandindo práticas de agricultura regenerativa e digitalização industrial. Investe em projetos de biometano e etanol de milho para diversificar o portfólio e reduzir ainda mais sua pegada de carbono. Sua plataforma digital de gestão integra inteligência artificial e dados em tempo real para otimizar produtividade e sustentabilidade .
Relevância
Controlada pela Mubadala Capital, a Atvos consolidou-se como um dos maiores agentes da transição energética no Brasil, conectando inovação tecnológica, eficiência agrícola e compromisso ambiental em larga escala.
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