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Mato Grosso do Sul

Fundect investiu R$ 66 milhões em 2022 com pesquisas, editais e inovações

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A Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) apresentou o Relatório de Gestão de 2022 com os principais resultados alcançados no ano passado. Os dados já foram aprovados pelo Conselho Superior da instituição e agora seguem para análise do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Foram investidos R$ 66 milhões realizados em bolsas para pesquisadores, financiamento de projetos de pesquisa, eventos científicos, dentre outras ações estratégicas.

“Os recursos consolidam o maior ciclo de investimentos na história da Fundação. Com os R$ 66 milhões do ano passado, atingimos a marca de R$ 182 milhões investidos em oito anos, valor que representa 67% do total de recursos nos 25 anos de existência da Fundect”, explica Márcio Pereira, diretor-presidente da Fundect.

Os investimentos asseguraram destaque nacional para a Fundect, pois colocam a instituição entre as principais financiadoras de ciência, tecnologia e inovação do país. “Atualmente, lideramos o ranking de investimento em bolsas de doutorado e mestrado, segundo o Confap (Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa), e estamos entre os estados que mais avançaram na aplicação de recursos em ciência, tecnologia e inovação”, completa Pereira.

Editais

Dentre as chamadas inovadoras, realizadas pela Fundect em 2022, estão o edital MS Carbono Neutro, que garantiu aporte de R$ 8 milhões em recursos próprios para pesquisas de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa, e o edital Chamada Universal 2021 – ODS, que apoia 68 projetos, com um montante de R$ 10 milhões, para ajudar o Estado no desafio de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Outro edital importante foi o Mulheres na Ciência Sul-Mato-Grossense, que garantiu investimentos de R$ 2 milhões em 26 projetos liderados por pesquisadoras mulheres, apoiando a busca pela igualdade de gênero na ciência.

Apoio a startups

A Fundect lançou, em parceria com a FINEP e o CNPq, a segunda edição do Programa Centelha MS, além da segunda edição do Programa TecNova. Foram investidos R$ 9,8 milhões, abarcando 97 novas startups. Também foi investido cerca de R$ 1 milhão para apoiar projetos de bioeconomia, por meio de empreendedores, nas áreas de Bioinsumos, Tecnologia de Alimentos e Tecnologia para a Sustentabilidade do Agronegócio.

Bolsas

Pesquisadores de todo o Estado e de diversas instituições receberam apoio para realização de pesquisas por meio da concessão de bolsas. Para estudantes de escolas públicas, por exemplo, foram apoiados 150 projetos e repassadas 800 bolsas. Já no programa de Estágio Supervisionado e Capacitação Técnica foram abertas 250 vagas de estágio para atender às demandas de organizações públicas do Mato Grosso do Sul, dentre as quais Fundações, Agências e Secretarias do Estado. O total de investimento foi de R$ 13 milhões em bolsas e capacitação aos estudantes.

Já no programa de Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação, 92 programas de pós-graduação stricto sensu do Estado foram atendidos com bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, totalizando aproximadamente R$ 4 milhões da CAPES e R$ 10 milhões do Governo do Estado em recursos.

Confira aqui o Relatório de Gestão 2022 completo.

Paulo Ricardo Gomes e Larissa Adami (estagiária), Fundect
Foto: Adriano Boeno/Fundect

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande

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Monitoramento de preços realizado pelo Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), identificou redução no valor do diesel comercializado em postos nas saídas de Campo Grande. A análise compara dados coletados nos dias 10 e 23 de abril de 2026.

Considerando os maiores valores praticados no período, o litro do Diesel S10 caiu 5,93% nas bombas de abastecimento, independentemente da forma de pagamento. Já o Diesel S500 teve uma redução de 5,38% no crédito e 4,80% no dinheiro ou débito.

A análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário, incluindo as saídas para Sidrolândia, Três Lagoas, Corumbá e Coxim. Ela ainda avalia os efeitos de medidas anunciadas pelo governo para conter a alta dos preços dos combustíveis no Brasil, impulsionada pelo aumento dos custos internacionais do petróleo.

Medidas provisórias vêm sendo editadas para conter a alta de valores decorrente de conflitos no Oriente Médio, ofertando subsídios de até R$ 1,20/litro na importação e R$ 0,80/litro para a produção nacional. Houve, ainda, isenção de PIS/Cofins aplicada ao biodiesel. Os valores, no entanto, diluem-se nas etapas de importação, distribuição e revenda até o consumidor final.

No período, não houve variação nos preços aplicados na venda de etanol e gasolina comum nos postos monitorados. O levantamento, realizado de forma periódica, seguirá sendo executado a fim de orientar os consumidores e subsidiar eventuais ações de fiscalização no setor.

Serviço

Pesquisa Combustíveis Anel Viário (Campo Grande)

Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Foto: Kleber Clajus/ProconMS/Arquivo

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul inova com tecnologia que transforma diagnósticos em horas

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Único hospital público do Centro-Oeste com MALDI-TOF, o hospital identifica bactérias e fungos em menos de 24 horas — revolucionando o tratamento de infecções graves

Com investimento contínuo no parque tecnológico, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) deu mais um passo na qualidade do atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O Laboratório de Análises Clínicas da unidade passou a contar com o MALDI-TOF — técnica avançada de espectrometria de massa que identifica microrganismos como bactérias e fungos com alta velocidade e precisão. O HRMS é o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia.

Se antes a identificação de bactérias e fungos levava até cinco dias, agora o diagnóstico microbiano pode ser liberado em menos de 24 horas. Na prática, isso significa que o paciente inicia o tratamento adequado mais rápido e, com isso, pode até receber alta mais cedo.

Segundo a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório, a grande inovação está na velocidade. “Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, explica.

Ela destaca ainda o impacto no uso de medicamentos: com a identificação imediata do agente causador da infecção, a equipe médica pode prescrever o antibiótico exato logo no início do tratamento. Isso evita o uso de medicamentos de amplo espectro desnecessários, combatendo a resistência bacteriana.

Os benefícios vão além do paciente individual. A diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini, ressalta o impacto no sistema como um todo. “Quando o paciente recebe o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, sua recuperação é mais rápida e segura. Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica.

Na prática, a redução no tempo de internação permite que mais pacientes sejam atendidos pela unidade, otimizando a fila do SUS.

Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Patrícia Belarmino

Fonte: Governo MS

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