Mato Grosso do Sul
Evento sobre LGPD auxilia no alinhamento das ações de implantação em Mato Grosso do Sul
Carlos Girão declarou que “a construção da implantação da LGPD em Mato Grosso do Sul é uma contribuição mútua e tanto o Comitê Estadual quanto os encarregados pelo tratamento dos dados pessoais dos órgãos e entidades são essenciais para a efetivação desse trabalho visando a legalidade e o cumprimento das exigências da lei”, disse o gestor.
Em seguida, os participantes prestigiaram a palestra “O poder da autorresponsabilidade” com a coaching Andreza Hockmuller que fez as pessoas refletirem sobre suas atitudes na condução da própria vida, seja na área profissional, pessoal, familiar, entre outras. “Meu maior intuito neste evento não foi só trazer motivação para as pessoas, mas sim fomentar uma transformação na vida delas, fazer com que percebam que nós somos os protagonistas da nossa vida. Então, tanto os resultados positivos quanto os negativos não podemos atribuir ao outro, são frutos da nossa autorresponsabilidade”, afirmou Andreza.
Para a presidente do Comitê e auditora do Estado, da Controladoria-Geral (CGE-MS), Rosely Pereira Maia, “decidimos por este tema com o intuito de mostrar aos envolvidos a importância do trabalho que estão desenvolvendo nas suas respectivas pastas e como a atuação de todos é fundamental para o sucesso da ação que está sendo executada, que é a implantação da LGPD no Poder Executivo Estadual”, explicou.
Em um segundo momento, todos os membros do Comitê que também é composto pela procuradora do Estado (PGE-MS), Cristiane Müller Dantas; pela assessora Técnica (SAD-MS), Kátia Xavier Farias; e pelo gestor da Unidade de Gestão de Segurança da Informação, da Superintendência de Tecnologia da Informação (SGI-MS), Willian Albert Galev falaram pontualmente sobre questões primordiais para o alinhamento dos trabalhos e ainda responderam as dúvidas dos participantes.
A servidora encarregada pelo tratamento dos dados pessoais, da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS), Patrícia Campos Pereira, contou das expectativas do evento. “Momentos assim são importantes para termos conhecimento dos próximos passos que devemos desenvolver para a implantação da LGPD na nossa instituição. Além de que podermos tirar dúvidas e ainda tratar sobre o inventário de dados nos traz segurança e fortalece os trabalhos que estamos realizando”, afirmou.
Já o servidor Antônio João Ferreira Junior, é o encarregado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e complementou acrescentando sobre a importância das discussões. “A iniciativa do Comitê é ótima, porque tudo que estamos trabalhando agora será visto a médio e longo prazo. Temos que perceber a evolução do processo como um dia de cada vez, e realizarmos todas as ações necessárias com o apoio deles para conseguirmos atingir nosso objetivo”, finalizou.
A controladora-Geral Adjunta, da CGE-MS, Marina Hiraoka Gaidarji e o procurador-Geral Adjunto do Consultivo, da PGE-MS, Ivanildo Silva da Costa, também prestigiaram o evento.
LGPD
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é uma norma federal sancionada pelo presidente Michel Temer, em 14 de agosto de 2018, e, desde então, as empresas e o Poder Público tiveram um período de transição para se adequarem às mudanças. Em julho de 2019 foi aprovada a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), entidade responsável por fiscalizar o cumprimento da Lei. Em dezembro de 2020 a LGPD entrou em vigor no Brasil.
A LGPD estabelece regras para o uso, coleta, armazenamento e compartilhamento de dados dos usuários por empresas públicas e privadas. O principal objetivo é garantir mais segurança, privacidade e transparência no uso de informações pessoais. Com a nova legislação, o usuário terá o direito de consultar gratuitamente quais dos seus dados as empresas têm, como armazenam e até pedir a retirada deles do sistema.
Conforme a normativa, o encarregado pelo tratamento dos dados pessoais, também é conhecido como DPO (Data Protection Officer) e é a pessoa indicada pela instituição que terá como uma de suas funções a mediação entre o órgão no qual atua, os titulares dos dados pessoais (funcionários, fornecedores e clientes) e o próprio Governo Federal por meio da ANPD.
Desde 2020, Mato Grosso do Sul vem se adequando à Lei Federal n° 13.709 e a criação do Comitê para Implementação de Diretrizes e Plano de Adequação à LGPD foi uma das primeiras iniciativas nesta mudança de cultura. Antes, a União havia elaborado o Guia do Governo Federal que serviu de referência para o Guia Estadual de MS e também a publicação do decreto n. 15.572/20. Após isso, também foi publicada a Cartilha LGPD/MS, realizadas diversas capacitações que alcançaram 1,3 mil servidores públicos estaduais (em 2021 e 2022) e a entrega da Cartilha de Inventário de Dados.
Texto e fotos: Karla Tatiane, CGE-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mutirão na PED identifica etnias e amplia garantia de direitos a indígenas privados de liberdade
Com a maior população carcerária indígena do país, a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) recebeu um mutirão inédito de identificação étnica, regularização documental e atualização cadastral que beneficiou 313 indígenas privados de liberdade. A iniciativa integra políticas públicas voltadas à garantia direitos aos povos originários dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.
Promovida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), em parceria com o GMF/TJMS (Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), a CGJ-MS (Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul) e o Cartório do 2º Ofício de Dourados, a ação teve como foco a identificação das etnias, o levantamento das línguas faladas e a emissão e regularização de documentos civis.
Mais do que uma atualização cadastral, o trabalho busca assegurar que a identidade étnica dos custodiados esteja corretamente registrada nos sistemas oficiais. A medida permite que órgãos públicos e o Poder Judiciário desenvolvam políticas e atendimentos mais adequados às especificidades culturais dos povos indígenas.
Integrando as ações do Comitê Estadual de Suporte e Aperfeiçoamento para o Atendimento da População Oriunda de Povos Indígenas no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, segue diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça para o atendimento de indígenas em conflito com a lei.
Segundo o diretor do Departamento de Acompanhamento e Fiscalização do Sistema Carcerário do GMF, Eduardo Ferreira, o levantamento alcançou resultados expressivos. “Conseguimos atualizar informações sobre etnia, línguas faladas e outros dados que serão inseridos nos processos judiciais e nos sistemas do Poder Judiciário. A participação das lideranças indígenas e o apoio da Agepen foram fundamentais para o sucesso da ação”, enfatizou.
O mutirão contou ainda com representantes da Funai e lideranças indígenas do Grupo Avaeté, que atuaram como intérpretes e mediadores culturais, garantindo uma comunicação mais eficiente e respeitosa durante os atendimentos.
Para Edson Miranda, da Coordenação Regional da Funai em Dourados, a iniciativa contribui diretamente para o acesso a direitos básicos. “Muitas vezes, a falta de documentação civil impede o acesso a direitos fundamentais. Essa atuação conjunta é estratégica para garantir cidadania e fortalecer a proteção aos povos indígenas”, afirmou.
O oficial registrador do Cartório do 2º Ofício de Dourados, Luiz Defani, ressaltou a importância da documentação civil para a inclusão social. “O cartório é uma porta de entrada para diversos direitos. Foi a primeira vez que participamos de uma ação dentro da penitenciária e ficamos impressionados com a organização e o alcance do trabalho desenvolvido”, observou.
Referência
A PED é reconhecida como referência na custódia de indígenas privados de liberdade e desenvolve ações voltadas à preservação da identidade cultural e à garantia de direitos dessa população.
Entre as iniciativas implementadas pela unidade estão alas específicas para indígenas, oferta de ensino bilíngue, permitindo que os custodiados estudem também em suas línguas maternas, e capacitações destinadas aos policiais penais para um atendimento alinhado às particularidades culturais e sociais dos povos originários.
De acordo com o diretor da PED, Leoney Martins, o mutirão amplia a política de custódia humanizada adotada pelo estabelecimento penal . “A ação fortalece o atendimento à população indígena privada de liberdade e contribui para assegurar o respeito à identidade cultural, à dignidade e aos direitos dessas pessoas, criando condições mais efetivas para a reintegração social”, afirmou.
A diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, que acompanhou os trabalhos ao lado da chefe da Divisão de Promoção Social, Marinês Savoia, e da chefe da Divisão de Saúde Prisional, Lileia Leite, destacou que a iniciativa integra um conjunto permanente de ações desenvolvidas pela instituição.
“Trata-se de um trabalho contínuo de atenção, assistência e tratamento penal voltado à população indígena. A garantia de direitos e o respeito às particularidades dos povos originários fazem parte das diretrizes da Agepen e das políticas de ressocialização desenvolvidas no sistema penitenciário estadual”, concluiu a dirigente.
Texto: Keila Oliveira, Agepen/MS.
Colaborou policial penal Lileia Leite.
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Junho Vermelho: há 22 anos, jornalista transforma gratidão em um compromisso de salvar vidas
Campanha reforça a importância da doação regular para manter os estoques e garantir atendimento a pacientes em todo o Estado
Há 22 anos, um gesto de solidariedade mudou a vida da jornalista campo-grandense Anna Santullo. Na época, seu pai precisou de doações de sangue para seguir o tratamento de saúde, e a mobilização de voluntários foi fundamental para ajudá-lo. O que ela não imaginava era que aquele ato de generosidade daria origem a um compromisso que atravessaria décadas.
Em agradecimento às pessoas que doaram sangue para o pai, Anna decidiu que também faria sua parte. Desde então, tornou-se doadora regular e mantém o hábito há mais de duas décadas.
“Meu pai precisou de doações de sangue e muitas pessoas foram ao Hemosul para ajudá-lo. Aquilo ficou marcado na minha vida. Como forma de gratidão, eu coloquei na minha cabeça que também passaria a doar para pessoas que eu nem conheço. É uma forma de retribuir tudo o que fizeram pela minha família”, conta.
Por ser mulher, ela realiza até três doações ao longo do ano, respeitando o intervalo recomendado entre as coletas. Para ela, cada retorno ao hemocentro representa uma homenagem ao pai e uma oportunidade de ajudar outras famílias.
O compromisso com a doação de sangue acabou ultrapassando gerações dentro da própria família. Inspirado pelo exemplo da mãe, o estudante Vicenzo Santullo decidiu se tornar doador assim que completou 16 anos, idade mínima permitida para a doação mediante autorização dos responsáveis.
Segundo Anna, a iniciativa partiu do próprio filho. No dia em que completou 16 anos, ele a convidou para ir ao hemocentro e realizar a primeira doação. Hoje, prestes a completar 17 anos, Vicenzo segue como doador e representa a continuidade de uma corrente de solidariedade iniciada há mais de duas décadas.
“Desde que eu tinha 26 anos eu faço essa homenagem para o meu pai. Sempre que vou doar, lembro de tudo o que vivemos e da importância das pessoas que estenderam a mão naquele momento. Doar sangue é um gesto simples para quem doa, mas pode significar uma nova chance para quem recebe. Fico feliz também de passar isso para o meu filho”, afirma.
Junho Vermelho reforça importância da doação
A história ganha ainda mais significado agora, mês da campanha Junho Vermelho, movimento nacional criado para conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.
A mobilização acontece estrategicamente no início do inverno, período em que os hemocentros costumam registrar queda nas doações e redução dos estoques. A campanha também destaca o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho e instituído pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
A doação é essencial para o atendimento de pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas submetidas a cirurgias, vítimas de acidentes, transplantados e portadores de diversas doenças que dependem de transfusões sanguíneas.
Para a jornalista, a mensagem é simples: doar sangue é uma atitude que leva apenas alguns minutos, mas que pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
“Eu recebi ajuda quando minha família precisou. Hoje, sigo doando porque sei que, do outro lado, existe alguém esperando por essa oportunidade de continuar vivendo”.
Quem pode doar sangue?
De forma geral, podem doar sangue pessoas que:
- Estejam em boas condições de saúde;
• Tenham entre 16 e 69 anos;
• Pesem no mínimo 51 quilos;
• Estejam bem alimentadas e hidratadas no dia da doação;
• Apresentem documento oficial com foto.
Menores de 18 anos precisam estar acompanhados e autorizados pelo pai, mãe ou responsável legal.
Antes da coleta, todos os candidatos passam por uma triagem clínica realizada por profissionais capacitados, seguindo as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. O processo garante segurança tanto para o doador quanto para quem receberá o sangue.
Onde doar sangue em Campo Grande
As doações podem ser realizadas em qualquer uma das unidades da Rede Hemosul na Capital.
- Hemosul Coordenador (Unidade Central)
Endereço: Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1.304 – Centro.
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Aos sábados, das 7h às 12h, com atendimento estendido até às 15h no primeiro sábado de cada mês.
- Unidade Hemosul Santa Casa
Endereço: Rua Rui Barbosa, 3.633 – Centro.
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 11h.
- Unidade Hemosul Hospital Regional
Endereço: Avenida Engenheiro Luthero Lopes, 36, Bairro Aero Rancho (anexo ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 12h.
Antes da doação, é importante estar bem alimentado, hidratado, evitar alimentos gordurosos nas horas que antecedem a coleta e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES
Fonte: Governo MS
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