Mato Grosso do Sul
Motoristas começam a receber os Voucher de R$ 1 mil para novas conversões ao GNV
Em iniciativa promovida pelo Governo do Estado, a MSGÁS (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul) começou hoje (11) a entrega do “Voucher GNV Gás”, um vale-combustível de R$ 1 mil para os motoristas que fizerem novas conversões para o combustível menos poluente. Com este valor, o veículo poderá rodar até 3 mil km com a utilização de gás natural veicular. Este bônus é concedido pela companhia por meio de um cartão com crédito, para motoristas que estão convertendo seus veículos para o GNV, em especial aos profissionais de aplicativos e taxistas.
Participaram da entrega o presidente da companhia, Rui Pires dos Santos e os diretores Bernadete Rangel e Fabrício Marti, o coordenador de Negócios da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), Augusto Castro, e os representantes dos sindicatos de motoristas de aplicativos.
A medida integra a Política de Incentivo ao uso do GNV, lançada em junho pelo Governo do Estado, que já garantiu a redução de 17% para 12% no ICMS para expansão da rede de GNV. Além disso o Governo também deu isenção total do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos que utilizam o GNV e a isenção de taxas de vistoria e documentação cobradas pelo Detran-MS e das taxas de serviço no processo de conversão dos veículos.
De acordo com o presidente da MSGÁS, Rui Santos, que entregou os cartões para os motoristas presentes ao evento, é uma grande satisfação fazer participar deste momento. “É uma iniciativa que se soma a todos os benefícios que foram concedidos pelo governador Eduardo Riedel na Política de Incentivo ao uso do Gás Natural Veicular. Estamos entregando os primeiros cartões de abastecimento. Acreditamos muito no sucesso do Voucher GNV”, destacou.

Segundo o titular da Semadesc, Jaime Verruck o Voucher GNV é mais um benefício do Governo para os motoristas de aplicativo e mais um passo rumo a meta do Estado de se tornar Carbono Neutro em 2030. “O Voucher integra este programa de incentivo ao uso do GNV no Estado que é transversal. Nossa meta além de estimular o uso do combustível menos poluente é incrementar a política de tornar o Estado com menos emissão de carbono até 2030″, salientou.
O coordenador de Negócios da Semadesc, Augusto Castro lembrou que o consumo de GNV está aumentando nos postos e com este Voucher existe a possibilidade de avançar ainda mais. “Estamos expandindo o uso de gás no Estado, em breve isso estará em Três Lagoas com mais postos para que se possa sair do nosso Estado utilizando o GNV”, frisou.
Um dos beneficiados com o Voucher GNV, o motorista de aplicativo João Antônio de Lima, de 65 anos destacou a importância da ajuda do Governo para a categoria . “Com a isenção das taxas de documento, isenção de IPVA e mais este Voucher GNV vai fazer uma diferença muito grande para a gente que trabalha neste mercado. Então estou muito contente com esta iniciativa do MSGÁS e do Governo do Estado, afirmou.

Política positiva
O Governo do Estado estima que com a política de incentivos sejam convertidos mil veículos, somente em Campo Grande, elevando assim o consumo em 100% de GNV, passando de 270 mil/mês para 540 mil metros cúbicos.
As ações fazem parte de um trabalho conjunto entre Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Segov (Secretaria de Estado de Governo), Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), MSGÁS e Detran-MS. Também teve o aval da Assembleia Legislativa, que aprovou o projeto.
Antônio João de Lima, 65 anos, é um dos condutores beneficiados pelo projeto e recebeu o voucher das mãos do diretor-presidente da MSGÁS, Rui Pires, na manhã desta sexta (11). Na ocasião, ele falou sobre a importância do benefício: “É uma grande ajuda, neste momento, e vai fazer uma diferença muito grande para nós, que trabalhamos na manutenção do carro. Estamos bem contentes com essa iniciativa feita e pensada em nós, motoristas de aplicativo e nos demais”, comentou.
Rosana Siqueira, Semadesc, e Comunicação da MSGÁS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Membros do conselho do FCO aprovam R$ 131 milhões em investimentos para MS
Membros do CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) realizaram reunião extraordinária na sexta-feira (19), em formato virtual, com aprovação de 69 cartas consultas que perfazem financiamentos no valor de R$ 131.833.258,22.
Na linha FCO Rural foram aprovadas 61 cartas consultas totalizando R$ 103.246.159,16, sendo distribuídas em 34 cartas consultas para compra de máquinas, nove para correção de solo, sete para aquisição de bovinos, quatro para reforma de pastagens, dois para retenção de matrizes e um para os setores de suinocultura, avicultura, energia fotovoltaica, armazenagem e benfeitorias rurais.
Já na linha FCO Empresarial foram aprovadas oito cartas consultas, sendo seis para o setor de comércio e serviços, enquanto os investimentos no turismo regional e em ciência e tecnologia tiveram uma carta consulta aprovada, cada.
No ano já foram aprovadas 525 cartas consultas nas duas linhas de financiamento, atingindo a cifra de R$ 1.000.641.013,12. Mato Grosso do Sul tem disponível para contratar, nesse ano. R$ 3.028.102.274,00, valor dividido ao meio entre as duas linhas de financiamento (Rural e Empresarial).
O CEIF/FCO é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e composto por representantes de órgãos públicos e entidades de classe produtora e trabalhadora, que têm como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, através da aplicação dos recursos tributários definidos em programas de financiamento aos setores produtivos.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Ana Christina, Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS
Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.
A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor
O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.
Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.
“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.
“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.
A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.
“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.
Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.
“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.
Comércio e negócios
Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.
O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.
O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.
“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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