Educação
Projeto do IFMS é o mais votado em edital de emendas participativas
Proposta apresentada à deputada federal Camila Jara prevê a construção de um espaço de educação inclusivo e inovador
na cidade de Corumbá
Construir um espaço com estrutura adequada para atendimentos gratuitos a estudantes da educação especial dos municípios de Corumbá e Ladário. A proposta, elaborada pelo Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne) do Campus Corumbá do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), foi uma das mais votadas em um edital que prevê o financiamento de projetos por meio de emendas parlamentares individuais.
O projeto prevê a construção do CREIE – Centro de Referência de Inclusão e Inovação na Educação, cuja estrutura inclui duas salas equipadas com recursos multifuncionais, espaço para maquinário voltado à confecção de tecnologia assistiva e miniauditório para realização de formações profissionais na área da educação especial.
A proposta, submetida no bloco Educação do edital de emendas participativas da deputada federal por Mato Grosso do Sul Camila Jara (PT), recebeu 1.292 votos de um total de 13.743 respostas na votação popular. O primeiro lugar garante que o projeto, cujo custo estimado é de R$ 1 milhão, entre na lista das emendas individuais da parlamentar para 2024.
A coordenadora do Napne e psicóloga do Campus Corumbá do IFMS, Flávia Camargo, destaca a necessidade de um espaço como o CREIE na região Oeste do Estado.
“Entre 2013 e 2022, o número de matrículas de pessoas com deficiência nas escolas de Corumbá e Ladário saltou de 458 para 802, o que tornou crescente a demanda por adaptações pedagógicas e estruturais para esse público. No IFMS, por exemplo, são atendidos estudantes com as mais variadas necessidades específicas, tais como deficiência visual ou auditiva, Transtorno do Espectro Autista, paralisia cerebral, e não há um espaço adequado para esse atendimento especializado”, ressalta.
O CREIE, segundo Flávia, também atenderia estudantes de outras redes de ensino, por meio de parcerias entre as instituições. “A proposta prevê a cedência das salas de recursos multifuncionais, oferta de materiais adaptados e formações continuadas dos profissionais da educação especial da região”, complementa.
Para a reitora do IFMS, Elaine Cassiano, o resultado da votação popular reforça o compromisso social como um dos valores da instituição.
“A escolha de nosso projeto pela população sul-mato-grossense mostra que o IFMS tem se consolidado como referência em educação no Estado, em especial no atendimento às populações mais vulneráveis. Isso é uma conquista do trabalho engajado e qualificado de toda nossa comunidade”, avalia.
Atendimento – Atualmente, mesmo sem espaço adequado, o Napne do Campus Corumbá atende 11 estudantes do IFMS com necessidades educacionais específicas e ainda desenvolve projetos de ensino e de extensão voltados a alunos da educação especial de outras escolas do município.
O campus tem atuado ainda na confecção de materiais adaptados por meio dos equipamentos disponibilizados pelo IFMaker, ambiente colaborativo para criação de protótipos. Entre os produtos já desenvolvidos no laboratório destacam-se material pedagógico adaptado (tecnologia assistiva), letreiros em Braille, protótipo de próteses, entre outros.
Diversas outras ações foram desenvolvidas pelo Núcleo nos últimos 13 anos, desde que o IFMS começou a funcionar em Corumbá. Por meio de parcerias com as redes municipal e estadual de ensino, foram ofertados cursos a estudantes e formação continuada a professores da educação especial.
Durante a pandemia de Covid-19, o Napne realizou eventos on-line sobre a temática educação especial que reuniram profissionais de todo o país e que, juntos, alcançaram cerca de 5 mil pessoas.
Nos últimos dois anos, eventos presenciais foram sediados no Campus Corumbá, dentre os quais o VIII Encontro Anual dos Napnes, o II Workshop de Ações Inclusivas e uma Assessoria Técnica do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em que o IFMS foi o representante da Região Centro-Oeste do país.
Emendas Participativas – O edital, publicado pela deputada federal Camila Jara no final de agosto, buscava selecionar projetos a serem financiados por meio de emendas parlamentares individuais, com execução prevista para 2024. Ao todo, foram disponibilizados R$ 10 milhões dos R$ 25 milhões previstos para cada parlamentar na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem, que ainda será votada pelo Congresso Nacional.
Foram submetidas 157 propostas. Na votação on-line, realizada por meio do preenchimento de formulário eletrônico, os participantes escolheram os projetos por blocos: Educação, Saúde e Assistência Social.
As emendas parlamentares selecionadas serão disponibilizadas conforme apresentação de proposta/plano de trabalho aos respectivos Ministérios, de acordo com procedimentos e prazos estabelecidos por esses órgãos.
A reitora do IFMS destaca a iniciativa pioneira da deputada federal ao permitir que a população escolha o destino de emendas parlamentares.
“O orçamento de uma instituição nunca é suficiente para todas as demandas apresentadas. Acredito que essa iniciativa abre mais uma possibilidade para que instituições que atendem às comunidades possam materializar ações e projetos. Essa parceria nos traz entusiasmo para continuarmos o trabalho de captação de recursos que tem sido feito”, ressalta.
Puderam participar da seleção instituições públicas, organizações sem fins lucrativos e entidades do terceiro setor que atuem em Mato Grosso do Sul.
Os projetos deveriam atender a necessidades coletivas; ser executados em, no mínimo, 12 meses; ter investimento permanente de até R$ 1 milhão e R$ 500 mil para outros objetos; e abordar temas como juventude, raça, gênero e sexualidade, população LGBTQIA+, saúde da mulher, pessoas com deficiência, combate às desigualdades, educação de qualidade e desenvolvimento socioambiental.
Educação
Mato Grosso do Sul tem três universidades entre as mais empreendedoras do Brasil; veja lista
Três universidades do Mato Grosso do Sul estão entre as mais bem avaliadas do país no Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE) 2025, divulgado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) aparece em 11º lugar no ranking nacional. O estado também tem a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em 35º, e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em 44º.
No recorte regional, Mato Grosso do Sul aparece em 4º lugar no desempenho do Centro-Oeste, atrás de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Das 10 universidades mais bem avaliadas da região, três são sul-mato-grossenses: UFMS, em 2º lugar, UFGD, em 4º, e UEMS, em 6º.
Nesta edição, foram coletadas 34 mil respostas de estudantes de 92 universidades e 29 institutos federais de todas as regiões do país. Além do ranking geral, o estudo reúne análises por região, pesquisa de percepção discente e recortes por dimensão, como cultura empreendedora, inovação, extensão, internacionalização, infraestrutura e capital financeiro.
“Mais do que mostrar posições, o IESE ajuda a tornar mais visível o impacto que a educação empreendedora pode gerar dentro e fora das instituições. Quando a gente olha para esses resultados, o que aparece não é só desempenho, mas a capacidade de formar jovens com repertório para transformar realidades, propor soluções e contribuir de forma concreta com o desenvolvimento do país”, diz Vithória Rodrigues, presidente executiva da Brasil Júnior.
Veja a classificação das universidades de Mato Grosso do Sul no estudo:
- 11º Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
- 35º Fundação Universidade Federal da Grande Dourados
- 44º Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
O estudo mostra como universidades e institutos federais se estruturam para estimular o empreendedorismo no ambiente acadêmico. Pela metodologia do IESE, a proposta é identificar pontos que precisam de atenção e indicar oportunidades de melhoria a partir de indicadores ligados ao ecossistema empreendedor universitário.
A Brasil Júnior conduz o relatório desde 2016. Divulgado a cada dois anos, o levantamento busca contribuir para a melhoria da vivência universitária e da qualidade do ensino superior brasileiro.
Top 10 nacional
1º- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
2º- Universidade de São Paulo (USP)
3º- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
4º- Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
5º- Universidade Federal de Viçosa (UFV)
6º- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
7º- Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
8º- Universidade Federal de Lavras (UFLA)
9º- Universidade do Vale do Taquari (Univates)
10º- Universidade de Brasília (UnB)
Sobre o Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras
O IESE (Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras) é uma iniciativa da Brasil Júnior – Confederação Brasileira de Empresas Juniores que reúne instituições avaliadas em um mapeamento nacional para ajudar a consolidar um diagnóstico sobre a relação entre universidade, estudantes e o ecossistema empreendedor. Criado em 2016 e realizado a cada dois anos, a edição de 2025 contou com 121 Instituições de Ensino Superior, sendo 92 universidades e 29 institutos federais, e incluiu uma pesquisa de percepção com 34 mil estudantes de todas as regiões brasileiras.
Sobre a Brasil Júnior
A Brasil Júnior é a entidade responsável por coordenar o Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil. Como organização sem fins lucrativos, tem a missão de formar líderes empreendedores e conectar estudantes universitários a desafios reais do mercado. Atualmente, o MEJ conta com 25 mil jovens, reúne 1.449 empresas juniores e está presente em 270 instituições de Ensino Superior. Em 2025, o movimento faturou mais de R$ 66 milhões, valor 100% reinvestido na capacitação dos membros.
Educação
Contagem regressiva: MS terá 9 equipes de robótica no Festival Sesi de Educação em SP
Alunos do Sesi de Mato Grosso do Sul irão competir em um dos maiores eventos de robótica educacional do país, o Festival Sesi de Educação 2026. O torneio, que reúne crianças e jovens de todo o Brasil para celebrar aprendizado, inovação e criatividade, será realizado em duas semanas: de 4 a 8 e de 12 a 15 de março, em São Paulo.
As competições serão divididas nas categorias FLL, FTC, FRC e STEM Racing. Mato Grosso do Sul será representado por nove equipes, com delegação de 80 pessoas, entre competidores, técnicos e juízes.
Washington Luiz de Oliveira Carvalho, articulador da robótica na Rede Sesi de Educação em MS, revela que as equipes sul-mato-grossenses chegam confiantes para o torneio nacional. “Tivemos boas devolutivas dos juízes de sala em edições anteriores, então isso nos traz confiança para o trabalho que queremos apresentar e para buscar vagas em torneios internacionais”.
Alunos como protagonistas
Arthur Ferraz, aluno do ensino médio do Sesi em Dourados, integra a equipe BR Racing e recebeu a missão de reformular a logomarca da escuderia. Ele explica que encontrou na equipe sua paixão pela comunicação visual. “Quero continuar desenvolvendo minhas habilidades. Nosso lema é evolução, e a nova marca traduz exatamente isso”, comenta.
O colega de equipe Paulo Victor Freitas Gadziski atua como líder e gestor de projetos. Ele conta que foi transformado pela robótica e hoje encara o futuro com novas perspectivas.
“A robótica desenvolve comunicação, escrita profissional e várias habilidades requeridas por muitas empresas. Constrói nos jovens um senso de profissionalismo muito grande, ainda mais na idade que estamos, com 15, 16 anos. Hoje me sinto preparado para os desafios do futuro. Se não fosse pela robótica, eu não me imaginaria o meu posicionamento futuro em questões profissionais”, disse.
A técnica da BR Racing, professora Priscilla Franco, reforça que o apoio do Sesi é essencial para o desenvolvimento dos alunos. “A história da BR Racing só existe porque o Sesi investe e acredita no potencial dos estudantes. Temos apoio da direção, coordenação, professores e departamento regional para desenvolver esses talentos”, afirma.
Confira as equipes que representam MS no Festival Sesi de Educação 2026:
FRC
– Tera Robotics (Três Lagoas)
– Capitech (Campo Grande)
– Tech Vikings (Naviraí)
FLL
– Alphadroids (Aparecida do Taboado)
– Tech Vikings (Naviraí)
– Tera Robotics (Três Lagoas)
FTC
– Tera Robotics (Três Lagoas)
– Tech Vikings (Naviraí)
STEM Racing
– BR Racing (Dourados)
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