Mato Grosso do Sul
Em 25 anos, MSGÁS supera risco de desabastecimento e insegurança jurídica no sistema tributário
Mato Grosso do Sul teve papel fundamental na operacionalização do Gasbol (Gasoduto Brasil-Bolívia), marco zero do processo de desenvolvimento de uma malha de Gás Natural
Até se tornar uma companhia lucrativa e competitiva, a MSGÁS enfrentou grandes sobressaltos, da falta de estrutura e prejuízo operacional ao risco de desabastecimento por causa da instabilidade na importação de GN (Gás Natural) da Bolívia, além da insegurança jurídica no sistema tributário. Mas, graças à pronta articulação do Governo do Estado, o Brasil restabeleceu o acordo comercial mais importante para a infraestrutura energética e a economia naquele momento. Foi a primeira vez que o Ministério das Relações Exteriores delegou a um Estado a prerrogativa da interlocução bilateral em acordo internacional.
A crise política interna que havia se estabelecido entre 2007 e 2008 na Bolívia não afetou a importação de GN graças à política de boa vizinhança de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Na pior das hipóteses, respaldado pelos Estados sob influência do Gasbol (SP, PR, SC e RS), Mato Grosso do Sul faria a importação direta. A situação fez acelerar a edição da Lei do Gás (11.909/2009), permitindo a importação direta por empresas públicas e privadas, até mesmo por meio do Gasbol.
Logo veio a insegurança jurídica em relação à tributação diante da reivindicação dos demais estados cortados pelo gasoduto de cobrar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Essa última turbulência só cessou em 2020, com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em reconhecer o direito “exclusivo” do Estado em recolher o ICMS, considerando que a importação se completa assim que o gás entra no território nacional. No caso do GN boliviano, o produto é “internalizado” em Mato Grosso do Sul, pela Estação de Medição Mutum, em Corumbá, ponto inicial da circulação do insumo.
Para o Governo do Estado, a decisão do STF foi um alívio, uma posição que deu segurança jurídica. O gás é um dos principais itens de arrecadação do Estado. Não é um dinheiro novo, mas significa R$ 1,2 bilhão por ano ou 13% da arrecadação e a perda desse recurso poderia quebrar o Estado”, declarou à época o então governador Reinaldo Azambuja, ao comemorar uma luta que se arrastou por 14 anos.

A extensão da crise tributária pode ser medida pelos percentuais de composição do imposto do gás no conjunto da receita estadual. Em 2014, a importação de GN (Gás Natural) representava 18,18% da arrecadação total do ICMS do Estado, mas a realidade foi mudando nos anos seguidos. Em 2015, o percentual caiu para 16,60% e em 2016 a baixa foi para 11,51%, caindo para 5,67% em 2017.
A MSGÁS passou momentos difíceis por causa da instabilidade política na Bolívia, que colocou em xeque a manutenção da cota de importação do gás boliviano e expiração do contrato de fornecimento. A Companhia amargou altos custos para implantar as primeiras redes de gás canalizado, mas viabilizou baixos custos de operação e manutenção aos clientes.
“Temos capacidade instalada para atender à demanda atual e provisão no plano de investimentos e expansão nos próximos seis anos. Superamos o período mais crítico, entre 2015 e 2018, graças à forte atuação do Governo do Estado. A empresa teve um protagonismo e hoje o Gás Natural faz parte do tripé do mercado de gás e se coloca como um importante insumo na transição das matrizes energéticas”, destaca Rui Pires dos Santos.
A oferta de Gás Natural brasileira é composta por três fontes distintas: a produção doméstica, ofertada principalmente como subproduto da indústria de petróleo; a importação da Bolívia; e as importações do mercado internacional via GNL.
Novo momento
Pode-se dizer que a MSGÁS entra em um novo ciclo, repetindo o protagonismo de 25 anos atrás ao apostar na ampliação da oferta de GN por outros modais e projetar-se para as fontes renováveis. “Nosso foco é garantir que o gás chegue ao consumidor final para uso industrial, automotivo, comercial ou residencial. É evidente que as perspectivas de investimento levam em conta o novo ambiente do mercado de gás, que vem propiciando até a redução de preço, como é o caso do GNV, que está se tornando altamente competitivo”.
A MSGÁS vê, ainda, um outro horizonte. Além da importância do GN para a infraestrutura energética de Mato Grosso do Sul, compromisso com os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), a Companhia projeta crescimento da receita e geração de emprego e renda nas obras físicas e operação por conta expansão, que no futuro deve incluir suprimento à indústria de fertilizantes nitrogenados.
O diretor-presidente da companhia lembra que durante a pandemia a MSGÁS manteve seus resultados positivos. Em 2020 por exemplo, o faturamento chegou a R$ 400 milhões e lucro de mais de R$ 12 milhões. Parte dos lucros retornou ao caixa do Governo do Estado, principal acionista. A recuperação financeira da empresa começou em 2015. “Antes, a empresa dava prejuízo e não gerava dividendos para os acionistas. Hoje temos uma empresa lucrativa e competitiva”.
Fontes alternativas
O reposicionamento da empresa no mercado de gás e sua participação nos programas de incentivo às fontes de energia renováveis contribui para os compromissos ambientais, segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck. “A estratégia federal de incentivo ao uso sustentável do biogás e do biometano é uma referência extremamente positiva ao Mato Grosso do Sul, já que vínhamos trabalhando no incentivo a essas atividades em implantar o Estado Carbono Neutro”.
Segundo Verruck, o Estado vem protagonizando várias ações na busca do desenvolvimento sustentável. “Há um conjunto de instrumentos disponíveis para fomentar a produção de energia limpa. Pretendemos fazer na área da ciência e tecnologia e inovação editais específicos para área do biogás e do biometano”, afirmou, destacando a parceria com a Agência de Regulação (Agems) para definir os marcos regulatórios.
MSGÁS
Fotos: Silvio de Andrade/arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
UEMS realiza feira cultural ‘Sabores do Cerrado’ em Campo Grande
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) realiza, no dia 11 de setembro de 2026 (sexta-feira), a “Feira Cultural da UEMS – Sabores do Cerrado”. A atividade é organizada em alusão ao Dia Nacional do Cerrado e traz o tema “Sabores do Cerrado”, com o subtítulo “Cultura, identidade e raízes de Mato Grosso do Sul”.
As ações acontecem das 8h às 13h, na Unidade Universitária de Campo Grande, localizada no bairro Santo Amaro. O evento integra as ações culturais desenvolvidas pela universidade e possui finalidade educativa, cultural, ambiental e de integração social.
Serviço cultural e gastronômico
A feira reúne expositores da comunidade acadêmica com iniciativas voltadas à cultura e à identidade regional, reunindo produtos e atividades nas seguintes áreas:
- Gastronomia regional: exposição de produtos e alimentos ligados à biodiversidade local;
– - Artesanato e Economia Criativa: comercialização e apresentação de itens artesanais e trabalhos desenvolvidos pela comunidade acadêmica;
– - Saberes e Práticas Tradicionais: espaço dedicado à troca de conhecimentos sobre sustentabilidade, biodiversidade e patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul.
A participação como expositor é voltada aos integrantes da comunidade acadêmica que desenvolvam produtos, projetos, pesquisas ou atividades relacionadas à temática da feira.
Informações gerais do evento
- Data: 11 de setembro de 2026 (sexta-feira)
- Horário: Das 8h às 13h
- Local: UEMS – Unidade Universitária de Campo Grande (Bairro Santo Amaro)
- Tema: Sabores do Cerrado — Cultura, identidade e raízes de Mato Grosso do Sul
- Público-alvo: comunidade acadêmica e sociedade em geral
Comunicação UEMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul acumula mais de 19 mil novos empregos formais em 2026
Mato Grosso do Sul acumulou chegou a marca de 19.258 novos empregos formais acumulados entre janeiro e julho de 2026, segundo os dados do Novo Caged. No período, foram registradas 260.856 admissões e 241.598 desligamentos, mantendo positivo o saldo do mercado de trabalho formal no Estado.
Somente em julho, o mercado formal sul-mato-grossense registrou 34.983 admissões e 34.253 desligamentos, resultando na abertura de 730 postos de trabalho. Com o desempenho do mês, o estoque de empregos formais chegou a 684.147.
Na comparação com junho, as admissões cresceram 8,23%, passando de 32.322 para 34.983. Já os desligamentos recuaram 0,35%, de 34.737 para 34.253. O saldo, entretanto, ficou 1.321 vagas abaixo do registrado no mês anterior, quando foram criados 2.051 empregos.
Entre os setores da economia, a construção civil apresentou o maior saldo positivo em julho, com 1.188 novos postos, seguida pelos serviços, com 391. Comércio e reparação de veículos tiveram saldo negativo de 80 vagas, enquanto a agropecuária registrou perda de 213 postos e a indústria geral, de 556.
No recorte municipal, Inocência liderou a geração de empregos em julho, com saldo positivo de 923 vagas, seguida por Chapadão do Sul, com 386, e Três Lagoas, com 274. Também aparecem entre os maiores saldos Aparecida do Taboado (156), Corguinho (75), Rio Brilhante (69), Bataguassu (55), Cassilândia (51), Ribas do Rio Pardo (44) e Mundo Novo (38).
Na outra ponta, Nioaque teve o maior saldo negativo no mês, com 286 postos a menos, seguido por Campo Grande (-140), Nova Alvorada do Sul (-107) e Água Clara (-88). Dourados registrou saldo negativo de 71 vagas.
Com o resultado de julho, Mato Grosso do Sul apresentou o 16º maior saldo de empregos entre as unidades da Federação no mês. São Paulo liderou o ranking, com 17.814 novas vagas, seguido por Mato Grosso (5.766), Minas Gerais (5.199), Bahia (4.664) e Ceará (4.181).
Comunicação Governo de MS
Fonte: Governo MS
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