Saúde
Febre maculosa: conheça os sintomas e saiba como evitar a doença
Ao encontrar um carrapato fixado à pele é preciso ter cuidado antes e após a remoção do animal
Mais antiga do que se pensa, a febre maculosa foi descoberta em 1927, mas foi recentemente que a doença gerou dúvidas e medo na população de todo Brasil. Causada por uma bactéria encontrada em carrapatos, os sintomas da doença podem ser confundidos com os de outras enfermidades. Por isso, saber as distinções faz toda a diferença para iniciar o tratamento.
Importante pontuar que a doença infecciosa não é sempre letal, mas estar bem informado, buscar orientação médica se perceber algum sintoma e entender que não há motivo para alarmes são medidas essenciais. Para responder todas as dúvidas, a Dra. Carolina Martins Neder, infectologista pediátrica da Unimed Campo Grande, fala sobre o tema.
O que é?
É uma doença infeciosa febril aguda, transmitida por uma bactéria chamada Rickettsia, e mais comum na região Sudeste do Brasil. O carrapato é o veículo que faz essa bactéria ser transmitida.
Qualquer carrapato transmite?
Na teoria qualquer carrapato pode transmitir a bactéria, mas a concentração maior é no carrapato-estrela, conhecido no Centro-Oeste como Micuim.
Fases
O carrapato tem fases e a maior chance de alguém ser infectado por um deles é quando ainda é filhote, pois a picada não dói, podendo até ser confundido com uma pinta.
Infecção
O ciclo deste tipo de bactéria ocorre em animais de grande porte, como cavalos, capivaras e antas. O carrapato pica esses animais, podendo, em seguida, transmitir a bactéria para seres humanos, ou seja, o carrapato entra em contato com a bactéria, a armazena em seu organismo e ao ter contato com seres humanos pode haver a transmissão da febre maculosa. É importante dizer que este não é o fluxo habitual dessa bactéria, pois geralmente é apenas entre os animais de grande porte citados. No geral, para os animais a bactéria não traz muitos problemas.
Curiosidade
Para o carrapato começar a transmitir a doença ele precisa ter ficado pelo menos quatro horas no corpo de alguém.
Sintomas
O grande desafio é que os sintomas iniciais da febre maculosa são muito parecidos com de outras doenças, que são:
– Dor no corpo
– Dor de cabeça
Após 3 a 4 dias, a maioria das pessoas começa a apresentar exantemas (pintas), geralmente nos punhos e tornozelos, em seguida vão ficando arroxeadas e se espalhando para o centro do corpo. Esse sintoma é um diferencial.
Diagnóstico
Recentemente foi liberado pela Fiocruz um PCR de febre maculosa, um exame rápido, mas ainda não está disponível, pois acabou de ser lançado. O que temos é o exame de sorologia, coletado quando o paciente busca atendimento e, após 14 dias, há uma nova coleta para ver se houve confirmação.
Algo necessário de enfatizar é que não dependemos de exames para início do tratamento, pois se assim fosse, perderíamos tempo precioso. Por isso, havendo a suspeita de febre maculosa outras doenças são descartadas e o paciente é tratado.
Epidemiologia
Precisamos contar com a epidemiologia! Em uma cidade como Campo Grande, ou até mesmo o estado de Mato Grosso do Sul, não há incidência de febre maculosa.
Tratamento
Há cura e o tratamento é feito com antibióticos específicos. Logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir. O atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento, pode provocar complicações graves, por isso o tratamento precoce é importante.
Por que há casos graves?
– O atraso na busca de atendimento pode agravar a situação do paciente, já que o tempo é precioso
– O paciente pode ter uma doença base, como diabetes e cardiopatias, e quando a bactéria entra no corpo prejudica muito mais o fígado ou rim, por exemplo
O que fazer ao encontrar um carrapato no corpo?
– Remova-o utilizando uma pinça
– Não utilize agulhas ou coloque fogo
– Não aperte ou o esmague, puxe-o com cuidado e firmeza
– Após a remoção do carrapato inteiro, lave o local com água e sabão ou álcool
Como se proteger?
– Ao caminhar em áreas gramadas e arborizadas, use calças e blusas de manga cumprida de cores claras
– Realize o controle com antiparasitário nos animais domésticos
– Use repelentes
Cuidados
– Busque andar em matos baixos. O ovo do carrapato morre em matos baixos
– Andou em locais gramados e arborizados? Chegue em casa e faça uma vistoria pelo corpo todo
– Não desespere e não faça a automedicação caso encontre um carrapato aderido ao corpo. Infelizmente não há remédios que previnam a doença
– Não há motivos para desespero
Para saber mais sobre o assunto acompanhe “FEBRE MACULOSA: CONHEÇA OS SINTOMAS E SAIBA COMO EVITAR A DOENÇA” no podcast Cuidar de Você, da Unimed Campo Grande. Clique aqui e acesse o podcast.
Saúde
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão: condição silenciosa atinge cerca de 28% dos brasileiros
Especialista reforça a importância do acompanhamento médico e de hábitos saudáveis para diminuir riscos e complicações da doença
Silenciosa e muitas vezes assintomática, a hipertensão arterial atinge cerca de 28% da população brasileira adulta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A condição é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento contínuo dos pacientes.
Doença silenciosa
Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, geralmente igual ou superior a 140/90 mmHg, a hipertensão pode evoluir sem apresentar manifestações claras. Quando surgem, sinais como dor de cabeça frequente, tontura, falta de ar e alterações visuais podem indicar a necessidade de avaliação médica.
De acordo com Leonardo Abreu, médico de família e comunidade e coordenador técnico da Amparo Saúde, empresa de Atenção Primária à Saúde do Grupo Sabin, a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, mas a ausência de sintomas não significa ausência de risco, uma vez que seus impactos são acumulativos e potencialmente graves. “Quando não tratada, pode comprometer órgãos vitais como coração, cérebro e rins”, explica.
Diagnóstico e acompanhamento
O especialista destaca que o diagnóstico deve ser feito com medições repetidas e acompanhamento ao longo do tempo. “Vale lembrar que uma única aferição acima do normal não fecha diagnóstico, mas serve como alerta. O mais importante é acompanhar esse paciente de forma contínua, para agir precocemente e reduzir riscos”, explica.
“Com um monitoramento regular e ajustes progressivos no tratamento é possível manter níveis de pressão arterial mais estáveis e reduzir significativamente o risco de eventos graves ao longo do tempo”, completa.
Nesse contexto, modelos de cuidado baseados na Medicina de Família e Comunidade (MFC) têm ganhado destaque por priorizar a prevenção, o vínculo entre médico e paciente e monitoramento regular. Iniciativas como a Amparo Saúde oferecem linhas de cuidado especializadas para grupos populacionais em, por exemplo, empresas e operadoras de saúde, que vão de pacientes com condições crônicas, como hipertensão, até pessoas saudáveis, para prevenção e cuidado integral.
Segundo o médico, a especialidade tem um papel no manejo da hipertensão por sua atuação proativa e integral, diferente de modelos reativos, que esperam o paciente chegar doente ao consultório. “Esse cuidado antecipatório é fundamental diante de uma condição silenciosa, permitindo identificar precocemente alterações e intervir antes do surgimento de complicações”, destaca Leonardo.
Além de fatores genéticos, a hipertensão está associada ao estilo de vida. Consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, álcool e estresse estão entre os principais fatores de risco. “Pequenas mudanças na rotina já fazem diferença, mas precisam ser sustentáveis. Quando o cuidado é construído junto ao paciente, os resultados tendem a ser mais consistentes”, completa.
Saúde
Novo tratamento para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é aprovado no Brasil
• Nucala (mepolizumabe) é um anticorpo monoclonal que inibe a ação da IL-58
• Aprovação é baseada em resultados do estudo de fase III, que demonstrou redução significativa das exacerbações moderadas e graves2
• Tratamento é indicado para pacientes com DPOC não controlada associada à inflamação tipo 22,3
• Dados também mostram redução de exacerbações que levam a hospitalizações e atendimentos de emergência2
• Subdiagnosticada, DPOC é a quinta causa de morte no Brasil9
Rio de Janeiro, abril de 2026 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Nucala (mepolizumabe) para o tratamento de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).1 No Brasil, o medicamento já possui aprovação regulatória para outras indicações, como Asma Eosinofílica Grave, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA), Síndrome Hipereosinofílica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN).8
A aprovação da nova indicação contempla seu uso como tratamento complementar de manutenção em pacientes adultos com DPOC não controlada, caracterizada por níveis elevados de eosinófilos no sangue, apesar do uso de terapia inalatória otimizada com corticosteroide inalatório (ICS), broncodilatador de longa duração beta-agonista (LABA) e antagonista muscarínico de longa duração (LAMA)1,8,conhecida também como tripla terapia.
A decisão é baseada nos dados de estudo de fase III MATINEE, que avaliou a eficácia e segurança de mepolizumabe em uma população ampla de pacientes com DPOC e evidência de inflamação tipo 2, identificada por contagem elevada de eosinófilos. No estudo, o medicamento demonstrou redução estatisticamente significativa e clinicamente relevante na taxa de exacerbações, episódios de crises, moderadas ou graves. Além disso, foi observada redução na taxa de exacerbações que resultam em atendimentos de emergência ou hospitalizações, eventos associados à progressão da doença, piora da qualidade de vida e aumento do risco de mortalidade.2
DPOC é subdiagnosticada
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença inflamatória pulmonar, progressiva e heterogênea, que inclui condições como bronquite crônica e enfisema. Estima-se que mais de 390 milhões de pessoas vivam com a doença globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo.3,4 No Brasil, a doença afeta aproximadamente 15 milhões de brasileiros, sendo a quinta causa de morte no país.5,9 A doença também representa um importante desafio de saúde pública, pois estima-se que cerca de 70% das pessoas com a doença não tenham diagnóstico, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o risco de complicações.5,6
Caracterizada por sintomas respiratórios persistentes, como falta de ar, tosse e produção de muco, a DPOC decorre de alterações nas vias aéreas que levam à limitação progressiva do fluxo de ar. Embora não tenha cura, a doença pode ser tratada e controlada. O manejo adequado, que inclui farmacoterapia, reabilitação pulmonar e acompanhamento médico, pode melhorar a qualidade de vida, retardar a progressão da doença e reduzir o risco de mortalidade.3
Apesar dos avanços no tratamento, muitos pacientes continuam apresentando sintomas persistentes e crises, mesmo com o uso de terapias inalatórias combinadas. Essas exacerbações, também conhecidas como “ataques pulmonares”, representam episódios agudos de piora dos sintomas e podem levar a danos irreversíveis nos pulmões, além de aumentar o risco de hospitalização e morte.3
“A DPOC é uma doença complexa e heterogênea, e uma parcela relevante dos pacientes apresenta inflamação tipo 2, associada a maior risco de exacerbações graves. Com mepolizumabe, biológico de administração mensal, ampliamos a possibilidade de uma abordagem mais direcionada e personalizada, baseada em biomarcadores, com potencial de reduzir eventos que aceleram a progressão da doença e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Luciana Giangrande, Diretora Médica da GSK Brasil.
Mais sobre o tratamento
O mepolizumabe é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a interleucina-5 (IL-5), uma proteína central no processo inflamatório tipo 2. Ao inibir a ação da IL-5, o tratamento reduz os níveis de eosinófilos, contribuindo para o controle da inflamação subjacente à doença.7,8
“A aprovação de mepolizumabe para DPOC no Brasil representa um avanço importante no cuidado de pacientes que continuam passando por crises, mesmo com o uso de outras terapias. Esse marco reforça o compromisso da GSK em trazer inovações que atuem nos mecanismos da doença e contribuam para reduzir o impacto da DPOC na vida das pessoas e no sistema de saúde”, afirma Olavo Corrêa, presidente da GSK Brasil.
Sobre a DPOC
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por inflamação persistente das vias aéreas e limitação progressiva do fluxo de ar, resultando em sintomas como falta de ar, tosse crônica e produção de secreção.3
Sobre o estudo MATINEE
O MATINEE é um estudo clínico de fase III, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que avaliou o mepolizumabe como terapia complementar em pacientes com DPOC e histórico de exacerbações, apesar do tratamento com terapia inalatória otimizada.2
O estudo incluiu pacientes com diferentes apresentações clínicas da doença, incluindo bronquite crônica, enfisema ou ambos, todos com evidência de inflamação tipo 2 caracterizada por contagem elevada de eosinófilos.2 Os participantes receberam mepolizumabe 100 mg por via subcutânea a cada quatro semanas, além do tratamento padrão, por um período de até 104 semanas.2
Sobre Nucala (mepolizumabe)
Nucala (mepolizumabe) é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a interleucina-5 (IL-5), uma proteína-chave na inflamação tipo 2.7,8 O medicamento foi desenvolvido para o tratamento de doenças associadas a esse tipo de inflamação e já é aprovado para outras indicações, incluindo Asma Eosinofílica Grave, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA), Síndrome Hipereosinofílica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN).8
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia/Inflamatória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.
Referências
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RE nº 1.583, de 16 de abril de 2026. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 abr. 2026. Seção 1, p. 254. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2026.
- Sciurba F, et al. Mepolizumab to prevent exacerbations in COPD with an eosinophilic phenotype. N Engl J Med. Apr 2025;392:1710-1720. Disponível em: . Acesso em abril de 2026.
- Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). 2026 Gold Report. Disponível em: . Acesso em abril de 2026.
- Adeloye D, et al. Global, regional, and national prevalence of COPD. Lancet Respir Med. 2022; 10: 447-458.
- Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. 2025. Disponível em: . Acesso em abril de 2026.
- Moreira GL et al. PLATINO, a nine-year follow-up study of COPD in the city of São Paulo, Brazil: the problem of underdiagnosis. J Bras Pneumol. 2013; 40(1): 30-37.
- Maspero J, et al. Type 2 inflammation in airway diseases. ERJ Open Res. 2022; 8: 00576–2021.
- Nucala (mepolizumabe). Bula do produto
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. DPOC on the road [Internet]. 2025 [citado 2025 out 24]. Disponível em: Acesso em abril de 2026.
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