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Mato Grosso do Sul

Pai e filha trilham um novo caminho trabalhando juntos na BR-163/MS

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Com sete anos na CCR MSVia, Josuel comemora a contratação da filha há menos de um mês na mesma empresa

 

Há pouco menos de um mês, uma oportunidade surgiu na vida da jovem de Nathany Mayra Sobrinho Silva, de 18 anos. O novo posto de trabalho, na área de Arrecadação da CCR MSVia, em Jaraguari (MS), foi a grata surpresa de seu pai, Josuel Lopes da Silva, que está na mesma empresa há sete anos, também como agente de arrecadação. Agora, juntos, eles dividem experiências e somam o conhecimento, o aprendizado e o carinho, sempre presente na relação entre os dois.

A vida da família, que veio de São Paulo em busca da tranquilidade de uma cidade interior, já havia se transformado com a mudança. Longe do estresse e da correria da capital paulista, foi possível partilhar mais tempo juntos e ainda começar a obra de uma casa nova. A rotina, principalmente entre pai e filha, que já era repleta de momentos de união, vendo filmes, conversando até tarde da noite e trocando ideias sobre a vida, sobre livros e experiências, ficou ainda mais completa.

Ao chegar em Mato Grosso do Sul, Nathany tinha apenas 10 anos e a mãe Lisley Cristiane já estava grávida de Bryan, hoje com 8 anos. E em agosto de 2022, mês em que se celebra o dia dos pais, Nathany começou a trabalhar junto com o pai. “Sei que ele está ali comigo e isso me passa muita confiança, sinto-me mais segura. Ele é meu herói desde pequenininha, sempre o vi saindo pra trabalhar. Estar na mesma empresa que meu pai é muito gratificante. Tenho orgulho de falar isso para as pessoas”, comemora a jovem.

De presente, além de aproximar ainda mais os dois, Nathany acredita que a experiência e sabedoria do pai vão fazer a diferença na sua nova carreira. “Ele me passa muitas dicas, porque tem muito mais experiência de trabalho.

Todas as minhas atitudes, quando vou atender alguém ou algum cliente, sempre penso como ele agiria nessa situação”, diz. Nathany conta que desde pequena seu pai era sua maior inspiração e cresceu motivada em sua sabedoria, paciência, sinceridade e inteligência, que são as maiores qualidades do pai, elencadas pela filha. “Ele também é sempre muito animado. Quando estou triste ou quando não sei fazer algo na empresa, ele que vai lá e me anima, não me deixa pra baixo”, declara.

O pai, Josuel, ao longo desses sete anos na CCR MSVia nunca havia imaginado a experiência de trabalhar junto com a filha, e hoje considera gratificante essa nova etapa na vida da família. “Creio que não vou ter dificuldade para trabalhar com ela, ao contrário, que vai ser até melhor, porque vou poder passar dicas e será uma experiência muito boa, ainda mais porque vamos ter a companhia um do outro”, conta.

Natural do Paraná, de uma cidade do interior chamada São Sebastião Moreira, foi, ainda muito pequeno para São Paulo, e passou lá boa parte da vida. Trabalhou por muito tempo como vigilante de carro forte, uma profissão que considerava muito perigosa, e resolveu partir para uma cidade mais calma, com a família. A ideia de buscar um lugar mais tranquilo foi inspirada na própria história do pai, Paulo Lopes da Silva, que trabalhou como vigilante noturno e, ao se aposentar, comprou uma pequena chácara no Paraná. “O meu pai, sempre um paizão presente. Ele infelizmente já se foi, mas se aposentou e fez o que gostava”, lembra.

Josuel entrou na CCR MSVia bem no início das atividades da Concessionária em Mato Grosso do Sul. “Pude conciliar a escala do trabalho com a rotina em família e comecei a construir nossa casa. Já estou quase terminando a obra e fico contente por ter essa tranquilidade de fazer outras coisas”, afirma. Agora, o novo sonho do pai é que a carreira da filha possa seguir e que ela realize seus sonhos. “Em uma cidade pequena, não há muitas oportunidades e agora a incentivo muito nessa nova etapa. Quero passar todo o conhecimento que eu sei, passar os valores que a gente tem, para ela seguir nessa carreira”.

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Mato Grosso do Sul

Rota Cine MS Povos Tradicionais estreia na Comunidade Tia Eva e leva cinema, memória e pertencimento ao público quilombola

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A primeira edição do Rota Cine MS Povos Tradicionais transformou o Centro Comunitário da Tia Eva em um encontro de memória, cultura e afeto. Logo após o tradicional terço realizado durante o mês de maio em celebração a São Benedito, moradores se reuniram quinta-feira (14) para viver uma experiência inédita: uma sessão de cinema dentro da própria comunidade.

Primeira exibição ocorreu na comunidade Tia Eva. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Com pipoca e refrigerante, a ação exibiu o curta sul-mato-grossense “As Marias”, obra que retrata a vida e o envelhecimento de três irmãs trigêmeas. O projeto é realizado em parceria entre a Secretaria de Estado da Cidadania e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, levando produções audiovisuais para comunidades tradicionais do Estado.

A proposta de levar o cinema até os territórios nasceu justamente da necessidade de democratizar o acesso à cultura. Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a ideia inicial previa exibições apenas em espaços centrais, o que dificultaria a participação das comunidades.

“A partir de uma provocação feita dentro da própria comunidade, pensamos: por que não fazer o equipamento chegar até as pessoas? Muitas vezes a locomoção é difícil, especialmente para quem vive em áreas mais afastadas. Quando falamos de política pública, é importante que ela vá até a comunidade, e não que a comunidade precise procurar por ela”, afirmou.

Cinema como encontro de gerações

Seu Borginho descrevendo o que viveu durante sessão, e o quanto projeto é importante para democratizar o acesso ao cinema. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

A sessão emocionou moradores da comunidade, especialmente pessoas idosas, que compartilharam memórias e experiências relacionadas ao cinema e à vida comunitária.

Aos 71 anos, o aposentado Antônio Borges, conhecido como Seu Borginho, contou que não ia ao cinema havia cerca de dez anos. “Tem gente aqui que pode ter certeza que nunca foi ao cinema. E hoje assistiu um filme, teve a oportunidade de apreciar o cinema, comer uma pipoca. Isso é muito importante. Muitas crianças daqui quase não saem da comunidade. Então trazer o filme até aqui mostra outro lado da cultura, que não pode acabar”, afirmou.

Moradora da comunidade desde 2002, Irene Borges revelou que nunca tinha entrado em uma sala de cinema. “Se fosse para a gente ir lá assistir, talvez a gente não fosse. Mas aqui, perto da casa da gente, ficou fácil. Nunca fui ao cinema, nunca tinha visto uma tela grande assim, fiquei emocionada”, contou.

Reflexão sobre ancestralidade e envelhecimento

Depois de curta-metragem, Rota Cine MS Povos Tradicionais vai trabalhar temas como envelhecimento, ancestralidade e memória. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Aos moldes do Cine Maturidade, projeto da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoa Idosa que desde 2023 trabalha o diálogo e a reflexão através do audiovisual, após a exibição, moradores participaram de uma roda de conversa sobre o documentário, conduzido pela subsecretária da Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu.

Seu Borginho relacionou a história das personagens às transformações vividas pelas famílias ao longo do tempo. “A formação da família era totalmente diferente do que acontece hoje. Tudo tinha seu tempo. O respeito era muito grande. A palavra das pessoas antigas valia muito. Isso faz a gente pensar sobre ancestralidade e sobre valorizar aquilo que ficou”, refletiu.

Liderança na comunidade, Vânia Baptista Duarte participou das reflexões na roda de conversa pós-sessão. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

A historiadora e liderança da comunidade, Vânia Lúcia Baptista Duarte, descendente de Tia Eva, destacou como o filme dialoga com as memórias afetivas e com a própria realidade quilombola.

“Algumas coisas permanecem. Quando toca aquela música sertaneja, muitos de nós lembramos das nossas histórias. O filme fala dessa irmandade, dessas mulheres que envelheceram juntas, com alegrias e dores. Mesmo falando das dificuldades, é visível a alegria delas em poder contar a própria história e serem ouvidas”, afirmou.

Para a subsecretária da Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, o Rota Cine MS Povos Tradicionais impacta comunidades a partir do diálogo. “Após cada sessão, vamos compartilhando impressões sobre família, envelhecimento, respeito e ancestralidade, conduzindo o diálogo com escuta e participação de todos”, pontua.

O Rota Cine MS Povos Tradicionais seguirá com novas sessões em comunidades quilombolas e indígenas de Mato Grosso do Sul. Na agenda, os próximos locais serão:

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Comunidade Quilombola São João Batista
📅 21 de maio de 2026
⏰ 19h30

Rota Cine MS – Povos Tradicionais
📍 Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Buriti (Salão do Janilson)
📅 22 de maio de 2026
⏰ 18h

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Mudanças climáticas: MS lança ação integrada e fortalece municípios para enfrentar eventos extremos

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Mato Grosso do Sul deu mais um passo na construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática. Nove municípios do Estado passam a integrar o AdaptaCidades, iniciativa do Governo Federal que apoia a elaboração de estratégias locais para enfrentamento dos impactos das mudanças do clima. Participam do programa Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Paranaíba, Caarapó, Porto Murtinho, Miranda, Ponta Porã e Corumbá.

As ações foram apresentadas quinta-feira (14), na sede do Sebrae-MS em Campo Grande, durante o lançamento da Oficina AdaptaCidades MS, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

A iniciativa conta ainda com apoio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência de cooperação internacional Alemanha-Brasil, parceira na implementação do programa.

A proposta busca preparar os municípios para lidar com desafios cada vez mais presentes no território, como secas, ondas de calor, incêndios florestais e eventos hidrológicos extremos, fortalecendo o planejamento local e a capacidade de resposta das cidades.

O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes e atualmente atende 581 municípios prioritários em todo o país. A meta nacional é ampliar esse alcance até 2035, priorizando regiões mais vulneráveis aos impactos climáticos. Em Mato Grosso do Sul, a adesão foi coordenada pela Semadesc, que atua na articulação entre Governo Federal e municípios sul-mato-grossenses.

Entre as ações previstas estão capacitação técnica de gestores, acesso a dados sobre riscos climáticos, orientação metodológica e apoio na construção dos Planos Municipais de Adaptação. Para o superintendente de Mitigação e Adaptação Climática da Semadesc, Fábio Padilha Bolzan, a adaptação climática precisa estar integrada ao planejamento dos territórios.

“Estamos falando de uma agenda que impacta diretamente segurança hídrica e alimentar, infraestrutura urbana, produção agropecuária e proteção das populações mais vulneráveis. O objetivo é apoiar os municípios na construção de instrumentos permanentes de planejamento e gestão climática que subsidiem a tomada de decisão e o desenvolvimento de políticas públicas mais assertivas e justas”, afirmou.

O coordenador-geral de Integração Multinível e Análise de Riscos do MMA, Lincoln Alves, destacou o caráter colaborativo da proposta. “Estamos estruturando uma governança integrada entre municípios, estados e Governo Federal para enfrentar os impactos das mudanças climáticas de forma coordenada e contínua”, ressaltou.

Representando a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Isadora Buchala ressaltou a importância da cooperação internacional no fortalecimento das capacidades locais de adaptação climática e na construção de estratégias territoriais mais resilientes

Ponto focal e coordenadora da iniciativa AdaptaCidades em Mato Grosso do Sul, Vanilva de Oliveira enfatizou que o programa busca ampliar a capacidade técnica das gestões locais. “A proposta é apoiar os municípios na identificação de vulnerabilidades e no desenvolvimento de estratégias mais eficientes para responder aos desafios climáticos”, explicou.

Já o secretário-adjunto de Meio Ambiente de Porto Murtinho, Michel Saito, destacou a importância da iniciativa para municípios historicamente expostos a eventos extremos. “Essa construção fortalece nossa capacidade de planejamento e resposta diante de cenários climáticos cada vez mais desafiadores”, afirmou.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Rosana Siqueira e Andressa Camillo

Fonte: Governo MS

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